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História de pequenos investigadores 9 a 10 anos Leitura 7 min. (1)

O mistério da foto borrada

Clara investiga quem borrara o rosto de uma foto da turma no refeitório, seguindo pistas entre colegas e descobrindo motivos que explicam o mistério.

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Clara, 10 anos, entusiasmada e concentrada, cabelo castanho claro apanhado em rabo, olhos verdes, veste um suéter amarelo com manchas de tinta e cola pequenos chapéus de papel numa grande foto mural; Sofia, 10 anos, tímida e aliviada, cabelo curto preto, com avental azul cheio de cola, estende um pincel desde a esquerda; Amanda, 10 anos, reservada que sorri, cabelo loiro em rabo, de vestido vermelho, aponta para o rosto transformado em princesa; Tomás, 11 anos, surpreso e rindo, cabelo castanho despenteado, segura um pote de cola aberto junto aos materiais de arte; a cantina escolar é ampla e luminosa com longas mesas de madeira, cadeiras coloridas e um grande quadro com a foto da turma; na mesa há colas, tesouras, marcadores grossos, papéis coloridos recortados e autocolantes de estrela; a cena mostra as crianças a transformar uma foto danificada numa obra coletiva com colagens, desenhos e gestos precisos num ambiente alegre e solidário, em cores vivas e contraste estilo banda desenhada europeia. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O Mistério no Refeitório

Era uma segunda-feira chuvosa quando Clara, de dez anos, entrou no refeitório da escola. O cheiro de arroz doce misturado com sopa pairava no ar. As mesas estavam cheias de risadas e barulho de talheres. Mas, algo estranho chamou a atenção de Clara. Na parede, acima do balcão, havia uma foto grande da turma, mas agora estava diferente: alguém tinha borrado o rosto de uma das crianças na imagem!

Clara era apaixonada por mistérios. Ela tirou da mochila seu inseparável caderno de detetive, onde anotava tudo o que achava suspeito. Ela se aproximou da foto e observou com atenção. O rosto borrado parecia ter sido coberto com algum tipo de pasta branca — talvez cola escolar? Ela sabia que teria que desvendar o mistério de quem fez aquilo e por quê.

Com seu olhar atento, Clara anotou os detalhes: “Segunda-feira, refeitório, foto da turma borrada. Suspeita: cola escolar. Missão: descobrir quem foi.” Ela sentiu um arrepio de empolgação. Seu primeiro passo seria conversar com Dona Rita, a cozinheira que sempre via tudo.

Capítulo 2 — Primeiras Pistas

Dona Rita enxugava as mãos no avental quando Clara se aproximou. “Dona Rita, a senhora viu alguém estranho perto da foto hoje?”, perguntou a menina, com ar sério. Dona Rita riu de leve. “Ah, Clara, sempre tão curiosa! Vi só o Tomás, tentando pegar um biscoito antes do almoço, mas de resto, nada demais.”

Clara agradeceu e foi até Tomás, que estava terminando a sobremesa. “Tomás, você mexeu na foto hoje?”, perguntou sem rodeios. Ele arregalou os olhos. “Eu? Só queria um biscoito… Nem vi a foto!”

Enquanto conversava, Clara olhou ao redor. Havia restos de cola escolar na mesa de artes, na esquina do refeitório. Ela seguiu até lá e encontrou um pote aberto, com cola escorrendo. Ao lado, um pincel e um guardanapo usado. Uma pista importante!

Ela anotou: “Cola de artes encontrada. Alguém esteve aqui pouco antes do almoço.” Olhou para os colegas, tentando adivinhar quem poderia ser.

Capítulo 3 — A Teoria das Três Mãos

Clara decidiu sentar-se perto do mural, observando o comportamento dos amigos. Percebeu que Sofia, sempre animada, estava mais calada que o normal. Enquanto comiam, Clara puxou assunto. “Você viu o que aconteceu com a foto da turma?”

Sofia desviou o olhar. “Vi que está estranha, mas não sei quem fez. Devia ser alguém com uma boa ideia… ou uma ideia atrapalhada!” Ela deu um sorrisinho nervoso.

Clara, desconfiada, lembrou que Sofia adorava fazer colagens e sempre carregava um estojo cheio de canetas e pincéis. A detetive mirim teve outra ideia: checar as mãos dos colegas. Quem tivesse vestígios de cola poderia ser o culpado ou, pelo menos, saber algo.

Ela passou pelas mesas disfarçadamente. O Felipe veio brincar com ela; suas mãos estavam limpas. De repente, reparou que Sofia tentava esconder a mão atrás das costas. Clara se aproximou, rindo: “Sofia, deixa eu ver sua mão!”

Sofia mostrou a mão, mas tinha um restinho de cola entre os dedos. “Ah, é que a aula de artes hoje foi um desastre… Derrubei cola em tudo!”, explicou, um pouco corada.

Capítulo 4 — O Porquê do Borrão

Clara resolveu conversar mais com Sofia, longe dos outros. Foram juntas ao pátio, enquanto o recreio começava. “Sofia, se você quiser me contar o que aconteceu, eu prometo não brigar. Detetives também sabem guardar segredo.”

Sofia respirou fundo. “Eu só queria ajudar… Sabe a Amanda? Ela ficou triste porque na foto aparece com molho de tomate na camisa. Ela pediu para eu tentar apagar o rosto dela, mas eu não consegui. Usei cola, tentei cobrir, mas ficou pior. Agora estou com medo dos outros rirem dela.”

Clara sorriu compreensiva. “Amanda não queria que todo mundo visse o acidente na foto, né? Você tentou ajudar. Mas podemos resolver isso juntas! Se a turma ajudar, podemos fazer uma nova foto ou, quem sabe, decorar a antiga com desenhos legais para que todos fiquem felizes.”

Sofia abriu um sorriso de alívio. “Você acha mesmo?” Clara assentiu, animada. “Tenho certeza! E ser amiga é isso: ajudar, mas também pedir ajuda quando precisa.”

Capítulo 5 — Uma Solução Criativa

Clara chamou Amanda e explicou que todos sabiam sobre o molho de tomate, mas ninguém ligava — todo mundo já teve um acidente engraçado. Amanda deu uma risada tímida. “Até que ficou engraçado, né?”

No dia seguinte, Clara e Sofia convocaram os colegas para um projeto divertido: transformar a foto borrada em uma obra de arte coletiva. Cada um desenhou algo diferente em volta dos rostos: chapéus coloridos, bigodes, óculos enormes. Amanda ganhou uma coroa de princesa e um cachorrinho desenhado ao lado. A antiga vergonha virou motivo de riso e união.

Enquanto decoravam, Clara percebeu como trabalhar juntos podia resolver até os problemas mais misteriosos. No fim, todos assinaram a nova foto — agora muito mais alegre — e penduraram de volta na parede do refeitório.

Capítulo 6 — Um Caminho Mais Claro

Com o mistério resolvido, Clara sentiu-se orgulhosa. Não apenas descobriu quem borrara a foto, mas também ajudou as amigas a resolverem a situação de forma criativa e divertida. Andando pelo corredor, Clara percebeu que sua escola parecia mais alegre. As crianças dividiam risadas, trocavam ideias e compartilhavam desenhos e histórias.

Clara aprendeu que até os problemas mais complicados podem ser resolvidos juntos, com compreensão e carinho. No caminho de casa, ela desenhou no caderno: “Em equipe, até o maior dos mistérios pode acabar em festa.”

E assim, graças à curiosidade e amizade, um caminho que parecia nublado ficou bem mais claro — e muito mais colorido.

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Refeitório
Sala da escola onde os alunos comem juntos durante o almoço.
Arroz doce
Doce feito com arroz, leite e açúcar, comum em festas.
Talheres
Objetos para comer, como garfo, faca e colher.
Borrado
Que foi coberto ou manchado de modo que ficou confuso.
Pasta branca
Substância cremosa e branca, aqui usada como cobertura na foto.
Cola escolar
Cola usada nas aulas de artes para colar papel e materiais.
Inseparável
Algo ou alguém que está sempre junto e que não se separa.
Caderno de detetive
Caderno onde uma pessoa anota pistas e ideias de investigação.
Avental
Peça que se veste para proteger roupas enquanto cozinha.
Sobremesa
Doce que se come depois do prato principal.
Pincel
Ferramenta com cerdas usada para pintar ou aplicar cola.
Guardanapo
Pequeno pano ou papel para limpar a boca e as mãos.
Recreio
Tempo livre na escola para brincar e descansar entre aulas.
Obra de arte coletiva
Trabalho artístico feito por várias pessoas juntas.

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