Carregando...
História de cavaleiro 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O cavaleiro Tomé e o dragão de lixo no pátio do castelo

O cavaleiro Tomé, sonhador e bondoso, enfrenta vento, um carrinho preso e um monte de detritos para limpar o pátio do castelo, mostrando criatividade e convidando outros a ajudarem.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um menino cavaleiro de rosto redondo e sorridente, armadura prateada, viseira levantada, olhos brilhantes, segura uma grande vassoura de madeira e uma pequena pá, postura orgulhosa e gentil; dois escudeiros — cerca de 12 e 13 anos, um de cabelo castanho curto carregando um saco de lona com folhas ao lado do cavaleiro e outro loiro e desgrenhado ajoelhado junto à roda do carrinho segurando uma tábua usada como rampa; um senhor do castelo de cerca de 50 anos em traje escuro observa ao fundo junto a um banco de pedra; cena numa praça de castelo pavimentada com poço e bandeiras coloridas, folhas e penas caindo; o cavaleiro reduziu uma grande montanha de detritos que lembra um dragão feito de sacos e cordas; atmosfera luminosa, dinâmica e de cooperação alegre. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: O Cavaleiro Sonhador e o Pátio Cheio

No grande castelo de pedra clara, havia um pátio onde o sol dançava nas bandeiras coloridas. Ali vivia o cavaleiro Tomé, um cavaleiro sonhador. Enquanto outros treinavam golpes fortes, Tomé imaginava pontes sobre rios brilhantes e jardins cheios de risos.

Nessa manhã, o pátio estava diferente. Havia palha espalhada, folhas secas, pedacinhos de madeira, e até penas de galinha que voavam com o vento. Os escudeiros corriam, tropeçando aqui e ali. Um velho carrinho de mão estava virado de lado, como se tivesse desistido.

Tomé olhou tudo com atenção. O seu coração era gentil, e ele gostava de ver o castelo bonito e seguro. “Um pátio limpo é um pátio feliz”, pensou. E decidiu: iria livrar o pátio dos detritos.

Vestiu a armadura, ajustou as luvas e colocou o elmo. A viseira ficou baixa, brilhando como uma pequena lua de metal. Pegou uma vassoura grande, um saco de pano e endireitou o carrinho de mão.

Mas, quando começou a juntar os detritos, um mini-revés apareceu. O vento soprou forte e levantou folhas e penas, espalhando tudo outra vez, como uma travessura.

Tomé respirou fundo. Coragem também é continuar quando dá vontade de desistir. Ele pensou com inteligência: “Se o vento leva, eu preciso de um plano.” Então molhou um pouco a vassoura numa tina de água, para as folhas pesarem mais. E colocou pedras pequenas nos cantos do saco, para ele não fugir.

Aos poucos, o pátio começou a mudar. As pedras voltaram a aparecer, lisas e arrumadas. E Tomé sentiu que a sua missão estava mesmo a começar.

Parte 2: A Missão dos Detritos e o Mistério do Barulho

Tomé empurrou o carrinho de mão, fazendo um caminho entre o poço e o jardim. Juntou palha, folhas e gravetos. Depois separou o que podia ser útil. A palha iria para os estábulos, para aquecer os cavalos. A madeira iria para a cozinha, para o fogo. As folhas serviriam para fazer um montinho de adubo para as hortas.

Ele gostava de partilhar. Chamou dois escudeiros que passavam e apontou para a palha. Com pouco diálogo e muito gesto, mostrou como carregar sem derramar. Os escudeiros sorriram e ajudaram. E Tomé repartiu também a tarefa: “Um segura o saco, o outro leva o carrinho.” Assim, ninguém ficava cansado sozinho.

De repente, ouviu-se um barulho: CRAC! Um som seco, como um galho a partir. O pátio ficou quieto por um instante. Até os pombos pararam.

Tomé virou-se. O carrinho tinha uma roda presa numa pequena fenda do chão. E ali, bem perto, havia um monte de pedrinhas soltas e pedaços de telha. Era perigoso. Alguém podia cair.

Tomé puxou, mas a roda não saiu. Empurrou, mas ficou pior. O sonho de um pátio limpo parecia preso naquela fenda.

O cavaleiro não chorou nem se zangou. Ele foi resiliente. Ajoelhou-se, olhou de perto e pensou como um herói calmo. “Se eu levantar a roda um pouco, ela desliza.”

Pegou uma tábua curta que tinha separado para a cozinha. Colocou-a como uma rampa. Pediu aos escudeiros para segurarem o carrinho firme. Contou baixinho: “Um, dois, três.” Empurrou com cuidado. A roda subiu pela tábua e saiu da fenda com um solavanco leve.

Os escudeiros bateram palmas. Tomé sorriu por dentro do elmo. O pátio já parecia mais seguro, e o seu coração ficou mais forte também.

Parte 3: O Dragão de Lixo e a Viseira Erguida

Quando o sol já estava alto, Tomé viu o último desafio. Atrás de um banco de pedra havia um amontoado grande de detritos: sacos rasgados, cordas velhas, latas amassadas e folhas escuras. Parecia quase um dragão feito de lixo, com “escamas” de papel e “cauda” de corda.

Alguns criados evitavam passar por ali. Diziam que cheirava mal e que dava azar. Tomé, sonhador, olhou para o montão e imaginou outra coisa: um dragão que precisava ser vencido com bondade e trabalho.

Ele não quis fazer tudo sozinho. Chamou mais gente e partilhou a missão. Um grupo trouxe baldes. Outro trouxe uma pá. Tomé dividiu o montão em partes pequenas, como se fossem pedacinhos de um mapa. “Aqui, papel. Ali, corda. Lá, coisas para deitar fora.” E explicou com palavras simples que cada coisa tinha o seu lugar.

Houve mais um mini-reviravolta: uma corda estava presa debaixo de uma pedra pesada. Quando puxaram, a pedra mexeu e quase caiu num pé. Tomé levantou a mão depressa e todos pararam. Ele pensou rápido. Colocou a pá por baixo da pedra, como uma alavanca. Com ajuda de dois escudeiros, levantou só um pouco, o suficiente para a corda sair. Ninguém se magoou.

Por fim, o “dragão” encolheu até virar apenas um saquinho pequeno. O pátio ficou limpo, aberto, com espaço para correr e brincar. As bandeiras pareciam mais alegres, e os cavalos relincharam, como se agradecessem.

O senhor do castelo veio ver. Havia orgulho no ar, como em dia de grande torneio. Tomé aproximou-se, cansado mas feliz. Então, num gesto calmo e vitorioso, levantou a viseira do elmo. O seu rosto apareceu, com olhos brilhantes e um sorriso gentil.

Todos viram que a bravura também pode usar vassoura, carrinho e partilha. E Tomé, o cavaleiro sonhador, sentiu-se um herói de verdade: não por vencer com espada, mas por cuidar do seu castelo e dos seus amigos.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Cavaleiro
Pessoa que usa armadura e ajuda a proteger o castelo.
Pátio
Lugar aberto dentro do castelo onde as pessoas andam e brincam.
Escudeiros
Ajudantes do cavaleiro que carregam e cuidam das coisas.
Viseira
Parte do elmo que cobre o rosto e pode subir ou descer.
Tina
Um grande recipiente cheio de água para molhar a vassoura.
Alavanca
Objeto usado para levantar coisas pesadas com menos esforço.
Detritos
Restos e lixo que ficam espalhados pelo chão.
Relincharam
Som que os cavalos fazem quando estão felizes ou animados.
Adubo
Coisa feita com folhas para ajudar as plantas a crescer.
Montão
Grande pilha de coisas juntas, como um monte desarrumado.
Travessura
Brincadeira que faz alguma bagunça ou susto pequeno.
Elmo
Peça de metal que protege a cabeça do cavaleiro.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de cavaleiros para 5 a 6 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.