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História divertida de fraternidade 9 a 10 anos Leitura 9 min.

os gémeos trocados e o mistério do estojo perdido

Os gémeos Rafa e Rui decidem trocar de papéis por um dia, levando a uma série de confusões e risadas na escola, enquanto tentam recuperar um estojo roubado pelo cão do vizinho. Juntamente com os amigos Tomás e Miguel, eles aprendem que as aventuras são sempre mais divertidas quando se está em boa companhia.

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Há 4 crianças: - Rafa: um menino de 8 anos, com cabelo castanho bagunçado e óculos redondos. Ele usa uma camiseta vermelha com estampas de dinossauros e um short azul. Ele está sentado no tapete, rindo com entusiasmo. - Rui: um menino de 8 anos, idêntico a Rafa, mas com cabelo bem penteado para trás. Ele usa uma camisa azul e calças bem ajustadas. Ele está de pé ao lado de Rafa, com os braços cruzados e um sorriso travesso. - Tomás: um menino de 8 anos, com cabelo loiro e sardas. Ele usa uma camiseta verde e shorts. Ele está agachado perto dos gêmeos, segurando um caderno e um lápis, pronto para anotar suas aventuras. - Miguel: um menino de 8 anos, com cabelo preto e óculos. Ele usa uma camiseta laranja e jeans. Ele está sentado no tapete, com as pernas cruzadas, observando a cena com um grande sorriso. O local é a sala de estar de uma casa aconchegante, com paredes pintadas de amarelo claro. O tapete é colorido, cheio de brinquedos espalhados, e uma grande janela deixa entrar a luz do sol, iluminando o ambiente. A situação principal mostra as crianças planejando uma brincadeira divertida, com Rafa e Rui se olhando com sorrisos cúmplices, enquanto Tomás e Miguel tomam notas, cercados de brinquedos e livros, criando uma atmosfera alegre e cheia de energia. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: Uma Troca Muito Bem Planejada (ou quase)

No quarto mais barulhento da casa dos Mendonça, os gémeos Rafa e Rui estavam sentados no tapete, rodeados de brinquedos, livros e... migalhas de bolacha. O Rafa, com uma t-shirt vermelha cheia de desenhos de dinossauros, olhava para o irmão com aquele sorriso maroto que só ele sabia fazer. O Rui, igualzinho ao Rafa, exceto pelo cabelo espetado com gel, revirou os olhos.

— Aposto que a mãe não nos distingue se trocarmos de lugar, — disse o Rafa, coçando a cabeça.

— Claro que distingue! Eu sou o mais responsável, tu és o mais... desarrumado, — respondeu o Rui, mas já a pensar na ideia que o irmão ia propor.

Sentados ao lado deles estavam o Tomás, especialista em piadas secas, e o Miguel, que adorava inventar desafios impossíveis. Os quatro eram inseparáveis desde a primeira classe e viviam a inventar esquemas mirabolantes.

— E se trocássemos de papel por um dia? — sugeriu o Tomás, com os olhos a brilhar de entusiasmo. — O Rafa faz de Rui e o Rui faz de Rafa.

— E nós? — perguntou o Miguel, abanando as pernas. — Também trocamos?

— Não, vocês têm de ser os juízes, para garantir que ninguém faz batota! — disse o Rui, já a entrar no espírito.

O plano estava traçado: durante todo o dia seguinte, Rafa ia fingir ser o irmão responsável e super organizado, enquanto Rui ia ser o Rafa, o rei das trapalhadas. O Tomás e o Miguel iriam vigiar tudo e dar pontos a quem fizesse o papel mais convincente.

Capítulo 2: Confusão ao Pequeno-Almoço

Logo de manhã, a casa dos Mendonça acordou ao som de gargalhadas abafadas. O Rafa vestiu-se com a roupa preferida do Rui: umas calças impecavelmente passadas e uma camisa azul. O Rui, por sua vez, colocou a t-shirt encarnada dos dinossauros e uns calções amarrotados.

— Não te esqueças de pentear o cabelo para cima, — sussurrou o Rafa ao Rui no corredor.

— E tu, não te esqueças de andar direitinho e tentar não tropeçar, — respondeu o Rui, tentando imitar o andar apressado do irmão.

Na cozinha, a mãe olhou para os dois com alguma desconfiança.

— Vocês estão diferentes hoje... — comentou, mas logo se distraiu com o pão a queimar na torradeira.

Os gémeos lançaram um olhar cúmplice. O Tomás e o Miguel, escondidos atrás da porta, faziam anotações num caderno.

— Bom dia, mãe! — disse o “Rui” (na verdade, o Rafa), sentando-se à mesa e alinhando o copo de leite com a régua que encontrou na mochila.

— Bom diaaaaaa! — gritou o “Rafa” (na verdade, o Rui), deixando cair metade dos cereais ao lado da tigela.

A mãe suspirou, mas já estava habituada às excentricidades dos filhos. O Tomás não aguentou e teve de abafar uma risada com a mão.

Capítulo 3: Missão Impostor na Escola

A aventura continuou na escola. O Rafa, agora “Rui”, respondeu corretamente a todas as perguntas da professora, manteve a secretária arrumada e até ajudou a professora a distribuir os livros. O Rui, como “Rafa”, esqueceu-se dos trabalhos de casa e passou a aula toda a tentar desenhar dinossauros com lápis de cor.

Na hora do recreio, Tomás e Miguel chamaram os gémeos para uma reunião urgente debaixo do velho carvalho.

— Até agora, está empatado! — anunciou o Tomás. — Mas agora vem a parte mais difícil: convencerem toda a turma!

Os irmãos aceitaram o desafio. O Rafa teve de contar uma piada seca, coisa que nunca fazia. O Rui tentou organizar as filas para o jogo de futebol, sem muito sucesso — acabou atropelado por uma confusão de colegas.

— Não é fácil ser tu, — murmurou o Rui, massajando o ombro.

— E tu achas que organizar tudo é fácil? — respondeu o Rafa, a rir.

Entre risos, o grupo notou algo estranho. O cão do vizinho, o Faísca, apareceu no recreio, a correr descontroladamente. Trazia na boca... o estojo do Rui! E atrás dele vinha a professora Clara, muito aflita.

Capítulo 4: O Estojo Fugitivo

O Faísca era famoso por roubar meias, bolas e até sandes dos alunos. Mas nunca, nunca tinha roubado um estojo. O problema era que, naquele estojo, estavam os trabalhos de casa dos dois irmãos — Rafa tinha pedido ao Rui para os guardar, para não se esquecer no dia seguinte.

— Se a professora descobrir que perdemos os trabalhos, vamos ficar sem recreio uma semana! — exclamou o Rui, quase a entrar em pânico.

— E se dissermos que estamos a trocar de papéis? — propôs o Rafa.

— Aí é que ficamos mesmo de castigo!

O Tomás, sempre com ideias esquisitas, sugeriu:

— Temos de recuperar o estojo antes que o Faísca o enterre no jardim do diretor!

O grupo saiu disparado pelo recreio. O Miguel tropeçou numa pedra, o Tomás quase ficou preso na cerca, e os gémeos saltaram por cima de um arbusto, aterrando mesmo ao lado do Faísca.

— Bom cãozinho... Devolve lá o estojo! — pediu o Rui, tentando fingir uma voz calma.

O Faísca abanou a cauda e fugiu em direção ao campo de futebol.

— Só nos faltava esta... — resmungou o Rafa.

Capítulo 5: Unidos Contra o Faísca

Os quatro amigos uniram forças. O Tomás lembrou-se de usar uma bolacha como isco. O Miguel subiu à árvore para ter uma melhor visão do campo. Os gémeos decidiram fingir que estavam a jogar à apanhada para não levantar suspeitas.

— Vai, Tomás! — gritou o Miguel, lá de cima.

O Tomás atirou a bolacha para o lado oposto do campo. O Faísca, guloso como era, largou imediatamente o estojo e correu para a bolacha.

— Rápido! — sussurrou o Rafa, e os irmãos correram juntos para apanhar o estojo.

No momento em que pegaram no estojo, a professora Clara apareceu:

— O que se passa aqui?

Os quatro congelaram, mas o Rui, lembrando-se que naquele dia tinha de ser o Rafa, encolheu os ombros e disse:

— Estamos só a brincar, professora!

A professora olhou, desconfiada, mas ao ver o Faísca a mastigar a bolacha, abanou a cabeça e sorriu.

— Este cão nunca muda...

Respirando de alívio, os gémeos voltaram para a sala, cada um a pensar que talvez o papel do outro não fosse assim tão fácil. O Tomás e o Miguel davam pulos de satisfação por terem salvado o estojo.

Capítulo 6: Descobertas e Risos ao Fim do Dia

Ao chegar a casa, a mãe chamou os dois irmãos à cozinha.

— Tenho a certeza que hoje fizeram alguma traquinice. — disse, com um sorriso de quem já viu tudo.

Os gémeos olharam um para o outro e, de repente, desataram a rir. O Tomás e o Miguel surgiram logo atrás, prontos para contar tudo.

— Nós trocámos de papel o dia inteiro! — confessou o Rafa.

— E quase perdíamos o estojo... — acrescentou o Rui, ainda a rir.

A mãe abanou a cabeça, mas não conseguiu esconder o orgulho.

— Sabem, ser irmão é mesmo isso. Às vezes trocam-se, outras vezes baralham-se, mas juntos conseguem sempre resolver o que inventam.

Nesse momento, o Faísca entrou pela porta da cozinha, abanando a cauda e com um sapato na boca. Todos riram ainda mais.

— Amanhã, voltamos a ser nós próprios, está bem? — perguntou o Rui ao irmão.

— Só se me prometeres que nunca mais me pedes para organizar as coisas! — respondeu o Rafa, a fingir-se sério.

— Combinado! — disseram os dois ao mesmo tempo.

E assim terminou mais um dia cheio de aventuras, troca de papéis, trapalhadas e, acima de tudo, muita amizade e gargalhadas. Para os quatro amigos, ficou a certeza de que, juntos, até as confusões mais complicadas acabam por se transformar em histórias para rir sem parar.

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Gargalhadas
Risadas altas e alegres.
Desarrumado
Que está bagunçado ou fora do lugar.
Impecavelmente
De forma perfeita, sem erros.
Excentricidades
Comportamentos ou maneiras de agir que são diferentes do normal.
Disfarçar
Tentar esconder ou camuflar algo.
Isca
Algo que se usa para atrair um animal, como comida para pegar peixes ou outros animais.

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