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História sobre a Páscoa 7 a 8 anos Leitura 12 min.

o cartão dobrado do coelho da páscoa

Laura e seus primos se preparam para a caça aos ovos de Páscoa, criando regras de partilha e descobrindo a importância da amizade e da alegria, quando um coelho mágico lhes deixa uma mensagem especial.

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Uma menina de 8 anos, Laura, com longos cabelos castanhos e olhos cheios de curiosidade, está em um jardim ensolarado, com um grande sorriso no rosto, segurando uma pequena cesta de vime cheia de ovos coloridos. Ao lado dela, seu primo Tiago, um garoto de 9 anos com cabelos loiros e óculos redondos, ri ao mostrar um ovo azul que acabou de encontrar atrás de um arbusto. Um pouco mais adiante, sua prima Bia, uma menina de 7 anos com tranças e um vestido florido, se agacha para pegar um ovo vermelho brilhante. O jardim está repleto de flores coloridas, árvores verdes e um céu azul claro com nuvens brancas e fofas. No centro da cena, as crianças se divertem procurando ovos de Páscoa, rindo e exclamando alegremente, enquanto o sol brilha, criando uma atmosfera festiva e alegre. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – A Páscoa Começa na Cozinha

Laura acordou com um cheiro doce vindo da cozinha. Abriu os olhos bem depressa e sussurrou para si mesma:

— Hoje é Páscoa!

Saltou da cama e correu pelo corredor de meias, escorregando um pouco.

— Uuuups! Quase virei ovo frito — riu, segurando-se na porta.

Na cozinha, a mãe mexia uma tigela de chocolate e o pai cortava frutas.

— Bom dia, minha coelhinha! — disse a mãe. — Dormiu bem?

— Dormi tão bem que até sonhei com um coelho gigante. Ele falava: “Come chocolate, mas escova os dentes!” — contou Laura, rindo.

O pai fingiu espanto:

— Um coelho dentista? Acho que é o coelho da Páscoa Inteligente.

Laura sentou-se à mesa.

— Mãe, hoje vai ter caça aos ovos no quintal, né?

— Vai, sim — respondeu a mãe. — Mas primeiro, café da manhã. Caçador de ovo não pode estar com barriga roncando.

Laura comeu um pão com queijo e uma banana em forma de sorriso, que o pai arrumou no prato.

— Olha, Laura, prato feliz de Páscoa — brincou ele.

— Se o prato está feliz, eu também fico — respondeu a menina.

Depois do café, a mãe falou:

— Este ano vamos fazer uma coisa diferente. Cada criança vai ter uma cestinha, mas… — ela fez suspense.

— Mas o quê? — perguntou Laura, com os olhos brilhando.

— Mas vocês vão ter que aprender a partilhar. Não é só correr e pegar tudo. Combinado?

Laura pensou um pouco, cruzou os braços e abriu um sorriso esperto:

— Eu posso ajudar com isso. Eu sou muito boa a inventar regras.

— Sabemos… — disse o pai, rindo. — Principalmente quando as regras são para ganhar mais sobremesa.

— Ei! — protestou Laura, fazendo cara séria. Depois riu. — Prometo que hoje as regras vão ser justas… acho.

Capítulo 2 – Regras da Caça aos Ovos

O primo Tiago e a prima Bia chegaram logo depois, trazendo risos e barulho de passos apressados.

— Laurinhaaaa! — gritou Bia, entrando.

— Já começou a caça aos ovos? — perguntou Tiago, todo animado.

— Calma, coelhinhos apressados — disse a mãe, levantando as mãos. — Primeiro, a Laura quer explicar umas regras.

Laura pigarreou e pôs-se em pé numa cadeira, como se fosse uma presidente da Páscoa.

— Atenção, reunião de coelhos! — anunciou. — Hoje vamos brincar diferente. Todo mundo vai ter chance de achar ovos. E ninguém vai ficar com a cesta vazia.

— E como é que vai ser? — perguntou Tiago, desconfiado.

Laura levantou um dedo.

— Regra número um: ninguém corre antes do “já!”. Se correr, vira coelho preguiçoso e só pode andar devagarinho.

Bia riu.

— Eu não quero ser coelho preguiçoso!

— Regra número dois: cada vez que alguém achar um ovo, grita “Achei!” e mostra para todo mundo. Assim, ninguém pisa em cima de ovo sem querer.

— Regra número três? — quis saber Tiago.

— Regra número três: no fim da caça, colocamos todos os ovos no meio e dividimos. Quem achou mais, ajuda quem achou menos. Porque Páscoa não é campeonato, é festa.

A mãe sorriu orgulhosa.

— Gostei dessas regras.

— Tem mais uma — disse o pai, levantando o dedo. — Regra número quatro: os adultos podem… roubar um pedacinho de chocolate dos filhos?

— Nãããão! — gritaram as três crianças ao mesmo tempo, rindo.

— Está bem, está bem — desistiu o pai. — Então os adultos só ganham abraços.

Laura estendeu a mão como uma verdadeira líder.

— Todo mundo de acordo?

— De acordo! — responderam Tiago e Bia, batendo na mão dela.

Capítulo 3 – A Caça e o Coelho Diferente

O pai foi até o quintal primeiro, para esconder os ovos coloridos. Quando voltou, gritou:

— Atenção, coelhos! Em suas marcas… preparar… já!

As três crianças saíram correndo pelo jardim, rindo e tropeçando na grama.

— Achei! — gritou Bia, pegando um ovo vermelho atrás do vaso de flores.

— Achei também! — respondeu Tiago, tirando um ovo azul debaixo do banco.

Laura olhava atentamente. Ela sabia que o pai gostava de esconder um ovo em lugar bem estranho. Parou perto da árvore de laranjas e olhou para cima.

— Hmmm… coelho da Páscoa, você subiu na árvore? — murmurou.

De repente, um brilho diferente chamou a sua atenção, perto do tronco. Não era um ovo normal. Parecia uma pequena luz dourada, piscando.

— Que isso? — perguntou Laura, aproximando-se.

Quando tocou na luz, ouviu uma vozinha fina:

— Ei, cuidado com o meu rabo!

Laura deu um pequeno salto para trás, mas logo viu que não era nada assustador. Era um coelhinho minúsculo, do tamanho da sua mão, com orelhas compridas e um colete verde.

— Uau… você… você fala — disse ela, espantada.

— E você… sabe ouvir — respondeu o coelho, piscando um olho. — Sou o Coelho Guardião das Surpresas.

— Só eu estou te vendo? — sussurrou Laura.

— Hoje, sim. É o teu ano de Páscoa especial — explicou ele. — Vim ver se estás mesmo a partilhar.

Laura sorriu, orgulhosa.

— Claro que estou! Eu até fiz regras.

— Já reparei. Boa ideia — respondeu o coelhinho. — Tenho um presente diferente para ti, mas é um presente de partilha.

Ele estalou os dedos minúsculos, e um pequeno cartão dobrado apareceu na mão de Laura. Por fora, era em branco, só com um pequeno ovo desenhado.

— O que é isso? — perguntou ela.

— É uma carta mágica. No fim do dia vais saber o que escrever — explicou o coelho. — Mas só funciona se for para partilhar alegria.

Antes que Laura pudesse fazer outra pergunta, Tiago gritou:

— Laura! Já achaste algum?

Ela olhou para as mãos. O coelhinho tinha desaparecido, só o cartão ficara ali.

— Já, já vou! — respondeu, guardando o cartão no bolso.

Capítulo 4 – Partilhar Dá Risada

No fim da caça, as cestas estavam cheias. No meio do quintal, fizeram uma roda.

— Olhem quantos ovos! — disse Bia, encantada.

— Vamos juntar tudo — lembrou Laura. — Eu achei oito, o Tiago nove, a Bia sete.

Tiago fez cara de importante.

— Então eu sou o campeão!

Laura cruzou os braços, fingindo ser séria.

— Campeão da gulodice, talvez.

Ele riu.

— Está bem, está bem. Vamos dividir.

Sentaram-se na grama e começaram a organizar os ovos. A mãe veio ajudar a contar.

— Se cada um ficar com o mesmo número… — fez as contas em voz alta. — Vai dar para todos.

— E este ovo gigante aqui? — perguntou Bia, apontando para um ovo maior e dourado.

— Esse é especial — respondeu o pai. — Dentro tem vários bombons. Podemos abrir e dividir também.

Laura pensou um pouco e falou:

— Podíamos fazer assim: cada um escolhe um ovo para si, o resto a gente come junto, contando piadas.

— Piadas? — perguntou Tiago. — De quê?

— De coelho, claro! — respondeu Laura. — Eu começo. O que é um coelho que sabe artes marciais?

— Não sei — disseram os outros.

— Um coelho-karaté! — respondeu ela, rindo da própria piada.

Todos riram, não porque fosse muito engraçada, mas porque era divertido rir juntos.

Bia tentou uma:

— O que o ovo de chocolate disse para a geladeira?

— Não sei! — responderam.

“Fecha a porta que eu estou a derreter de vergonha!” — disse ela, tapando o rosto com as mãos.

Riram de novo. Cada risada parecia deixar o jardim mais colorido.

Laura sentiu o cartão no bolso, como se ele estivesse a lembrar-lhe de alguma coisa.

Capítulo 5 – A Carta Dobrada

Mais tarde, quando o sol já estava mais baixinho e o céu com tons cor de rosa, as crianças entraram em casa. A mesa da sala tinha restos de papel colorido, fitas e caixas.

— Quem quer fazer artes de Páscoa? — perguntou a mãe. — Cartões, desenhos, o que quiserem.

Laura sentou-se com lápis de cor, tesoura sem ponta e cola. Tirou o cartão dobrado do bolso e pousou-o na mesa.

— Que cartão é esse? — perguntou Bia.

— É um cartão especial… acho — respondeu Laura, lembrando-se do coelhinho. — Vou fazer algo para todos nós.

Abriu o cartão. Por dentro, agora, havia uma frase escrita em letras douradas que não estavam lá antes:

“Escreve o que te faz rir e partilha com quem amas.”

Os olhos de Laura brilharam. Pegou num lápis azul e começou a escrever.

No lado esquerdo, desenhou três coelhos: um com óculos enormes, outro com dentes tortos e outro com uma gravata borboleta gigante. Embaixo, escreveu:

“Família Coelho Maluco.”

No lado direito, escreveu em letras grandes e simples:

“Feliz Páscoa! Hoje partilhamos ovos, piadas e abraços. Que a nossa casa seja sempre cheia de risadas.”

Depois, virou-se para Tiago e Bia:

— Querem assinar comigo?

— Quero! — disse Bia, animada.

Tiago pegou num lápis vermelho.

— Vou desenhar um ovo com perninhas a correr — avisou.

Quando terminaram, chamaram a mãe e o pai.

— Este cartão é para todos nós — explicou Laura. — Mas tem de ficar sempre dobrado, numa prateleira especial. Assim, a alegria fica guardada, mas pode sair quando quisermos.

O pai leu em voz alta, devagar, e sorriu.

— Está perfeito.

A mãe abraçou as três crianças.

— A melhor parte da Páscoa é isto — disse ela. — Estarmos juntos, a rir.

Laura olhou para o cartão dobrado nas mãos da mãe e sentiu um calor bom no peito. Por um instante, achou ver, bem no cantinho do cartão, uma minúscula patinha de coelho desenhada em dourado, piscando para ela.

Ela piscou de volta, bem discretamente.

— Então… — disse, abrindo um sorriso grande. — Quem quer mais uma piada de coelho?

E a casa encheu-se outra vez de risos, cores e cheirinho de chocolate, enquanto o pequeno cartão dobrado, guardado na prateleira, parecia brilhar só um pouquinho mais.

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Páscoa
Uma celebração religiosa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, mas também é conhecida por suas tradições de caça aos ovos e chocolates.
Cestinha
Um pequeno cesto usado para guardar coisas, como os ovos de chocolate na Páscoa.
Gulosidade
O desejo intenso de comer, especialmente alimentos doces ou deliciosos.
Coelhinhos
Pequenos coelhos, geralmente usados como símbolos da Páscoa.
Artes marciais
Um conjunto de técnicas de luta e defesa pessoal, como o karatê e o judô.
Surpresas
Coisas inesperadas que podem causar alegria ou surpresa.

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