A casa cheira a bolo e canela.
Mia tem dois anos.
Mia usa meias quentinhas.
A sala tem luz dourada.
A árvore pisca devagar.
Plim, plim, plim.
O Duende Traquina de Natal chega.
Ele ri baixinho.
Ele pula como pena leve.
“Olá, Mia”, diz o duende.
“Surpresa doce!”
O duende faz bagunça boa.
Põe fitas nas colheres.
Troca um chapéu por uma estrela de papel.
Deixa sinos na caixa de brinquedos.
Tin-tin, tin-tin, a caixa canta.
Mia bate palmas.
“Que risos são estes?”, ela diz.
O duende pisca um olho.
Esconde uma bolacha atrás do ursinho.
Mostra a bolacha logo depois.
“É tua”, ele diz.
Mia dá uma mordida feliz.
O duende faz outra graça.
Meias viram trem no tapete.
Choo, choo, choo, diz o tapete.
A árvore ganha um laço azul.
A janela ganha flocos de algodão.
Tudo brilha, tudo é calmo.
Mamã sorri.
Papá bate o pé no ritmo.
“Música de Natal”, diz o duende.
Ele toca um sino bem suave.
A sala fica quentinha por dentro.
O coração de Mia fica quentinho também.
Hora de bocejar.
O duende cobre Mia com a manta.
Conta um “tra-la-lá” bem baixinho.
Deixa um desenho de estrela na almofada.
E um beijo no ar.
Mia fecha os olhos e sorri.
Brincar com carinho enche o Natal de luz.