Capítulo 1
Num pântano muito macio, com água dourada e névoa brilhante, vivia um ogro chamado Grumo. Grumo era grande, verdinho e sempre usava um chapéu feito de folhas. Ele caminhava devagar, fazendo “chlop chlop” com seus pés enormes na lama fofinha.
Um dia, Grumo ouviu um som diferente. Ele parou, colocou as mãos nas orelhas e escutou de novo. “Que som é esse?” perguntou Grumo, bem baixinho.
“Shhhh... Grumo, sou eu, Lumita!” respondeu uma voz suave, que parecia música.
Grumo olhou em volta e só viu um brilho azul escondido dentro de uma flor muito grande. “Lumita? Quem é Lumita?” perguntou o ogro, curioso.
A flor abriu devagar. Dentro dela estava uma criaturinha pequenina, com asas de luz e uma coroa de pétalas. Lumita era uma fadinha lendária, muito rara, muito mágica.
“Olá, Grumo!” disse Lumita, sorrindo. “Você me encontrou! Você pode me ajudar?”
Grumo sentou na lama. Ele ficou olhando Lumita, encantado com tanta luz. “Ajudar? Eu posso ajudar! O que Lumita precisa?”
“Eu preciso de um protetor, Grumo. Só alguém bondoso pode cuidar de mim aqui no pântano misterioso!”
Grumo ficou feliz. “Eu sou bondoso! Eu posso ser seu protetor! Eu prometo!”
A fadinha riu. “Então, vamos juntos, Grumo. O mundo é mágico e precisa de alguém forte e gentil como você.”
Grumo levantou devagar, segurando Lumita nas mãos grandes. Eles começaram a andar pelo pântano, juntos.
Capítulo 2
A cada passo, Grumo e Lumita encontravam coisas mágicas. O pântano tinha sapos cantarinos, flores que brilhavam e peixes que saltavam como estrelas.
Lumita apontou para uma pedra azul. “Veja, Grumo! Ali mora o Caracol das Nuvens!”
Grumo chegou perto e falou bem baixinho: “Olá, Caracol das Nuvens!” Mas o caracol estava triste.
“Por que você está triste, Caracol?” perguntou Grumo, com voz de algodão.
O caracol falou devagar: “Estou sozinho. Preciso de um amigo.”
Grumo sorriu. “Eu posso ser seu amigo! Lumita também!”
Lumita acenou com as asinhas. “Somos todos amigos aqui!”
O caracol ficou feliz. Ele brilhou e subiu na folha da mão de Grumo. Agora Grumo tinha dois amigos pequeninos.
Grumo caminhava, Lumita brilhava, Caracol das Nuvens deslizava. Eles conversavam baixinho:
“Grumo está aprendendo a proteger!” disse Lumita, com orgulho.
Grumo respondeu: “Proteger é cuidar e ser amigo!”
O pântano ficou mais claro. A névoa dançava. O tempo parava só para eles.
Capítulo 3
Certa noite, a lua apareceu bem redonda, como um queijo mágico no céu. Grumo parou e olhou para cima.
“Lumita, preciso te contar um segredo,” disse Grumo, devagarinho. “Antes, eu era um ogro solitário. Às vezes, eu assustava os outros sem querer.”
Lumita segurou o dedo de Grumo e falou: “Agora não é mais. Você é protetor. Você mudou.”
Grumo sorriu. “Eu gosto de cuidar. Eu gosto de ajudar.”
O Caracol das Nuvens suspirou feliz: “Grumo é nosso herói!”
De repente, uma brisa soprou forte. A névoa ficou espessa. Lumita ficou com medo.
“Grumo, estou assustada!” disse Lumita.
Grumo abraçou Lumita com carinho. “Não precisa ter medo. Eu estou aqui. Eu cuido de você.”
A brisa ficou mais suave. A névoa foi diminuindo.
Lumita sorriu, brilhando ainda mais. “Com Grumo, eu sempre estou bem.”
Caracol das Nuvens balançou as anteninhas. “Com Grumo, tudo fica quentinho!”
Grumo olhou para seus amigos e sentiu o coração bater bem devagar, bem tranquilo.
“Eu gosto de ser protetor. Eu gosto de ser amigo. Eu gosto de ser bom,” disse Grumo, baixinho.
A lua sorria lá no alto. O pântano cantava baixinho. Grumo, Lumita e Caracol das Nuvens ficaram juntos, bem juntinhos, abraçados.
E assim, no pântano mágico, tudo ficou calmo e bonito, cheio de luz, amizade e amor.