Era uma manhã muito bonita. O sol sorria no céu e o vento fazia cócegas nas árvores. No jardim estavam quatro amiguinhos: Tomás, Luísa, Sofia e Gabriel. Todos tinham quase três anos, um pouquinho mais, um pouquinho menos, mas todos eram pequenos e cheios de alegria.
Eles estavam muito animados. Hoje era um dia especial: era o Dia da Mãe! Cada um queria fazer um presente bonito. Tomás olhou para Luísa e disse: “Vamos fazer um desenho?” Luísa sorriu e respondeu: “Sim! Um desenho com muitas cores!”
Sofia bateu palmas e disse: “Eu quero pintar um coração! Um coração bem grande!”
Gabriel riu e falou: “Eu também! Um coração para a minha mamã!”
Então, todos buscaram folhas de papel, pincéis e tintas. Mas as tintas estavam misturadas e um pouco pegajosas. Tomás tentou abrir a tampinha azul, mas ela fez ploc! e caiu no chão. Luísa tentou pegar o pincel, mas ele ficou preso na mesa. Sofia quase derrubou o copo de água. Gabriel só dava risadinhas.
“Está tudo bem, Gabriel?” perguntou Luísa.
“Está sim! Só estou a pensar: será que as mães gostam de corações sujos de tinta?” Todos riram. Era engraçado pensar num coração todo sujo.
Tomás molhou o pincel na tinta vermelha. “Vou começar o meu coração!”, disse ele. Mas, em vez de um coração, saiu um círculo meio torto.
“Oh, não parece um coração!”, disse Tomás, triste. Mas Sofia disse: “Não faz mal, Tomás. O meu coração também está torto. As mães gostam de corações de todas as formas!”
Luísa tentou fazer um coração com dois dedos, mas ficou parecendo um balão.
Gabriel fez um coração pequenino, mas muito vermelho. “O meu é pequenino porque a folha é pequena”, explicou ele.
As crianças olharam para os seus corações diferentes. Todos eram engraçados e coloridos. Havia um coração balão, um coração círculo, um coração torto e um coração pequenino. Tomás disse: “Talvez possamos fazer um coração grande, todos juntos!”
Os amigos gostaram da ideia. Juntaram as folhas e colaram com fita cola. Agora tinham uma folha enorme! Cada um agarrou um pincel. Um fez a metade de cima, outro fez a metade de baixo, outro pintou um lado, outro pintou o outro.
Pintaram com vermelho, depois um bocadinho de amarelo, um pouco de azul. Misturaram as tintas, fizeram riscas e pintinhas. Deram gargalhadas quando Gabriel sem querer pintou o seu nariz de verde.
“Gabriel, tens um coração no nariz!” disse Luísa, a rir.
“Agora sou um presente para a minha mamã?” perguntou Gabriel, fazendo cara de engraçado.
Todos riram. Era tão divertido pintar juntos! Quando terminaram, olharam para o coração: era enorme, colorido, meio torto, mas muito bonito.
“Está lindo!” disse Sofia. “As mães vão adorar!”
Mas então Tomás pensou: “Falta uma coisa… E se escrevêssemos ‘Obrigado, Mamã'?”
“Boa ideia!” disseram todos.
Pegaram num lápis azul e, com letras grandes e pequenas, escreveram: “Obrigado, Mamã!”
Luísa pôs um pontinho de coração no ‘i'. Sofia desenhou uma florzinha ao lado. Gabriel fez uma borboleta. Tomás desenhou uma casinha pequenina.
O coração estava pronto. Era especial, feito com as mãos de todos.
Quando as mães chegaram ao jardim, as crianças sorriram muito e mostraram o coração. “Fizemos para vocês!” disseram em coro.
As mães ficaram muito felizes. Deram abraços doces, muitos beijinhos e um monte de elogios.
“Que coração bonito!” disse a mãe da Sofia.
“É o melhor presente do mundo!” disse a mãe do Gabriel.
Tomás olhou para a mãe e perguntou: “Gostas, mamã?”
A mãe de Tomás sorriu e disse: “Adoro, meu amor. O mais bonito é que fizeram juntos.”
Depois, todos comeram bolo de chocolate. Havia sumo de laranja, canções, abraços e muitas gargalhadas. Gabriel ainda estava com o nariz verde, e todos riam de novo.
No fim do dia, as mães guardaram o coração gigante. Cada criança fez um desenho pequenino para levar para casa.
O sol começou a baixar, o vento ficou mais calmo. As crianças estavam cansadas, mas felizes. Sentaram-se ao colo das mães e ouviram uma canção baixinho.
Tomás cochichou: “Hoje foi o melhor Dia da Mãe.”
Luísa sorriu e sussurrou: “Eu gosto de partilhar.”
Gabriel abraçou Sofia e disse: “Gosto de pintar corações com os amigos.”
E todos concordaram: pintar juntos era ainda mais divertido. O mais importante era estarem juntos, partilhar alegria e dizer “Obrigado, Mamã”, com um sorriso no coração.
E assim terminou o dia, calmo, quentinho e feliz, com corações pintados, abraços apertados e muito amor a brilhar.