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História de extraterrestre 7 a 8 anos Leitura 10 min.

O sorriso que veio do céu

Miguel desenha um rosto sorridente que atrai Luma, uma pequena criatura luminosa de outra estrela. Juntos, eles vivem aventuras que ensinam sobre amizade, arte e a confiança nas pequenas coisas.

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Menino de 8 anos, rosto redondo, cabelo castanho desgrenhado, olhos grandes e curiosos, sentado num banco de parque segurando um grande caderno de desenho aberto que mostra um rosto sorridente; uma pequena criatura extraterrestre luminosa chamada Luma, em forma de bola translúcida com rosto de grandes olhos e largo sorriso, tons pastel (azul pálido e rosa), flutuando à altura das mãos do menino e emitindo um brilho suave; uma mulher idosa (cerca de 60 anos) de cabelo grisalho preso em coque e vestido florido, sorrindo e parada um pouco atrás junto a um caminho de cascalho; cenário: pequeno parque ao crepúsculo com relva verde, flores silvestres, banco de madeira gasto e uma casa de tijolos vermelhos ao fundo com uma luzinha no telhado, céu laranja com nuances de azul; situação: encontro mágico — o menino mostra seu desenho e a criatura surge de uma pequena esfera de luz, troca de olhares cúmplices e atmosfera doce de maravilhamento; estilo visual: traço fino a lápis, entintado delicado, aquarela leve em tons quentes e pastéis, textura de papel visível, composição centrada e iluminação suave vinda da criatura. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O desenho no caderno

Miguel tinha sete anos e um caderno que levava para todo lado. Era um caderno de folhas brancas onde ele desenhava amigos, céu e planetas coloridos. Numa tarde de sábado, sentado no banco do parque, Miguel rabisca um rosto redondo, dois olhos grandes e um sorriso tão largo que quase saía da página.

"Ele gosta de sorvete?" perguntou Miguel para a folha, rindo.

Uma senhora que passava parou e sorriu. "Que desenho bonito. Parece um amigo."

Miguel olhou para o rosto no caderno. "É um amigo. Ele é de longe."

"De longe de verdade?" a senhora perguntou, curiosa.

"Sim," disse Miguel. "Ele é de outra estrela. Eu ainda não sei o nome, então eu só desenho o sorriso dele."

O sol começava a se pôr. Miguel fechou o caderno com cuidado. "Amanhã eu volto para desenhar o corpo," prometeu. Antes de ir para casa, ele colocou o caderno dentro da bolsa e sentiu, por um segundo, como se o desenho piscasse para ele. Mas era só o vento, pensou Miguel, e foi dormir com o caderno debaixo do travesseiro.

Capítulo 2 — Uma visita luminosa

Na manhã seguinte, quando abriu as cortinas, Miguel viu algo brilhando no céu. Não era um avião. Não era um helicóptero. Era uma luz pequena que descia devagar, como uma lanterna que vagueia pelo ar.

"Olha!" chamou Miguel correndo até o jardim. A luz pousou no telhado da casa ao lado e fez um som suave, como se cantasse.

Miguel foi até lá, com o caderno na mão. Da pequena luz saiu uma bolinha que flutuou até ele. Ela abriu-se como uma flor e, no meio, apareceu o rosto que Miguel tinha desenhado: redondo, olhos grandes e um sorriso enorme.

"Olá," disse a criatura com uma voz que soava como bolhas de água. "Eu sou Luma."

Miguel arregalou os olhos e depois sorriu. "Eu sou Miguel. Você é o amigo do meu desenho!"

Luma riu — um risinho que era um brilho. "Eu vi o seu desenho de longe. Desenhos são como mapas para nós."

Miguel ficou muito curioso. "Como você veio até aqui?"

"Meu navio é pequeno," explicou Luma. "Eu sigo linhas de cor. O seu sorriso tem muita cor. Posso ficar um pouco?"

Miguel pensou por um segundo. Ele lembrava de todas as histórias que a professora contava sobre confiar nos outros. "Claro," disse ele. "Você pode ficar. Quer ver meu caderno?"

Luma piscou e, com delicadeza, pousou sobre o caderno aberto. "Que mãos gentis," disse. "Você desenha com confiança."

"Eu desenho amigos porque gosto de acreditar que o mundo tem mais sorrisos," disse Miguel.

Luma estendeu uma antena que brilhava como um lápis. "Então vamos explorar sorrisos juntos."

Capítulo 3 — O cinema de arte e as imagens que falam

Miguel teve uma ideia. "Vamos ao cinema de arte. Eu adoro aquele lugar. Tem poltronas antigas e filmes que parecem pinturas."

"Cinema?" Luma repetiu, curiosa. "O que é um cinema?"

"É um lugar onde as imagens contam histórias na parede grande," explicou Miguel. "Tem pipoca e luzes. É um lugar calmo e bonito."

Eles foram de bicicleta até o centro, Luma acomodada numa cestinha coberta por um lenço que brilhava. Na porta do cinema, o senhor que vendia ingressos ergueu as sobrancelhas ao ver a bolinha luminosa, mas sorriu quando Miguel falou o nome do filme: "As Estrelas Pintoras".

"É a sessão das quatro," disse o senhor. "Crianças pagam meia. E sorridentes entram de graça."

Luma fez uma pequena dança de alegria. Dentro, a sala tinha cadeiras de veludo e cortinas vermelhas. As luzes se apagaram com um sussurro, e a tela grande começou a acender.

No filme, pinturas se moviam como se tivessem vida. Céus azuis caminhavam, árvores cochichavam segredos e personagens desenhados tomavam chá com cometas. Luma observou encantada. "As imagens falam," disse.

"Elas conversam com o coração," explicou Miguel, aconchegando-se na poltrona. Ao lado, Luma colocava a mão sobre o peito e imitava os sons do filme: "Hum, hum."

Quando a cena mostrou um pintor que pintava uma estrela que queria sorrir, Miguel sussurrou: "Isso é como você. Você apareceu por causa do meu desenho."

Luma laminou a antena contra o ombro de Miguel. "Seu desenho me chamou. E o seu coração me respondeu."

No final do filme, as luzes voltaram devagar. A sala aplaudiu e, por um momento, Miguel achou que as cadeiras também aplaudiam, rangendo de um jeito feliz. Na saída, o senhor do bilhete entregou a Miguel um pequeno folheto do cinema.

"Para que você guarda isso?" perguntou Miguel.

"Para lembrar das imagens que gostamos," disse o senhor. "E para lembrar dos amigos que a arte traz."

Miguel colocou o folheto no caderno, junto do desenho do rosto sorridente. Luma iluminou a página como se lesse junto.

Capítulo 4 — Descobertas e confiança

Enquanto caminhavam para casa, um grupo de crianças no parque começou a fazer perguntas. "Um extraterrestre de verdade?" "Ele é bonito?" "Ele come sorvete?"

Miguel respirou fundo. Ele lembrou de quando a professora disse que confiança se constrói com palavras e ações pequenas. Ele falou com calma. "Ele é meu amigo. Ele veio por causa de um desenho. Podemos conversar e brincar. Ele não é perigoso."

Luma acenou com sua antena e apresentou-se outra vez. "Oi! Eu gosto de rodar no carrossel e de ouvir histórias com pipoca."

As crianças sorriram. Logo, todos estavam contando histórias e oferecendo pedacinhos de pipoca para Luma, que experimentou e fez um som que era quase um aplauso. "É doce," disse ela.

Mais tarde, Miguel e Luma sentaram num banco. Miguel abriu o caderno e mostrou o desenho. "Eu desenhei você primeiro," disse ele. "Depois você veio."

Luma pousou a mão luminosa sobre o papel. "Você desenhou meu primeiro sorriso. Eu quis encontrar as cores do seu traço."

Miguel ficou feliz e perguntou: "Você sente saudade de casa?"

"Às vezes," respondeu Luma. "Mas sentimentos são como nuvens — passam e mudam de forma. E agora eu tenho aqui uma casa também, no seu caderno."

Miguel sentiu o peito aquecer. "Você vai ficar sempre?"

Luma pensou. "Meu trabalho é viajar, ver desenhos e contar o que encontrei. Mas eu prometo voltar se você continuar a desenhar."

"Então eu vou desenhar todos os dias," disse Miguel resoluto.

Capítulo 5 — O álbum fechado e a promessa

Chegou a hora de Luma partir. A pequena luz voltou a brilhar risonha e o ar fez um leve som de sino. Miguel sentiu um pouco de tristeza, mas também confiança — porque ele acreditava no que tinha vivido.

"Eu tenho um presente," disse Luma, e tocou o caderno. No centro da página onde o rosto sorridente estava desenhado, apareceu um pontinho de luz que se movia como uma bolha. "Isso é um pedacinho do meu caminho. Sempre que você olhar, lembrará que não está sozinho."

Miguel tocou a luz que piscou como uma estrela. "Obrigada, Luma," disse ele. "Você trouxe coragem para eu desenhar mais."

Luma sorriu. "E você me mostrou como um sorriso pode ser um mapa."

Eles foram para o telhado da casa ao lado, onde o pequeno navio de Luma brilhava como um lenço de estrelas. Antes de subir, Luma disse: "Confie nos seus desenhos, Miguel. E confie nas pessoas. Um amigo aparece quando você é gentil."

Miguel acenou. "Prometo."

Luma subiu, o navio fez um gesto suave e, num sopro de luz, desapareceu no céu. Miguel ficou olhando as estrelas por um momento e, depois, voltou para casa com o caderno abraçado no peito.

Naquela noite, antes de dormir, ele colocou o folheto do cinema e o papel com a bolha de luz em ordem no caderno. Abriu uma última página em branco e desenhou o que sentia: um menino e uma bolinha de luz de mãos dadas, caminhando por uma rua de pinturas.

"Boa noite," murmurou Miguel, e sentiu a casa cheia de calma.

Na manhã seguinte, ele mostrou o caderno para a professora que sorriu. "Histórias como essa mostram coragem e confiança," disse ela. "Guarde bem esse álbum."

Miguel fechou o caderno com cuidado. O desenho do amigo sorridente parecia dormir sob o papel. Miguel colocou o caderno na prateleira, ao lado de outros livros, e soprou por cima como quem dá boa sorte.

Quando a capa bateu, um pequeno brilho escapou por um instante, como se dissesse adeus e até logo. Miguel sorriu. Ele sabia que o mundo era grande, cheio de cores e amigos invisíveis, e que bastava desenhar para encontrá-los. O álbum ficou quieto e fechado, guardando sorrisos e promessas.

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Rabisca
Desenha depressa, com riscos soltos numa folha ou caderno.
Caderno
Livro de folhas em branco onde se desenha e escreve.
Bolinha
Uma pequena esfera; algo redondo e pequenino.
Antena
Peça fina que parece um fio e capta sinais ou luzes.
Navio
Veículo grande que voa aqui como um barco de céu.
Cinema de arte
Lugar onde se vê filmes calmos e com imagens bonitas.
Poltronas
Cadeiras grandes e confortáveis que ficam nas salas de cinema.
Folheto
Papel pequeno com informação ou desenho para guardar.
Aconchegando-se
Acomodando-se com calma e conforto, ficando quentinho.
Cochichavam
Falavam baixinho, quase sussurrando, para não ser ouvido.

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