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História engraçada do reino encantado 9 a 10 anos Leitura 7 min.

A princesa Clarabela e o eco mágico da gruta encantada

A princesa Clarabela parte com uma fada e um duende para a Gruta das Stalactites Clochettes para enfrentar um eco mágico travesso, e durante a aventura descobre coragem, risos e segredos surpreendentes.

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A princesa (garota cerca de 12 anos) está ao centro, surpresa e divertida, espirrando com a mão na boca e segurando uma pequena bolsa com padrão de pato; à esquerda a fada Fofota (mulher muito pequena) sorri, com botas ao avesso e asas de papel dourado, acenando com um minúsculo lenço; à direita o duende Tico (menino cerca de 10 anos) ri, de orelhas pontudas, jaqueta verde, agachado e segurando uma lanterna de papel; atrás da princesa, o pônei Torcicolo, pequeno e de cor anis, com expressão carrancuda e sela de tecido às bolinhas; a caverna é ampla, com estalactites prateadas terminadas em pequenos guizos, paredes em papel cinza-azul com gotas de cristal coladas e chão salpicado de pedras coloridas; o espirro faz vibrar os guizos e ondas sonoras são representadas por fitas coloridas e notas musicais de papel que quicam ao redor, criando uma cena alegre e sonora. reportar um problema com esta imagem

Era uma vez uma princesa chamada Clarabela que vivia num reino tão encantado que até as pedras sabiam dançar o fandango. Clarabela era discreta e delicada como uma nuvem de algodão, sempre a tropeçar nos seus próprios pés quando tentava não ser notada. O reino era famoso pelas suas fadas trapalhonas, unicórnios de bigode e rãs que falavam por enigmas. Mesmo assim, Clarabela preferia observar as aventuras dos outros, bem sentada na sua almofada cor-de-rosa, enquanto desenhava castelos imaginários na janela embaciada do seu quarto.

Capítulo 1 — O Chamado do Sininho

Numa manhã brilhante, o castelo acordou com um tilintar tão divertido que as galinhas puseram ovos às risadinhas. Clarabela espreitou à janela e viu fadas às cambalhotas: estavam a tentar apanhar sinos voadores que zumbiam como abelhas distraídas. A princesa encolheu-se, mas não resistiu à curiosidade. “Só vou espreitar. Só um pouquinho”, sussurrou.

No jardim, a fada Fofota, que usava botas ao contrário, quase tropeçou na cauda de um duende. Viu Clarabela e acenou um lenço minúsculo. “Princesa, precisamos de ti! Um eco mágico fugiu para a Gruta das Stalactites Clochettes e não conseguimos pará-lo! Está a pregar partidas em todo o reino!”

Clarabela engoliu em seco. Uma gruta? Com stalactites que tilintam? O seu coração saltitava como pipocas na panela. Mas, cheia de curiosidade e um bocadinho de medo, aceitou o convite.

Capítulo 2 — A Preparação Trapalhona

Antes de partir, Clarabela resolveu preparar uma bolsa de tesouros essenciais: um biscoito de gengibre (para emergências), um espelho mágico (para confirmar se estava desalinhada) e umas meias de lã com patinhos desenhados.

Na sala do trono, o rei, que tinha um bigode enrolado como caracol e era especialista em perder coroas, desejou-lhe sorte: “Filha, lembra-te: nas grutas, tudo ecoa... inclusive os espirros!”

A princesa encolheu os ombros. Lá fora, a fada Fofota e o duende Tico esperavam-na com uma carroça puxada por um pónei cor-de-anis e muito refilão, chamado Torcicolo. O pónei resmungou: “Se me prometerem cenouras, talvez eu vá.”

Entre risadelas e tropeções, lá seguiram viagem. A floresta era cheia de árvores que sussurravam “olá” e cogumelos que faziam cócegas nos tornozelos. Clarabela sentia-se um pontinho curioso no meio de tanta confusão mágica.

Capítulo 3 — A Gruta das Stalactites Clochettes

Depois de saltar riachos saltitantes e evitar arbustos faladores (“Não mexas nas minhas folhas!”), chegaram à entrada da gruta. Era uma boca negra na rocha, de onde vinham sons de sinos. “Parece festa de aniversário de dragão!”, disse o duende Tico.

Assim que entraram, Clarabela olhou para cima: o teto estava cheio de stalactites prateadas, cada uma com um guizo na ponta. Quando uma gota de água caía numa delas, fazia um som diferente: tinlón, tinlén, tinlún, como se cada uma tivesse aprendido música com as estrelas.

Clarabela sentiu cócegas no nariz de tanto tilintar e, de repente, “ATCHIM!” O seu espirro ecoou pela gruta, fazendo todas as stalactites vibrarem. O eco, malandro, respondeu: “ATCHIM!” e depois: “AT-CHO-CHO-CHOIM!” Os três visitantes desataram a rir.

Capítulo 4 — O Eco Brincalhão

O eco mágico era uma criatura invisível e endiabrada, que gostava de pregar sustos. Sempre que Clarabela falava, ele repetia com voz engraçada, às vezes trocando as palavras: “Princesa corajosa!”“Princesa corajosa-osa-róia!” E depois: “Medrosa!”“Medrosa-rosa-osa!”

A cada passo, o eco inventava novas partidas: um chiado como um gato a ronronar, um barulho de periquito a rir, até um “PUM” sonoro, que fez o duende Tico rebolar de tanto rir e Clarabela corar até à ponta do nariz.

Mas, em vez de se zangar, a princesa decidiu fazer perguntas ao eco: “Porque és tão traquina?” O eco respondeu: “Traquina-traquina-quina! Porque é divertido-vido-vido!” A princesa riu e sentiu-se mais corajosa. Afinal, curiosidade e diversão podiam andar de mãos dadas!

Capítulo 5 — Surpresas Tocantes e um Segredo

Enquanto exploravam a gruta, depararam-se com uma porta minúscula, da altura de um esquilo. “Só alguém muito curioso passa aqui”, murmurou a fada Fofota. Clarabela, com o coração a tamborilar, encolheu-se e passou, seguida pelos companheiros.

Lá dentro, encontraram uma sala cheia de espelhos mágicos que reflectiam imagens trocadas: a fada parecia um duende, o duende parecia um pónei, e Clarabela tinha bigode! As stalactites aqui faziam música de embalar e, no centro, estava a fonte do eco mágico: uma pedrinha cintilante, com boca de sorriso.

Clarabela agradeceu ao eco: “Obrigada por nos mostrares que rir é mágico.” O eco respondeu com um “Obri-obri-GANDA!” tão alto que fez todas as stalactites dançarem como sininhos de vento.

E então, a princesa fez o mais surpreendente: convidou o eco para passear pelo reino, mas prometeu que só lhe faria partidas suaves e risadas. O eco aceitou, com um “Aceito-aceito-eito!”

Capítulo 6 — De Volta ao Reino e... À Seguir!

Regressaram ao castelo numa marcha triunfal. Pelo caminho, o eco brincalhão fez as galinhas cacarejarem melodias de ópera e os girassóis virarem-se para Clarabela, aplaudindo com as folhas.

O rei, ao ver a filha tão feliz, disse: “A tua curiosidade é como feitiço doce, Clarabela. Transformaste o eco numa gargalhada!”

A princesa sorriu, com os olhos a brilhar de aventura. Sentou-se na sua almofada cor-de-rosa, olhando para fora, imaginando que mais surpresas o reino teria.

Dizem que, desde esse dia, cada vez que ouvimos um eco engraçado numa gruta, é a princesa Clarabela a explorar… e a aventura continua, tão divertida como sempre.

Afinal, neste reino encantado, a curiosidade é uma chave dourada… E quem sabe o que irá abrir amanhã?

À seguir!

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Que faz as coisas com confusão e esquece detalhes, atrapalhando-se.
Enigmas
Perguntas ou mistérios difíceis de entender ou resolver.
Stalactites Clochettes
Nome da gruta com pedras que pendem do teto e fazem som quando tocam.
Tilintar
Fazer um som leve e repetido, como de pequenos sinos a bater.
Engoliu em seco
Expressão que mostra nervosismo ou surpresa, como prender a respiração por um momento.
Carroça
Veículo de madeira puxado por animais, usado para levar coisas ou pessoas.
Pónei
Cavalo pequeno, mais baixo que um cavalo comum, usado por crianças.
Refilão
Alguém que resmunga muito e reclama com frequência.
Cintilante
Que brilha com luzes pequenas e rápidas, muito brilhante e alegre.
Eco mágico
Som que volta de um lugar e parece responder de forma surpreendente.

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