"Quero ser grande hoje!", disse o pequeno Coelho Branco ao seu irmão gêmeo, o Coelho Cinza. "E eu quero ser pequeno!", respondeu o Coelho Cinza com um sorriso.
Os dois coelhinhos pularam de alegria. O pequeno Coelho Branco colocou o chapéu grande do irmão. O Coelho Cinza colocou o sapatinho do irmão. "Olha só, sou grande!", disse o Coelho Branco, caminhando devagar com o chapéu que quase cobria seus olhos. "Olha só, sou pequeno!", disse o Coelho Cinza, tentando equilibrar-se nos sapatos que escorregavam.
Os coelhinhos saíram para brincar. "Vamos pular!", disse o Coelho Branco. "Eu sou grande, vou pular alto!", e deu um salto pequeno. O Coelho Cinza riu e disse, "Eu sou pequeno, vou pular devagar!", e deu um salto bem grande.
Depois, foram comer cenouras. "Eu sou grande, vou comer rápido!", disse o Coelho Branco, mastigando devagar. "Eu sou pequeno, vou comer devagar!", disse o Coelho Cinza, mastigando rápido. Os dois riram muito.
No fim do dia, estavam cansados. "Ser grande é difícil!", disse o Coelho Branco. "Ser pequeno também!", concordou o Coelho Cinza. "Vamos ser nós mesmos?", perguntou o Coelho Branco. "Sim!", respondeu o Coelho Cinza.
Os dois coelhinhos trocaram de volta. O Coelho Branco era pequeno novamente e o Coelho Cinza era grande. "Eu gosto de ser eu!", disse o Coelho Branco. "Eu também!", disse o Coelho Cinza.
E assim, os dois irmãos adormeceram, felizes por serem diferentes e iguais ao mesmo tempo.