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História sobre o dia das mães 3 a 4 anos Leitura 8 min.

O caminho de carinho do Tomás para a mamã

No Dia da Mãe, o pequeno Tomás prepara uma surpresa com coisas simples — uma banana sorridente, uma flor de papel e um caminho de carinho — para mostrar o seu amor pela mãe.

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Menino de 4 anos, rosto redondo, cabelo castanho desgrenhado, olhos grandes e brilhantes, expressão feliz e orgulhosa, segura a mão da mãe e mostra um pequeno caminho de post-its coloridos no chão; a mãe, cerca de 30–35 anos, cabelos castanhos soltos, sorriso terno, joelhos ligeiramente dobrados para ficar na altura da criança, pisa num post-it em forma de nuvem; o pai, cerca de 30–35 anos, barba rala, camisa xadrez, está atrás rindo, segurando uma colher e uma panelinha para fazer barulho, pronto para aplaudir; numa mesa baixa de madeira clara, uma banana com rosto desenhado sorri ao lado de um desenho simples com "MAMÃ, GOSTO DE TI"; cena numa cozinha-sala ensolarada, chão de madeira, tapete colorido, cortina com flores, post-its amarelos, verdes e azuis colados em linha da porta até a mesa; momento caloroso e íntimo em que o menino guia a mãe por pequenas surpresas feitas à mão, atmosfera suave, cores pastéis, texturas aquarela e realces brancos cintilantes. reportar um problema com esta imagem

Hoje era um dia diferente. O sol entrava pela janela como um sorriso grande e amarelo. Tomás, que tinha quatro anos, abriu os olhos e lembrou-se logo: era o Dia da Mãe.

Ele sentou-se na cama e sussurrou para o ursinho:

“Shhh… é segredo.”

No corredor, ouviu a voz da mãe, macia como cobertor:

“Bom dia, meu amor!”

Tomás pôs as mãos na barriga, como quem segura uma borboleta de alegria. Ele queria muito dar um abraço na mãe. Um abraço tão apertado que dissesse “eu gosto de ti” sem precisar de palavras. Mas… ele também queria preparar uma surpresa primeiro. Uma surpresa pequenina, mas brilhante.

Ele foi até à cozinha devagarinho, com passinhos de gato. O pai já estava lá, mexendo o leite numa caneca.

“Pai,” disse Tomás bem baixinho, “hoje é o Dia da Mãe.”

“Eu sei,” respondeu o pai, piscando um olho. “E tu tens uma missão?”

Tomás endireitou o corpo.

“Tenho. Quero fazer uma festa para a mamã. Uma festa… de coisas pequenas!”

O pai sorriu.

“Então vamos lá, chefe das coisas pequenas.”

Tomás olhou à volta. A cozinha tinha cheiros bons. Pão quentinho. Fruta. E o barulho do relógio: tic-tac, tic-tac, como se batesse palmas bem devagar.

Primeiro, Tomás escolheu um prato e colocou nele uma banana. Depois, pensou muito, muito, com a língua a sair um bocadinho.

“E se a banana for um sorriso?”

Ele desenhou dois olhinhos na casca com uma caneta lavável. Ficou uma banana com cara feliz.

O pai riu:

“Agora a banana está pronta para dar os parabéns.”

Depois, Tomás quis flores. Mas não tinha flores na mesa. Só uma planta num vaso, com folhas grandes.

“Não faz mal,” disse Tomás. “As folhas também são bonitas.”

Ele pegou num papel, fez um círculo tortinho e disse:

“É uma flor redonda!”

O pai ajudou a escrever em letras grandes:

“MAMÃ, GOSTO DE TI.”

Tomás olhou para as letras como quem olha para estrelas. Estavam um pouco tortas, mas eram dele. E eram verdadeiras.

Agora faltava música. Tomás não sabia tocar piano, nem guitarra, nem trompete. Mas sabia fazer “tum-tum” com uma panela e uma colher.

Ele bateu uma vez.

“Tum!”

Outra vez.

“Tum!”

E cantou com voz fininha:

“Dia da Mãe, dia da mãe, olá, olá, mamã!”

O pai tapou os ouvidos de brincadeira.

“Ai, que concerto poderoso!”

Tomás riu tanto que quase caiu sentado no chão. O riso dele parecia bolinhas a saltar.

Depois, veio a parte mais importante: o abraço.

Tomás parou. Ficou quieto. O coração fez “pum-pum” mais depressa.

Ele queria abraçar a mãe já. Já já.

Mas a surpresa ainda não estava pronta. E esperar era difícil, como segurar um gelado que está a derreter.

Então o pai teve uma ideia.

“Vamos fazer um caminho até à sala,” disse ele. “Um caminho de carinho.”

“Como é isso?” perguntou Tomás.

O pai deu-lhe vários post-its coloridos.

Tomás colou um no chão, perto da porta: nele desenhou um coração.

Colou outro mais à frente: desenhou uma carinha a rir.

Colou outro: desenhou uma nuvem.

“Esta nuvem é fofinha,” explicou. “Para a mamã pisar com os pés de alegria.”

Fizeram assim um caminho amarelo, verde e azul. Um caminho pequeno, mas muito especial. No fim do caminho, na mesa da sala, puseram o prato com a banana sorridente e o papel com a “flor redonda”.

Tomás olhou para tudo e sentiu uma coisa quente no peito, como quando se bebe chocolate.

“Pai… a mamã vai gostar?”

“Vai,” disse o pai. “Porque foi feito por ti. E porque tu estás cheio de amor.”

Tomás respirou fundo.

“Então… podemos chamar?”

O pai chamou:

“Amor! Vem à sala um instantinho!”

A mãe apareceu no corredor. Tinha o cabelo um pouco despenteado e os olhos ainda com sono. Mas quando viu Tomás, sorriu logo.

“O que se passa aqui, meu passarinho?”

Tomás pegou na mão da mãe e guiou-a pelo caminho.

“É um caminho… para ti,” explicou. “Pisa devagar. As nuvens são fofinhas.”

A mãe deu um passo e riu.

“Ui! Senti uma nuvem!”

Deu outro.

“E agora um coração!”

Tomás bateu palmas.

“É isso! É isso!”

Quando chegaram à mesa, a mãe viu a banana com cara feliz e abriu a boca, surpresa.

“Uma banana sorridente!”

Tomás apontou para o papel.

“E uma flor redonda. Eu fiz.”

A mãe pegou no papel com cuidado, como se fosse um tesouro. Leu devagar:

“MAMÃ, GOSTO DE TI.”

Os olhos dela brilharam. Não de tristeza. De carinho, daquele carinho que aquece a casa toda.

“Obrigada, Tomás,” disse ela, baixinho. “Eu também gosto de ti. Muito.”

Tomás sentiu que o momento do abraço tinha chegado, como quando a campainha toca e é a pessoa certa.

Ele abriu os braços bem grandes.

“Mamã… abraço!”

A mãe ajoelhou-se e abraçou-o. Um abraço comprido, macio, apertado o suficiente para dizer tudo. Tomás encostou a cara ao ombro dela e cheirou o perfume conhecido: cheirava a casa.

O pai trouxe três canecas com leite morno.

“Um brinde ao Dia da Mãe,” disse ele.

Tomás levantou a caneca com as duas mãos.

“À mamã!”

A mãe levantou a dela.

“À minha família.”

Beberam devagar. Depois comeram a banana sorridente, que ficou ainda mais engraçada quando perdeu um olhinho de caneta.

“A banana piscou!” gritou Tomás.

A mãe riu.

“Acho que ela está a dizer ‘obrigada'.”

A manhã foi calma. Brincaram, fizeram cócegas, contaram histórias curtas. Tomás ofereceu mais duas coisas pequenas: um beijo na ponta do nariz e uma meia que encontrou no sofá.

“Presente surpresa!” disse ele.

A mãe olhou para a meia e fez uma cara séria de brincadeira.

“Uau. Sempre quis uma meia aventureira.”

Tomás gargalhou.

Quando o sol começou a ficar mais baixinho no céu, Tomás bocejou. A mãe pegou nele ao colo só um bocadinho, porque ele já era grande, mas ainda cabia no abraço.

Na porta da sala, antes de irem descansar, Tomás lembrou-se de mais uma coisa.

“Mamã, hoje foi um dia de coisas pequenas.”

“Foi,” disse ela. “E foi enorme no meu coração.”

Tomás deu mais um abraço rápido, como um selo de amor. Depois soltou-se, deu um passo atrás e levantou a mão.

“Xau, Dia da Mãe!”

A mãe levantou a mão também, a sorrir.

“Xau, meu amor.”

E os dois ficaram ali um instante, a acenar, com a casa cheia de luz e alegria, como se o próprio ar dissesse: “eu gosto de ti, eu gosto de ti, eu gosto de ti.”

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Sussurrou
Falou muito baixinho, quase sem fazer som, para guardar segredo.
Corredor
O espaço dentro de casa que liga os quartos e a sala.
Macia
Algo suave ao toque, que faz cócegas gostosas quando encostamos.
Missão
Uma tarefa especial que alguém quer cumprir, como um trabalho importante.
Tic-tac
O som do relógio a marcar o tempo, como batidas regulares.
Gelado
Um doce frio que derrete, que se come e deve ser comido devagar.
Post-its
Papelzinhos pequenos e coloridos que se colam para lembrar coisas.
Tesouro
Um objeto muito querido ou valioso, guardado com cuidado.
Ajoelhou-se
Baixou o corpo para ficar de joelhos para abraçar ou falar melhor.
Concerto
Uma apresentação de música, feita por alguém para outras pessoas.
Devagarinho
Com calma e sem pressa, passo a passo, bem tranquilo.
Surpresa
Algo inesperado que faz a pessoa ficar feliz ou espantada.

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