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Pequenos aventureiros 11 a 12 anos Leitura 18 min.

A ponte de giz e o guardador de migalhas

Lume, um habitante do sótão, aproxima-se de uma disputa entre dois grupos no recreio ao descobrir migalhas misteriosas e propõe uma trégua para investigar quem está a mexer nos lanches.

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Personagem principal: Lume, pequeno ser tipo criança-lanterna antropomórfica, pele esmaltada e mutável, olhos grandes cor de mel, expressão determinada e suave, segurando um mapa dobrado numa mão e uma lanterna antiga na outra, em pé no centro sobre a linha de giz; Personagem secundária 1: Rita, menina humana ágil, cabelo castanho em rabo de cavalo, olhar malicioso mas sereno, colocando um pacote de biscoitos de um lado da "ponte de giz"; Personagem secundário 2: Bruno, menino humano robusto, ombros largos, expressão hesitante e terna, sentado num banco gasto, abrindo uma caixinha de suco e oferecendo um canudo; Personagem secundária 3: o Guardador de Migalhas, criatura minúscula parecida com um gato de pelúcia com bigodes de palha e olhos de vidro, boca cheia e postura orgulhosa, empoleirado num guarda-chuva fechado sobre o escorregador ao fundo; Lugar: pátio escolar ensolarado com chão de cimento rachado, grandes linhas de giz vermelhas e azuis formando uma ponte, caixa de areia empoeirada, banco de madeira gasto e escorregador metálico verde; Situação: momento de trégua — crianças deixam guloseimas de cada lado na ponte de giz enquanto Lume mostra o mapa e sorri, clima de reconciliação, cores quentes e texturas aquareladas com respingos sugerindo migalhas e movimento. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — O Correio no Degrau

Na Rua das Laranjeiras, o dia começou com cheiro a pão quente e uma brisa que fazia as árvores sussurrarem segredos. No último prédio, no sótão com janela redonda, vivia Lume.

Lume tinha olhos grandes, cor de mel, e uma pele que mudava de tom conforme a luz. Quando estava contente, brilhava como uma lanterna escondida. Quando estava preocupado, ficava mais opaco, como vidro embaciado. E Lume era, quase sempre, prudente.

Nessa manhã, ele desceu as escadas com cuidado, para não acordar a dona Odete do 2.º esquerdo, que tinha o sono leve e uma coleção de chinelos barulhentos. No degrau do rés-do-chão, encontrou um envelope preso com fita adesiva.

No envelope, em letras tortas, lia-se:

“URGENTE. Para quem tiver coragem e cabeça fria.”

Lume engoliu em seco. Coragem ele até tinha. Mas preferia quando vinha com instruções claras.

Abriu o envelope. Lá dentro, um mapa desenhado a lápis e uma frase:

“Há guerra no Pátio do Recreio. Se ninguém fizer nada, o lanche vai desaparecer.”

— O lanche… desaparecer? — murmurou Lume, horrorizado.

No fundo do pátio da escola, havia um lugar onde os miúdos guardavam tesouros: cromos, berlindes, elásticos, e… às vezes… bolachas. Se o lanche desaparecesse, o mundo ficava um bocadinho mais triste.

Lume dobrou o mapa, enfiou-o no bolso e subiu um tom de brilho decidido.

— Está bem. Vou lá. Mas vou propor uma trégua — disse para si mesmo, como se estivesse a assinar um contrato com o universo.

Capítulo 2 — A Fronteira da Caixa de Areia

No recreio, o sol batia no chão como moedas de ouro. O pátio parecia igual ao de sempre: balizas, cordas, um banco torto e a caixa de areia. Mas havia uma coisa diferente.

Havia linhas no chão. Feitas com giz. Vermelho de um lado. Azul do outro. E, no meio, a caixa de areia como uma ilha disputada.

De um lado estavam os “Azuis”: a Rita, que era rápida a pensar e mais rápida a correr, o Tiago, que fazia nós em tudo, e mais três miúdos com ar de quem tinha planeado um golpe.

Do outro lado estavam os “Vermelhos”: o Bruno, forte como um armário e teimoso como uma porta emperrada, a Inês, que tinha uma gargalhada que assustava pombos, e mais dois com cara de desafio.

No alto do escorrega, como um árbitro muito sério, estava o guarda-chuva velho do recreio. Estava fechado, mas parecia observar tudo.

Lume aproximou-se devagar. O mapa dizia para ir até à “Fronteira da Caixa de Areia”. Era ali.

— Alto! — gritou Bruno. — Quem és tu? Espião azul?

— Ou vermelho? — atirou Rita, estreitando os olhos.

Lume levantou as mãos.

— Sou só… Lume. Moro ali no sótão. E vim propor uma trégua.

Os dois lados riram ao mesmo tempo. Uma risada que não era má, mas era perigosa, como um chão molhado.

— Trégua? — Tiago fez um nó no ar, como se pudesse prender a ideia. — Isto já passou da fase da conversa.

— Eles roubaram o nosso saco de bolachas! — acusou Inês.

— Vocês é que esconderam os nossos sumos! — respondeu Rita.

Lume respirou fundo. A prudência dele dizia: “Sai daqui.” Mas a curiosidade e o senso de justiça diziam: “Fica.”

— E se… e se houver um terceiro? — perguntou Lume. — Alguém que esteja a aproveitar-se desta confusão para ficar com tudo?

Houve um silêncio curto, mas pesado.

— Isso é parvo — disse Bruno. Mas o brilho no olhar dele tinha uma pequena dúvida.

Lume apontou para o guarda-chuva no escorrega.

— Esse guarda-chuva não estava ali ontem, pois não?

Rita mordeu o lábio.

— Não. Apareceu hoje. E está… a pingar.

Todos olharam. O guarda-chuva, mesmo fechado, deixava cair gotas. Só que não era água. Eram migalhas.

Migalhas de bolacha.

Capítulo 3 — As Migalhas que Andavam

Lume aproximou-se do escorrega. O guarda-chuva parecia inofensivo, mas as migalhas caíam certinhas, como se alguém estivesse a comer lá dentro.

— Não faz sentido — sussurrou Rita, agora mais baixa. — Um guarda-chuva não come.

— A não ser que… — Tiago torceu o nariz. — A não ser que não seja só um guarda-chuva.

Bruno cruzou os braços.

— Vou abrir isso. Já.

Lume colocou-se à frente dele.

— Espera. Se for uma armadilha, a tua coragem vai levar-nos direitinhos ao desastre. Precisamos de cabeça fria.

Bruno franziu a testa, mas não empurrou. Era teimoso, sim, mas não era burro.

— Então, o que propões, lanterna? — provocou Inês, com um sorriso que não era maldoso, só impaciente.

Lume teve uma ideia.

— Vamos testar sem tocar. Tiago, tens alguma coisa para puxar?

Tiago já estava a tirar do bolso um cordel.

— Eu tenho sempre.

— Claro que tens — murmurou Rita, revirando os olhos, mas com respeito.

Tiago atou o cordel à ponta do guarda-chuva com um nó tão perfeito que até parecia educado. Depois recuaram todos para trás da linha de giz.

— Prontos? — perguntou Lume.

— Puxa! — gritaram vários.

Tiago puxou.

O guarda-chuva tremeu. Depois… deu um saltinho.

— Ai — disse alguém.

O guarda-chuva estava a mexer-se sozinho. E, com um sacudidela, começou a descer o escorrega como se estivesse a brincar. No fim, abriu-se de repente, com um “PLOF!” e mostrou o interior.

Lá dentro havia… um montinho de lanches.

Sacos, sumos, bolachas. E, no meio, um ser pequenino, do tamanho de um gato, com bigodes feitos de palhinhas e olhos brilhantes como berlindes. Estava com a boca cheia e uma bolacha na mão.

— Apanhado — disse Lume, tentando soar firme, mas com o coração aos saltos.

O ser engoliu, limpou a boca com um guardanapo e falou, muito ofendido:

— Eu não fui apanhado. Eu parei para respirar.

Rita arregalou os olhos.

— Quem… o que és tu?

— Sou o Guardador de Migalhas — respondeu ele, inchando o peito. — Eu recolho o que cai. O que sobra. O que ninguém valoriza. E hoje… sobrou demasiada raiva.

Bruno deu um passo à frente.

— Então foste tu que roubaste!

— Eu? Roubar? — O Guardador fez cara de drama. — Eu salvei os lanches! Se vocês entrassem em guerra total, iam esmagar tudo. Eu só… antecipei a tragédia.

Inês apontou para a montanha de comida.

— Antecipaste comendo metade.

O Guardador tossiu.

— Pesquisa. Eu precisava de testar a qualidade.

Lume quase riu. Mas manteve-se sério.

— Ouve. Nós não queremos guerra. Eu vim propor uma trégua. Tu podes ajudar-nos a devolvê-los e a explicar o que viste?

O Guardador inclinou a cabeça, desconfiado.

— Trégua? Isso dá menos migalhas.

— Dá mais risos — respondeu Lume. — E risos deixam migalhas melhores.

O ser pareceu pensar. Depois, com um suspiro, saltou para fora do guarda-chuva.

— Está bem. Mas vocês têm de fazer uma coisa: arrumar o pátio. Eu não sou empregado de limpeza de humanos.

Rita estendeu a mão.

— Combinado. Mas primeiro, devolvemos isto. E ninguém leva tudo sozinho.

Bruno e Rita olharam-se. Ainda havia orgulho no ar, mas já não havia faíscas.

Lume sentiu-se um bocadinho mais luminoso.

Capítulo 4 — A Ponte de Giz

A divisão do lanche virou um problema novo. Não por falta, mas por desconfiança.

— Eles vão esconder outra vez — murmurou um dos Vermelhos.

— Vocês é que escondem sempre — respondeu um dos Azuis.

Lume respirou fundo. Precisava de uma trégua que não fosse só uma palavra bonita.

— Vamos fazer assim — disse ele. — Uma ponte.

— Uma ponte? — repetiu Bruno, como se Lume tivesse sugerido construir uma autoestrada.

Lume apontou para o giz no chão.

— Uma ponte de giz. No meio. E cada lado atravessa com uma coisa para devolver. Um a um. E, no fim, sentamo-nos todos juntos.

Rita pegou num pedaço de giz branco e desenhou uma faixa larga entre o vermelho e o azul, ligando as linhas como se juntasse duas margens.

O Guardador de Migalhas, sentado no banco torto, comentou:

— Isto é poético. E perigoso. Gosto.

Tiago foi o primeiro. Levou um sumo. Atravessou a ponte devagar e deixou-o do lado vermelho.

— Um — disse ele.

Inês atravessou com um pacote de bolachas e pousou do lado azul.

— Um — respondeu ela.

E assim foram, alternando. A ponte de giz ficava cada vez mais marcada de passos. E cada passo era um “eu confio um bocadinho”.

A meio, Bruno parou. Tinha na mão um saco pequeno.

— Isto… é vosso — disse ele, para Rita. — Eu encontrei atrás da baliza. Não fui eu que escondi. Mas… também não disse nada.

Rita olhou o saco e ficou vermelha.

— Eu também não disse que vi a Inês guardar os sumos no armário do desporto. Achei que era estratégia.

Inês levantou as sobrancelhas.

— Estratégia? Eu estava a proteger! O Bruno tinha dito que ia “atacar”.

Bruno coçou a nuca.

— Eu disse isso a brincar. Quer dizer… meio a brincar.

O Guardador de Migalhas deu uma gargalhada que parecia o barulho de uma caixa de cereais a abrir.

— Humanos são incríveis. Constroem guerras com frases a meio.

Lume aproveitou o momento, antes que alguém voltasse a fechar a cara.

— Então vamos fechar as frases. Aqui vai a minha: “Ninguém quer perder o lanche. E ninguém quer perder amigos.” Concordam?

Houve um silêncio. Depois Rita assentiu.

— Concordo.

Bruno também.

— Eu… também.

A ponte de giz, de repente, pareceu mais sólida do que cimento.

Capítulo 5 — O Desafio do Armário do Desporto

Quando já quase tudo estava resolvido, ouviu-se um estalo. Um som seco. E, do lado do ginásio, a porta do armário do desporto fechou-se com força.

Lume gelou.

— Lá dentro estão os sumos? — perguntou ele.

Inês correu até lá e tentou abrir.

— Está preso!

O Guardador de Migalhas aproximou-se, farejando.

— Cheira a… travessura antiga.

A fechadura parecia normal, mas o puxador estava pegajoso, como se tivesse sido lambido por caramelo.

— Quem fez isto? — perguntou Bruno, irritado.

— Ninguém daqui — disse Rita, olhando para todos.

Lume lembrou-se do envelope. “Se ninguém fizer nada, o lanche vai desaparecer.” Talvez ainda não tivesse acabado.

— Precisamos abrir sem partir — disse Lume. — Se partirmos, vamos levar bronca. E a trégua morre antes de nascer.

Tiago ajoelhou-se.

— Deixa-me ver. Eu entendo de nós, não de fechaduras, mas posso tentar.

Ele puxou um arame do estojo e enfiou-o com cuidado. Nada.

Rita observou o puxador pegajoso.

— Isto não é caramelo. É… cola de figo. A do bar da esquina.

Bruno fez uma careta.

— Quem é que usa cola de figo?

O Guardador levantou um dedo.

— O Zelador do Barulho.

Todos olharam.

— Quem? — perguntaram em coro.

— Um espírito rabugento que vive nos armários e adora confusão — explicou o Guardador. — Alimenta-se de gritos e portas a bater. Se vocês estavam quase em paz, ele deve estar faminto.

Lume sentiu um arrepio, mas não recuou. Prudente não era o mesmo que desistente.

— Então vamos vencê-lo com silêncio — disse Lume.

Inês riu, baixinho.

— Isso é impossível no recreio.

— Não precisamos do recreio inteiro — respondeu Lume. — Só precisamos de nós.

Lume olhou para Bruno e Rita.

— Conseguem ficar sem discutir por… dois minutos?

Bruno fez cara de quem estava a carregar um sofá.

— Consigo.

Rita colocou as mãos nos bolsos.

— Consigo.

Formaram um círculo à volta do armário. Sem gritar. Sem acusar. Tiago parou de mexer no arame. Até o Guardador de Migalhas fechou a boca.

Lume concentrou-se. O brilho da pele dele ficou suave, como luz de cabeceira.

— Se o Zelador do Barulho quer ruído, não vai ter — sussurrou ele.

O ar pareceu mudar. Como quando uma sala fica vazia depois de uma festa.

De dentro do armário, ouviu-se um resmungo.

— Hmpf.

O puxador tremelicou, frustrado. A cola de figo começou a escorrer, como se estivesse a derreter de tédio.

Tiago, com movimentos lentos, tentou outra vez. A fechadura cedeu com um “clique” pequeno, quase envergonhado.

A porta abriu-se.

Lá dentro estavam os sumos, alinhados. E, no canto, uma sombra pequena, enrolada, como um casaco mal pendurado. A sombra soltou um último “hmpf” e desapareceu por uma fresta.

— Vencemos com… calma — disse Bruno, impressionado.

— Vencemos com inteligência — corrigiu Rita.

Lume sorriu.

— E com resiliência. Porque quase deu vontade de gritar.

O Guardador de Migalhas abanou a cabeça.

— Vocês são estranhos. Mas estão a melhorar.

Capítulo 6 — O Lanche da Trégua

Com os sumos recuperados e as bolachas devolvidas, o pátio voltou a ter ar de pátio. As linhas de giz ainda estavam lá, mas agora pareciam só desenhos.

Rita pegou no giz e escreveu, por cima da ponte:

“TRÉGUA”.

Bruno acrescentou, com letra grande:

“ATÉ AO FIM DO DIA. E AMANHÃ LOGO SE VÊ.”

— Isso não é muito otimista — provocou Inês.

Bruno encolheu os ombros.

— É realista.

Lume pegou no giz e, com cuidado, escreveu ao lado:

“AMANHÃ TAMBÉM.”

Bruno leu e soltou um riso.

— Está bem. Amanhã também.

Sentaram-se todos no banco torto e no chão à volta. O Guardador de Migalhas subiu para o escorrega, como se fosse o rei de uma cerimónia muito simples.

— Declaro oficialmente… — começou ele, e depois tossiu, porque tinha migalhas no nariz. — Declaro oficialmente que vocês merecem comer sem drama.

Rita abriu um pacote de bolachas e passou metade para os Vermelhos.

— Partilha justa.

Bruno abriu um sumo e ofereceu a palhinha extra aos Azuis.

— Não digam que eu não tenho coração.

Tiago, que não conseguia ficar quieto, fez um nó numa fita e transformou-a numa pulseira.

— Para lembrar a ponte — disse ele, colocando-a no pulso de Lume.

Lume olhou para a pulseira e sentiu um calor bom, como sol de fim de tarde.

— Obrigado. E… obrigado por aceitarem a trégua.

Inês mastigou uma bolacha e falou com a boca meio cheia, sem perder a dignidade:

— Eu aceitei porque estava com fome.

— Eu também — disse Rita, rindo.

O Guardador de Migalhas saltou para perto de Lume.

— E eu? Eu mereço alguma coisa?

Lume abriu a mão e deixou cair, de propósito, uma migalha perfeita.

O Guardador apanhou-a no ar, como um acrobata.

— Isso é respeito — disse ele, satisfeito. — Agora sim, posso voltar ao meu trabalho.

— Que é…? — perguntou Bruno.

— Guardar o que cai — respondeu o Guardador, piscando um olho. — E lembrar-vos que o que se parte pode ser colado. Às vezes com figo. Às vezes com coragem.

O sino tocou. O recreio acabou. Mas ninguém se levantou com pressa.

Lume olhou para o pátio, para a ponte de giz, para os sumos e bolachas partilhados. Sentiu-se mais luminoso do que de manhã.

Porque, naquele lugar comum, tinham vivido uma aventura inteira. E, no fim, havia o melhor prémio do mundo: um lanche bem merecido, com risos a acompanhar.

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Fita adesiva
Tira pegajosa usada para colar ou prender papéis e objetos.
Trégua
Pausa numa discussão ou luta, para descansar ou conversar.
árbitro
Pessoa que observa e decide regras num jogo ou discussão.
Cordel
Corda fina usada para amarrar ou puxar coisas.
Armadilha
Aparelho ou plano para apanhar alguém sem que perceba.
Migalhas
Pedaços muito pequenos de pão, bolacha ou comida.
Pegajoso
Que fica grudado ao toque, difícil de separar das mãos.
Poético.
Que parece saído de um poema; bonito e cheio de sentimento.
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Plano pensado para alcançar um objetivo ou ganhar vantagem.
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