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História de detetive 9 a 10 anos Leitura 10 min.

o grande mistério do parque dos tesouros

A Detetive Leonor Carvalho ajuda Joana a encontrar seu irmão Luís, que desapareceu enquanto tentava realizar uma caça ao tesouro no parque. Juntas, elas seguem pistas misteriosas que revelam segredos e aventuras inesperadas.

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A detetive Leonor Carvalho, uma mulher de cerca de trinta anos com cabelos cacheados e um chapéu de detetive, está inclinada sobre uma caixa de madeira aberta, exibindo uma expressão de surpresa e curiosidade. Ela usa um trench coat bege que flutua ligeiramente ao seu redor, e seu olhar brilhante revela seu entusiasmo pelo mistério a ser resolvido. Ao seu lado, Joana, uma menina de dez anos com cabelos ruivos e sardas, está em pé, com os olhos arregalados, segurando um velho boné azul, visivelmente empolgada com a descoberta. Max, um cachorro grande de pelos dourados, está sentado perto deles, com a língua de fora, olhando a caixa com interesse. A cena ocorre sob um velho cruzamento, com raízes retorcidas e folhas verdes brilhantes, enquanto raios de sol penetram pelas ramas, iluminando os rostos dos personagens. A caixa de madeira, ligeiramente enterrada, está cercada de terra úmida, e pedaços de chocolate brilham dentro, acrescentando um toque de mistério à atmosfera. Leonor e Joana descobrem juntas o segredo escondido, criando uma atmosfera de aventura e camaradagem. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério da Porta Rangente

A chuva caía devagarinho, desenhando risquinhos no vidro da janela. No escritório da Detetive Leonor Carvalho, o cheiro de café fresco misturava-se ao perfume antigo dos livros empilhados nas estantes. Leonor estava sentada atrás da sua mesa, o chapéu de abas largas encostado ao lado da caneca. Ela adorava aquela sensação de mistério, como se cada gota de chuva trouxesse uma nova pista.

De repente, a porta rangente se abriu e entrou uma menina de cabelo ruivo, cacheado e despenteado, com sardas no rosto e uma gabardina enorme para o seu tamanho. Ela parecia um pouco nervosa, mas decidiu falar:

— Bom dia… você é a Detetive Carvalho?

— Sim, sou eu mesma — respondeu Leonor, acenando para a cadeira à sua frente. — Por favor, sente-se. Como posso ajudar?

A menina acomodou-se na cadeira, apertando as mãos.

— O meu nome é Joana. Vim porque o meu irmão, o Luís, desapareceu ontem à noite. E ninguém sabe onde ele está!

Leonor endireitou-se na cadeira e pegou no seu bloco de notas.

— Calma, Joana. Vamos resolver isto juntas. Conte-me tudo desde o início.

Joana respirou fundo e começou:

— O Luís saiu depois do jantar para passear com o nosso cão, o Max. Disse que ia ao parque e que voltava já. Só que… não voltou. O Max voltou sozinho, sem trela, mas o Luís… nada.

Leonor anotava cada detalhe, sem perder uma palavra. Ela olhou para Joana com um sorriso encorajador:

— Não te preocupes. Prometo que vou encontrar o Luís. Agora, preciso de mais informações. O Luís falou com alguém antes de sair? Ele parecia diferente nos últimos dias?

Joana pensou um pouco.

— Ele estava animado com uma coisa secreta. Não me quis contar, mas andava sempre com uma mochila azul. Também disse que tinha um plano, mas era surpresa.

Leonor sorriu. A investigação estava apenas a começar.

— Muito bem, Joana. Vou começar pelo parque. Mas antes, preciso de ver o Max. Talvez ele saiba mostrar alguma coisa.

Capítulo 2: Pegadas no Parque

Leonor encontrou-se com Joana à porta do parque, onde a relva estava ainda húmida pela chuva. Max, o cão de pêlo longo e orelhas grandes, abanava a cauda com impaciência. Leonor agachou-se ao lado dele e mostrou-lhe uma fotografia do Luís.

— Muito bem, Max, vamos procurar o Luís. Onde ele foi?

Max cheirou a fotografia, deu uma volta e disparou pelo parque fora, com Leonor e Joana a correr atrás dele. Os patos no lago grasnavam alto, incomodados com a agitação.

Max parou de repente junto a um banco de jardim. Leonor notou pegadas pequenas na terra molhada, e junto ao banco, um boné azul.

— Este é o boné do Luís! — exclamou Joana.

Leonor examinou o boné. Tinha uma mancha de lama e… algo brilhante no bolso interior. Tirou um papel dobrado.

— Parece uma pista! — disse Leonor, mostrando o papel a Joana.

O papel dizia: “Encontro no velho carvalho às oito. Não te atrases.”

Leonor olhou para Joana:

— Quem mais poderia saber deste encontro?

Joana ficou pensativa.

— O Luís tem um amigo, o Tomás. Eles estavam juntos ontem ao lanche. Talvez ele saiba de alguma coisa.

Leonor decidiu que seria melhor falar com o Tomás e, ao mesmo tempo, investigar perto do velho carvalho, que ficava na clareira do parque.

No caminho, Leonor reparou em mais pegadas, desta vez um pouco maiores, e na relva amassada, como se alguém tivesse andado ali durante muito tempo. Ela desenhou mentalmente o mapa do parque, ligando cada pista.

Capítulo 3: O Amigo Suspeito

Na escola, Tomás esperava no recreio, com um ar preocupado. Leonor aproximou-se, acompanhada de Joana.

— Tomás, precisamos da tua ajuda — disse Leonor suavemente.

Tomás olhou para o chão, mexendo nos atacadores dos sapatos.

— Eu não fiz nada de mal, juro! — disse ele apressadamente.

— Ninguém está a dizer isso, Tomás — garantiu Leonor. — Só queremos saber se viste o Luís ontem à noite.

Tomás hesitou.

— Ele disse-me para não contar, mas… ele queria encontrar um tesouro escondido! Ouviu um rumor de que havia um cofre antigo enterrado perto do velho carvalho. Planeou ir lá ontem, às oito.

Joana arregalou os olhos.

— Um tesouro? O Luís nunca me contou!

Leonor sorriu.

— Meninos curiosos gostam de segredos. Mas precisamos de saber mais. Alguém mais sabia do plano?

Tomás abanou a cabeça.

— Acho que não. Só nós dois. Ele pediu-me para não ir com ele, disse que era perigoso ir de noite. Mas eu só queria ajudar...

Leonor confortou o rapaz.

— Fizeste bem em contar. Agora é mais importante encontrarmos o Luís do que guardar segredos.

A detective agradeceu e seguiu para o velho carvalho, com Joana, Max e uma lanterna.

Capítulo 4: Segredos debaixo da Árvore

O velho carvalho era enorme, com galhos retorcidos e raízes a sair da terra como dedos de gigante. O chão estava revolvido, como se alguém tivesse escavado ali recentemente.

Leonor acendeu a lanterna e começou a investigar. Max cheirava o solo, latindo baixinho.

— Olha, Leonor! — apontou Joana.

Entre as raízes, havia uma caixa de madeira, meio enterrada. Leonor escavou à mão até conseguir puxá-la. A caixa estava trancada com um cadeado, mas ao lado dela havia um cartão com números escritos à mão: 4-2-6.

— Talvez seja o código do cadeado — pensou Leonor.

Ela pediu a Joana para tentar abrir. Joana girou o cadeado usando os números e… clic! A caixa abriu-se.

Lá dentro, havia moedas de chocolate, um mapa desenhado à mão e… o telemóvel do Luís!

— O telemóvel do Luís! — gritou Joana. — Ele nunca larga isto!

Leonor observou tudo cuidadosamente. O mapa mostrava o parque, com um X bem grande junto ao carvalho e setas a apontar para outro lugar: o coreto.

No telemóvel, Leonor viu uma mensagem recebida às oito e um: “Vem rápido ao coreto, tenho uma surpresa para ti.”

Joana ficou intrigada.

— Quem lhe mandou esta mensagem?

Leonor pensou por um momento. O número não estava guardado, mas o tom era amigável. Ela decidiu que deviam ir ao coreto imediatamente.

Capítulo 5: O Desaparecimento Explicado

No coreto, a música das gotas de chuva fazia companhia ao silêncio. O chão de madeira rangia debaixo dos passos de Leonor e Joana. Max farejava ao redor, abanando a cauda com energia.

De repente, ouviram um barulho debaixo do coreto. Era um som abafado, como se alguém tentasse chamar por ajuda.

Leonor e Joana correram até à lateral do coreto e encontraram uma portinha escondida, usada para guardar instrumentos da banda. Lá dentro, sentado num velho banco, estava o Luís! Tinha um sorriso envergonhado e um saco cheio de moedas de chocolate.

— Luís! — exclamou Joana, correndo para abraçá-lo.

— Desculpem! — disse Luís, tirando as moedas de chocolate do saco. — Eu só queria fazer uma caça ao tesouro para ti, Joana! Era uma surpresa. Mas quando entrei aqui, a porta fechou-se com o vento e fiquei preso! O meu telemóvel caiu da mochila quando tentei pedir ajuda.

Leonor sorriu, aliviada.

— A tua irmã estava muito preocupada, Luís. Da próxima vez, avisa alguém antes de fazeres aventuras assim. Tiveste sorte por o Max saber o caminho de casa!

— Obrigado, Detetive Carvalho! — disse Joana, sorrindo de orelha a orelha.

— Obrigado a todos — acrescentou Luís, com um olhar agradecido para Leonor, Joana, Tomás e até Max.

Leonor pegou o caderno e escreveu as lições do dia: nunca guardar segredos perigosos, confiar nos amigos, e que até as melhores aventuras podem precisar de um plano B.

Capítulo 6: O Escritório dos Mistérios

De volta ao escritório, Leonor acomodou-se de novo na sua cadeira, sentindo-se contente. A chuva tinha parado e um raio de sol entrava pela janela, iluminando a secretária cheia de papéis e pistas.

Joana, Luís e Tomás vieram agradecer, trazendo uma caixa de bolachas.

— Detetive Carvalho, se precisar de ajudantes para outro caso, pode contar connosco! — disse Tomás, entusiasmado.

— Bem, nunca se sabe quando outro mistério vai bater à porta — respondeu Leonor, piscando o olho.

Max ladrava alegremente, abanando a cauda. Os amigos despediram-se, prometendo visitar a detetive sempre que precisassem de ajuda ou quisessem desvendar novos enigmas.

Leonor ficou a olhar para a porta rangente, sorrindo. Sabia que, enquanto houvesse perguntas por responder, sempre haveria aventuras à espera.

E assim, no escritório dos mistérios, cada história terminava com um novo começo — e a certeza de que, juntos, podem resolver qualquer problema, por mais complicado que pareça.

Fim.

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Detetive
Uma pessoa que investiga mistérios e procura resolver crimes ou problemas.
Gabardina
Um tipo de casaco longo, geralmente impermeável, usado para proteger da chuva.
Mistério
Algo que não é claro ou que não se entende, que desperta curiosidade.
Pista
Uma informação ou sinal que ajuda a resolver um problema ou mistério.
Cofre
Um lugar seguro onde se guardam objetos valiosos, como dinheiro ou joias.
Escavar
Cavar ou remover a terra para encontrar algo que está escondido.

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