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História de Aniversário 3 a 4 anos Leitura 6 min.

As mini-velas do aniversário da Inês

Inês celebra o seu quarto aniversário com família, amigos e o gato Pompom, cumprindo pequenas missões — como escolher copos e preparar saquinhos de surpresa — enquanto descobre a alegria de fazer coisas sozinha e em conjunto.

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Menina de 4 anos, alegre, assopra a última mini-vela de um pequeno bolo amarelo com morangos; veste meia par e meia azul e amarela, vestido de bolinhas e tem cabelo castanho em rabo de cavalo. Ao fundo, a mãe sorri ternamente com as mãos no peito, o pai inclina-se rindo, a avó segura um prato de docinhos, dois convidados (Leonor e Tiago, ~4–5 anos) aplaudem sentados em almofadas coloridas e um gato ruivo (Pompom) observa do encosto do sofá. O salão aconchegante está decorado com guirlandas, balões e confetes sobre uma toalha xadrez, com uma janela mostrando o céu do crepúsculo; todos olham admirados enquanto a menina faz um pedido à luz dourada das velas, criando uma atmosfera festiva e íntima. reportar um problema com esta imagem

A Inês tinha quatro anos e um sorriso grande como o sol. Era o dia do aniversário dela. Quando acordou, esticou os braços e disse, bem baixinho: “Bom dia, festa!”

No chão, ao lado da cama, havia um sapatinho e um convite de papel colorido. A mamã tinha deixado ali uma surpresa. No convite estava desenhado um bolo e um monte de estrelinhas.

A Inês saltou para fora da cama. Ela queria fazer as coisas sozinha, porque já tinha quatro anos. Vestiu as meias, uma de cada vez. Primeiro a meia azul. Depois a meia amarela. Ficaram diferentes. Ela olhou para os pés e riu: “Pés divertidos!”

Na cozinha, a mamã mexia um leite morno. O papá cortava fruta em pedacinhos. E o gato, o Pompom, fingia que era um rei em cima da cadeira.

“Parabéns, Inês!” disse a mamã.

“Parabéns!” disse o papá.

“Miau!” disse o Pompom, como se também cantasse.

A Inês mordeu uma torrada e perguntou: “Hoje é dia de quê?”

“De preparativos felizes,” disse a mamã. “E de pequenas missões.

A primeira missão era escolher os copos da festa. Havia copos vermelhos, verdes e com pintinhas. A Inês pensou com muita seriedade. Depois pegou nos de pintinhas. “Pintinhas parecem risos,” explicou.

A segunda missão era encher saquinhos com surpresas. Em cada saquinho, a Inês queria pôr uma coisa pequena e boa: um autocolante, um lápis curto, uma bolachinha em forma de estrela. Ela fez fila com os saquinhos na mesa, como soldadinhos.

O papá trouxe uma caixa comprida. “Olha o que chegou.”

Dentro havia mini-velas. Muitas mini-velas. Pequenas, pequeninas, como grãozinhos de luz.

A Inês abriu muito os olhos. “São para mim?”

“São para todos,” disse a mamã. “Hoje tu vais deixar cada pessoa soprar uma mini-vela.”

A Inês achou isso tão engraçado que quase engasgou de rir. “Então o bolo vai fazer ‘pfff, pfff, pfff' muitas vezes!”

Depois foram à sala pendurar bandeirolas. A Inês segurava uma ponta da fita e dizia: “Eu consigo.” O papá segurava a outra ponta. A fita escorregou uma vez e fez cócegas no nariz da Inês. “Atchim!” Ela espirrou. O Pompom assustou-se só um bocadinho e correu para trás do sofá. A mamã pegou nele ao colo. “Está tudo bem, rei Pompom. Só foi um espirro de festa.” O gato voltou a ronronar, calmo.

A Inês também ajudou a pôr a mesa. Levou guardanapos com cuidado, um a um. “Devagarinho,” dizia ela, como uma pessoa grande. Um guardanapo caiu. Ela apanhou e disse: “Tudo bem. Tenta outra vez.” E tentou.

Quando chegou a hora, tocaram à campainha. Ding-dong! Era a avó, com um saco que cheirava a pão doce. Ding-dong! Chegaram dois amigos da Inês, a Leonor e o Tiago, com um desenho enorme cheio de cores. Ding-dong! Veio o vizinho, o senhor Rui, com um balão redondo que parecia uma lua.

“Bem-vindos!” disse a Inês, com voz alegre. “Entrem, entrem!”

Brincaram no tapete. Fizeram uma corrida de carrinhos. Depois fizeram uma dança lenta, bem lenta, para não cair ninguém. A mamã punha música baixinha, como um abraço.

Então a mamã trouxe o bolo. Era amarelo como limão e tinha morangos em cima. E, no meio, havia uma fila de mini-velas, todas prontas a brilhar.

A Inês bateu palmas. “Agora é a parte do ‘pfff'!”

A mamã acendeu as mini-velas. As luzinhas tremiam, contentes. A Inês explicou, muito importante: “Uma vela para cada um. Um sopro de cada vez.”

A avó soprou. “Pfff!”

A Leonor soprou. “Pfff!”

O Tiago soprou com bochechas redondas. “Pffff!”

O senhor Rui soprou devagar. “Pfff.”

O papá soprou e fez uma careta engraçada. “Pfff!”

A mamã soprou e piscou o olho. “Pfff!”

Cada vez que uma mini-vela apagava, todos diziam: “Uau!” E a Inês ria, porque era como um jogo de luz e vento.

Ficou só uma mini-vela acesa. A última. A da Inês.

“Agora fazemos um desejo juntos,” disse ela. “Um desejo de equipa.”

Todos ficaram quietinhos, como se escutassem uma estrela. A Inês fechou os olhos. Pensou em mãos dadas, em risos, em brincar sem pressa. E disse: “Eu desejo que a gente continue a ser amigo e a ajudar.”

“Eu também,” disseram todos, quase ao mesmo tempo.

A Inês soprou a última mini-vela. “Pfff!” E a sala ficou cheia de palmas.

Depois comeram bolo. O Pompom ganhou uma migalhinha e lambeu os bigodes com ar importante. A Inês olhou para os seus pés de meias diferentes e disse: “Hoje eu fiz muitas coisas sozinha. E também fiz com vocês.”

A mamã beijou-lhe a testa. “Autónoma e acompanhada. Que bela festa.”

Quando a noite chegou, as luzes ficaram suaves. A Inês deitou-se com o coração quentinho. No escuro, ela ainda ouviu, na cabeça, os “pfff” felizes. E adormeceu a sorrir, como quem guarda uma mini-luz dentro de si.

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Surpresa
Algo que não esperas e que te deixa contente.
Convite
Papel que diz que és bem-vindo a uma festa.
Bandeirolas
Tiras de papel colorido para enfeitar a casa.
Guardanapos
Papel para limpar a boca e as mãos à mesa.
Ronronar
Som suave que o gato faz quando está feliz.
Autocolante
Imagem colante que se cola no papel ou nas mãos.
Missões
Pequenas tarefas ou trabalhos para fazer na festa.
Autónoma
Palavra que diz que alguém faz coisas sozinho, sem ajuda.

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