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História sobre as férias de verão 9 a 10 anos Leitura 10 min.

as férias mágicas de marta na vila do sol

Marta passa as férias na Vila do Sol, onde vive aventuras incríveis com seus avós, descobre um jardim secreto, participa de uma festa tradicional e faz novas amizades, enquanto aprende a valorizar os momentos especiais da infância.

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Uma menina de 10 anos, com longos cabelos castanhos e olhos brilhantes, sorri maravilhada segurando uma pequena moeda dourada na mão. Ela usa um maiô colorido e um chapéu de palha, com os pés na areia quente da praia. Ao seu lado, um menino de 10 anos, com cabelos loiros bagunçados e uma camiseta listrada, aplaude alegremente, com os olhos brilhando de excitação. Eles estão cercados por ondas cintilantes e conchas coloridas, enquanto um céu azul se estende acima deles. A cena acontece em uma praia movimentada, com famílias brincando ao longe e guarda-sóis coloridos fincados na areia. A situação principal mostra as duas crianças descobrindo um tesouro escondido, uma moeda brilhante, simbolizando a aventura e a magia das férias de verão. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Primeiro Dia na Vila do Sol

Marta estava sentada no banco de trás do carro, com o rosto colado à janela, vendo as árvores passarem depressa. O verão tinha finalmente chegado e, este ano, a aventura seria diferente: ela ia passar três semanas na Vila do Sol, uma pequena aldeia junto ao mar, onde moravam os avós. Nunca tinha ficado lá tanto tempo, e o coração batia-lhe forte de expectativa.

— Chegámos! — anunciou o pai, estacionando o carro junto a uma casa branca com portas azuis.

A avó saiu do portão, sorridente, e abriu os braços. Marta correu para ela e sentiu-se logo envolvida num abraço quente e perfumado a lavanda.

— Já temos o teu quarto pronto, querida. E sabes uma coisa? O senhor Joaquim, o pescador, disse que hoje apanhou um peixe gigante. Se quiseres, podemos ir vê-lo ao cais — disse a avó, piscando-lhe o olho.

Marta olhou para a mãe, que assentiu com um sorriso.

Depois de arrumar a mala, Marta vestiu uns calções, calçou as sandálias e saiu com a avó em direção ao pequeno porto. O sol brilhava e o cheiro a mar era fresco e salgado.

No cais, encontraram o senhor Joaquim, um homem baixo, de pele morena e chapéu de palha. Ao seu lado estava um peixe enorme, prateado e brilhante.

— Olá, menina Marta! — cumprimentou o pescador. — Queres tocar no peixe? Dizem que dá sorte!

Marta estendeu a mão, tocou levemente na pele escorregadia e riu-se.

— É mesmo grande! Como conseguiu apanhá-lo?

O senhor Joaquim explicou-lhe como usava redes e anzóis, e contou histórias de tempestades e gaivotas atrevidas.

No regresso a casa, Marta sentia-se como uma exploradora num mundo novo, cheia de curiosidade e entusiasmo. Já tinha aprendido uma coisa nova no primeiro dia de férias!

Capítulo 2: O Mistério do Jardim Secreto

No dia seguinte, Marta acordou cedo com o barulho dos galos. Espreguiçou-se e foi até à cozinha, onde a avó preparava pão com doce de figo.

— Hoje quero mostrar-te o nosso jardim — disse a avó, entregando-lhe um cesto.

Saíram para o quintal e Marta ficou maravilhada. Havia flores de todas as cores, tomates vermelhos, abóboras enormes, e um limoeiro carregado de frutos amarelos.

— Mas o melhor está ali atrás — disse a avó, apontando para um portão antigo, meio escondido por trepadeiras.

Marta empurrou o portãozinho e entrou num pequeno jardim secreto. Era fresco e sombreado, com uma fonte de pedra e bancos de madeira.

— Aqui é onde venho ler e pensar — confidenciou a avó. — Podes vir sempre que quiseres.

Marta sentou-se e fechou os olhos. O som da água misturava-se com o chilrear dos pássaros. Pensou em como aquele lugar era mágico, mesmo sem ser de conto de fadas.

De repente, ouviu um miado. Abriu os olhos e viu um gato malhado, de cauda erguida.

— Olá, quem és tu? — perguntou Marta.

O gato aproximou-se, cheirou-lhe os dedos e deitou-se ao sol.

A avó riu-se.

— Esse é o Tico. Ele adora companhia.

Marta passou a manhã com o Tico, a colher flores e a ouvir histórias da avó sobre as plantas e insetos.

Ao almoço, contou tudo ao avô, que lhe ensinou o nome das árvores e como se cuida de um jardim.

Nesse dia, Marta escreveu no caderno: “Hoje descobri um jardim secreto e fiz um amigo novo.”

Capítulo 3: A Caça ao Tesouro na Praia

O calor do terceiro dia convidava a ir à praia. Marta pôs o fato de banho, chapéu e protetor solar, e seguiu com os avós até à areia dourada.

O mar brilhava como um espelho e as gaivotas voavam bem alto. Marta correu para a água, onde as ondas lhe refrescaram os pés. Depois, construiu castelos de areia e recolheu conchas de todas as formas e cores.

— Queres uma aventura? — perguntou o avô, piscando-lhe o olho. — Podemos fazer uma caça ao tesouro.

Marta saltou de alegria. O avô desenhou um mapa simples num papel: “Começa na rocha grande, segue até à palmeira, procura algo brilhante junto à poça das estrelas-do-mar.”

Marta partiu em busca do tesouro. Subiu à rocha, onde viu caranguejos a fugir apressados. Depois, foi até à palmeira, onde encontrou uma pena colorida. Finalmente, chegou à poça de água salgada, repleta de pequenas estrelas-do-mar cor de laranja.

Ali, entre as pedras, viu algo a brilhar. Era uma pequena moeda dourada, antiga e gasta pelo tempo.

— Encontrei! — gritou, orgulhosa.

O avô aplaudiu e explicou que aquela moeda tinha sido encontrada na praia há muitos anos, e que era um presente para ela.

— Esta moeda vai lembrar-te sempre destas férias — disse o avô.

Marta guardou o tesouro no bolso e prometeu nunca o perder.

No regresso a casa, sentiu-se como uma verdadeira pirata, cheia de histórias para contar.

Capítulo 4: A Festa da Vila

Ao fim de uma semana, Marta já conhecia todos os recantos da aldeia. Cumprimentava os vizinhos, ajudava a avó no jardim, e brincava todos os dias com o Tico.

Um dia, acordou com música e risos vindos da praça. Era dia da Festa da Vila!

Na praça, havia barracas de comida, jogos tradicionais e um palco onde os músicos afinavam os instrumentos.

— Hoje vais aprender a dançar a dança da roda — disse a avó, guiando-a até um grupo de crianças.

Marta estava nervosa, mas uma menina de tranças sorriu-lhe.

— Eu sou a Beatriz. Queres dançar comigo?

Marta assentiu e as duas deram as mãos. A música começou e, em poucos minutos, Marta girava, saltava e ria, esquecendo-se de tudo à volta.

Depois da dança, provaram doces típicos e jogaram à pesca da maçã, tentando apanhar maçãs com a boca numa bacia de água. Riram tanto que Marta ficou com dores de barriga de tanto rir.

À noite, houve fogo de artifício. Marta e Beatriz sentaram-se na relva, a olhar para o céu iluminado.

— Este foi o melhor dia das férias — disse Marta.

— Ainda temos muitos para viver — respondeu Beatriz, sorrindo.

Marta sentiu-se feliz por ter feito uma nova amiga.

Capítulo 5: O Passeio de Bicicleta e a Descoberta Final

Num sábado de sol, Marta e Beatriz combinaram dar um passeio de bicicleta pelo campo. Levaram sanduíches, água e o Tico, que as seguiu a trote.

Pedalaram entre campos verdes, passaram por moinhos antigos e pararam junto a um riacho. Ali, descansaram e comeram, ouvindo o coaxar das rãs e o zumbido das abelhas.

— Olha! — exclamou Beatriz, apontando para um tronco caído.

Marta aproximou-se e viu uma família de ouriços-cacheiros escondida entre as folhas. Ficaram ali, em silêncio, a observar os pequenos animais.

— A natureza é mesmo cheia de surpresas — disse Marta, maravilhada.

No regresso, pararam numa quinta onde uma senhora lhes ofereceu figos acabados de colher. Marta nunca tinha comido figos assim, tão doces e frescos.

Quando chegaram a casa, escreveram juntas um diário das aventuras do dia, desenhando os ouriços e as bicicletas.

Ao jantar, Marta contou aos avós tudo o que tinha visto e aprendido.

— Este verão está a ser incrível — disse, com um sorriso cansado mas feliz.

Capítulo 6: O Último Pôr do Sol e a Promessa

As férias estavam a chegar ao fim. Marta sentia-se triste por ter de partir, mas também grata por tudo o que vivera.

Na última noite, os avós levaram-na até à duna mais alta para ver o pôr do sol. Levaram um cobertor e sentaram-se juntos, com o Tico ao colo de Marta.

O céu pintava-se de laranja, rosa e dourado.

— Sempre que sentires saudades, lembra-te deste momento — disse a avó, abraçando-a.

Marta fechou os olhos e tentou guardar aquela imagem no coração.

Quando regressaram a casa, Beatriz apareceu para se despedir.

— Vais voltar no próximo verão? — perguntou ela, com esperança.

— Prometo que sim. E, até lá, vou escrever-te cartas com desenhos das minhas aventuras.

Trocaram abraços e risos, prometendo nunca esquecer aquele verão.

No dia seguinte, enquanto o carro se afastava da Vila do Sol, Marta olhou pela janela, acenando aos avós, à Beatriz e ao Tico.

No bolso, sentia a moeda dourada. No coração, levava todas as memórias.

E assim, Marta aprendeu que as férias de verão são feitas de descobertas, amizades, e pequenos momentos que ficam para sempre. Sabia agora que, mesmo quando tudo termina, as melhores aventuras continuam a viver dentro de nós.

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Aventura
Uma experiência emocionante ou divertida, muitas vezes envolvendo exploração.
Pescador
Pessoa que apanha peixes, geralmente usando redes ou anzóis.
Maravilhada
Sentir-se muito surpreendida e encantada com algo.
Explicou
Disse ou ensinou algo a alguém, esclarecendo uma dúvida.
Galos
Machos da ave galinha, conhecidos pelo seu canto característico ao amanhecer.
Moeda
Objeto redondo que é usado como dinheiro para comprar coisas.

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