No meio de uma floresta cheia de luzinhas brilhantes, vivia um homem chamado Tomé. Tomé tinha olhos que riam e mãos que gostavam de tocar as folhas. Um dia, ele ouviu um “tic-tic” vindo debaixo de uma flor azul. Tomé ficou curioso. Ele baixou devagar e falou: “Olá, quem faz tic-tic?”
De dentro da flor, pulou um passarinho dourado. “Piu-piu!” disse o passarinho. Tomé sorriu e disse: “Queres brincar comigo?” O passarinho abriu as asas e fez “flap-flap!” Os dois começaram a andar pelo bosque, pulando sobre as pedras, “hop hop”, e cheirando as flores, “snif snif”.
De repente, uma borboleta cor-de-rosa apareceu, dançando no ar. Tomé estendeu a mão e a borboleta pousou ali. “Olá, borboleta!” disse ele. A borboleta fez “bzzz” bem baixinho, como um segredo. Tomé sentiu cócegas e riu “hihi”.
O vento soprou suave, “fff fff”, e trouxe pétalas que giravam no ar. Tomé e o passarinho correram atrás das pétalas, rindo juntos. “Corre, corre!” disse Tomé. O passarinho piou “piu-piu!” e voou em círculos, desenhando corações no céu.
Logo, encontraram uma poça brilhante. Tomé olhou para a água e viu o seu rosto sorrindo. O passarinho mergulhou a pontinha do bico, “plim plim”, e Tomé molhou as mãos, “ploc ploc”. Eles sentiram a água fresquinha e ficaram felizes.
O sol começou a se esconder devagar, pintando tudo de dourado. Tomé sentou-se na grama, com o passarinho no ombro. “Foi um dia mágico”, disse Tomé. O passarinho respondeu: “Piu-piu!”
Tomé fechou os olhos e sentiu o coração leve. O bosque cantava baixinho, “lalá lalá”, e tudo estava calmo e bonito.
Quando ajudamos e sorrimos, a magia mora no nosso coração.