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Fantasia histórica 7 a 8 anos Leitura 6 min.

as aventuras mágicas de melandro e filó em atenas

Melandro, um jovem mago aprendiz que não consegue controlar suas feitiçarias, embarca em uma aventura mágica ao encontrar uma porta do tempo que o leva à Atenas antiga, onde conhece Péricles e uma cabra falante chamada Filó. Juntos, eles enfrentam desafios engraçados e descobrem o poder da amizade e da criatividade.

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Melandro, um jovem de cabelos castanhos bagunçados e olhos brilhantes de curiosidade, veste uma túnica azul que parece um pouco pequena para ele. Ele sorri entusiasticamente, segurando uma lira dourada nas mãos, cercado por uma aura de magia cintilante. Ao seu lado, Filó, uma cabra travessa com grandes orelhas e um chapéu de flores coloridas, está em suas patas traseiras, pronta para contar uma piada. Ao fundo, o grande Partenon ergue-se majestoso, suas colunas brancas brilham sob o sol, cercadas por oliveiras de folhas prateadas. O céu é de um azul brilhante, salpicado de nuvens fofas. A cena mostra Melandro e Filó rindo juntos, logo após recuperarem a lira mágica, enquanto estátuas antigas parecem observá-los com diversão. A atmosfera é alegre e cheia de magia, capturando o espírito de aventura e camaradagem da história. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: A Túnica que Encolheu

Nas ladeiras ensolaradas de Atenas, um jovem chamado Melandro tentava vestir sua túnica preferida. — Por Zeus, ela encolheu de novo! — resmungou, puxando o pano teimoso sobre a barriga. O problema? Melandro era um mago aprendiz, mas ao invés de dominar feitiços poderosos, só conseguia transformar pão em queijo e fazer sua túnica mudar de tamanho… para menor!

Certo dia, enquanto Melandro discutia com sua cabra, Filó, sobre a importância de estudar magia com seriedade, um corvo pousou na janela. O pássaro tinha uma cartinha amarrada na pata: “Encontre a porta do tempo junto à oliveira de Péricles.” Melandro coçou a barba rala. — Péricles? O famoso? Será que ele gosta de queijo?

Curioso e faminto, Melandro enfiou um pedaço de pão no bolso e partiu com Filó. No caminho, tropeçou em filósofos distraídos, quase virou estátua num concurso de escultura e esbarrou numa bruxa vendendo poções para calvos. — Não, obrigado, ainda tenho todos os meus cabelos! — respondeu, rindo.

Chegando à grande oliveira, Melandro encontrou, não só a árvore, mas também uma porta dourada brilhando entre os galhos. — Filó, queres ir primeiro? — perguntou. A cabra olhou para ele, mastigando um ramo. — Achei que sim.

Melandro respirou fundo e atravessou a porta reluzente. Num piscar de olhos, sentiu o vento diferente, o cheiro de maresia e… um capacete dourado na cabeça!

Capítulo 2: O Elmo Dourado e o General Esquecido

Quando Melandro abriu os olhos, estava diante de um exército de hoplitas com sandálias reluzentes, marchando em círculos. — Por Apolo, será que é a maratona dos guerreiros cansados? — sussurrou. Péricles, ele mesmo, sorria ali, com um elmo maior que a própria cabeça.

— Meu caro, vieste para ajudar Atenas? — perguntou Péricles, piscando com malícia. — Claro, sei tudo sobre… queijo mágico e túnicas que encolhem! — disse Melandro, tentando parecer importante.

Naquele instante, um centauro, metade homem, metade cavalo e completamente atrapalhado, invadiu o acampamento, tropeçando nas lanças e derrubando um caldeirão de sopa. — Desculpem, sou novo nisso — desculpou-se ele. Péricles apenas sorriu: — É normal, aqui a magia e a confusão andam de mãos dadas!

Péricles pediu a Melandro que procurasse a Lira dos Ecos, um instrumento mágico escondido no Parthenon, capaz de repetir tudo em voz de coruja. — Com ela, daremos ordens sábias… ou pelo menos engraçadas!

Melandro e Filó partiram em busca do instrumento. No Parthenon, encontraram estátuas que espirravam poeira, sacerdotes que dançavam ao som de pandeiros mágicos e um leão que recitava poemas. — Não achei que leões gostavam de poesia — murmurou Melandro.

A Lira dos Ecos estava bem no topo de uma pilha de almofadas douradas, guardada por uma coruja enorme. — Só toco para quem souber piadas! — grasnou a coruja. Melandro então inventou: — Por que a cabra não vai à escola? Porque já sabe tudo de balidos! — A coruja riu tanto que quase caiu da almofada e entregou a lira.

Capítulo 3: O Banquete dos Heróis e a Cabra Falante

De volta ao acampamento, Melandro tocou a lira. A voz da coruja ecoou, imitando Péricles: — Atenienses, hoje só sopa de queijo! — Os soldados gargalharam tanto que esqueceram de marchar.

Durante o banquete, apareceram deuses disfarçados: Hermes, com sandálias aladas (mas com meia furada), e Dioniso, distribuindo suco de uva para as crianças. Filó, a cabra, recebeu um chapéu de flores e, de repente, começou a falar: — Finalmente! Achei que nunca ia parar de balir!

Todos ficaram boquiabertos. — Uma cabra falante no meu banquete — disse Péricles —, isso supera qualquer discurso filosófico! Filó contou piadas, ensinou os soldados a subir em oliveiras e até desafiou Dioniso numa competição de quem fazia mais caretas. Ganhou, claro.

Com tanta alegria e magia espalhada, a noite terminou com Melandro recebendo um novo manto mágico de presente. — Ele cresce junto contigo e nunca encolhe — explicou Hermes, acertando um nó na sandália.

Capítulo 4: O Retorno de Melandro e a Cauda de Pavão

Na manhã seguinte, Melandro sentiu a porta do tempo pulsar no bolso de sua túnica. — Filó, vamos para casa? — perguntou. — Só se trouxer um pouco daquele pão mágico! — respondeu a cabra, já sentindo saudade da fama.

De volta a Atenas, Melandro percebeu algo diferente: as crianças brincavam com elmos brilhantes feitos de papel, as cabras tentavam balir piadas e até os adultos riam mais. Melandro sorriu: — Acho que uma boa aventura muda tudo, até a história!

Antes de dormir, encontrou uma pena de pavão no travesseiro. Era um presente dos deuses, sinal de que, sempre que quisesse, poderia abrir a porta do tempo e viver novas loucuras. Mas, por ora, Melandro estava feliz em casa, ensinando Filó a escrever poemas e, finalmente, usando uma túnica que cabia direitinho.

E assim, entre magias desastradas, heróis engraçados e uma cabra falante, Atenas ganhou novas histórias para contar. E Melandro, agora, sonhava alto: quem sabe, ser o primeiro mago a transformar sapatos em sandálias que nunca apertam!

Fim… ou talvez, apenas o começo.

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Túnica
Uma roupa longa e solta que se usa, geralmente na Grécia antiga.
Mago
Uma pessoa que faz magia ou feitiços.
Olival
Um lugar onde se cultivam oliveiras, árvores que produzem azeitonas.
Hoplitas
Soldados da Grécia antiga que usavam armaduras e escudos.
Coruja
Uma ave noturna conhecida por seu hoot e por ser símbolo de sabedoria.
Alforje
Uma bolsa que se carrega nas costas, usada para transportar coisas.

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