Debaixo de um céu azul muito grande, no tempo dos dinossauros, vivia um pequeno tricératops chamado Tico. Tico tinha três chifres pequeninos e uma grande vontade de brincar. Ele adorava correr pelo campo com seus amigos, mas ultimamente, a terra estava muito seca. O sol brilhava forte todos os dias, deixando o chão duro e sem muita grama fresquinha.
Tico caminhava devagar pela planície, sentindo o calor nas costas. Ele olhou para uma poça de água, mas estava quase seca. Tico suspirou. Ele sonhava em encontrar um lugar mais úmido, onde a grama fosse verdinha e macia, e a água fresquinha pudesse molhar seu focinho.
Enquanto andava, Tico encontrou Dina, uma dinossaura de pescoço comprido. “Olá, Dina”, disse Tico com um sorriso. Dina baixou a cabeça devagar. “Olá, Tico! O que você procura hoje?” perguntou ela.
“Estou procurando uma terra mais úmida. Sinto falta de grama verde e água para beber”, respondeu Tico, mexendo a cauda.
Dina pensou um pouco. “Eu vi algumas nuvens perto das árvores grandes. Talvez lá seja mais fresco.” Tico ficou animado. “Vamos juntos?” Dina balançou a cabeça, feliz: “Sim, vamos!”
Os dois amigos seguiram devagar, passando por pedras redondas e flores azuis. O vento soprava devagarinho. Tico sentiu o cheiro das flores. Ele ficou alegre. Dina caminhava balançando o pescoço para lá e para cá. Eles ouviram um barulhinho.
Era Lilo, um dinossauro pequeno e saltitante. “Oi, Tico! Oi, Dina!” gritou Lilo, pulando de alegria. “Posso ir junto? Quero ver a terra úmida também!”
Tico riu. “Claro, venha! Vamos procurar juntos!” Agora eles eram três amigos na aventura.
O caminho era colorido. Borboletas voavam perto das pedras. Um pterodáctilo passou voando bem alto, soltando um grito alegre. Todos olharam para cima, sorrindo.
Logo, os amigos chegaram perto de uma floresta cheia de árvores grandes. As folhas faziam sombra gostosa. O chão era mais macio ali. Tico encostou o pé e sentiu a terra úmida. “Aqui está mais fresquinho!” disse ele.
Dina sentiu uma gota de água cair em seu pescoço. “Está chovendo!” Ela abriu um sorriso gigante. Pequenas gotas caíam das folhas, molhando suavemente a cabeça dos dinossaurinhos. Lilo pulava nas poças, espalhando água para todo lado.
Tico bebeu um pouquinho de água de uma poça. “Que frescor!” Ele olhou para seus amigos. “Obrigado por virem comigo. Eu não teria encontrado este lugar sozinho”, disse Tico, feliz.
Dina encostou o focinho na grama verdinha. “Juntos, é sempre melhor”, disse ela. Lilo concordou, balançando a cauda: “Eu adoro aventuras com vocês!”
As nuvens continuaram dançando no céu. O sol espiava entre as árvores, fazendo desenhos de luz no chão. Tico caminhou devagar pela grama, sentindo a terra macia debaixo de seus pés. Ele encontrou uma pedra redonda, perfeita para descansar.
Os amigos sentaram juntos. Escutaram o barulho tranquilo da chuva caindo nas folhas. Tico fechou os olhos um pouquinho, sentindo calma e alegria. Ele sabia que aquele era um lugar especial, cheio de coisas boas.
Logo, ouviram o som de passos pesados. Era Tuga, o dinossauro grandalhão, com o casco brilhante. “Oi, amigos! Que lugar gostoso vocês acharam!” Tico sorriu para Tuga. “Venha, sente aqui conosco. Tem espaço para todos.” Tuga sentou devagar, balançando o casco. “Que alegria, estar com os amigos”, disse ele, sorrindo grande.
A chuva parou. O cheiro de terra molhada ficou no ar. As folhas brilhavam com gotinhas de água. Tico, Dina, Lilo e Tuga ficaram juntos, olhando as borboletas coloridas que voltaram a dançar. Passarinhos pré-históricos cantavam melodias suaves.
Tico pensou: “Aqui é bom. Aqui eu posso brincar, correr, descansar… e estar com meus amigos.”
O céu foi clareando, cheio de cores bonitas. Um arco-íris apareceu atrás das montanhas. Todos olharam, maravilhados. Lilo pulou de alegria. Dina balançou o pescoço, sorrindo. Tuga bateu as patas no chão, contente.
Tico deu uma volta pela grama, sentindo-se leve e feliz. Ele sabia que sempre poderia procurar outros lugares, mas, com seus amigos, tudo era mais fácil, mais bonito, e mais divertido.
O sol se despedia devagarinho, pintando o céu de rosa e laranja. Tico se deitou na grama úmida, sentindo um abraço de carinho da terra. Ele fechou os olhos, ouvindo as risadas de seus amigos.
A noite chegou devagar, tranquila e cheia de estrelas. Tico sentiu paz no coração. Ele sabia: sempre que precisasse, seus amigos estariam ao seu lado, prontos para novas aventuras, em terras verdes e úmidas, cheias de alegria e amizade.
E ali, juntos, todos dormiram tranquilos, sonhando com campos mágicos, águas fresquinhas e muitas, muitas aventuras para viver.