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História de pequenos investigadores 9 a 10 anos Leitura 8 min. (1)

O mistério do carrinho do subsolo

Sofia investiga o desaparecimento de um carrinho de restaurante no prédio, seguindo pistas pelo subsolo e conversando com vizinhos para descobrir quem está envolvido.

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Uma menina de 10 anos, Sofia, rosto redondo e olhos castanhos avelã grandes, cabelo castanho claro em trança, roupa casual com colete amarelo, agachada puxando uma lona azul e descobrindo um pequeno carrinho metálico de rodas brilhantes; um menino de 10 anos, Tomás, cabelo preto despenteado, rosto levemente corado, segurando um guarda-chuva vermelho dobrado, envergonhado mas aliviado, em pé atrás do carrinho na pequena varanda; a Sra. Marta, cerca de 45 anos, pele clara, cabelo grisalho preso em coque e mancha de tinta na bochecha, abrindo a porta-janela com a mão na maçaneta, expressão entre embaraço e compreensão; varanda urbana apertada com vasos de barro, caixas de madeira empilhadas, manchas de tinta no chão de cimento e uma nota rasgada sobre o carrinho, gotas de água na lona e luz suave de fim de tarde — descoberta do carrinho roubado, tensão leve e alívio iminente. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O aviso no mural

Sofia tinha nove anos e um caderno de perguntas que ela carregava como um tesouro. Naquele sábado, ela ia ao mercado com a mãe. No chão perto da entrada, um bilhete amarelo chamava atenção no mural comunitário: "Sumiu o carrinho de restaurante. Recompensa. Procurar no subsolo." Sofia franziu a testa. Um carrinho? No subsolo do prédio onde moravam havia um grande estacionamento com carros, bicicletas e um canto cheio de caixas. Era um lugar que ela conhecia bem.

— Podemos olhar, mãe? — perguntou Sofia, segurando a mão dela.

— Só se for rápido e com cuidado — disse a mãe — e sem tocar em nada que não seja nosso.

Sofia anotou no caderno: 1) Carrinho sumiu. 2) Procurar no subsolo. Ela adorava listas. Era a primeira pista.

Capítulo 2 — O depoimento do zelador

No elevador, Sofia fez perguntas ao zelador, o Sr. Jorge, que cheirava sempre a café. Ele contou que o carrinho era pequeno, metálico, com rodas barulhentas, usado por um restaurante para levar sacos de comida até os carros. Sumiu na noite passada.

— Não vi ninguém estranho, só pegadas pequenas perto da porta do subsolo — disse o zelador, apontando com a chave. — Pareciam de tênis.

Sofia anotou: 3) Pegadas pequenas. 4) Rodas barulhentas. Ela pediu permissão para olhar as imagens do circuito interno. O zelador hesitou, mas deixou Sofia ver as gravações do corredor. O vídeo mostrava uma figura encapuzada que caminhou devagar até a porta do subsolo às 23h. A figura empurrou algo que rolou com som de metal e rodas. Depois saiu correndo.

— Você viu as mãos? — perguntou Sofia.

— Não — respondeu o zelador. — Mas deixei o filme para você. Talvez encontre algo mais.

Sofia: "O que você acha que apareceu no vídeo? Quem estava com a figura às 23h?" Ela escreveu no caderno e sentiu uma excitação responsável: precisava avisar a mãe de cada passo.

Capítulo 3 — No subsolo escuro

O subsolo tinha luzes amarelas e um cheiro de óleo. Sofia e a mãe estavam acompanhadas do Sr. Jorge. O piso brilhava. Entre carros estacionados, havia um caminho de pequenas rodas que deixavam um risco no pó. Sofia seguiu a trilha com olhos de detetive. As marcas terminavam perto de uma pilha de caixas cobertas por uma lona azul.

Sofia puxou a lona. Debaixo, achou uma capa úmida e, enrolado, o cabo de um guarda-chuva vermelhinho. Havia também um bilhete rasgado com letras redondas: "Devolva antes do almoço." Sofia levantou a sobrancelha. Quem deixaria um pedido assim?

— Olhe para baixo — murmurou o Sr. Jorge, e apontou: pequenas pedras coloridas grudadas no pneu de um carrinho de bebê antigo. As mesmas pedras estavam espalhadas perto da lixeira. Sofia tocou com cuidado e sorriu: eram pedrinhas de um chaveiro que sua amiga Lili tinha perdido semana passada.

Ela anotou: 5) Lona azul. 6) Guarda-chuva vermelho. 7) Pedrinhas do chaveiro da Lili. Sofia fez uma pergunta ao leitor: "Você acha que o carrinho foi escondido ou levado para outro lugar? Por quê?"

Capítulo 4 — O amigo que sabia demais

Sofia e sua mãe foram até a praça onde Lili brincava. Lili tinha um sorriso com dente mole e um caderninho de inscritos no braço. Quando Sofia mostrou a pedrinha, Lili arregalou os olhos.

— Vi um menino ontem com um carrinho metálico. Ele estava com um casaco azul e um tênis que fazia "pi-pi" quando pisava — disse Lili. — Ele disse que ia devolver algo que não era dele. Achei esquisito.

Sofia lembrou das pegadas pequenas e do som de rodas barulhentas. "Pi-pi" de tênis podia ser um tênis novo com sola brilhante. Sofia perguntou: onde o menino morava? Lili apontou para o bloco de apartamentos ao lado. O coração de Sofia bateu mais forte; estava perto.

No caminho, Sofia fez uma última checagem: se o menino tinha dito que ia devolver, talvez estivesse com peso na consciência. Responsabilidade vinha em formas estranhas.

Capítulo 5 — A descoberta no corredor

No corredor do bloco indicado, havia marcas de rodas e um pedacinho do bilhete rasgado preso sob a porta de um apartamento. Sofia pediu que a mãe chamasse a moradora, a Sra. Marta, para abrir. A Sra. Marta era artista e colecionava caixas de madeira. Quando abriu, o cheiro de tinta tomou o corredor.

Dentro do apartamento, numa varanda fechada, Sofia viu a peça que faltava: o carrinho, encostado entre vasos, com o guarda-chuva vermelho apoiado. Havia um bilhete completo sobre ele: "Preciso emprestar por um dia. Devolvo antes do almoço. Desculpe." A letra correspondia à do bilhete rasgado.

— Quem escreveu isso? — perguntou Sofia.

— Foi meu filho, o Tomás. Ele pediu para usar para um projeto da escola — disse a Sra. Marta, um pouco corada. — Ele esqueceu de avisar, e eu não sabia que tinha sido ele.

Tomás, um garoto de dez anos, apareceu com os tênis que faziam "pi-pi". Ele parecia envergonhado. Explicou que pegou o carrinho para um trabalho sobre entrega de comida para idosos. Queria ajudar, mas não teve coragem de pedir autorização.

Sofia olhou para Tomás com seriedade e doçura. — Você aprendeu algo? — perguntou. Tomás assentiu.

Capítulo 6 — Voltar ao normal e a lição

O carrinho voltou ao restaurante. O dono sorriu aliviado e ofereceu um pedaço de bolo como agradecimento. Tomás pediu desculpas e prometeu que, da próxima vez, pediria permissão. A Sra. Marta concordou em ajudar nas entregas com autorização. O Sr. Jorge apertou a mão de Tomás e disse algo que fez o menino rir.

Sofia rabiscou no caderno: "Responsabilidade: pedir antes, dizer a verdade depois." Ela percebeu que resolver mistérios era também cuidar das pessoas. Antes de ir embora, ela perguntou ao leitor: "Se você estivesse no lugar de Tomás, como pediria ajuda para emprestar algo? Escreva no seu caderno."

O subsolo voltou a ser apenas um lugar de carros e bicicletas. À noite, Sofia colocou seu caderno na mesa e olhou para a janela. Sentiu-se satisfeita: tinha ajudado a encontrar o carrinho e a ensinar uma lição importante. Dormiu com sonhos de pistas e rodas que faziam "pi-pi", sabendo que, quando alguém agir com responsabilidade, o dia fica mais tranquilo para todos.

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Mural comunitário
Uma parede ou quadro onde pessoas do prédio deixam avisos e recados para todos.
Subsolo
Parte de um prédio abaixo do chão, geralmente com garagem ou depósitos.
Estacionamento
Lugar onde se deixam carros e bicicletas parados.
Recompensa
Algo oferecido para quem encontrar ou devolver alguma coisa perdida.
Circuito interno
Câmeras e equipamentos que gravam imagens dentro do prédio.
Encapuzada
Pessoa com capuz cobrindo a cabeça, que fica difícil de reconhecer.
Lona azul
Tecido grosso de cor azul usado para cobrir ou proteger coisas.
Bilhete rasgado
Papel com mensagem que foi partido em pedaços.
Varanda fechada
Espaço ao lado do apartamento que tem vidro ou tela, não aberto ao ar livre.
Responsabilidade
Dever de cuidar, cumprir promessas e reparar erros feitos.

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