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História louca e absurda 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O guarda-chuva amarelo e o caderninho zigue-zague

Um guarda-chuva amarelo encontra um caderninho perdido e, junto com seus novos amigos, embarca em uma aventura divertida para descobrir o dono, desvendando pistas inusitadas e criando laços de amizade pelo caminho.

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Um pequeno guarda-chuva amarelo, alegre e curioso, dança em suas patinhas enquanto canta, com um grande sorriso e olhos brilhantes. Ele segura um caderninho zigzagueante debaixo do braço, suas páginas rodopiando como borboletas coloridas. Ao seu lado, uma bota velha e desgastada, com flores pintadas no couro, observa o caderninho com olhos brilhantes de excitação, pronta para compartilhar histórias. Um gato sonhador, com pelos sedosos e olhos dourados, está em um muro próximo, observando a cena com um olhar travesso e um leve sorriso. A cena acontece em uma charmosa praça de vila, cercada por árvores de folhas vibrantes, bancos de madeira e uma fonte borbulhante no centro, onde gotas d'água brilham sob o sol. O guarda-chuva e seus amigos se preparam para uma aventura, buscando o proprietário do caderninho, enquanto notas musicais escapam do caderninho e se transformam em pequenas estrelas dançantes ao seu redor. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O achado amarelo

Havia um guarda-chuva pequeno e amarelo que gostava de passear quando não chovia. Ele andava com passos curtos e cantava baixinho: "Gira, gira, guarda chuva!" Um dia, ao passar pela praça, encontrou algo curioso no banco. Era um caderninho, todo dobradinho, com páginas que faziam zig-zag como um rio que gosta de brincar.

— Oi, caderninho, disse o guarda-chuva. Anda comigo? — E o caderninho piscou com uma página. Ele não falou, rabiscou. Fez um desenho de um ponto de interrogação que virou um mapa. O guarda-chuva decidiu: precisava devolver o caderninho ao dono.

Mas quem seria o dono? As folhas mostraram pistas meio malucas: uma pata de lana, um miado longo, e o cheiro de sardinha. "Pata? Miado? Sardinha?" repetiu o guarda-chuva. Ele riu. Era uma caixinha de risos.

O guarda-chuva colocou o caderninho na sua capa. Eles começaram a andar. Cada passo fazia ao mesmo tempo um chocalho e um sussurro. A missão era simples e brilhante: achar quem perdeu aquele monte de ideias zig-zag.

Capítulo 2 — Amizades e pequenos reviravoltos

Na fonte do parque, uma bota velha espirrou água de alegria ao ver o caderninho.

— Deixe-me ver! — disse a bota, que gostava de colecionar calos e histórias. O caderninho fez um desenho rápido: um peixe com chapéu. "Peixe com chapéu?" perguntou a bota. "Isto vai dar certo", murmurou.

Perto dali, um relógio de sol bocejava e apontou para o carvalho amigo.

— Se o caderninho pertence a quem gosta de sardinha, talvez o gato da calçada saiba — sugeriu o relógio.

Eles foram até a calçada. O gato morava num muro com vista para o rio. Era um gato sonhador, de bigodes que pareciam canudos de sorvete. Quando o guarda-chuva e a bota chegaram, o gato estava ensaiando passos de dança.

— Miau? — perguntou o gato, curioso.

— Encontramos isto! — disse o guarda-chuva, mostrando o caderninho que fez um desenho de uma pata e, de repente, uma página saltou para fora e desenhou um coração. Todos riram.

O gato cheirou o caderninho. Virou uma página. Rabiscou um poema. "Ahá!", disse a bota. "Tem dedo de quem rabisca um poema antes de dormir. Pode ser seu?" O gato olhou em volta, pensou nas sardinhas que gostava e nos poemas que guardava na barriga. Mas ele não tinha perdido caderninho nenhum. O caderninho, no entanto, gostou da poesia e ofereceu uma ideia: fez um mapa com zigues e zagues até o lampião antigo.

Eles seguiram até o lampião. Lá, a chaleira do restaurante de esquina, que tinha ouvido mil e uma conversas, bufou uma nuvem de vapor e disse:

— À noite, vi um passo felpudo passar. Parecia um felpudo mesmo. Talvez o dono more perto da árvore que conta histórias.

A árvore que conta histórias era velha e tinha bolsos no tronco. Foi ela quem puxou do bolso um bilhete amarelo onde estava escrito: "Procuro caderninho de ideias, peço que me devolvam — o dono usa botas de chuva e gosta de versos, e às vezes espeta um rabo no pão." O guarda-chuva riu de novo. As pistas eram uma festa de confusão.

No meio do caminho, o caderninho fez uma travessura: soltou notas musicais que viraram borboletas. Borboletas tocavam sinos. O guarda-chuva dançou. Tudo era um grande quebra-cabeça que mexia os corações.

Capítulo 3 — Partilha e o passo que se vai

Finalmente, perto de um pequeno cais, encontraram uma placa que dizia: "Aqui mora quem divide o peixe e a canção." Um barco de papel, alegre como quem tem sonhos, falou:

— Conheço esse dono! Vive no armazém azul, com um cobertor de retalhos e um gato que conta segredos.

Entraram no armazém azul. Havia almofadas que cochichavam e uma prateleira que aplaudia de vez em quando. No canto, enrolado numa manta, estava um gato grande e macio. Seus olhos eram duas moedas sonolentas.

— Meu caderninho! — miou o gato, e pulou com cuidado, como quem não quer desarrumar ideias. Era mesmo dele. As folhas zig-zag eram do seu caderno de rimas e receitas de sonhos.

O guarda-chuva abriu a capa com orgulho. O caderninho saltou para o colo do gato e deu um beijo de rabisco. O gato sorriu. Ele convidou todos para partilhar um lanche: pequenas latinhas de sardinha com biscoito de vento. Cada um dividiu o pouco que tinha. A bota ofereceu histórias de estrada. O relógio de sol deu minutos brilhantes. O guarda-chuva, feliz, contou sobre cada passo e cada desenho do caderninho.

O gato, com olhos brilhantes, disse:

— Obrigado. Partilhar faz a casa crescer.

Eles riram e dividiram histórias até a lua escutar e bocejar. O caderninho, agora em casa, fez uma última página: um desenho de todos com mãos dadas, ou, melhor dizendo, com patas, com solas, com copos e com folhas. Era um agradecimento ziguezagueante.

Quando foi a hora de partir, o guarda-chuva já sabia que havia feito bem. O gato deu um abraço felpudo. A porta rangeu um adeus suave. O guarda-chuva fechou a capa, bateu palminhas e foi-se embora.

Na rua, os amigos ficaram acenando. A noite vestiu um casaco de estrelas. O guarda-chuva andou, pensando nas coisas partilhadas. De repente, sentiu um calor de amizade nos pés. Escutou atrás, um suspiro macio: o gato voltou para dentro, e a última imagem foi um passo felpudo que se afasta.

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Achado
Algo que foi encontrado.
Zig-zag
Um movimento que vai para frente e para trás, como um caminho tortuoso.
Pata
A parte do corpo de um animal que toca o chão, como as pernas de um gato ou cachorro.
Rabiscou
Escrever ou desenhar rapidamente, sem se preocupar com a perfeição.
Almofadas
Travesseiros ou objetos macios que usamos para sentar ou apoiar.
Felpudo
Algo que é macio e tem pelos, como um gato ou um cobertor.

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