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História de extraterrestre 9 a 10 anos Leitura 8 min.

O amigo invisível da Estação Amiga

Lia e Sofia vão à Estação Amiga, encontram uma criatura translúcida chamada Nunu e investigam marcas azuis misteriosas; juntas, tentam entender o enigma que envolve a estação.

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Há três personagens: Lia, 10 anos, trança castanha, macacão espacial branco com detalhes azuis, agachada à esquerda segurando um rolo de fita isolante prateada ao olhar para um painel faíscante; Sofia, 10 anos, cabelo preto curto e sorriso curioso, macacão idêntico, à direita com uma pequena lanterna amarela apontando para marcas azuis na carcaça; e Nunu, criatura extraterrestre com corpo translúcido azul-esverdeado, olhos brilhantes e tentáculos flexíveis, flutuando entre as meninas e tocando o painel com um tentáculo emitindo um fraco halo luminoso. Local: interior/exterior misto de uma estação espacial circular (setor 17) com carcaça metálica cinza, placas aparafusadas, painéis solares ao fundo, grandes escotilhas redondas mostrando céu estrelado, plantas em vasos flutuando e cabos e ferramentas espalhados. Situação: as meninas ajudam o extraterrestre a reparar um fio faiscante na carcaça, há marcas azuis gelatinosas nas placas, um pequeno módulo de passeio transparente ao lado e faíscas amarelo-âmbar ao redor do painel reparado. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – A Festa Silenciosa

Lia sentou-se no chão do quarto, cuidadosamente alinhando pequenos objetos brilhantes sobre uma toalha azul. Era uma mini-festa de despedida diferente: não haveria música, nem gritos de alegria, mas sim sorrisos cúmplices e gestos delicados. Ela olhou para Sofia, sua melhor amiga, que preparava copinhos de suco de meteoro (na verdade, era só suco de maçã com gelatina azul), tentando não fazer barulho.

"Está quase tudo pronto, Lia! O que falta?" sussurrou Sofia, seus olhos castanhos brilhando.

"Talvez… luzes piscantes?" respondeu Lia em voz baixa, apontando para as mini-lanternas espaciais que guardava para ocasiões especiais.

As duas riram baixinho. O motivo do silêncio era simples: no andar de baixo, o avô de Lia, um grande explorador espacial aposentado, dormia – e ele tinha sono leve.

A mini-festa era também um ritual. Na manhã seguinte, Lia e Sofia partiriam juntas para a primeira missão oficial na Estação Amiga, uma pequena estação orbital onde iriam ajudar com experimentos de plantas espaciais. Era uma chance rara e misteriosa.

Após a última mordida no bolo lunar (bisnaguinha com açúcar de confeiteiro, inventado por Sofia), as meninas trocaram pulseiras feitas de fio brilhante como sinal de amizade. De repente, as luzes piscaram, e um leve zumbido percorreu o chão. Lia olhou para Sofia, ambas com cara de "você sentiu isso também?".

"Talvez seja só a energia da estação," disse Lia, forçando um sorriso. Mas seu olhar mostrava que ela sabia que aquilo era só o começo.

Capítulo 2 – A Chegada à Estação Amiga

De manhã bem cedo, Lia e Sofia entraram na nave de transporte espacial – que, vista de perto, parecia uma grande sardinha prateada. O piloto, um robô cordato chamado Otávio, saudou as meninas com um “Bip bip! Trajetória em curso!”. As poltronas eram fofas e o visor exibia estrelas dançando.

"Vai ser divertido, você vai ver," animou Sofia, puxando um pacote de biscoitos em forma de estrela do bolso.

Em pouco tempo, estavam acopladas à Estação Amiga, uma construção redonda cheia de janelas coloridas. Assim que entraram, foram recebidas pela comandante Lila, uma cientista alegre de cabelo verde-água.

"Bem-vindas, jovens exploradoras!" disse Lila. "Hoje temos trabalho com as estufas gravitacionais, mas… há um pequeno mistério a resolver. Temos detectado sons estranhos durante a noite, vindos do setor dezessete."

Lia e Sofia se entreolharam. Mistérios já estavam incluídos na aventura! Receberam um mapa holográfico e crachás brilhantes, e correram para se instalar no quarto das visitas. Mas Lia reparou numa coisa estranha na janela: uma pequena marca azul, como se algo tivesse arranhado do lado de fora.

"Você viu isso, Sofia?" Lia perguntou, apontando.

Sofia aproximou o rosto do vidro. "Talvez seja só poeira de estrela…"

Mas Lia sentiu um arrepio. A marca era diferente de qualquer coisa que já vira.

Capítulo 3 – O Amigo Invisível

Naquela noite, depois de regar tomates flutuantes e registrar experimentos de feijões saltitantes, Lia e Sofia exploraram o corredor do setor dezessete. Só havia luzes suaves e o som distante das máquinas de reciclagem.

Ao virar uma esquina, ouviram um leve “clic-clac, clic-clac”, como se alguém com patas ou tentáculos caminhasse. Com os corações acelerados, se esconderam atrás de um grande vaso de plantas tropicais.

"Eu não tô vendo nada," sussurrou Sofia.

Lia pegou sua lanterninha e apontou. Em vez de revelar o estranho barulho, a luz pareceu atravessar o ar – e, por um instante, desenhou o contorno de uma criatura translúcida, com olhos redondos e enormes. A criatura, surpresa, arregalou os olhos e se escondeu atrás de uma mangueira.

“Olá?” disse Lia, com um fio de voz. “Eu sou Lia! Não precisa ter medo!”

A criatura respondeu com um “Blip blup blip…” e parecia tentar sorrir, mas sua boca era pequena e cheia de dentes brilhantes. Sofia, mesmo nervosa, sorriu de volta.

“Você é de Marte? Ou de Júpiter?” perguntou Sofia, curiosa.

A criatura balançou a cabeça. Depois, apontou para o próprio peito e disse: “Nunu”.

"Nunu? Prazer, Nunu! Somos amigas." Lia estendeu a mão devagar. Nunu se aproximou, tocou o dedo de Lia com seu tentáculo gelado, e então desapareceu, deixando para trás só um rastro de brilho azul.

Capítulo 4 – O Mistério dos Riscos Azuis

No dia seguinte, Lia e Sofia não pensavam em outra coisa além de Nunu. Durante o café da manhã, tentaram puxar assunto com a comandante Lila.

"Comandante, alguém já viu criaturas diferentes por aqui?" perguntou Sofia.

Lila riu. "Só temos robôs, humanos e um ratinho que apareceu certa vez na sala de controle. Por quê?"

"Nada! Só curiosidade…" respondeu Lia, desviando o olhar.

Após o turno nas estufas, as meninas decidiram investigar o lado externo da estação, usando um pequeno módulo com paredes transparentes chamado “bolha de passeio”.

Vestiram seus trajes leves e saíram, puxando o módulo como se fosse um carrinho de supermercado flutuante. Chegando ao setor dezessete, encontraram mais marcas azuis, como pegadas de gelatina, espalhadas pelo casco da estação.

De repente, Nunu apareceu, cambaleando entre as placas solares. Seu corpo mudava de cor conforme se mexia. Ele gesticulou no ar, apontando para um painel solto, de onde escapava um fio faiscando.

"Ele está tentando nos mostrar alguma coisa," disse Sofia.

Com cuidado, Lia se aproximou. "Nunu, você precisa de ajuda?"

Nunu assentiu, emitindo um “blup-blip” animado. Juntas, Lia e Sofia usaram fita isolante especial para consertar o fio. Nunu, agradecido, bateu palmas silenciosas e envolveu as meninas num abraço gelatinoso.

Sofia riu, surpresa com a sensação fria. "Acho que nunca fui abraçada por um extraterrestre antes!"

Capítulo 5 – O Enigma do Despedida

Naquela noite, Nunu apareceu de novo na janela do quarto das meninas. Agora, ele trouxe um dispositivo em forma de estrela, brilhando suavemente.

"Isso é para nós?" perguntou Lia.

Nunu entregou o presente com cuidado. Uma mensagem apareceu no ar: "Amizade une mundos diferentes. Obrigado por ouvir o invisível."

Lia sentiu um calor no peito. Sofia ficou emocionada. "Mas, Nunu, você vai embora?"

Nunu assentiu devagar. Apontou para o espaço, fez um gesto de tchau com o tentáculo, e então tocou o aparelho na parede. Uma passagem luminosa se abriu, como uma porta de vaga-lume. Nunu olhou para as meninas uma última vez e desapareceu, deixando para trás seu brilho alegre.

Na manhã seguinte, Lia e Sofia estavam diferentes. Não só por terem salvado parte da estação, mas por saberem que, no universo, mesmo o mais estranho pode ser amigo.

Ao se despedirem da Estação Amiga, as duas usaram as pulseiras com o dispositivo de Nunu pendurado. Lia sorriu para Sofia.

"Sabe, acho que toda despedida deveria ser assim: silenciosa, mas cheia de significado."

Sofia concordou, e enquanto a nave sardinha as levava de volta para casa, ambas sentiam que aquele passo no desconhecido tinha sido, na verdade, um passo leve – e inesquecível – para a amizade e a empatia.

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O quiz: você entendeu bem a história?

Toalha azul
Pano colocado no chão para proteger e organizar coisas, aqui é de cor azul.
Suco de meteoro
Nome divertido para um suco especial; aqui é suco de maçã com gelatina azul.
Mini-lanternas espaciais
Pequenas luzes portáteis usadas para iluminar, com tema de espaço.
Estufas gravitacionais
Lugares fechados onde plantas crescem com regras especiais de gravidade.
Bolha de passeio
Módulo transparente que as pessoas usam para andar do lado de fora da estação.
Faiscando
Quando pequenas faíscas ou luzes saltam de um fio ou aparelho.
Casco
Parte externa e resistente de uma nave ou estação espacial.
Placas solares
Painéis que recebem luz do sol e transformam em energia.
Fita isolante
Fita usada para proteger fios e evitar choque ou curto circuito.
Dispositivo
Objeto ou aparelho feito para uma função específica, como um presente brilhante.
Translúcida
Que deixa passar um pouco de luz, mas não é totalmente transparente.
Tentáculo
Braço flexível e alongado, parecido com os de alguns animais marinhos.
Gelatinoso
Que tem textura macia e pegajosa, parecida com gelatina.
Acopladas
Unidas ou ligadas uma à outra, como quando duas partes se juntam.
Trajetória
Caminho que uma nave ou objeto segue pelo espaço.
Poltronas
Cadeiras confortáveis onde as pessoas se sentam, dentro da nave.
Mapa holográfico
Imagem em 3D no ar que mostra rotas e locais, como um mapa brilhante.

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