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História de extraterrestre 9 a 10 anos Leitura 7 min.

O coelhinho Bento e o amigo das estrelas

Bento, um coelho tímido, encontra no parque uma pequena criatura azul perdida; juntos, em silêncio, tentam consertar sua nave e descobrem uma amizade inesperada.

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Um pequeno coelho cinza chibi de orelhas longas e pelo fofinho, com olhar doce e melancólico e uma patinha levantada em adeus, veste uma pequena echarpe laranja; perto dele, uma nave miniatura improvisada em metal brilhante e madeira abriga uma criatura extraterrestre redonda e azul chibi de pele lisa e tentáculos curtos que sorri timidamente e acena desde a porta. Objetos recuperados (parafusos, porcas, uma caixa de metal) estão junto à base improvisada num buraco de carvalho; o parque noturno mostra bancos de madeira gastos, um pequeno lago espelhado, relva verde, folhas caídas e a grande silhueta do carvalho, sob um céu violeta escuro com estrelas e uma lua suave. A cena, centrada no duo, evoca uma partida emotiva: a nave prestes a decolar ilumina os rostos com um brilho azul, criação de atmosfera ternamente calorosa e ligeiramente triste, cores pastel vivas, contrastes marcantes e linhas arredondadas e expressivas. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Parque Silencioso

O céu estava rosado quando Bento, um coelho de pelagem cinzenta e olhar pensativo, caminhava sozinho pelo parque. Era uma manhã de domingo e, como quase sempre, o parque estava adormecido. Os velhos bancos de madeira, o lago miúdo e as árvores agitadas pelo vento formavam o cenário perfeito para quem gosta de silêncio — como Bento.

Bento era diferente dos outros coelhos: conversava pouco, preferia ouvir as folhas sussurrando do que entrar nas brincadeiras barulhentas dos esquilos. Naquele dia, ele andava devagar, sentindo a grama orvalhada debaixo das patas, pensando em sonhos estranhos e luas distantes.

De repente, ouviu um barulho abafado atrás de um arbusto. Bento ficou imóvel, as orelhas bem retas. O som se repetiu — era como um apito baixinho, tímido. Curioso, mas cauteloso, Bento se aproximou, esgueirando-se entre galhos.

Ao empurrar as folhas, congelou de surpresa: ali, entre as raízes, estava algo que nunca vira — uma criatura redonda, azulada, com olhos grandes, brilhantes e um sorriso discreto. Parecia um brinquedo perdido, mas respirava, tremia e... parecia triste.

O coelho hesitou; olhou à volta, certificando-se de que ninguém mais via aquela cena incrível. A criatura, assustada, encolheu-se ainda mais, cobrindo a cabeça com os tentáculos.

— Olá? — sussurrou Bento, a voz quase sumindo.

A criatura apenas piscou devagar, sem responder. Por um instante, Bento teve vontade de fugir, mas lembrou de como era ficar sozinho — e percebeu que o serzinho azul parecia sentir o mesmo.

Capítulo 2: Mensagens Silenciosas

Bento ficou ali, sentado, esperando que a criatura dissesse algo. Mas, assim como ele, aquele ser era silencioso. Juntos, partilharam o silêncio do parque adormecido. Bento, então, pegou uma folha seca e desenhou um círculo na terra. A criatura observou, curiosa. Bento desenhou dois olhos e um sorriso no círculo, depois apontou para si mesmo.

A criatura pensou um segundo, depois usou um tentáculo para desenhar algo que parecia um planeta com anéis. Olhou para Bento, apontou para si e para o desenho. O coelho sentiu um pequeno calafrio de emoção: entenderam-se sem uma palavra!

A criatura tentava sorrir, embora estivesse assustada. Bento percebeu que ela precisava de ajuda, mas não sabia como. O coelho, então, ofereceu uma cenoura. A criatura cheirou, fez uma careta engraçada, mas agradeceu com um leve aceno.

Quando o vento soprou mais forte, a criatura arrepiou-se toda. Bento, que conhecia bem os esconderijos do parque, conduziu-a até uma toca abandonada debaixo de um carvalho. Foram andando juntinhos, ambos quietos, mas sentindo um conforto inexplicável por não estarem sozinhos.

Capítulo 3: Sinais das Estrelas

Dentro da toca, a penumbra era acolhedora. A criatura azul começou a mexer em uma pequena caixa que trazia presa a um cinto esquisito. Do nada, um holograma saltou da caixa, projetando planetas coloridos que giravam no teto da toca. Bento arregalou os olhos.

A criatura apontou para uma estrela no holograma e depois para o céu, como quem diz: “Venho dali.”

Bento, maravilhado, tocou o holograma. De repente, imagens de naves e mundos desconhecidos giraram ao redor deles. Parecia magia! A criatura, então, mostrou no holograma uma nave pequenina, quebrada. Apontou tristemente para si mesma.

O coelho entendeu: o amigo extraterrestre estava preso na Terra porque sua nave não funcionava. Bento coçou o queixo, pensativo. Era um problema complicado, mas juntos poderiam tentar resolver!

Sem perder tempo, Bento traçou dois planos na terra: uma seta para o parque, outra para o lago. Talvez encontrassem peças ali. A criatura assentiu, animada.

Saíram da toca, explorando o parque como dois detetives silenciosos. Cada vez que achavam um objeto interessante — um pedaço de lata, uma moeda caída, um velho parafuso — a criatura sorria, os tentáculos vibrando de alegria.

Capítulo 4: A Construção Misteriosa

O parque estava ainda mais vazio que antes. Bento e seu amigo extraterrestre recolhiam tudo o que parecesse útil: rolhas, tampinhas, fios que algum menino esquecera. Com cuidado, voltaram à toca.

Ali, começaram a construção. A cada passo, a criatura mostrava como encaixar as peças. Usou um pequeno raio de luz azul para soldar fios, improvisou asas com folhas secas e transformou uma rolha em botão de decolagem. Bento observava, admirado com tanta criatividade.

Enquanto trabalhavam, a criatura contava histórias com imagens: um planeta colorido onde flores faziam música, um céu onde chovia geleia. Bento ria sem som, os olhos brilhando com cada invenção.

Quando terminaram, a nave improvisada tremia de excitação. Faltava apenas a energia! O coelho pensou nas luzes do parque, mas era perigoso mexer ali. A criatura teve uma ideia: apontou para o céu, onde as primeiras estrelas já surgiam. Pegou a caixa do cinto, apontou para as estrelas e, num piscar de olhos, a nave começou a brilhar com a energia recebida.

Ambos se entreolharam, surpresos e orgulhosos. Não disseram nada, mas sabiam que estavam prontos.

Capítulo 5: Adeus Silencioso

Era hora da despedida. No centro do parque, agora iluminado pela luz da lua, Bento ficou ao lado da pequena nave. A criatura entrou na nave, mas antes de fechar a portinhola, olhou bem nos olhos de Bento.

Nenhum deles sabia falar a língua do outro, mas, mesmo assim, entenderam tudo. A criatura desenhou, com luz azul no chão, um coração e dois coelhos saltando entre estrelas. Depois, sorriu o sorriso discreto de sempre.

Bento sentiu um aperto no peito, mas acenou. A nave subiu devagar, flutuou por cima das árvores e, num lampejo dourado, desapareceu no céu cheio de estrelas.

O coelho ficou ali, sozinho novamente. Mas não era mais o mesmo. Voltou para o parque todos os dias, olhando as estrelas e lembrando do amigo azul. E, sempre que encontrava alguém novo ou diferente, sorria discretamente, sabendo que a amizade pode ser silenciosa — e mesmo assim, iluminar o céu todo.

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Pelagem
Conjunto de pelos que cobrem o corpo de um animal.
Pensativo
Que está com a mente cheia de pensamentos ou preocupado.
Adormecido
Que está quieto e parecido com alguém que está dormindo.
Arbusto
Planta pequena com muitos ramos, mais baixa que uma árvore.
Tentáculos
Braços finos e flexíveis de alguns seres, como o encontrado.
Penumbra
Meia escuridão, lugar com pouca luz.
Holograma
Imagem brilhante no ar que parece real, feita com luz.
Projetando
Mostrando imagens ou luzes sobre uma superfície.
Calafrio
Sensação de frio e arrepio pelo corpo, às vezes por medo.
Soldar fios
Juntar pedaços de fio com calor ou luz para fixar.
Rolhas
Pequenas tampas feitas de cortiça ou outro material, usadas para fechar.

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