Capítulo 1: O Grande Jogo de Memória
O ursinho Tomás acordou com o sol a brilhar suavemente na janela. Tomás era um ursinho curioso. Ele gostava de olhar as flores, ouvir os passarinhos e brincar com sua amiga, a coelhinha Lili. Mas, naquele dia, Tomás sentia um friozinho na barriga. Ele ia jogar o grande jogo de memória na escola da floresta.
Tomás olhou para Lili. Ela sorria, pulando feliz.
— Bom dia, Tomás! Pronto para o jogo de memória?
Tomás suspirou bem baixinho.
— Tenho um pouco de medo, Lili. E se eu não lembrar onde estão as cartas? E se eu errar na frente de todos?
Lili abraçou Tomás com carinho.
— Não tem problema errar, Tomás. Podemos tentar juntos! Se errarmos, tentamos de novo!
Tomás sorriu timidamente.
— Você promete que vai ficar comigo?
— Prometo, sempre!
Eles caminharam devagar até a escola da floresta. Pelo caminho, Tomás pensava: “E se eu esquecer? E se todos olharem para mim?”
Lili segurou sua patinha.
— Vai ficar tudo bem, Tomás. Estamos juntos.
No pátio, a professora Coruja explicou as regras.
— Crianças, cada um vai virar duas cartas. Se forem iguais, ganha um ponto. Se não, passa a vez. O importante é brincar e se divertir!
Tomás olhou as cartas coloridas. O coração batia rápido. Era a vez de Lili. Ela virou duas cartas. Uma flor e uma folha. Não eram iguais. Lili sorriu.
— Não faz mal! Agora é sua vez, Tomás!
Tomás respirou fundo. As patinhas estavam um pouco trêmulas. Ele virou uma carta: um sol amarelo. Depois, outra carta: uma estrela azul. Não eram iguais.
Tomás olhou para baixo.
— Ah, não acertei...
Lili sorriu.
— Está tudo bem, Tomás! Olha, você viu onde está o sol amarelo! Na próxima, pode tentar de novo!
Tomás ficou um pouco mais calmo. Ele viu que ninguém estava rindo. Todos estavam brincando e sorrindo.
A professora Coruja disse:
— Muito bem, Tomás! O importante é tentar. Todos aprendemos juntos.
Capítulo 2: Descobrindo a Coragem
O jogo continuou. Tomás foi prestando atenção nas cartas dos amigos. Ele viu onde estava o sol amarelo. Ele viu onde estava a estrela azul.
Quando chegou sua vez de novo, Tomás lembrou:
“Eu vi o sol amarelo antes. Será que consigo achar?”
Ele virou a primeira carta: sol amarelo!
Depois, com calma, virou outra carta: sol amarelo!
Tomás abriu um grande sorriso.
— Eu consegui, Lili! Eu consegui!
Lili pulou e bateu palminhas.
— Que legal, Tomás! Você lembrou! Viu como você consegue?
Tomás ficou feliz. Sentiu o coração quentinho. Ele percebeu que não precisava ter medo de errar. Errar fazia parte do jogo. Todos erravam, todos aprendiam.
No final do jogo, Tomás tinha alguns pontos. Lili também. Mas o mais importante era a alegria de brincar juntos.
A professora Coruja chamou todos para uma roda.
— Crianças, vocês brincaram muito bem. Às vezes, acertamos. Às vezes, erramos. O importante é tentar, ajudar os amigos e nunca desistir.
Tomás abraçou Lili.
— Sabe, Lili, eu estava com medo de errar. Mas agora estou feliz porque tentei.
Lili sorriu.
— Sempre podemos tentar de novo, Tomás. E eu sempre vou te ajudar!
Tomás olhou para o céu azul e respirou fundo.
— Hoje eu aprendi que posso ser corajoso, mesmo sentindo medo.
Lili disse baixinho:
— Isso mesmo, Tomás. Você é muito corajoso!
Tomás sorriu e pulou, sentindo-se forte e feliz. Ele sabia que podia tentar outra vez, sempre com seus amigos ao lado. E assim, o ursinho Tomás aprendeu que todos podem ter medo, mas juntos, podemos ser corajosos.