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História sobre o dia das mães 3 a 4 anos Leitura 7 min.

O cantinho de leitura da mamã

Um pequeno raposo, com a ajuda de amigos do bosque, prepara um canto de leitura cheio de carinho e surpresas para a mãe no Dia das Mães.

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Um pequeno raposo ruivo de pelo fofo e olhar orgulhoso entrega um livro de memórias feito à mão à sua mãe, uma raposa de pelagem mais clara sentada numa cadeira baixa coberta por uma manta tricotada, enquanto uma coruja cinzenta pousada no encosto coloca a pata no ombro do raposo, um esquilo castanho com uma pequena pilha de nozes no apoio de braço, uma lebre branca com um ramo de flores agachada ao lado, um ouriço segurando uma mantinha aos pés da cadeira e um sapo verde com uma caneca de chá numa mesa baixa os rodeiam num cantinho de leitura na toca iluminado pela luz dourada da manhã, ambiente íntimo e acolhedor, surpresa do Dia das Mães. reportar um problema com esta imagem

O pequeno raposo acordou cedo. O sol entrava pela janela em faixas douradas. Ele bocejou. Pensou na mãe. Hoje era Dia das Mães. Ele sorriu.

“Quero fazer algo para a mamã,” disse o raposo. Ele queria um presente doce. Mas não um presente de loja. Queria dar um abraço de papel e de luz. Ele foi buscar ideias.

No caminho, encontrou a coruja. A coruja piscou com os olhos grandes.

“O que fazes tão cedo?” perguntou a coruja.

“Vou preparar um canto de leitura para a mamã,” respondeu o raposo. “Um lugar quentinho. Com livros e chazinho. Com muitos abraços.”

A coruja sorriu. “Posso ajudar?” perguntou ela.

“Sim!” exclamou o raposo. “Vem comigo.”

Eles passaram pela estrada de pedras. Vêem o esquilo no tronco.

“O que vocês fazem?” perguntou o esquilo, curioso.

“Vamos fazer um canto de leitura para a mamã,” disse o raposo. “Queres ajudar?”

“Quero!” pulou o esquilo. Ele trouxe nozes e um gorro pequeno. “Isto é para a cadeira ficar macia,” disse ele.

Os amigos chegavam. A coelha trouxe flores silvestres. O ouriço trouxe uma manta de lã. O sapo trouxe uma caneca pintada. Todos sorriam. Todos queriam ajudar.

O raposo pensou em cores. Pensou em livros. Escolheu uma cesta de papel. Pôs livros com histórias de árvores, de rios e de estrelas. Cada livro tem capa colorida. As letras são grandes. As imagens brilham. O raposo colocou os livros com cuidado.

“Vamos fazer um cartaz, disse a coruja. Ela desenhou com uma pena. Escreveu com letras redondas: PARA A MAMÃ, COM AMOR. O raposo colou flores no cartaz. A coelha fez coraçõezinhos de papel. O esquilo tratou de amarrar a fita.

O sol ia crescendo. A mãe raposa ainda dormia. O raposo e os amigos arrumaram uma cadeira baixa. Puseram a manta do ouriço por cima. O gorro do esquilo virou uma almofada. O sapo pôs a caneca com chá de camomila num pires. O aroma era suave.

“Que mais falta?” perguntou o raposo, inquieto.

“Um abraço grande,” disse a coruja. “E uma surpresa.”

Eles pensaram. O raposo teve uma ideia pequena e brilhante. Foi buscar fitas azuis e um livro de memórias. No livro, desenhou coisas: a primeira vez que a mãe o ensinou a pescar, a noite que juntos viram estrelas, o dia que aprendeu a cantar. Desenhou com lápis de cor. Traçou corações. Escreveu palavras simples: OBRIGADO, MAMÃ.

Enquanto o raposo desenhava, a mãe abriu a porta. Seu pelo brilhou. Ela cheirou o ar. Havia flores e chá.

“O que é isso?” perguntou ela, sonolenta e contente.

“Surpresa!” disseram todos juntos. A mãe ficou surpresa e seus olhos brilharam.

O raposo segurou o livro. “É para ti,” disse ele. “É um canto de leitura. Para descansares. Para leres. Para que eu leia para ti.”

A mãe sentou-se. Tocou a manta. Tocou a caneca. Tocou os livros. Ela sentiu o amor. O rosto dela ficou mais suave. Ela sorriu com os dentes pequenos.

“Vão sentar aqui,” disse a mãe. Ela apoiou as patas. O raposo pulou para seu colo. A coruja pousou no encosto. A coelha sentou ao lado. O esquilo encostou a cauda.

O raposo abriu um livro. A história começou com uma folha que dançava. A mãe ouviu. A voz do raposo era calma. Era quente. As palavras eram simples. Os amigos ouviram também. O vento fez uma dança lá fora. As flores cheiraram ainda mais.

A cada página, havia risos. A cada página, havia um beijo de pelo. O raposo inventava vozes engraçadas. A coruja fazia um olhar sábio. A coelha batia palmas com as patas pequenas. O esquilo imitava os sons das folhas.

No meio da história, a mãe disse: “Obrigada, meu querido. Obrigada, amigos. Até um canto de leitura é um abraço que dura horas.”

O raposo encolheu-se no colo. Ele sentiu o calor. Sentiu-se seguro. O coração dele batia calmo. Ele olhou para a mãe. Olhou para os amigos. Tudo estava bem.

Depois da leitura, o sapo serviu o chá. Todos beberam devagarinho. O sabor era doce e leve. A mãe falou sobre estrelas. A coruja contou uma breve história da lua. A coelha explicou como escolher flores sem magoar o campo. O esquilo trouxe mais nozes. Compartilharam. Riram. Ajudaram-se.

A tarde veio com luz laranja. O canto de leitura ficou tranquilo. O raposo ofereceu um último presente: um bilhete dobrado. Nele estava escrito com letras grandes: AMO-TE, MAMÃ. A mãe leu e chorou um pouquinho. Eram lágrimas de alegria. Ela abraçou o raposo forte.

“Tu és o meu melhor presente,” disse ela.

O raposo sentiu as orelhas corarem. “Tu és o meu sol,” sussurrou ele.

A luz do sol começou a ir embora. As sombras alongaram-se. Era hora de despedir-se. A mãe levantou-se devagar. Abraçou cada amigo. Deu beijos nas testas peludas e nas penas.

“Obrigada,” disse ela. “Que dia tão doce.”

O raposo lavou a caneca com cuidado. Guardou o livro de memórias no caixote. Ele olhou para o canto de leitura. Brilhava com pequenas luzes. Era aconchegante. Era feito de amor.

Os amigos foram-se um a um. A coruja voou para a árvore. A coelha saltou para o prado. O esquilo subiu ao seu tronco. O sapo cantou um adeus baixo e saltou para o lago. Todos prometeram voltar.

A mãe ficou na porta e acenou. O raposo acenou também. O coração dele estava cheio. Ele sentiu-se feliz por ter ajudado. Sentiu-se feliz por ver a mãe sorrir.

Antes de dormir, o raposo aproximou-se e beijou a testa da mãe. “Boa noite, mamã,” sussurrou ele.

“Boa noite, meu pequeno,” respondeu ela. “Durma bem.”

O raposo foi para sua cama. Pensou no dia. Pensou nas mãos amigas. Pensou no canto que fizeram. Ele sorriu com os olhos fechados.

Lá fora, a lua cuidava do bosque. Lá dentro, havia calma. Havia amor. O dia terminou com um adeus terno. “Até amanhã,” disse o raposo para a mãe, e fechou os olhos.

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Faixas douradas
Tiras de luz com cor amarela que entram pela janela.
Bocejou
Abrir a boca grande quando se está com sono.
Canto de leitura
Um lugar pequeno e quentinho para ler histórias e descansar.
Coruja
Pássaro que vive na noite e tem olhos grandes.
Manta de lã
Cobertor macio feito com fios que aquecem o corpo.
Caneca pintada
Xícara com desenho colorido para beber chá ou leite.
Cartaz
Papel grande com desenho ou palavras para mostrar algo.
Pena
Parte macia que cobre o corpo dos pássaros.
Coraçõezinhos
Pequenos desenhos de coração para mostrar amor.
Lápis de cor
Lápis com cor usado para desenhar e pintar.
Camomila
Erva usada para fazer chá que acalma e aquece.
Encolheu-se
Encurtar o corpo, ficar pequeno e aconchegado no colo.
Devagarinho
Fazer algo bem lento e com calma, sem pressa.

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