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História de pequenos investigadores 9 a 10 anos Leitura 11 min.

o segredo do parque da figueira

Tomás, Inês e Miguel tornam-se detetives e seguem pistas misteriosas no Parque da Figueira, onde descobrem uma caixa cheia de segredos e se deparam com um gatinho perdido. Através de sua aventura, eles aprendem sobre a importância da amizade e do trabalho em equipe.

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Um garoto de 10 anos, Tomás, com cabelos castanhos bagunçados e olhos brilhantes de curiosidade, está agachado perto de um velho tronco de árvore, segurando uma lupa na mão direita. Seu rosto expressa excitação e determinação enquanto examina atentamente o chão coberto de folhas. Ao lado dele, Inês, uma menina de 10 anos com longas tranças loiras e um sorriso travesso, observa com interesse, com as mãos na cintura. Ela usa uma camiseta colorida e um short jeans, pronta para ajudar seu amigo na investigação. Miguel, um garoto de 10 anos com cabelos curtos e olhos vivos, está um pouco atrás, rindo e segurando um biscoito, adicionando um toque de leveza à cena. O local é o parque da Figueira, com uma grande figueira majestosa ao fundo, suas ramas estendidas oferecendo sombra. Flores coloridas e arbustos verdes cercam o tronco, e um pequeno lago brilha ao longe sob o sol poente. A situação principal mostra Tomás descobrindo um antigo baú de madeira enterrado no chão, cercado por seus amigos, todos ansiosos para descobrir o que ele contém, criando uma atmosfera de mistério e aventura. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério no Parque da Figueira

O Tomás era um rapaz curioso, de olhos atentos e cabelo sempre despenteado, que vivia numa pequena cidade onde todos se conheciam. Mas havia um segredo que só ele e os seus amigos pareciam notar: quase todas as semanas, algo estranho acontecia no Parque da Figueira, o parque onde brincavam todos os dias depois da escola.

Naquela terça-feira, Tomás chegou mais cedo ao parque, com a sua bicicleta vermelha. Nas costas, levava uma mochila cheia de tesouros: uma lanterna, um bloco de notas, uma lupa e alguns biscoitos de chocolate. Ele era o detetive oficial do grupo, sempre pronto para um novo enigma.

Logo chegaram a Inês, com as suas tranças longas, e o Miguel, que era o mais rápido a correr e sempre tinha uma piada pronta. Juntos formavam os “Exploradores do Parque”.

— Estão prontos para mais uma aventura? — perguntou Tomás, erguendo a lupa como se fosse um capitão de navio.

— Com certeza! — respondeu a Inês, sorrindo. — Mas hoje não há mistério nenhum, pois não?

— Nunca se sabe… — disse Miguel, olhando à sua volta.

Foi então que ouviram um barulho estranho vindo do lado oposto do parque, junto à velha figueira. Era como se alguém estivesse a arrastar algo pesado pelo chão.

— Ouviram isto? — sussurrou a Inês, arregalando os olhos.

Tomás já estava a escrever no seu bloco: “Barulho estranho junto à figueira. Investigação urgente!”

Sem hesitar, os três amigos dirigiram-se a correr até ao local. Esconderam-se atrás de um banco de jardim, tentando ver o que se passava. Ali, viram pegadas frescas na terra, e uma cerca viva com um buraco recém-aberto.

— Isto é novo… — murmurou Tomás, agachando-se para examinar as pegadas.

— Vamos seguir as pistas! — exclamou Miguel, e os três, de coração aos pulos, prepararam-se para mais um mistério no Parque da Figueira.

Capítulo 2: O Caminho Escondido

O buraco na cerca parecia ter sido aberto há pouco tempo. Do outro lado, entre silvas e folhas caídas, viam-se marcas como se alguém tivesse passado apressado.

— Acham que devemos entrar? — perguntou a Inês, hesitante.

— Claro! — respondeu Tomás, já empurrando a mochila para dentro do buraco. — Detetives nunca recuam diante do desconhecido!

Miguel sorriu e foi o primeiro a atravessar. Do outro lado havia um pequeno trilho, escondido por ramos e folhas. O chão estava coberto de pegadas e havia uma pena azul presa num arbusto.

Tomás pegou na pena e mostrou-a aos amigos.

— Isto é estranho. Não existem pássaros com penas azuis tão grandes aqui no parque, pois não?

— Talvez alguém tenha deixado cair — sugeriu Miguel, sempre prático.

— Ou talvez seja uma pista… — disse Inês, pensativa.

Seguindo o trilho, ouviram de novo o barulho arrastado, agora mais distante. O caminho levava-os cada vez mais para dentro do parque, até chegarem a um pequeno lago escondido, onde nunca tinham estado antes.

À beira do lago, havia uma caixa de madeira, meia enterrada na terra. Tomás ajoelhou-se e começou a escavar com as mãos.

— Vejam isto! — exclamou, enquanto tirava a caixa do chão.

Ao abri-la, encontraram dentro várias pedras coloridas, pedaços de cordel, mais penas azuis… e um papel dobrado.

— Um mapa! — gritou Miguel, pegando no papel.

O mapa mostrava o parque, com um caminho marcado a vermelho, terminando numa árvore com um grande X.

— Isto está a ficar cada vez mais misterioso… — murmurou Inês, os olhos brilhando de excitação.

Antes de seguirem, Tomás lembrou-se de uma coisa importante.

— Esperem! Se este é o esconderijo de alguém, temos de ter cuidado. E se for perigoso?

— Mas também pode ser só uma brincadeira! — contrapôs Miguel, piscando o olho.

— Vamos juntos — disse Inês, colocando a mão no ombro de Tomás. — Somos uma equipa.

Decidiram então seguir o caminho do mapa, atentos a todos os detalhes.

Capítulo 3: Pistas e Pegadas

O trilho desenhado no mapa passava por vários pontos do parque que eles já conheciam, mas também por outros que nunca tinham explorado. A cada árvore, Tomás verificava se encontrava mais penas ou outras pistas.

— Olhem ali! — exclamou Inês, apontando para uma pedra com um símbolo desenhado a giz.

Miguel, com a sua rapidez habitual, correu até lá e leu em voz alta: “Siga as penas para encontrar o segredo”.

— Então as penas são mesmo importantes! — disse Tomás, anotando tudo no bloco de notas.

Mais à frente, encontraram uma corda pendurada numa árvore baixa. Miguel não resistiu e fez um pequeno baloiço, mas Tomás insistiu para continuarem.

— O mapa diz para virarmos à esquerda junto à “árvore do sorriso” — explicou Tomás.

— Qual será a árvore do sorriso? — perguntou Inês.

Ficaram a olhar à volta até Miguel apontar para uma enorme árvore cuja casca parecia formar uma boca sorridente.

— Deve ser aquela! — disse ele, rindo.

Ao passarem por baixo dos ramos, sentiram uma brisa leve e ouviram um farfalhar misterioso. No chão, mais penas azuis.

— Estão a ver? — Tomás estava cada vez mais animado. — Isto não pode ser coincidência.

O caminho terminava num pequeno monte coberto de musgo. Segundo o mapa, o X estava mesmo ali.

— E agora? — perguntou Inês, olhando à sua volta.

Tomás pensou por um momento. Depois, pegou na sua lanterna e iluminou cuidadosamente o chão. Foi então que viu algo a brilhar junto a uma raiz.

— Acho que encontrei! — exclamou, começando a escavar.

Os amigos ajudaram e logo desenterraram um pequeno estojo de lata. Ao abri-lo, encontraram um bilhete, escrito numa letra engraçada:

“Parabéns, exploradores! Se querem descobrir o segredo do parque, procurem onde as rãs cantam à noite…”

— O lago das rãs! — gritou Miguel. — Mas o que será o segredo?

Capítulo 4: O Segredo das Rãs

Ao entardecer, os três amigos dirigiram-se ao lago das rãs, um local onde gostavam de ouvir o coaxar nas noites de verão. Sentaram-se na margem, atentos a qualquer sinal.

— Acham que há mesmo um segredo aqui? — perguntou Inês em voz baixa.

— Só há uma maneira de descobrir — disse Tomás, acendendo a lanterna e iluminando a água à procura de pistas.

Foi então que, entre as pedras, Miguel encontrou uma tampa de frasco de vidro. Com cuidado, puxou-a para fora da água. Dentro do frasco havia um papel enrolado.

— Outra mensagem! — exclamou Tomás, desembrulhando o papel.

Desta vez, a mensagem dizia: “Quem ajuda as rãs será recompensado. Procurem o velho tronco caído.”

— Lembram-se daquele tronco enorme perto do escorrega? — perguntou Inês.

— Sim! — disseram os outros dois em uníssono.

Correram até lá e começaram a procurar. De repente, ouviram um miado baixinho vindo de dentro do tronco.

— Um gato? — estranhou Miguel.

Com cuidado, olharam para dentro e viram um pequeno gatinho branco preso entre os ramos.

— Pobrezinho! — disse Inês, estendendo a mão. — Está assustado.

Tomás lembrou-se dos biscoitos que trazia na mochila e ofereceu um ao gatinho, que saiu devagarinho e ronronou de felicidade.

— Acho que o segredo do parque era este! — sorriu Tomás. — Alguém queria que encontrássemos este gatinho e o ajudássemos.

— Mas quem terá preparado tudo isto? — perguntou Miguel, olhando à sua volta.

— Talvez algum amigo das rãs… ou dos gatos! — brincou Inês.

Nesse momento, ouviram uma risada suave atrás deles. Era a Dona Rosa, a jardineira do parque, que tinha observado tudo à distância.

— Muito bem, pequenos detetives! — disse ela, aplaudindo. — Queria ver se eram capazes de seguir as pistas até ao fim. O gatinho perdeu-se ontem, e achei que esta era uma boa maneira de o encontrar e de vos pôr a pensar.

— Fomos apanhados! — riu Tomás, mas sentiu-se orgulhoso.

Capítulo 5: O Clube dos Exploradores

No dia seguinte, os amigos voltaram ao parque para brincar, mas agora sentiam-se diferentes. Tinham resolvido um mistério de verdade, ajudado um animal e trabalhado em equipa.

O pequeno gato, a quem chamaram Bolinha, correu atrás deles o dia todo, feliz e seguro.

Tomás abriu o bloco de notas e escreveu:

“Missão cumprida: encontrámos o segredo do parque, seguimos as pistas, salvámos o Bolinha e aprendemos que juntos conseguimos resolver qualquer mistério!”

— Temos de criar um clube de detetives a sério! — propôs Inês, entusiasmada.

— Concordo! — respondeu Miguel. — Os Exploradores do Parque vão resolver todos os mistérios da cidade!

— E sempre com uma mochila cheia de biscoitos para emergências — acrescentou Tomás, rindo.

Sentaram-se juntos debaixo da velha figueira, olhando para o parque que, agora, parecia cheio de novas possibilidades e segredos por descobrir.

E tu? Se fosses um Explorador do Parque, qual seria o teu primeiro mistério? Será que consegues encontrar pistas e resolver enigmas como Tomás, Inês e Miguel? Aventura-te e descobre o detetive que há em ti!

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Um problema ou questão que é difícil de resolver ou entender.
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Quando alguém está indeciso ou inseguro sobre o que fazer.
Farfalhar
O som que as folhas ou objetos fazem ao se mexerem ou serem tocados.
Misterioso
Algo que não é claro, que gera dúvida ou curiosidade.
Ronronou
O som suave que os gatos fazem quando estão contentes.

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