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História de pequenos investigadores 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O mistério do foulard azul no elétrico

Tomás perde o seu foulard azul num elétrico e, com a ajuda do amigo Lucas, segue pistas e questiona várias pessoas, vivendo uma pequena aventura cheia de descobertas.

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Quatro personagens: Tomás, menino de 8 anos, cabelos castanhos cacheados, echarpe azul vibrante presa entre o assento e a lateral do velho elétrico; está agachado, com olhos grandes e surpresos, estendendo a mão para recuperar a echarpe; Lucas, menino de 8 anos, cabelos loiros curtos, camiseta amarela, sorriso travesso, ao lado de Tomás apontando o local; a senhora das flores, cerca de 50 anos, cabelos grisalhos trançados, chapéu de abas largas com pequenas flores, vestido estampado, segura uma cesta de flores perto da porta e observa agradecida; o condutor, cerca de 40 anos, bigode fino, uniforme azul-marinho e boné, está na cabine da frente sorrindo e levantando a mão em encorajamento. Cenário: interior de um velho elétrico amarelo pintado em aquarela, bancos de madeira envernizados, pegas metálicas, grande janela com reflexos de sol e silhuetas de prédios desfocados, chão claro com migalhas; atmosfera calorosa e luminosa em tons pastéis, cena de cooperação alegre e suave enquanto os meninos tentam libertar a echarpe. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério do Foulard Desaparecido

Era um dia de sol e as ruas da cidade brilhavam. Tomás e Lucas, dois amigos inseparáveis, tinham acabado de sair da escola. Caminhavam juntos, rindo, até à paragem do elétrico. Os dois adoravam o elétrico amarelo, que andava devagar e fazia ‘tin-tin' quando virava a esquina. Nesse dia, Tomás trouxe o seu foulard azul favorito, dado pela avó no seu aniversário.

Os meninos subiram para o elétrico cheios de entusiasmo. Sentaram-se junto à janela e olharam para as pessoas a entrar e sair. Adoravam observar tudo: os candeeiros que passavam, o senhor bigodes que lia o jornal, a senhora das flores com um grande chapéu colorido.

Tomás apertou o foulard ao pescoço. Gostava de sentir o tecido macio. Lucas olhou para ele e disse com um sorriso:

— Ficas mesmo giro com esse foulard! Pareces um detetive.

Tomás respondeu, rindo:

— Então hoje sou o Detetive Tomás. E tu és o meu ajudante, Lucas!

Ambos riram. O elétrico andava devagar, passando por praças e lojas.

Quando chegou a hora de saírem, Tomás procurou o foulard. Procurou na mochila, debaixo do banco, nos bolsos. Nada. O foulard tinha desaparecido!

Tomás olhou para o amigo, com os olhos muito abertos:

— O meu foulard… não está aqui!

Lucas ficou sério. Sentiu que era hora de ajudar o detetive. Ele disse baixinho:

— Temos um mistério para resolver!

Capítulo 2: As Pistas Secretas

Tomás e Lucas decidiram procurar com calma. Primeiro, olharam em volta. Havia bolachas partidas no chão, um livro de capa verde esquecido num banco, e um botão vermelho brilhante junto ao condutor. Mas do foulard nem sinal.

Lucas lembrou-se de perguntar ao condutor, um senhor de bigode simpático. Aproximou-se e disse:

— Senhor condutor, viu por acaso um foulard azul?

O condutor pensou, mexendo no bigode.

— Vi sim, meninos! Vi algo azul caído perto daquela senhora das flores. Mas depois vi o menino das sardas a apanhar qualquer coisa. Podem perguntar-lhe!

Tomás e Lucas procuraram pelo menino das sardas. Ele estava sentado junto à porta, a olhar pela janela. Aproximaram-se devagar.

— Olá! Viste por acaso um foulard azul? — perguntou Tomás.

O menino sorriu e abanou a cabeça.

— Não vi nada, mas vi uma senhora alta com um cachecol colorido apanhar qualquer coisa do chão.

Agora, Tomás e Lucas estavam ainda mais atentos. Olharam em volta até verem a senhora com o chapéu de flores. Ela sorria, carregando um cesto.

— Podemos perguntar-lhe? — sussurrou Lucas.

— Sim, temos de seguir as pistas — respondeu Tomás.

Aproximaram-se da senhora.

— Senhora, desculpe… Por acaso viu um foulard azul aqui no elétrico?

A senhora pensou, depois abriu o cesto e tirou uma maçã.

— Vi um tecido azul sim, perto do banco dos meninos. Mas quando me aproximei, já não estava lá. Talvez alguém com sapatos vermelhos o tenha levado, pois vi uns pés apressados a passar! — explicou.

Tomás olhou para baixo. Ao fundo do elétrico, viu um menino de sapatos vermelhos, muito curioso, a mexer numa mochila cheia de autocolantes. Lucas sorriu:

— Vamos perguntar!

Desta vez, foram mais confiantes.

Capítulo 3: Uma Descoberta Surpreendente

O menino dos sapatos vermelhos olhou para Tomás e Lucas com surpresa.

— Eu? Ah, apanhei uma coisa azul do chão, sim… mas era só um lenço de papel! — disse, mostrando um lenço amarfanhado.

Tomás sentiu-se um pouco desanimado. O mistério era mais difícil do que parecia. Lucas não queria que o amigo ficasse triste. Olhou então para trás e pensou, “Onde poderá o foulard estar escondido?”

De repente, o elétrico fez uma curva. Algo azul caiu suavemente de cima de um banco, quase como uma borboleta!

— Olha! — exclamou Lucas.

Ambos correram até ao local e, finalmente, encontraram o foulard. Estava preso entre o banco e a parede do elétrico. Tinha escorregado para lá quando Tomás se sentou distraído a olhar pela janela.

Tomás ficou tão feliz que quase saltou no sítio. Pegou no foulard com cuidado e agradeceu ao Lucas:

— Obrigado por me ajudares a investigar!

Lucas sorriu, orgulhoso do trabalho em equipa.

De repente, ouviram uma voz fina.

— Oh! Que bonito foulard!

Era a senhora das flores, que tinha perdido o lenço do chapéu dela.

Tomás olhou para o lenço colorido, que estava no chão, junto à porta. Correu e apanhou-o, devolvendo-o à senhora.

— Aqui está o seu lenço, senhora!

A senhora sorriu, contente, e colocou o lenço de volta no chapéu.

— Que meninos gentis! — elogiou.

Capítulo 4: O Foulard Voltou a Casa

Já era quase hora de sair do elétrico. Tomás apertou bem o foulard ao pescoço, agora com um sorriso ainda maior. Sentia-se responsável, pois prometeu nunca mais distraír-se com os seus pertences.

Lucas e Tomás despediram-se dos amigos do elétrico: o condutor, o menino das sardas, o menino dos sapatos vermelhos e a senhora das flores. Todos sorriam, felizes por verem os meninos a cuidar uns dos outros.

Ao sair, Tomás pensou em como uma coisa simples como um foulard podia se tornar numa grande aventura. Aprendeu que, com calma, atenção e trabalho em equipa, é possível resolver mistérios — até os mais difíceis!

Lucas deu uma palmada nas costas do amigo e disse:

— Detetives de verdade nunca desistem!

Tomás sorriu e respondeu:

— E nunca esquecem os seus foulards!

Os dois saltaram para fora do elétrico, rindo. A cidade parecia mais bonita naquele dia. Sabiam que podiam transformar qualquer momento simples numa aventura, sempre juntos, ajudando e cuidando um do outro.

Enquanto caminhavam para casa, Lucas brincou:

— Amanhã podemos ser detetives outra vez?

Tomás acenou, com o foulard azul a voar ao vento:

— Claro! O mundo está cheio de pequenos mistérios. E nós vamos resolver todos!

E assim, com o foulard bem seguro e um coração feliz, Tomás sentiu-se um verdadeiro detetive responsável, sempre pronto para a próxima aventura.

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Elétrico
Veículo que anda sobre carris na rua, como um comboio pequeno da cidade.
Foulard
Lenço de tecido que se põe ao pescoço para aquecer ou enfeitar.
Condutor
Pessoa que conduz o elétrico ou outro veículo, que o dirige.
Bigode
Pelo que cresce acima da boca, que alguns homens têm.
Cesto
Recipiente feito de trapos ou verga, usado para carregar coisas.
Autocolantes
Figurinhas com cola que se colam em livros ou brinquedos.
Amarfanhado
Algo todo apertado e com muitas dobras, sem ficar liso.
Lenço
Pedaço de pano usado para o rosto, para limpar ou enfeitar.
Chapéu
Peça que se põe na cabeça para proteger do sol ou para vestir.
Detetive
Pessoa que procura pistas para descobrir o que aconteceu.
Pistas
Sinais ou coisas que ajudam a encontrar a verdade num mistério.

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