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História engraçada para dormir 11 a 12 anos Leitura 14 min. Disponível em história em áudio (1)

as aventuras malucas do tufão, o gato tagarela

Mafalda descobre que seu gato Tufão pode falar e, juntos, embarcam em uma série de aventuras malucas, desde roubar bolachas até participar de concursos de talentos, sempre com muito humor e criatividade.

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Uma menina de 12 anos, com cabelos castanhos e cacheados, usando óculos redondos, sorri alegremente enquanto segura um grande melão listrado de verde e amarelo. Ela veste uma camiseta com estampas de gatos e um short jeans, seus olhos brilhando de empolgação. Ao lado dela, um gato malhado, chamado Tufão, com olhos amarelos brilhantes, está em pé sobre as patas traseiras, fazendo uma pose cômica com uma pata levantada, como se fosse um maestro. O cenário é um mercado colorido, cheio de barracas de frutas vibrantes, legumes frescos e flores esplendorosas, com pessoas sorridentes se movendo ao redor. O sol brilha em um céu azul claro, iluminando a cena com uma luz quente. A situação principal mostra Mafalda e Tufão escolhendo o melão perfeito para um concurso, com expressões de alegria e cumplicidade, enquanto clientes curiosos os observam com diversão. reportar um problema com esta imagem

A versão de áudio está disponível gratuitamente para esta história:

Duração da história em áudio: 13:47

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Capítulo 1 - O Gato Tagarela

Mafalda sempre achou que o seu gato, Tufão, era estranho. Não só pela mania de roubar meias e escondê-las no lugar mais improvável possível (como dentro das botas do seu pai), mas também pelo hábito de miar num tom quase zangado sempre que não recebia a sua dose diária de atum. Mas nada poderia prepará-la para o que aconteceu numa quinta-feira à noite.

Ela estava deitada na cama, a ler um livro de piadas, quando ouviu um barulho vindo da janela. Espiou por cima dos óculos e viu Tufão sentado na prateleira, a observar atentamente um inseto invisível no teto.

— Tufão, para de ser esquisito — murmurou ela, pousando o livro.

De repente, Tufão virou-se para ela, piscou e disse, com voz grave e arrastada:

— Eu não sou esquisito. Só estou a treinar para apanhar fantasmas de poeira.

Mafalda engasgou-se no ar, atirou os óculos para a testa e arregalou os olhos.

— Tu… TU FALASTE?!

— Não grites, que acordas os humanos normais — respondeu Tufão, lambendo a pata com ar de tédio.

Mafalda sentou-se na cama, boquiaberta. Pensou que talvez estivesse a sonhar ou que o livro de piadas tivesse efeitos secundários estranhos. Mas não havia dúvida: Tufão falava. E, aparentemente, tinha opiniões muito próprias.

— Como… porque… QUANDO aprendeste a falar?

Tufão revirou os olhos amarelos.

— Sempre soube. Só estava à espera que tivesses idade para lidar com um gato tão espetacular.

Mafalda ficou tão espantada que esqueceu a pilha de testos da escola sobre a secretária, o barulho do relógio, a luz ténue do abajur… nada importava, exceto o seu gato tagarela.

Capítulo 2 - Ideias Malucas de Tufão

Na manhã seguinte, Mafalda acordou com Tufão a miar, ou melhor, a falar:

— Acorda, pirralha! Tenho planos para hoje!

Mafalda olhou para o relógio. Ainda eram sete da manhã. Bocejou e enterrou a cabeça na almofada.

— Só mais cinco minutos…

— Cinco minutos?! O mundo pode acabar em menos tempo! — exclamou Tufão, pulando para cima dela. — Eu pensei numa missão importante: vamos invadir a despensa e roubar as bolachas do papá. Dizem que as de chocolate são proibidas para gatos, mas quero arriscar!

Mafalda, a rir-se baixinho, levantou-se.

— Tufão, bolachas de chocolate fazem mal aos gatos.

— Eu sei, mas e as bolachas de morango? — perguntou, com olhos brilhantes.

— Essas, talvez…

Tufão enfiou-se debaixo da cama e saiu de lá com um plano desenhado numa folha de caderno: linhas tortas, setas a apontar para "Alvo: Bolachas", uma caveira desenhada e a frase em letras grandes: “Operação Bolacha!”

A caminho da cozinha, Mafalda tornou-se cúmplice de um gato revolucionário. O mais engraçado era o cuidado com que Tufão se esgueirava pelo corredor, a olhar para trás para se certificar de que ninguém os espiava.

— Rasteja, Mafalda! Pensa como um gato ninja! — sussurrou ele.

Mafalda, a conter o riso, rastejou atrás do gato, só para acabar com o rabo de Tufão a bater-lhe no nariz.

Ao chegarem à cozinha, descobriram que as bolachas estavam no topo do armário. Tufão lançou-lhe um olhar confiante.

— Sobe para os ombros e alcança.

— Achas que sou um gato-gigante? — perguntou Mafalda, meio a sério, meio a brincar.

— És quase tão desastrada quanto eu. Vai lá!

Depois de alguns saltos atrapalhados, dois tombos e uma chuva de pacotes de arroz, Mafalda conseguiu agarrar as bolachas de morango. Mas o barulho chamou a atenção do pai, que entrou na cozinha de pijama às riscas.

— O que se passa aqui?

— O Tufão queria… — começou Mafalda, mas Tufão interrompeu:

— Miaaaau!

O pai encolheu os ombros e saiu. Mafalda piscou um olho ao gato.

— Estás de volta ao modo mudo, não é?

Tufão respondeu com um piscar de olho felino.

Capítulo 3 - O Mal-entendido da Escola

Na escola, Mafalda não conseguia parar de pensar nas habilidades de Tufão e nas suas ideias excêntricas. Quando chegou a casa, mal largou a mochila, correu para o quarto e encontrou Tufão deitado na almofada.

— Tufão, hoje ouvi dizer que vão fazer um concurso de talentos na escola. Queres inscrever-nos? Podemos fazer um número juntos!

— Eu sou ótimo em equilibrar coisas na cabeça — disse Tufão, animado. — Já equilibrei o sapato do pai e nem caiu!

Mafalda imaginou a cena e desatou a rir.

— Mas ninguém pode saber que falas! Só temos de fazer truques normais de gato.

Tufão pareceu ofendido:

— Normais? Eu sou extraordinário! Mas tudo bem… desde que haja prémio.

Na tarde seguinte, Mafalda levou Tufão para a escola, dentro da sua mochila, embrulhado num cachecol. Mal chegou, todos os colegas vieram espreitar.

— O teu gato é mesmo fofo! Vai fazer truques? — perguntou a Inês.

— Vai… equilibrar coisas, saltar obstáculos... — respondeu Mafalda, a tentar não rir.

Quando chegou a vez de Mafalda e Tufão, a professora acenou:

— Vamos lá ver o espetáculo da Mafalda e do… Tufão!

Tufão pulou para cima da mesa, olhou em volta, escolheu a régua da professora e equilibrou-a no focinho, depois fez uma pirueta para apanhar uma borracha e, de repente, num impulso, começou a miar de modo tão dramático que parecia cantar ópera.

Os colegas aplaudiam, riam, alguns até filmavam. Mafalda, nervosa, sussurrou:

— Por favor, não fales!

— Já estou a improvisar — respondeu Tufão, baixinho.

No final, todos achavam que Mafalda tinha o gato mais bem treinado do mundo. Mas houve um problema: o aluno mais convencido da turma, o Bernardo, ficou desconfiado.

— Esse gato é muito estranho… aposto que tens um comando secreto.

Mafalda sorriu, fingindo mistério:

— Talvez tenha. Ou talvez seja só magia de amizade!

Capítulo 4 - Tufão no Mercado

No sábado de manhã, Tufão decidiu inventar outra aventura.

— Temos de ir ao mercado — anunciou ele, com um MIAU sonoro.

— Para quê? — perguntou Mafalda, já a adivinhar uma ideia maluca.

— Vou inscrever-me no concurso do melão mais bonito. Quero provar que um gato sabe escolher frutas melhores que qualquer humano.

Mafalda revirou os olhos, mas não resistiu ao entusiasmo do amigo felino. Vestiu o casaco, meteu Tufão dentro de uma mochila adaptada (com buracos para respirar!), e lá foram ao mercado municipal.

O colorido das frutas, o cheiro do pão fresco, os pregões dos vendedores — tudo era uma festa. Tufão espreitava pela mochila, dando ordens em sussurros:

— Esquerda! Agora direita! — dizia ele sempre que via um melão apetitoso.

Depois de meia hora a cheirar e a afagar melões, o vendedor, um senhor de bigode farfalhudo, olhou Mafalda com curiosidade:

— Estás a escolher melões para algum concurso, menina?

— O meu… amigo é especialista — disse ela, tentando parecer séria.

Tufão roçou o focinho num melão, depois noutro, até finalmente pousar a pata num com uma risca torta.

— É este! — disse ele.

Mafalda comprou o melão e inscreveu-se no concurso. Quando chegou a hora do resultado, o júri ficou impressionado:

— Este é o melão mais… perfumado e engraçado. Tem até uma marca em forma de bigode! — comentou uma das senhoras.

O presentador entregou um diploma a Mafalda, que sorriu de orelha a orelha, enquanto Tufão miava triunfante dentro da mochila.

Capítulo 5 - No Mundo das Meias Perdidas

Nessa noite, Mafalda preparava-se para dormir quando deu pela falta das suas meias preferidas: umas cor-de-rosa com desenhos de polvos a fazer acrobacias. Procurou debaixo da cama, dentro das gavetas, e nada.

— Tufão, tu sabes onde estão as minhas meias?

O gato fez ar misterioso.

— Talvez sim, talvez não. Mas posso mostrar-te um segredo.

Mafalda seguiu Tufão pelo corredor até ao armário do sótão, onde nunca ia.

— Mas está escuro…

Tufão bateu com a cauda na porta. Um feixe de luz revelou uma pilha gigante de meias de todos os tamanhos e cores, entrelaçadas com novelos de lã e cinco ou seis ratinhos de brinquedo.

— Uau! É um esconderijo de meias!

— É o meu reino privado — disse Tufão, orgulhoso. — Aqui dou festas secretas para gatos da vizinhança. E as tuas meias servem de tapete para a pista de dança!

Mafalda riu-se tanto que quase perdeu o equilíbrio.

— Se continuares a roubar meias, vou ter de cobrar rendas!

— Só se for em sardinhas — respondeu Tufão.

Os dois sentaram-se entre as meias, a conversar sobre festas de gatos e bolos de atum até Mafalda quase adormecer.

Capítulo 6 - Fuga Noturna e Mal-entendidos

Uns dias depois, Tufão acordou Mafalda a meio da noite, sussurrando:

— Mafalda! Hora da missão impossível!

— O quê? — resmungou ela, meio a dormir.

— O Bernardo vai espiar-nos amanhã. Ele quer descobrir o meu segredo. Temos de pregar-lhe uma partida antes!

Mafalda esfregou os olhos.

— Que ideia tens?

Tufão sorriu com o seu bigode.

— Vamos fingir que sou… um robô-controlado-por-controle-remoto!

No dia seguinte, Mafalda apareceu na escola com Tufão dentro de uma caixa, cheia de botões desenhados com caneta. Quando o Bernardo se aproximou, Mafalda carregou num botão falso e Tufão começou a dar voltas, miar e até fazer o pino.

O Bernardo ficou boquiaberto.

— Eu sabia! É um robô! — disse ele, a correr para contar a toda a gente.

Tufão riu-se baixinho:

— Acho que lhe demos cabo da cabeça!

No recreio, Tufão fez mais truques, sempre com Mafalda a fingir usar o comando. Toda a escola ficou convencida de que a Mafalda era uma génia da eletrónica.

Durante o almoço, Tufão comentou:

— Espero que não me peçam para ligar o wi-fi. Os gatos preferem peixe, não internet.

Mafalda riu-se tanto que entornou o sumo em cima do lanche.

Capítulo 7 - Reflexões à Luz da Lua

Nessa noite, Mafalda e Tufão estavam sentados à janela, a observar a lua cheia.

— Sabes, Tufão, nunca pensei que teria um amigo assim — disse Mafalda, abraçando o gato.

— Um génio? Um rei das meias? — brincou ele.

— Um gato falante, com mais ideias malucas do que todos os humanos juntos!

Tufão ronronou.

— Gosto de te ver rir. Os humanos deviam rir mais antes de adormecer. Faz bem aos sonhos.

Mafalda olhou para as estrelas, pensativa.

— Às vezes sinto que ninguém percebe quando estou triste ou quando quero fugir do normal…

— Mas eu percebo, Mafalda. E prometo aventuras sempre que quiseres. — Tufão deu-lhe uma lambidela na mão.

— Amanhã, nova missão? — perguntou ela.

— Amanhã… roubamos o gorro do papá e colocamo-lo na cabeça do carteiro. Quero ver se ele nota — planeou Tufão, com ar maroto.

Mafalda já imaginava a cena: o carteiro a distribuir cartas com um gorro de lã cor-de-rosa, enquanto Tufão espreitava por trás da cortina a divertir-se.

Os dois riram-se até as lágrimas lhes correrem pelo rosto.

Capítulo 8 - Sonhos Felinos e Risos Infinitos

Antes de adormecer, Mafalda pensou em todas as aventuras: as bolachas roubadas, as festas de meias, os truques na escola, o melão vencedor, os planos de disfarce… e sorriu.

— Tufão, prometes que vais ser sempre assim, meio maluco?

— Prometo. E se algum dia me calar, é só porque estou a inventar a próxima partida.

A luz apaga-se, o silêncio enche o quarto. Mas na imaginação de Mafalda, ela e o Tufão continuam a correr pelos telhados, a rir, a inventar palavras estranhas, a pregar sustos sem maldade, a viver cada noite como uma nova aventura.

E assim, entre risos e sussurros, Mafalda adormece, sonhando com gatos que falam, festas de meias perdidas e dias cheios de surpresas, certa de que, ao acordar, haverá sempre uma nova ideia maluca à espera dela.

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Tagarela
Que fala muito, que tem o hábito de falar sem parar.
Esquisito
Algo que é estranho ou diferente do normal.
Improvisar
Fazer algo de forma espontânea, sem planejamento prévio.
Convençado
Quando alguém está muito seguro de si mesmo, frequentemente de forma exagerada.
Espionar
Observar alguém secretamente, sem que a pessoa saiba.
Génio
Pessoa que tem habilidades ou talentos excepcionais em uma área específica.
Disfarce
Roupa ou aparência que se usa para não ser reconhecido.

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