Hoje o sol bateu na janela. Nina abre os olhos. Tem dois anos. Faz “hããã” e sorri. O irmão Leo entra a correr. “Acorda, Nina!”, disse Leo. “Já acordei!”, responde Nina, rindo “hihi”.
Na cozinha, há duas bananas. Uma é grande. A outra é pequena. Nina olha. Leo olha também. “Quero a grande!”, disse Leo. “Eu também!”, disse Nina. Ficou um silêncio curtinho. Nina faz um bigode de banana no lábio. “Olha, bigode!”, disse. Leo faz também. Os dois riem “ahah!”. A grande fica com Leo. A pequena fica com Nina. “Nham-nham!”, dizem juntos. Tudo bem.
Depois, vem a torre de blocos. “Bloco azul é meu!”, disse Nina. “Eu pego!”, disse Leo. Ops! A torre cai. “Plim! Plom! Puf!” Os dois olham a torre no chão. Eles não choram. Eles riem. “Vamos juntar!”, disse Leo. “Vamos!”, disse Nina. “Tchic, tchac, tchic!” As mãos trabalham. A torre sobe. Fica torta. Balança. “Oi, oi!” Puf! Cai de novo. “Ahah!”, ri a sala toda.
No tapete, há papel e giz. “Quero o vermelho!”, disse Nina. “Eu também!”, disse Leo. Nina pensa um pouco. “Desenha comigo?”, pergunta. Leo sorri. “Sim!” Um traço aqui. Um traço ali. “Zig! Zag!” As mãos fazem carimbo. “Pat, pat!” Duas mãos viram flores. Um sol redondo aparece. “Olá, sol!”, disse Nina. “Olá!”, responde Leo com voz fininha.
Chega a manta. Vira tenda. “É minha caverna!”, disse Leo. “É nossa!”, disse Nina. Eles entram juntinhos. “Buuu… não, é só brincadeira”, disse Nina, suave. “Chu-chu! Trem da manta!”, disse Leo. Os dois andam de joelhos. “Chu-chu, tchãã!” Caem fofinho no sofá. “Puf!” Mais risos. Vem um “pum” pequenino. Os dois olham. “Quem foi?”, pergunta Leo. Nina levanta a mão. “Fui eu!” Eles riam mais ainda.
É hora de água e pão. “Tlim!”, fazem os copos. Um abraço quentinho fecha o dia. Bocejo. “Até já, brincadeiras”, disse Nina. “Até já”, responde Leo, com um beijo na testa.
Moral: Quando dividimos com carinho, as briguinhas viram risadinhas.