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Fantasia histórica 7 a 8 anos Leitura 8 min.

astrid e a espada de gelo

Astrid, uma jovem viking com o dom de conversar com a natureza, embarca em uma aventura mágica para encontrar a Espada de Gelo, necessária para proteger a magia e a história do seu povo, enfrentando trolls e duendes pelo caminho.

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Uma jovem viking chamada Astrid, com cerca de 12 anos, está à beira de um lago congelado, com os olhos brilhando de excitação e determinação. Ela tem longas tranças douradas que brilham sob a luz da lua e veste uma túnica de pele marrom e um cinto adornado com runas. Em sua mão, ela segura a magnífica Espada de Gelo, uma espada cintilante com reflexos azuis e prateados. Ao seu lado, um corvo sábio e travesso, empoleirado em seu ombro, observa atentamente a cena, com suas penas negras brilhando à luz. Ao fundo, duendes de rostos redondos e sorridentes dançam em torno de uma fogueira, suas roupas coloridas e chapéus pontudos adicionando um toque de magia à atmosfera. O local é uma paisagem encantada, com montanhas majestosas cobertas de neve, árvores com galhos carregados de cristais de gelo, e um céu estrelado que ilumina a cena com um brilho suave e misterioso. A situação principal mostra Astrid, pronta para mergulhar na água e recuperar a lendária espada, cercada por criaturas encantadas que a incentivam com risos alegres e cantos melodiosos. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Portal de Runas

Era uma vez, há muitos invernos, numa aldeia viking banhada pelo frio vento do norte, uma jovem chamada Astrid. Ela era destemida, curiosa e famosa por suas tranças douradas que pareciam capturar o brilho do sol mesmo nos dias mais nublados. Astrid não era como as outras pessoas da aldeia: ela tinha um dom especial. Desde pequena, conseguia conversar com as raposas das florestas e sentir o sussurrar das árvores antigas.

Numa certa manhã, enquanto Astrid recolhia bagas perto de um velho carvalho, uma coruja pousou em seu ombro. “Astrid, ouvi dizer que há algo diferente hoje no bosque”, disse a coruja, com seus grandes olhos redondos.

“Algo diferente? Será que os trolls voltaram a brincar de esconde-esconde com os elfos?” — perguntou Astrid, sorrindo e coçando atrás da orelha da coruja.

“Não! Hoje, as pedras rúnicas brilhavam como estrelas cadentes! Venha ver!”

Guiada pela coruja, Astrid chegou ao círculo de pedras mágicas. Uma delas, enorme e coberta por runas ancestrais, estava pulsando com luz azulada. Astrid sentiu o coração saltar de emoção. Quando ela tocou as runas com suas mãos, sentiu uma energia quente e reconfortante. De repente, o chão vibrou levemente, e uma abertura se formou no centro do círculo — um verdadeiro portal mágico!

Antes que pudesse sequer prender o cabelo, Astrid foi puxada pelo portal numa ventania de folhas douradas e risos de duendes. Quando abriu os olhos, já não estava mais em sua aldeia.

Capítulo 2: O Banquete dos Deuses e a Espada Encantada

Astrid olhou ao redor maravilhada. Estava numa grande sala de pedra, iluminada por tochas que flutuavam no ar como vaga-lumes. Havia um banquete sobre uma mesa enorme e, em volta dela, figuras lendárias da história viking: o corajoso Leif Erikson, a sábia Gudrid e até o próprio Rei Harald, o de cabelos belos como ouro derretido.

“Bem-vinda, Astrid!” — saudou Leif, erguendo um cálice de hidromel. — “Sabemos que tens o dom da magia. Precisamos da tua ajuda.”

Astrid corou, mas sentiu-se orgulhosa. “Como posso ajudar heróis tão grandes?”

Gudrid sorriu, mostrando rugas simpáticas ao redor dos olhos. “Existe uma espada mágica, a Espada de Gelo, perdida na Terra dos Trolls. Sem ela, o equilíbrio entre magia e história será quebrado.”

O Rei Harald completou: “Somente alguém com coragem verdadeira e coração puro poderá encontrá-la.”

Astrid sentiu um frio na barriga, mas também uma enorme vontade de viver essa aventura. “Eu aceito a missão! Mas... trolls podem ser bem resmungões, não?”

Todos riram, e Leif piscou: “Leva um pedaço de queijo. Dizem que os trolls não resistem!”

Armada com seu bastão de runas, um pãozinho de centeio e um enorme pedaço de queijo (que quase não coube na bolsa), Astrid partiu, acompanhada de sua fiel coruja.

Capítulo 3: A Jornada pela Terra dos Trolls

A Terra dos Trolls era um lugar fantástico, com montanhas que dançavam conforme a música do vento e rios que falavam rimando. Astrid e a coruja seguiram um caminho de pedras brilhantes até chegarem a uma ponte guardada por um troll enorme, de nariz vermelho e cabelo todo espetado, como se tivesse levado um choque.

“Quem ousa atravessar a ponte dos versos tortos?” — gritou o troll, batendo o pé e fazendo a ponte tremer.

Astrid respirou fundo. “Sou Astrid, vinda do norte gelado! Venho em busca da Espada de Gelo para proteger a magia e a história!”

O troll coçou o queixo, pensativo. “Só deixarei passar quem me fizer rir!”

Astrid, que adorava contar piadas, olhou para a coruja e cochichou: “Que tal aquela do peixe que não sabia nadar?”

E então, em voz alta: “Por que o peixe levou o guarda-chuva? Porque estava chovendo sardinhas!”

O troll arregalou os olhos e, de repente, soltou uma gargalhada tão grande que fez as pedras da ponte saltarem. “Muito bem, pequena feiticeira! Pode passar. E cuidado, os duendes do rio adoram esconder coisas brilhantes!”

Do outro lado, Astrid encontrou um lago gelado, brilhando sob a luz da lua. No centro do lago, presa numa pedra de cristal, estava a Espada de Gelo. Mas ao tentar se aproximar, um bando de duendes saltitantes apareceu.

“Só entregamos a espada para quem resolver nosso enigma!” — disseram, todos em coro.

Astrid se sentou e ouviu o enigma: “O que é, o que é, que quanto mais se tira, maior fica?”

Astrid pensou, olhou para os duendes, olhou para o lago, e então sorriu: “É um buraco!”

Os duendes aplaudiram e dançaram em círculo. “Muito bem, Astrid! Você é tão esperta quanto um corvo de Odin!”

A espada se desprendeu da pedra e voou até as mãos de Astrid, que sentiu um calor mágico percorrer seus dedos.

Capítulo 4: O Retorno e a Celebração na Aldeia

Com a Espada de Gelo em mãos, Astrid e a coruja voltaram pelo mesmo caminho, atravessando a ponte do troll (que agora estava dormindo, roncando alto e sonhando com queijo), e chegaram ao círculo de pedras rúnicas. O portal surgiu novamente, brilhando ainda mais.

Ao passar pelo portal, Astrid se viu de volta à sua aldeia. Mas não estava mais sozinha: Leif, Gudrid e o Rei Harald tinham vindo também, acompanhados por uma procissão de criaturas mágicas — elfos, fadas, duendes e até um pequeno dragão de gelo, que espirrava flocos de neve quando ria.

A aldeia inteira celebrou com uma grande festa. Astrid foi saudada como heroína, e todos ouviram atentos suas histórias cheias de magia, coragem e sorrisos. Ela percebeu que, mesmo sendo uma simples jovem viking, podia mudar o mundo com seu coração valente e suas palavras mágicas.

Antes de se despedirem, Leif colocou uma mão no ombro de Astrid. “Lembra-te, pequena heroína: a magia está em todo lugar, basta ter olhos e coração para enxergar.”

Astrid sorriu, olhando para o céu estrelado. Sabia que novas aventuras a esperavam, mas, por enquanto, estava feliz por estar em casa, rodeada de amigos — humanos e mágicos.

E assim, entre risadas, danças e histórias ao redor da fogueira, Astrid aprendeu que o passado é cheio de mistérios, o presente é mágico e o futuro está sempre pronto para novas surpresas.

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Destemida
Que não tem medo, corajosa.
Ancestrais
Que pertencem a um tempo muito antigo, do passado.
Pulsando
Batendo ou vibrando com força, como um coração que bate.
Esconde-esconde
Jogo em que uma pessoa se esconde e outra a procura.
Fiel
Que é leal, que sempre está ao lado de alguém.
Enigma
Um problema ou charada que precisa ser resolvido.

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