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História sobre um medo de criança 3 a 4 anos Leitura 4 min.

Sofia e os barulhos da casa

Sofia tem medo dos barulhos que escuta à noite, mas com a ajuda da mamãe, ela aprende a enfrentar seus medos e a entender que os sons da casa são normais. Juntas, elas descobrem que a coragem pode vencer o medo.

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Uma menina de 4 anos, com grandes olhos brilhantes e cabelos cacheados castanhos, está sentada em sua cama, segurando sua doce boneca de pelúcia. Ela tem uma expressão de curiosidade misturada com um leve receio, com as sobrancelhas ligeiramente franzidas e a boca entreaberta. Ao lado dela, sua mãe, uma mulher na casa dos trinta anos com cabelos longos e lisos, sorri ternamente enquanto se agacha na altura dela, pronta para confortá-la. A cena ocorre em um quarto acolhedor, decorado com paredes em tons pastel, estrelas brilhantes coladas ao teto e um tapete macio no chão. Uma suave luz noturna ilumina o ambiente, criando uma atmosfera tranquilizadora. A menina ouve atentamente um barulho misterioso vindo do armário, seu coração batendo um pouco mais rápido, enquanto sua mãe fala suavemente para acalmá-la, explicando que é apenas a casa fazendo barulhos. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1

Mamãe apaga a luz. Tudo está calmo no quarto da Sofia. Sofia abraça sua boneca e olha para a janela.

— Mamãe, posso te chamar se eu quiser? — pergunta Sofia com voz baixinha.

— Pode sim, Sofia. Estou aqui pertinho. — responde mamãe, sorrindo.

Sofia fecha os olhos. Ouve um barulhinho — tic-tic-tic — vindo do armário.

— Mamãe, tem um barulho estranho! — diz Sofia, com medo.

Mamãe entra no quarto de novo, devagarinho.

— Que barulho estranho, Sofia? — pergunta mamãe, sentando na cama.

— Ouvi tic-tic-tic, igual a um passarinho, mas não é passarinho. — diz Sofia, abraçando forte a boneca.

— Vamos ouvir juntas? — diz mamãe.

Elas ficam quietinhas. O barulho faz tic-tic-tic outra vez.

— Ouviu, mamãe? — sussurra Sofia.

— Ouvi sim, Sofia. — responde mamãe. — Sabe, às vezes a casa faz barulhos quando todos dormem. Pode ser o vento, pode ser a chuva, pode ser só o chão falando baixinho.

Sofia pensa. Faz silêncio. O barulho some.

— Agora parou, mamãe! — diz Sofia, sorrindo um pouquinho.

— Viu? Não foi nada de assustar. Eu estou aqui, sempre que você quiser. — diz mamãe, dando um beijinho.

Mamãe sai do quarto. Sofia fecha os olhos outra vez. O barulho faz tic-tic-tic de novo.

— Boneca, você ouviu de novo? — pergunta Sofia, baixinho. — Eu tô com um pouquinho de medo.

Capítulo 2

No dia seguinte, Sofia está na cozinha com a mamãe. O sol entra pela janela.

— Mamãe, por que o quarto faz barulho? — pergunta Sofia.

— Porque as casas vivem, Sofia. — diz mamãe. — Elas respiram, elas estalam, elas dançam no vento.

Sofia pensa.

— Mas eu tenho medo quando escuto à noite. — diz Sofia, olhando para mamãe.

— Eu entendo, Sofia. Quando estamos no escuro, tudo parece diferente. Mas você pode me chamar. Eu posso vir com você olhar o armário, olhar debaixo da cama, olhar a janela. Tudo está bem.

Sofia abraça mamãe.

— E se eu ficar com medo de novo? — pergunta Sofia.

— Você pode respirar devagar, abraçar sua boneca e pensar: “Estou segura, mamãe está perto, é só um barulho de casa.”

Sofia sorri.

— Posso praticar agora? — pergunta Sofia.

— Pode sim, Sofia. — responde mamãe.

Sofia fecha os olhos, abraça a boneca e respira devagar.

— Estou segura, mamãe está perto, é só um barulho de casa. — diz Sofia, baixinho.

Mamãe sorri.

Capítulo 3

À noite, de novo, Sofia está na cama. O relógio faz tic-tac-tic-tac. O vento bate na janela. O armário faz tic-tic-tic.

Sofia sente o medo chegar. Segura a mão da boneca.

— Estou segura, mamãe está perto, é só um barulho de casa. — sussurra Sofia.

O barulho fica mais pequeno. O medo também.

Sofia sorri para sua bonequinha.

— Não é ruim, boneca. É só a casa falando. — diz Sofia, feliz.

Mamãe abre um pouquinho a porta.

— Tudo bem aí, Sofia?

— Tudo bem, mamãe! Eu ouvi os barulhos, mas falei pra mim: “É só a casa falando. Estou segura.” — diz Sofia, contente.

— Que orgulho de você, Sofia! — diz mamãe, com abraço apertado.

Sofia fecha os olhos, tranquila. Ela sabe: pode sentir medo, mas pode aprender a ter coragem. E mamãe está sempre, sempre pertinho.

Fim.

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Calmo
Quando algo está tranquilo, sem barulho ou movimento.
Barulho
Um som que pode ser alto ou baixo, que vem de algo.
Estranho
Algo que é diferente ou que não é normal.
Abraçar
Unir os braços em volta de algo ou alguém, como um gesto de carinho.
Orgulho
Um sentimento de satisfação ou felicidade por algo que se fez bem.
Coragem
A força que sentimos para enfrentar nossos medos ou desafios.

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