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Grande lobo mau 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O silêncio da Leonor e o lobo que odiava papel

Leonor, uma menina que fala depressa, aprende a usar o silêncio e o seu caderno para enfrentar um lobo astuto na floresta, observando, anotando e resistindo às suas tentativas de a fazer falar.

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Menina de 12 anos, concentrada, cabelo castanho preso em rabo de cavalo, sentada numa mesa de madeira à luz laranja da lareira, escrevendo um aviso num papel que desliza sob a porta; tia Matilde, cerca de 40 anos, pálida com farinha nas faces e avental bege, atrás da menina junto à porta com uma pá de forno, preocupada mas determinada, bloqueando a porta; o grande lobo mau, alto e esguio, pêlo cinza, olhos amarelos, em pé nas patas traseiras do lado de fora com o focinho na fresta onde o bilhete é empurrado e garras na porta, postura persuasiva e ameaçadora; cena numa pequena casa de moinho de madeira à noite — tábuas rústicas, moinho visível pela janela, interior quente em contraste com a noite azul e enevoada lá fora, folhas mortas e pegadas na lama; situação principal: tensão contida, enquadramento fechado na porta e na mesa, estilo banda desenhada claro e colorido, traços nítidos e sombras suaves. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 — A menina que falava depressa

Na orla de uma floresta escura como chá muito forte, vivia a Leonor, uma menina de onze anos com olhos atentos e ideias a correrem como esquilos. Era aplicada na escola, sabia medir, ler e cuidar, e tinha uma coisa que brilhava nela como lanterna: a vontade de acertar.

Mas a sua boca… a sua boca era uma torneira nervosa.

Quando a professora perguntava, Leonor respondia antes de pensar. Quando alguém se magoava, Leonor falava para tapar o silêncio. Quando sentia medo, contava planos, e planos, e planos, como se as palavras fossem tábuas para atravessar um rio.

Nessa tarde, a avó chamou-a à porta da casinha de madeira, com o telhado baixo e cheiro a pão.

— Leonor, leva este cesto à tua tia, a do moinho. E não te demores. A floresta anda com passos que não são de gente.

Leonor endireitou a mochila e assentiu com energia.

— Sim, avó! Eu vou pelo caminho da direita, ou talvez pelo da esquerda se estiver enlameado, e vou correr só um bocadinho, e se eu vir…

A avó levantou um dedo, como quem apaga uma vela.

— Aprende uma coisa, menina: há horas em que o silêncio é uma capa. Quem não faz barulho passa como sombra e volta inteiro.

Leonor mordeu o lábio. Queria aprender isso. Queria aprender a calar-se quando era preciso, como quem aprende a fechar uma porta devagar.

— Vou tentar — disse, e já isso lhe pareceu uma grande promessa.

Na borda da floresta, Leonor tirou do bolso um caderno pequeno e um lápis. Era o seu segredo: quando as palavras queriam saltar, ela escrevia. As páginas eram um lago onde os pensamentos pousavam sem fazer ondas.

E entrou.

A floresta recebeu-a com um rumor de folhas, como se mil bocas sussurrassem ao mesmo tempo. O sol, por entre os ramos, caía em pedaços, como moedas perdidas.

Leonor respirou fundo e repetiu para si, baixinho, como um feitiço:

Silêncio é capa. Silêncio é capa.

Capítulo 2 — O lobo que odiava papel

A meio do caminho, quando os pássaros calaram de repente e o ar ficou pesado, Leonor sentiu o primeiro arrepio. Não era frio: era aviso.

Entre os troncos, surgiu uma figura cinzenta, alta e magra. O focinho parecia uma faca, e os olhos, duas brasas guardadas em cinza. Era o grande lobo, aquele que as histórias desenham com dentes como serras.

Mas ele não saltou. Não rosnou. Apenas caminhou ao lado dela, como se fosse dono do caminho.

— Boa tarde, menina — disse ele, com voz de veludo gasto. — Para onde vai tão sozinha?

Leonor sentiu as palavras empurrando por dentro, como pão a crescer no forno: “Vou ao moinho, levo pão, vou pela vereda, tenho um caderno, não tenho medo…” Tudo queria sair.

Ela apertou o lápis, abriu o caderno, e escreveu: “Respirar. Não dizer.”

O lobo inclinou a cabeça, curioso.

— Não fala? — perguntou. — Gosto de meninas que falam. Contam coisas. Dão pistas.

Leonor levantou os olhos, mas manteve a boca fechada. Fez um gesto pequeno, como quem diz “estou com pressa”.

O lobo sorriu com os dentes escondidos.

— Então escreva para mim — pediu, aproximando-se. — O que leva no cesto? Para quem? Por que caminho vai?

Leonor escreveu no caderno, devagar: “Não devo responder.”

O lobo franziu o nariz, como quem cheira chuva antes de ela cair.

— Papel… — murmurou. — Papel faz as palavras ficarem presas. Palavra presa não me alimenta.

Ele caminhou em círculos, e a cauda varreu folhas secas.

— Menina calada é como porta fechada — disse, tentando outra chave. — Mas portas têm fechaduras. E fechaduras têm segredos.

Leonor sentiu a garganta querer abrir. Queria dizer: “Não tenho segredos!” Queria rir nervosa e correr.

Em vez disso, escreveu: “Se eu correr, faço barulho.”

O lobo fez uma careta, como se o lápis fosse uma espinha.

— Hm. Vamos ver se o seu silêncio aguenta o peso do medo — sussurrou.

E, com a rapidez de uma sombra, desapareceu entre os troncos.

Leonor ficou parada. O coração batia-lhe na cabeça. Por um instante, quase gritou. Quase.

Depois, escreveu mais uma linha, firme como um nó:

“Medo não manda em mim. Eu mando no meu passo.”

E seguiu.

Capítulo 3 — As trilhas que prometem e mentem

A floresta, de repente, parecia maior. As árvores estavam mais juntas, como pessoas num corredor estreito. O caminho dividiu-se em dois: uma vereda clara, bem pisada, e outra mais escura, cheia de raízes como dedos.

No tronco de uma árvore, alguém tinha riscado uma seta torta: “MOINHO”.

Leonor inclinou-se, examinou. A seta parecia fresca, como ferida recente na casca.

“Será truque?”, pensou.

Uma voz dentro dela quis comentar alto, como sempre: “Isto é obviamente uma armadilha, vou pela outra!” Mas ela já estava a treinar a capa.

Em vez de falar, abriu o caderno.

Escreveu: “O lobo sabe que eu escrevo. Talvez ele tenha feito a seta. Não confiar em sinais novos. Ouvir o que é antigo.”

E o que era antigo? O que era antigo era o conselho da avó e a memória das caminhadas: o moinho ficava onde se ouvia água.

Leonor parou. Fechou os olhos. O silêncio, dessa vez, não era vazio. Era um ouvido grande.

Longe, muito longe, vinha um som repetido: tum-tum… tum-tum… como um coração de pedra. E, por baixo, um fio de água a correr, como riso baixo.

Ela escolheu a vereda escura.

As raízes tentaram prendê-la, mas Leonor levantava os pés com cuidado. Cada passo era uma frase não dita.

Às vezes, um corvo gritava “Crá!” e ela quase respondia, como se o corvo fosse um colega de turma. Depois lembrava-se e sorria sozinha.

— Não hoje — murmurou, e até esse murmúrio lhe pareceu uma ousadia.

Mais à frente, encontrou uma ponte de madeira sobre um regato. A água passava depressa, e as tábuas rangiam como velhas queixosas.

No meio da ponte, uma tábua estava solta. Se alguém corresse, cairia.

Leonor ajoelhou-se, tirou um pequeno cordel do cesto — a avó sempre punha coisas úteis — e amarrou a tábua, devagar, persistente, até ficar firme.

Enquanto atava, viu no barro, perto da margem, pegadas grandes, fundas. Pegadas de lobo.

“Ele passou aqui”, escreveu.

E também escreveu: “Ele correu. Eu não.”

Quando acabou, atravessou. Do outro lado, a floresta pareceu suspirar, como se aprovasse.

Capítulo 4 — A casa do moinho e o plano no caderno

O moinho apareceu enfim, com as suas pás a rodarem lentamente, como braços cansados a mexer sopa. A casa ao lado tinha janelas pequenas e uma chaminé que desenhava uma linha de fumo.

Leonor bateu à porta. A tia Matilde abriu, com farinha no avental e uma expressão preocupada.

— Leonor! Entraste pela floresta? A tua avó enlouqueceu?

Leonor abriu a boca para explicar tudo de uma vez, despejar o encontro com o lobo, a seta, as pegadas, a ponte… Um rio inteiro.

Mas lembrou-se: o silêncio é capa. E mais: palavras às vezes assustam mais do que ajudam.

Ela tirou o caderno e escreveu rápido, com letras grandes:

“ENCONTREI O LOBO. ELE FAZ PERGUNTAS. NÃO RESPONDI. ELE NÃO GOSTA DE EU ESCREVER. PODE VIR AQUI.”

A tia Matilde leu e ficou branca como a farinha.

— Santa madeira… — sussurrou. — Temos de fechar tudo.

Leonor escreveu outra frase: “Ele é menos astuto quando eu tomo notas. Vou continuar.”

A tia franziu a testa.

— Menina, isto não é lição de escola.

Leonor, com o lápis, escreveu: “É lição de vida.”

A tia respirou fundo. Havia medo na casa, mas também havia ferramentas, e uma lareira, e uma mesa forte. A coragem, Leonor percebeu, não é gritar “não tenho medo”. É fazer o que precisa de ser feito com as mãos firmes.

Elas trancaram as janelas, puseram um banco contra a porta e apagaram as luzes. Só a lareira ficou com um brilho pequeno, como olho de gato.

— Se ele vier, não respondas — disse a tia. — O lobo bebe palavras como sopa.

Leonor assentiu e escreveu: “Eu fico calada. Mas observo.”

A casa ficou quieta. Do lado de fora, a noite desceu devagar, como um cobertor pesado. O moinho continuava a bater, tum-tum, tum-tum, como se lembrasse às duas que o tempo não pára.

Então ouviu-se uma coisa.

Três pancadas na porta.

TUM. TUM. TUM.

E uma voz doce demais:

— Boa noite… há alguém?

Leonor sentiu o velho impulso: “Quem é?” Quase escapou.

Em vez disso, escreveu no caderno: “É ele. Ele quer conversa.”

A tia tapou a boca com a mão para não suspirar alto.

A voz voltou, melosa:

— Menina Leonor… sei que estás aí. Sei que tens um cesto. E sei que gostas de escrever.

Leonor ergueu as sobrancelhas. O lobo falava como quem penteia o ar.

— Se abrires, prometo ser gentil — continuou. — Só quero… uma palavrinha.

Leonor escreveu: “Ele quer uma palavra. Eu dou-lhe um silêncio.”

E sentou-se à mesa, com o caderno aberto, como se estivesse numa prova importante.

Capítulo 5 — As palavras que o lobo não consegue comer

O lobo arranhou a porta, devagar, como quem toca um instrumento. O som era fino e irritante, uma música de ameaça.

— Leonor… — chamou. — Diz só “sim”. Diz só “estou aqui”. Só isso.

O coração dela insistia em bater alto, e ela teve vontade de fazer o mesmo: bater com palavras, para afastar o medo.

Mas ela olhou para o caderno. As páginas eram um campo branco. Um campo onde ela podia plantar calma.

Escreveu: “Ele quer que eu fale para saber onde estou.”

Depois, escreveu outra: “Se eu não falo, ele adivinha menos.”

O lobo, lá fora, mudou de tom, impaciente:

— Se não falas, vou entrar de outra maneira.

Houve um silêncio maior. O tipo de silêncio que faz a pele ouvir.

De repente, um estalido na janela.

A tia Matilde agarrou uma pá de forno. Leonor agarrou o lápis, como se fosse espada pequena.

O vidro não partiu. Foi só um toque. Depois uma risada baixa, de quem brinca com o perigo.

— Vêem? — disse o lobo, como se desse aula. — Consigo assustar-vos sem vos ver.

Leonor escreveu: “Ele gosta de controlar.”

E então teve uma ideia, simples como um fósforo.

Ela escreveu um bilhete em letra grande, arrancou a folha, e pediu à tia, só com um olhar, para a colocar por baixo da porta.

A tia hesitou, mas obedeceu.

O papel saiu, como língua branca.

Do lado de fora, o lobo calou-se. Ouviu-se o som do papel a ser apanhado.

O bilhete dizia:

“EU ESTOU A TOMAR NOTAS. CADA TRUQUE TEU EU ESCREVO. AMANHÃ TODOS VÃO SABER.”

Passou um momento. Depois, uma fungadela irritada.

— Notas… — rosnou ele, e o veludo da voz virou lixa. — Sempre esse papel.

Leonor, dentro da casa, escreveu mais: “Ele não quer testemunhas. Ele prefere segredo.”

O lobo tentou outra máscara, mais calma:

— Menina, eu também sei escrever. Não é grande coisa.

Leonor quase riu. Quase. O humor, mesmo pequenino, é uma luz.

Ela escreveu: “Se sabes escrever, escreve o teu nome e vai-te embora.”

A tia colocou outro papel por baixo da porta, com a frase de Leonor copiada.

Lá fora, houve um silêncio longo. Tão longo que parecia que o lobo tinha virado estátua.

Depois, ouviu-se um passo para trás. Outro. E uma frase cuspida, curta:

— Não.

E, com um sopro de folhas, ele afastou-se.

Mas Leonor não relaxou. Escreveu: “Ele pode voltar. Persistir.”

E a palavra “persistir” ficou ali, como uma pedra no bolso: pesada, mas útil.

Capítulo 6 — A noite comprida e a manhã clara

A noite estendeu-se como corredor sem fim. O moinho continuava: tum-tum, tum-tum. A tia Matilde dormitou sentada, com a pá no colo. Leonor ficou acordada, a ouvir.

De vez em quando, um ramo raspava na parede, e parecia unha de lobo. De vez em quando, o vento gemia, e parecia voz a pedir entrada.

A cada susto, Leonor escrevia uma linha, como quem põe uma pedra num muro:

“Foi vento.”

“Foi ramo.”

“Não abrir.”

“Respirar devagar.”

“Silêncio é capa.”

Assim, o medo ficou menor. Não desapareceu, mas encolheu, como sombra quando se acende uma vela.

Quando a primeira luz da manhã escorreu pela janela — uma luz pálida, corajosa — Leonor e a tia ouviram passos humanos no caminho.

Bateram à porta, desta vez com ritmo conhecido.

— Matilde! Leonor! Estão aí? — era a voz do moleiro, o vizinho, com outros homens atrás.

A tia abriu com cuidado. Entraram três homens com forquilhas e lanternas. O moleiro tinha olheiras, mas também tinha determinação.

— Vimos pegadas grandes — disse ele. — E ouvimos uivos perto do rio. Viemos cedo.

Leonor tirou o caderno e mostrou as páginas, cheias de letras.

O moleiro leu, assobiou baixinho.

— A miúda anotou a noite toda… — disse, admirado. — Isto é como mapa do perigo.

Leonor escreveu: “Ele tenta fazer-nos falar. Sem palavras, ele perde o caminho.”

Um dos homens coçou a barba.

— Então é por isso que ele não atacou. Não teve certeza de onde vocês estavam. Lobo gosta de certezas.

O grupo saiu para verificar o redor. Perto da ponte, encontraram as pegadas. Perto da janela, marcas de arranhão. Mas o lobo tinha ido embora, como fumaça levada.

Antes de Leonor voltar para casa, a tia Matilde abraçou-a com força.

— A tua persistência segurou a porta — disse ela. — E o teu silêncio segurou o teu medo.

Leonor sentiu-se quente por dentro, como pão acabado de sair do forno.

No caminho de volta, já com companhia dos homens até à orla da floresta, Leonor ouviu ao longe um uivo, fraco, irritado, como quem perde um jogo.

Ela não respondeu. Não precisava.

O silêncio, dessa vez, não era só capa. Era armadura leve.

Capítulo 7 — O conselho que vira hábito

Em casa, a avó esperava à porta, com o rosto sério e os olhos cheios de perguntas.

Leonor quis contar tudo num disparo só, como sempre: o lobo, o bilhete, a noite, o moleiro… Sentiu as palavras a empurrarem.

Parou. Respirou. E escolheu.

— Avó — disse, devagar, como quem coloca pedrinhas numa linha — eu estive com medo. E eu aprendi a ficar calada quando era preciso.

A avó segurou-lhe as mãos, ásperas e seguras.

— E voltaste inteira — respondeu. — Isso é sabedoria.

Leonor entregou o caderno. A avó leu, página por página, como quem lê pegadas na neve. Quando acabou, fechou-o com cuidado.

— Vês, menina? — disse ela. — O lobo vive de confusão. E a confusão vive de pressa. Tu fizeste o contrário: observaste, anotaste, repetiste o que era importante. Persististe.

Leonor sentou-se no degrau. A tarde descia macia. A floresta, lá ao longe, parecia menos uma boca e mais um livro fechado.

— Avó… — Leonor hesitou. — Eu ainda gosto de falar.

A avó sorriu.

— E deves gostar. Palavra é pão quando é bem amassada. Só não a atires como migalhas ao vento, porque há quem viva de migalhas.

Leonor riu baixinho, e o riso não quebrou o encanto; só o aqueceu.

Nessa noite, na sua cama, Leonor colocou o caderno na mesinha de cabeceira. O lápis ficou por cima, como guarda.

Pensou no lobo, no seu olhar de brasa, na sua irritação com o papel. Pensou em como o silêncio tinha sido uma capa, e as notas, uma lanterna.

Fechou os olhos e repetiu, como canção para adormecer:

— Silêncio é capa. Persistência é caminho. Coragem é ficar… e fazer.

E a floresta, do lado de fora, continuou a ser floresta. Mas dentro dela, Leonor já tinha construído uma casa: feita de calma, de atenção e de palavras escolhidas.

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Orla
Borda entre a floresta e o campo; onde a mata encontra outro lugar.
Vereda
Caminho estreito e de terra, usado por pessoas ou animais na mata.
Pegadas
Marcas deixadas no chão pelos pés de alguém ou de um animal.
Silêncio é capa.
Frase que diz que ficar calado pode proteger e esconder alguém.
Persistência é caminho.
Frase que explica que insistir leva a conseguir ou a seguir em frente.
Tum-tum
Som repetido, como batida de moinho ou de coração; imita um ruído ritmado.

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