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História de invenção maluca 3 a 4 anos Leitura 7 min.

A máquina de fazer cócegas nas meias do senhor Tó Zeca

O senhor Tó Zeca constrói uma máquina improvável para fazer cócegas nas meias, desencadeando risos, farinha e muita confusão na sua cozinha. Com a vizinha Dona Lina e o gato Galocha por perto, ele testa e ajusta a invenção enquanto surgem surpresas.

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Um inventor de cerca de 60 anos, cabelos grisalhos despenteados e bigode branco, rosto alegre e surpreso, veste camisa xadrez e avental manchado de tinta, está no centro com as mãos sobre uma caixa de papelão de onde sai uma meia listrada azul e amarela voando; uma vizinha de cerca de 50 anos, cabelo preso em coque e vestido floral simples, sorri na porta do jardim à direita com as mãos cruzadas; o gato ruivo curioso chamado Galocha, pequeno com uma pata levantada e nariz polvilhado, está no chão junto à caixa; a cozinha-jardim tem mesa de madeira com caixinhas, parafusos, penas coloridas, um pequeno ventilador e um rolo de papel, e um pote de farinha tombado espalha um pó branco pelo ambiente; a máquina de fazer cócegas lançou a meia deixando um rastro de farinha como uma mini-neve, o inventor está com farinha no rosto e espirra, a vizinha ri e o gato observa — cena divertida, cores quentes, traços arredondados e expressões exageradas adequadas para crianças pequenas. reportar um problema com esta imagem

O senhor Tó Zeca era um homem com cabelo despenteado e um sorriso grande. Ele morava numa casa pequena, com um quintal cheio de coisas úteis… e outras nem tanto. Tinha latas, rodas, cordas, colheres e uma bota sozinha.

Numa manhã calma, ele bateu palmas e disse:

“Hoje vou ter uma ideia brilhante!”

Ele abriu o seu caderno de inventor. Era um caderno com manchas de tinta e desenhos tortos. E escreveu bem grande:

“Máquina de Fazer Cócegas nas Meias!”

“Nas meias?” perguntou a vizinha, a dona Lina, que regava uma planta.

“Nas meias!” disse o Tó Zeca. “Porque os pés merecem rir. E eu não gosto de meias tristes.”

Ele pegou numa meia às riscas, azul e amarela, e falou com ela, muito sério:

“Minha senhora Meia, prepare-se para as cócegas.”

A meia, claro, não respondeu. Mas parecia contente.

O Tó Zeca foi buscar material. Ele andava de um lado para o outro, tum-tum-tum, com os sapatos a fazer barulho.

Pegou numa escova de dentes velha.

Pegou numa colher de pau.

Pegou num ventilador pequeno.

Pegou numa mola que fazia “boim!”.

E pegou em três penas muito macias que encontrou no quintal.

“Perfeito, perfeito, perfeito,” ele repetiu. Repetir ajudava a pensar.

Na mesa da cozinha, ele começou a montar tudo. Prendeu as penas na colher de pau.

Colou a mola ao ventilador.

Depois amarrou a escova de dentes com um fio.

No fim, parecia… um polvo de cozinha.

Ele olhou e disse:

“Está lindo. Um pouco torto. Mas lindo.”

Chegou o momento do teste.

Ele pôs a meia numa caixa de sapatos.

Fechou a caixa, deixando só uma pontinha da meia de fora.

Ligou a máquina.

“Um, dois, três… já!”

O ventilador começou: “vuuuu”.

A mola saltou: “boim!”

As penas rodaram: “fufufu”.

E a meia… escapou!

Zás! A meia voou pela cozinha como um passarinho de pano.

“Ah!” disse o Tó Zeca, sem medo nenhum, só com surpresa. “Meia muito rápida!”

A meia bateu numa tigela.

A tigela virou.

E de lá saiu farinha, como neve: puf!

Ficou tudo branco. O nariz do Tó Zeca ficou branco. O bigode ficou branco. Ele espirrou:

“Atchim!”

Dona Lina apareceu à porta e viu o inventor coberto de farinha.

Ela riu baixinho.

“Está a nevar na tua cozinha, Tó Zeca?”

“É neve de pão!” disse ele. “Sem perigo. Só faz cócegas no nariz.”

O Tó Zeca apanhou a meia e falou com ela:

“Desculpa, minha senhora Meia. A máquina ficou demasiado animada.”

Ele limpou a mesa com um pano.

Fez uma pausa.

Depois escreveu no caderno:

“Problema: Meia foge. Solução: Fazer a máquina mais calma.”

“Mais calma?” perguntou dona Lina.

“Sim. Uma máquina fofinha. Uma máquina que faz cócegas devagarinho, como um gato a passar.”

Ele tirou o ventilador.

Tirou a mola.

E colocou, no lugar, um rolo de papel de cozinha. Era macio. Era redondo.

Colou as penas no rolo.

E pôs uma manivela. Uma manivela que ele fez com uma tampa de frasco.

Ele girou a manivela com a mão.

As penas mexeram-se: “fiu, fiu, fiu”.

Bem devagar.

“Agora sim,” disse ele. “Cócega com educação.”

Mas faltava uma coisa.

Ele queria que a meia dissesse “hi-hi-hi!” quando recebesse cócegas.

“Assim eu sei que resultou,” explicou.

Ele pegou num apito pequeno.

Enfiou o apito num copo de plástico.

Prendeu o copo na caixa de sapatos, como se fosse uma boca.

“Quando a meia mexer, sopra o apito,” disse ele, como se fosse muito simples.

Novo teste.

A meia voltou para a caixa.

O Tó Zeca respirou fundo.

“Um, dois, três… já!”

Ele girou a manivela.

As penas fizeram cócegas na meia: fiu-fiu-fiu.

A meia abanou um pouco.

E então… o apito fez:

“Piii!”

O Tó Zeca arregalou os olhos.

Dona Lina tapou a boca para não rir alto.

O apito voltou a fazer:

“Piii! Piii!”

“Ela está a rir!” disse o Tó Zeca, muito feliz. “A meia está a rir!”

Mas, de repente, o apito ficou preso e fez um som comprido:

“Piiiiiiiiii…”

O gato do quintal, o Galocha, apareceu a correr, curioso. Não assustado. Só curioso.

Ele cheirou a caixa. Cheirou a meia. Cheirou o apito.

E, com uma patinha, tocou no copo.

O som parou.

Silêncio bom.

“Obrigado, Galocha,” disse o Tó Zeca. “Tu és um técnico excelente.”

O gato sentou-se, muito importante, e lambeu a pata.

Dona Lina disse:

“Então, a máquina funciona?”

“Funciona!” disse o Tó Zeca. “Mas ainda pode ficar melhor. Pode ter um botão de ‘mais pouquinho' e outro de ‘só um bocadinho'.”

Ele abriu a caixa e tirou a meia com cuidado.

A meia estava quentinha e enrolada, como se estivesse a descansar.

O Tó Zeca fez uma festa na meia e falou baixinho:

“Agora as meias não vão ficar aborrecidas. Vão rir. Vão rir muito baixinho.”

Dona Lina sorriu.

“E os pés também.”

“E os pés também,” repetiu ele, contente.

Nessa tarde, ele e dona Lina beberam leite com bolachas. O gato Galocha ficou ao lado, a piscar os olhos.

O Tó Zeca escreveu no caderno, com letras grandes e tortas:

“Invenção do dia: Máquina de Fazer Cócegas nas Meias. Resultado: risos pequenos, casa feliz, farinha opcional.

E a cozinha, já limpa, ficou com um cheirinho doce.

O senhor Tó Zeca olhou para a meia às riscas e disse:

“Amanhã invento uma coisa nova. Talvez um pente para nuvens.”

E a meia, quietinha, parecia dizer: “Hi-hi-hi.”

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Despenteado
Cabelo bagunçado, sem pente. Parece que ninguém penteou o cabelo.
Quintal
Parte ao ar livre da casa, atrás ou à frente, com chão e plantas.
Inventor
Pessoa que cria coisas novas para resolver problemas ou brincar.
Manchas
Marcas sujas ou coloridas que ficam em papel ou roupa.
Mola
Peça de metal em forma de espiral que salta quando aperta.
Penas
Partes suaves do corpo das aves, macias e coloridas.
Ventilador
Aparelho que faz vento para refrescar ou mover coisas leves.
Manivela
Pequena alavanca que se gira com a mão para fazer algo andar.
Apito
Pequeno objeto que faz som alto quando se sopra.
Tigela
Recipiente redondo onde se põe sopa, farinha ou comida.
Farinha
Pó feito de cereal que se usa para fazer pão e bolos.
Quentinha
Algo que está morno, nem frio nem muito quente, aconchegante.
Enrolada
Dobrado ou enrolado em volta, como quando se abraça algo.
Curioso
Que quer ver e saber de tudo, cheio de vontade de descobrir.
Técnico
Pessoa que sabe arrumar ou consertar coisas com cuidado.
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