É noite de Natal. A casa está quentinha e cheira a bolo. Luzes piscam no pinheiro, bem devagar. Tomás tem 4 anos. Tem olhos vivos e mãos pequenas. Ele sorri e bate palmas.
"Hoje é Natal", disse Tomás.
"Sim, meu amor", disse a mamã.
"É noite de luz", respondeu o papá.
A avó canta baixinho. O gato dorme no tapete. O fogo faz luz suave. Tudo é calmo e bom.
Tomás pendura a meia vermelha. Põe bolachas no prato. Põe leite no copo. Põe uma cenoura para a rena. Arruma tudo com cuidado. Fica feliz.
Uma bolacha parte ao meio. Tomás faz cara de espanto. A mamã vem logo.
"Está tudo bem", disse a mamã. "Juntamos as duas partes."
Tomás une as partes. Faz um sorriso de açúcar. Fica lindo. Ele ri.
Lá fora, a noite é fria e clara. Flocos suaves caem do céu. São leves e branquinhos. Tomás toca na janela. A janela está fria. Ele ri outra vez.
"Ouves um tilim?", perguntou Tomás.
"Ouço, sim", respondeu o papá. "É um sino pequenino."
Tomás pega no seu ursinho. Dá um abraço gostoso. Senta no sofá. O cobertor é macio. A avó conta uma cantiga de Natal. Todos ouvem com atenção.
De repente, a estrela do pinheiro escorrega. Cai no tapete fofinho. Tomás corre e apanha.
"Está segura", disse ele.
O papá coloca a estrela de novo. Agora a luz brilha bem. Todos batem palmas. O gato mia, contente.
Há um embrulho atrás da almofada. Papel dourado e laço azul. Tomás abre devagar. Dentro há um sino pequeno. Tilim, tilim. O som enche a sala. É som doce e feliz.
No fim, Tomás fecha os olhos. Sente calor, luz e amor. Sorri. Adormece no sofá, no colo da mamã.
O amor em família é o melhor presente de Natal.