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História sobre a separação e o divórcio 5 a 6 anos Leitura 8 min.

o coração da maria: amor em duas casas

Maria descobre que, apesar das mudanças na sua família com a separação dos pais, o amor continua a unir todos e ela aprende a lidar com os seus sentimentos enquanto vive em duas casas diferentes.

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Uma menina de 6 anos, com longos cabelos castanhos e olhos brilhantes, está no centro da imagem, com um sorriso tímido no rosto, mas uma tristeza nos olhos. Ela usa um vestido rosa com bolinhas brancas e segura um desenho colorido de duas casas ligadas por um grande coração. À sua direita, sua mãe, uma mulher de cerca de 30 anos, com cabelos castanhos e óculos redondos, a observa com ternura, com um braço em volta de seus ombros. À sua esquerda, seu pai, um homem de cerca de 30 anos, com cabelos curtos e uma barba leve, sorri calorosamente, segurando um sanduíche em uma mão. O cenário é um parque verdejante, com árvores de folhas vibrantes e um céu azul salpicado de nuvens brancas e fofas. Flores coloridas margeiam um caminho de cascalho onde crianças brincam ao longe. A imagem retrata a menina cercada por seus pais, sentados em uma toalha de piquenique, compartilhando um momento de felicidade apesar da separação, ilustrando o amor familiar que perdura. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Dia Diferente

Maria tem cinco anos e gosta muito de brincar com as bonecas, desenhar corações coloridos e correr no jardim atrás do seu cãozinho, o Figo. Maria mora numa casa com a mãe, o pai e o Figo. Todos os dias, Maria acorda com um beijo da mãe, toma o pequeno-almoço com o pai e vai para a escola com a lancheira cheia de fruta.

Num dia que parecia igual aos outros, Maria notou que a casa estava mais silenciosa. O pai e a mãe sentaram-se com ela no sofá, com Figo deitado aos pés deles. A mãe segurou a mão de Maria e disse, com voz suave:

— Maria, nós precisamos de te contar uma coisa. Eu e o papá vamos viver em casas diferentes.

Maria olhou para o pai, depois para a mãe. Ela não sabia o que dizer. Sentiu o coração bater mais rápido. O pai sorriu-lhe, apertou-lhe a mão e disse:

— Nós amamos-te muito, Maria. Vamos continuar a estar contigo todos os dias, só que agora vamos viver em casas diferentes.

Maria ficou muito quieta. Ela não queria fazer perguntas. Só queria abraçar o Figo.

Capítulo 2: Os Dias de Mudança

Nos dias seguintes, Maria percebeu que muitas coisas estavam a mudar. A mãe começou a arrumar roupas em malas. O pai trouxe caixas coloridas para a sala. Maria ajudou a escolher brinquedos para levar para a casa nova do pai.

— Posso levar o Figo para as duas casas? — perguntou Maria, preocupada.

A mãe sorriu. — Sim, querida, o Figo vai visitar as duas casas, tal como tu.

Maria sentiu-se um bocadinho melhor. Ela gostava de saber que o Figo ia estar sempre com ela.

Na escola, Maria contou à professora que ia ter duas casas. A professora deu-lhe um grande abraço e disse:

— Maria, às vezes as famílias mudam, mas o amor não muda. E se precisares de conversar, eu estou aqui.

Maria sentiu-se segura com as palavras da professora. Ela gostava de ter pessoas a quem podia contar as coisas do coração.

Capítulo 3: Sentimentos Coloridos

Maria começou a passar alguns dias na casa da mãe e outros dias na casa do pai. No início, era estranho. Os brinquedos estavam em sítios diferentes. Na casa da mãe, o quarto tinha cortinas amarelas, e cheirava sempre a bolachas. Na casa do pai, o quarto tinha estrelas coladas na parede e uma luz de noite azul.

Às vezes, Maria sentia-se triste. Outras vezes, sentia-se zangada. E outras vezes, só queria que tudo fosse como antes. Quando sentia a tristeza a crescer, Maria desenhava corações com lápis vermelhos, azuis e verdes. Quando sentia saudades do pai na casa da mãe, ligava-lhe para lhe contar o que tinha feito nesse dia.

O pai e a mãe falavam sempre com Maria sobre os seus sentimentos. A mãe dizia:

— É normal sentires-te triste, Maria. Eu também fico triste às vezes. Mas sabes que podes sempre contar comigo.

O pai dizia:

— Quando sentires saudades, podemos fazer um desenho juntos por telefone.

Um dia, Maria falou com a professora sobre os seus sentimentos. A professora pediu para ela desenhar como se sentia. Maria desenhou um coração grande com muitos risquinhos de várias cores.

— O meu coração tem muitos sentimentos ao mesmo tempo — explicou Maria.

A professora sorriu e disse:

— Todos nós temos muitos sentimentos. O importante é falar sobre eles e pedir abraços quando precisamos.

Maria achou isso bonito. Ela gostava de abraços e de falar dos sentimentos.

Capítulo 4: Novos Costumes, Novas Alegrias

Com o tempo, Maria começou a descobrir coisas boas nas duas casas. Ao sábado, fazia panquecas com a mãe e comia-as com morangos no jardim. Ao domingo, ia ao parque com o pai e o Figo, e corriam todos atrás das pombas.

Na casa da mãe, Maria tinha uma caixa de segredos onde guardava desenhos e conchas da praia. Na casa do pai, tinha uma prateleira só para livros de histórias.

Maria começou a perceber que, mesmo com duas casas, havia muito amor à sua volta. Os avós vinham visitá-la nas duas casas. Os amigos da escola mandavam desenhos para as duas moradas. E Figo estava sempre pronto a dar lambidelas de alegria.

Quando Maria sentia saudades de um dos pais, fazia um desenho para oferecer na próxima visita. E quando sentia vontade de chorar, pedia um abraço. Os pais diziam sempre:

— Estamos aqui, Maria. Sempre juntos, mesmo quando estamos em casas diferentes.

Maria aprendeu a falar sobre o que sentia. Aprendeu que não fazia mal ficar triste ou zangada. E aprendeu que podia ser feliz nas duas casas, porque o amor da família nunca se partia.

Capítulo 5: O Coração da Maria

Um dia, na escola, a professora pediu a todos para desenharem a sua família. Maria desenhou duas casas, uma com cortinas amarelas e outra com estrelas na parede. Desenhou-se a si própria, ao Figo, à mãe e ao pai. Depois desenhou um coração grande a unir as duas casas.

— O que é esse coração, Maria? — perguntou a professora.

Maria respondeu:

— O coração é o amor. O meu amor está nas duas casas. E eu levo sempre o coração comigo.

A professora sorriu e disse:

— Isso é muito bonito, Maria. O amor está sempre connosco, mesmo quando as coisas mudam.

Maria sentiu-se feliz. Ela sabia que, mesmo com duas casas, nunca estava sozinha. Tinha a mãe, o pai, o Figo, os amigos, a professora e o seu grande coração cheio de amor.

Capítulo 6: Uma Família Sempre Juntos

No fim de semana, a mãe e o pai levaram Maria e o Figo ao parque. Sentaram-se todos juntos numa manta. Comeram sanduíches, riram, contaram histórias e jogaram à apanhada.

Maria correu pelo relvado, com o vento a soprar-lhe nos cabelos e o Figo a saltar à sua volta. Parou, olhou para trás e viu a mãe e o pai a sorrirem para ela, lado a lado.

Nesse momento, Maria percebeu que a família podia ser diferente, mas continuava a ser uma família. Podia ter duas casas, mas tinha sempre o amor dos pais. E isso fazia o seu coração sorrir.

Maria sabia que, sempre que precisasse, podia falar dos seus sentimentos. Sabia que podia pedir ajuda, pedir abraços e desenhar corações. E sabia, acima de tudo, que era muito amada.

Com o Figo a correr ao seu lado, Maria sentiu-se forte, corajosa e feliz. Ela sabia que, mesmo com mudanças, o amor da família nunca acaba.

E, assim, Maria continuou a viver os seus dias, cheia de alegria, com o coração colorido e rodeada de amor, em todas as casas onde fosse viver.

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Pequeno-almoço
A primeira refeição do dia, que se come de manhã.
Lancheira
Uma bolsa ou caixa onde se coloca comida para levar para a escola.
Cortinas
Pano que se coloca nas janelas para cobrir ou decorar.
Prateleira
Uma parte da mobília onde se podem colocar livros ou objetos.
Segredos
Coisas que guardamos só para nós, que não contamos a ninguém.
Soprar
O ato de fazer ar sair da boca, pode ser para refrescar ou para mover algo.

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