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História de super-heróis 11 a 12 anos Leitura 19 min.

Lira Quântica e o maestro do ruído em Nova Aurora

Lira Quântica enfrenta um vilão que interfere nos sinais de Nova Aurora, mergulhando a cidade em confusão enquanto ela corre para consertar a antena e proteger o cotidiano das pessoas.

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Lira, heroína na casa dos vinte, expressão determinada e serena, sobrancelhas franzidas e sorriso confiante, veste um macacão azul-escuro com linhas prateadas brilhantes, braçadeiras de luz nos punhos, cabelo crespo preso em coque e ajusta um modulador cristalino na grande antena central estendendo a mão; o Maestro Ruído, homem de 35–40 anos com máscara pintada em sorriso e casaco brilhante, aparece num grande painel de vídeo ao fundo fazendo gestos furiosos como se enviasse um sinal final; à esquerda de Lira uma menina de ~12 anos com mochila colorida e presilhas brilhantes observa do passeio, olhos espantados e mãos segurando uma maquete científica; à direita, uma mulher idosa com cabelo grisalho em coque segura a mão de um menino de ~8 anos, recuada, aliviada e confiante; a cena passa-se na praça central de uma cidade futurista com piso pavimentado de padrões circulares, uma alta antena metálica emitindo faíscas azuis, painéis LED coloridos, semáforos intermitentes, drones como vagalumes e edifícios envidraçados ao fundo — tensão heroica: Lira repara a antena sob faíscas azuis enquanto a multidão assiste e o Maestro tenta sabotar à distância; estilo gráfico de cores vivas, traços nítidos, sombreamento suave e composição dinâmica com linhas de velocidade e detalhes tecnológicos. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A Luz que Vigia Nova Aurora

Na cidade de Nova Aurora, os arranha-céus tinham painéis solares que brilhavam como escamas de peixe ao sol. Drones passavam em fila, educados, como pombos metálicos. E, no alto do edifício mais antigo da praça central, uma antena de comunicação girava lentamente, como se fosse um dedo apontando para o futuro.

Ali, num terraço batido pelo vento, estava Lira Quântica.

O nome verdadeiro dela era Lira Saldanha, mas ninguém chamava assim quando o céu ficava estranho. Lira Quântica vestia um macacão azul-escuro com linhas prateadas que pulsavam como constelações. Os cabelos crespos, presos num coque alto, pareciam uma coroa rebelde. Nos pulsos, duas braçadeiras de luz sólida — tecnologia que ela mesma ajudara a inventar — desenhavam escudos e plataformas no ar. E seus olhos, atentos e calmos, tinham o hábito de encontrar soluções antes que o problema terminasse de aparecer.

A voz da cidade surgiu no comunicador do ombro:

— Lira, temos interferência no sinal geral. As escolas estão sem rede. Os semáforos estão no modo “confuso”. E… o letreiro do Museu da Ciência está escrevendo “MIAU” sozinho.

Lira soltou uma risadinha curta.

— Pelo menos o museu tem senso de humor.

Ela se ajoelhou ao lado da antena e encostou a palma na base. As linhas prateadas do traje acenderam.

— Vamos lá, velha amiga. Quem está te incomodando?

A antena respondeu com um estalo e um chiado que arranhou o ar. Uma onda invisível fez os cabelos dela arrepiarem.

— Ah. Isso não é só poeira — murmurou Lira. — Isso é… alguém tocando no coração do sinal.

Do outro lado da praça, um painel de propaganda piscou e mostrou uma carinha sorridente, exagerada, como desenho de cereal. A boca abriu e a voz saiu por todas as caixas de som ao mesmo tempo:

— Atenção, Nova Aurora! Preparem-se para o novo show: “Tudo Fora do Lugar”!

Lira ergueu o queixo. Humor não era problema. Injustiça, sim.

— Quem quer que seja, está brincando com a cidade inteira. E isso não tem graça.

Ela respirou fundo, sentindo o vento e a responsabilidade como dois pesos diferentes no mesmo ombro.

— Certo, Lira. Primeiro: consertar a antena. Depois: descobrir o palhaço com controle remoto.

Capítulo 2 — O Sinal Que Virou Labirinto

Lira abriu um compartimento na base da antena. Dentro, cabos finos brilhavam como fios de teia. Um pequeno núcleo de cristal — o modulador — piscava fora de ritmo, como um coração ansioso.

— Você está com soluço — disse ela ao modulador, como se ele fosse um cachorro assustado.

Com as braçadeiras, ela projetou uma chave de luz e ajustou o cristal. O chiado diminuiu, mas não sumiu. De repente, o céu pareceu “pular” por um segundo, como quando um vídeo trava.

— Uau… — Lira estreitou os olhos. — Isso é interferência quântica.

No comunicador, a mesma voz do painel voltou, agora cantando:

— Se você conserta aqui, eu embaralho ali! Se você corre, eu corro também! Vamos brincar, heroína brilhante!

Lira mordeu a ponta do lábio. A cidade precisava de sinal para ambulâncias, para famílias se encontrarem, para gente comum fazer coisas comuns — e isso era sagrado. Justiça não era só prender vilões; era manter o mundo funcionando para quem não tem superpoder nenhum.

Ela puxou um pequeno drone do cinto: um cubinho com hélices, adesivado com uma estrela torta.

— Seta, modo rastreamento. Encontre a fonte dessa interferência.

O drone piscou em azul e saiu voando, rápido como pensamento.

Lira voltou à antena. Para estabilizar o modulador, precisava de uma peça de liga condutora: uma “fita de cobre grafênico” que só existia em um lugar… o Atelier Robótico Arco-Íris, onde ela havia treinado anos atrás.

Ela olhou para a cidade lá embaixo: crianças apontavam para semáforos que trocavam de cor como se estivessem escolhendo roupas. Um ônibus parou e… começou a tocar música de elevador.

— Ok — disse Lira, erguendo-se. — Eu vou te consertar, antena. Mas antes preciso de uma visita ao meu velho arsenal.

Ela saltou do terraço. No ar, desenhou com a braçadeira uma plataforma de luz e aterrissou nela com leveza, como se o vento fosse um trampolim. De plataforma em plataforma, desceu pelo centro da cidade, cortando o céu entre edifícios como um cometa domesticado.

— Aguenta firme, Nova Aurora — sussurrou. — A Lira já está a caminho.

Capítulo 3 — O Atelier Robótico Arco-Íris

O atelier ficava escondido num beco largo, entre uma padaria que vendia “pão com energia solar” e uma loja de bicicletas antigravidade. A porta era uma chapa de metal com manchas de tinta colorida e uma placa escrita à mão: “ENTRE, MAS NÃO APERTE BOTÕES SEM PERGUNTAR”.

Lira entrou e foi recebida por um cheiro de óleo, chocolate e… algo que lembrava pipoca. No teto, braços mecânicos se movimentavam, montando pequenos robôs como se fossem origamis de aço. No chão, mini-aspiradores autônomos brigavam educadamente por uma migalha.

— Eu conheço essa bagunça organizada — disse Lira, sorrindo.

De trás de uma pilha de caixas, surgiu Mestre Ramires, o dono do atelier: um homem baixo, de óculos enormes, com um avental cheio de bolsos e uma chave inglesa presa como se fosse um broche.

— Lira Quântica! — Ele abriu os braços. — Se veio pedir conselhos, já aviso: hoje eu só dou conselhos em troca de piadas.

— Fechado — respondeu ela. — Por que o robô foi ao médico?

— Não sei.

— Porque estava com vírus.

Mestre Ramires fez uma cara horrível, mas riu mesmo assim.

— Tá, tá. Você ganhou. O que a cidade aprontou?

— Alguém está atacando o sinal de Nova Aurora. Preciso de fita de cobre grafênico para estabilizar a antena central. E… talvez de uma pista sobre quem faria isso.

Mestre Ramires coçou o queixo.

— Interferência no sinal? Eu ouvi uns zumbidos estranhos nos meus sensores. Parecia… música de circo misturada com código.

Lira arqueou a sobrancelha.

— Música de circo?

— Sim. E olha, isso não é comum. — Ele caminhou até uma bancada e puxou uma gaveta. — Aqui. A fita. Mas cuidado: ela conduz energia e… teimosia. Se você a dobrar errado, ela faz birra.

— Eu também faço — disse Lira, pegando o rolo com delicadeza. — Obrigada, Mestre.

Um robôzinho com olhos de LED aproximou-se, oferecendo uma chave de fenda como se fosse uma flor.

— Não, obrigada — disse Lira. — Mas você é muito educado.

O robô bipou, feliz.

Nesse instante, o drone Seta voltou pela janela, tremendo no ar como se estivesse nervoso.

— Achou? — perguntou Lira.

O cubinho projetou um mapa holográfico. Um ponto vermelho piscava no distrito dos antigos estúdios de TV, uma área cheia de prédios abandonados e antenas enferrujadas.

Mestre Ramires assobiou.

— Lá? Aquilo é território do eco e da poeira.

Lira guardou a fita no cinto.

— E agora também é território da minha paciência. Vou acabar com essa brincadeira antes que alguém se machuque atravessando a rua com semáforo dançando.

Mestre Ramires ergueu um dedo.

— Lira. Lembre-se: não é só consertar coisas. É mostrar à cidade que ela não está sozinha.

Ela assentiu, séria e luminosa.

— Justiça também é cuidado. Eu sei.

Capítulo 4 — O Maestro da Interferência

O distrito dos estúdios parecia um cenário esquecido: placas antigas, cabos pendurados como cipós, torres de transmissão que pareciam esqueletos de gigantes. O vento assobiava por janelas quebradas, tocando notas longas e melancólicas.

Lira pousou num telhado e caminhou em silêncio, guiada pelo sinal do drone. A cada passo, um painel velho acendia e mostrava a carinha sorridente de antes.

— Lira Quântica! — cantou a voz. — Veio dançar no meu labirinto?

— Vim desligar a música — respondeu ela, firme. — E devolver o sinal às pessoas.

Ela seguiu até o maior prédio, onde um letreiro apagado ainda dizia “CANAL 7”. Lá dentro, uma sala de controle estava cheia de telas reaproveitadas, fios coloridos e caixas de som enormes. No centro, girando numa cadeira como um vilão que ensaiou no espelho, estava um homem alto com casaco brilhante e luvas cheias de botões. No rosto, uma máscara com sorriso pintado.

— Apresento-me! — Ele abriu os braços. — Sou o Maestro Ruído. Eu componho confusão. Eu rego caos. Eu… desafino a ordem!

— E por quê? — perguntou Lira, sem levantar a voz. — Qual é a graça de atrapalhar a vida de quem só quer estudar, trabalhar, atravessar a rua?

O Maestro inclinou a cabeça, como quem finge pensar.

— Porque a cidade só aplaude quando tudo funciona. Quando tudo falha… todos olham pra cima. E aí, finalmente, me notam!

Lira sentiu um aperto no peito. Era triste e perigoso: alguém querendo atenção às custas dos outros.

— Você quer ser visto. Mas escolheu o jeito errado.

Ele apertou um botão e as caixas de som soltaram uma onda que fez o ar vibrar. As luzes piscaram, e drones de segurança, enlouquecidos pelo sinal, começaram a voar em círculos como mariposas confusas.

Lira ergueu as braçadeiras.

— Chega.

Com um movimento rápido, ela projetou um escudo de luz que absorveu a vibração sonora. Outro gesto: uma rede de energia suave envolveu os drones, desacelerando-os sem machucar ninguém, como se ela estivesse segurando pássaros assustados.

— Você é boa — disse o Maestro, irritado. — Mas minha obra-prima está lá fora. A antena central vai virar um megafone do meu ruído!

Lira apontou para ele.

— Não vai, não. A cidade não é palco para egoísmo. E eu tenho uma coisa chamada responsabilidade.

Ela avançou, e ele recuou, apertando botões freneticamente. Um braço mecânico antigo desceu do teto, tentando agarrá-la. Lira saltou, criou uma plataforma de luz e, no ar, deu um giro que parecia cena de quadrinhos: ela tocou no braço metálico e enviou uma descarga de pulso calmante, desligando-o.

— Eu prefiro consertar do que quebrar — disse ela, pousando.

O Maestro fez uma careta por trás da máscara.

— Então conserte isto!

Ele lançou um pequeno dispositivo do tamanho de uma moeda. Ele rolou pelo chão e, de repente, projetou um feixe que atravessou a cidade… direto para a antena central. O modulador, lá longe, deve ter gritado em silêncio.

Lira fechou os punhos.

— Ok. Agora é corrida.

Capítulo 5 — A Antena no Olho da Tempestade

Lira saiu disparada pelos telhados, o vento batendo no rosto como um tambor. No caminho, ela via janelas acendendo e apagando, relógios mudando de hora, painéis escrevendo frases aleatórias como “SORVETE É UM DIREITO”.

— Não discordo, mas agora não! — resmungou ela, sem perder o ritmo.

Ao chegar à praça central, a antena girava mais rápido do que deveria, cuspindo faíscas azuis que riscavam o ar. As linhas de energia ao redor tremiam como cordas de violão. Pessoas olhavam de baixo, assustadas, mas também confiantes — porque quando Lira aparecia, o medo não tinha a última palavra.

Ela ergueu a voz, clara:

— Pessoal! Afastem-se um pouco. Vai ficar tudo bem. Prometo.

Uma senhora segurou a mão de um menino e respondeu:

— Nós confiamos em você, Lira!

Essa frase foi como combustível. Lira subiu a fachada com plataformas de luz, alcançou o terraço e abriu o compartimento da antena. O modulador pulsava descontrolado. O dispositivo do Maestro estava acoplado como uma sanguessuga brilhante.

— Você está recebendo uma dieta horrível — disse Lira ao modulador. — Vamos tirar isso.

Ela tentou puxar o dispositivo, mas ele prendeu com um clique e soltou uma descarga sonora. A vibração quase a derrubou.

— Tá bom. Você quer delicadeza? Eu também — murmurou ela, respirando.

Lira tirou a fita de cobre grafênico e a posicionou em torno do modulador, como quem envolve um instrumento musical para afiná-lo. As braçadeiras projetaram microferramentas, e ela trabalhou rápido: conectar, ajustar, isolar, estabilizar. Cada gesto era preciso, como coreografia.

Do painel da praça, o Maestro apareceu em vídeo, furioso:

— Você não pode me silenciar! Eu sou o espetáculo!

Lira, sem parar o trabalho, respondeu:

— Espetáculo de verdade é uma cidade funcionando para todos. E sabe o que mais? Você pode ser visto sem causar caos. Você só precisa… aprender outra música.

— Eu não quero outra música! — gritou ele.

— Então vai ouvir a minha — disse Lira.

Ela terminou o circuito e, com a palma da mão, ativou um pulso de coerência. A antena desacelerou, as faíscas viraram pequenos brilhos que se dissolveram no ar, como vaga-lumes aliviados. O chiado sumiu. O céu pareceu “destravar”.

Lá embaixo, os semáforos voltaram ao normal. Os drones pararam de rodopiar. O letreiro do museu finalmente escreveu: “CIÊNCIA”.

— Pronto — sussurrou Lira, sorrindo. — Bem-vinda de volta, Nova Aurora.

Mas ainda faltava uma coisa: o Maestro Ruído.

Capítulo 6 — Justiça em Tom Maior

Com o sinal estabilizado, Lira conectou a antena ao seu comunicador e localizou o dispositivo do Maestro, agora sem energia. Ele tentava fugir pelos becos, transmitindo apenas um restinho de ruído, como um assobio teimoso.

Lira desceu e o encontrou perto de uma estação de metrô, segurando a máscara com as duas mãos, como se ela fosse a última coisa que o mantinha grande.

— Acabou — disse Lira, sem ameaças, apenas certeza. — Você vai responder pelo que fez. Mas vai responder de um jeito justo.

Ele riu, nervoso.

— Justo? Você vai me prender numa jaula tecnológica? Vai me apagar da história?

Lira se aproximou devagar.

— Não. Eu vou te entregar às autoridades, e você vai ter direito a se explicar. E vai ajudar a reparar o que causou. Justiça não é vingança. É responsabilidade.

O Maestro olhou ao redor. Algumas pessoas se aproximavam, curiosas. Ninguém gritava. Ninguém atacava. Havia firmeza, mas também um silêncio que dava espaço para ele respirar.

Uma garota da idade do público-alvo — com mochila e cabelo preso com presilhas brilhantes — falou alto:

— Ei! Minha aula de ciências voltou! Eu tava no meio do experimento.

Um garoto ao lado completou:

— E meu avô ficou preso no elevador por causa do seu “show”. Não foi legal, cara.

O Maestro baixou a cabeça. A máscara parecia pesada demais.

— Eu… eu só queria que alguém me ouvisse.

Lira tocou levemente no ombro dele.

— Ser ouvido é um direito. Mas fazer os outros sofrerem para isso não é. Você pode usar seu talento de som e tecnologia para ajudar. Existem oficinas, projetos, equipes… Eu conheço um atelier que vive procurando gente com criatividade.

Ela pensou no Mestre Ramires e no aviso da porta: “não aperte botões sem perguntar”.

— Primeiro, você vai consertar o que bagunçou. Depois, se quiser, pode aprender a criar sem destruir.

As sirenes suaves da guarda municipal tecnológica chegaram — não um barulho assustador, mas um aviso gentil, como campainha de bicicleta. Os agentes se aproximaram com calma, explicaram os procedimentos e conduziram o Maestro sem empurrões.

Antes de entrar no veículo, ele olhou para Lira.

— Você… não me odeia?

— Não — respondeu ela. — Eu odeio o que você fez. Você ainda pode escolher o que vai fazer a seguir.

Ele assentiu, pequeno.

— Talvez… eu tente compor algo melhor.

Lira observou o carro partir e sentiu o peso da cidade diminuindo. No alto, a antena girava tranquila, como uma sentinela satisfeita.

Ela voltou à praça, onde as pessoas retomavam a vida: risos, passos, conversas. O mundo, quando volta ao normal, parece até mais bonito.

Lira subiu numa plataforma de luz e falou, não como quem dá ordem, mas como quem oferece um caminho:

— Nova Aurora! Hoje a gente aprendeu uma coisa importante. Comunicação não é só sinal e tecnologia. É respeito. É ouvir. É cuidar. E quando alguém tenta transformar a cidade num campo de ruído, a resposta não precisa ser mais ruído. Pode ser firmeza com coração.

Ela olhou para as janelas, para as ruas, para as pessoas de todas as idades.

— A paz não é silêncio forçado. A paz é todo mundo ter espaço para viver, estudar, trabalhar e sonhar. Com justiça, com responsabilidade… e, se possível, com um pouco de bom humor.

Lá do fundo, alguém gritou:

— Então o museu pode voltar a escrever “MIAU”?

Lira riu, finalmente relaxando.

— Só aos sábados. Em nome da ciência.

E, enquanto a noite acendia as primeiras estrelas, a antena de Nova Aurora enviou um sinal limpo, claro e gentil — como uma mensagem simples para o universo inteiro: aqui, a gente escolhe paz.

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Arranha-céus
Prédios muito altos que parecem tocar o céu na cidade.
Interferência quântica
Tipo de confusão no sinal causada por algo muito pequeno e estranho.
Modulador
Peça eletrônica que controla e ajusta sinais dentro da antena.
Braçadeiras
Acessórios no pulso que criam luz e ferramentas tecnológicas.
Drone
Pequeno aparelho voador controlado por tecnologia ou pessoa.
Fita de cobre grafênico
Material condutor usado para ligar e estabilizar aparelhos elétricos.
Pulso de coerência
Curto sinal que organiza as ondas e faz o aparelho voltar ao normal.
Rede de energia suave
Malha de energia que prende e acalma dispositivos sem machucar.
Microferramentas
Ferramentas muito pequenas projetadas pelas braçadeiras ou máquinas.
Coreografia
Sequência de movimentos bem planejada e coordenada, como numa dança.

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