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História de super-heróis 5 a 6 anos Leitura 5 min.

O relâmpago azul e a tempestade da coragem

Relâmpago Azul enfrenta uma tempestade na Cidade das Nuvens, ajudando moradores no metrô e nas ruas enquanto mostra que coragem e solidariedade mantêm a comunidade unida.

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Um jovem magro e musculoso, cabelos curtos e encaracolados castanhos, rosto sorridente e expressão corajosa, veste um traje azul elétrico com capa prateada ao vento e segura firme uma grande bandeira de cidade encharcada, pendurado na calha de um telhado; Dona Lúcia, cerca de 70 anos, cabelo grisalho em coque e casaco rosa, aplaude emocionada na calçada olhando para ele; um menino de 8 anos segura um ursinho e admira o herói, ao lado de uma menina de 6 anos com chapéu amarelo que ri segurando um balão azul; um homem de 60 anos com jornal sob o braço ajuda a segurar uma lona, agachado junto a uma bicicleta presa por uma corda; rua urbana molhada após a tempestade, prédios de tijolo vermelho, poças refletindo néons, bandeiras encharcadas e leves detritos ao vento, céu escuro com arco-íris nascente, gotas de chuva visíveis e traços brancos sugerindo vento, cena de ação e solidariedade com cores vivas, contornos nítidos e luz de fim de tempestade. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – Um Herói Chama-se Relâmpago Azul

Relâmpago Azul era um rapaz magro, de cabelo cacheado e olhos tão brilhantes quanto o céu depois da chuva. O seu uniforme era azul elétrico, com uma capa prateada que balançava sempre que ele corria. Ele morava na Cidade das Nuvens, onde todo mundo gostava de contar piadas e sorrir uns para os outros.

Numa manhã de verão, Relâmpago Azul acordou sentindo um vento estranho. Ele abriu a janela e viu que nuvens muito escuras estavam chegando. “Isso não parece uma nuvem comum”, pensou ele. De repente, o telefone tocou – era Dona Lúcia, a vizinha.

— Relâmpago Azul, precisamos de você! A tempestade está vindo forte! — ela disse, apavorada.

— Não se preocupe, Dona Lúcia! Eu já estou a caminho! — respondeu ele, com um sorriso.

Ele vestiu seu uniforme e correu pelas ruas. O vento assobiava alto, mas Relâmpago Azul era mais rápido. As pessoas, assustadas, começaram a fechar janelas e a ajudar umas às outras. O herói se sentiu feliz ao ver todos colaborando.

Capítulo 2 – O Metro Mágico

Relâmpago Azul sabia que, para chegar ao outro lado da cidade e ver como todos estavam, precisava de um transporte rápido. Então, ele entrou no metrô novo da cidade — o Metro Veloz, que não tinha motorista e sabia andar sozinho pelos trilhos brilhantes.

Assim que entrou, Relâmpago Azul percebeu que lá dentro havia sete pessoas: uma senhora com guarda-chuva cor-de-rosa, dois irmãos que seguravam um cachorrinho de pelúcia, um senhor com jornal, uma menina com um chapéu amarelo e um menino com um balão azul. Todos estavam nervosos.

— Não tenham medo! Sou o Relâmpago Azul! Vamos proteger uns aos outros — disse ele, com voz firme.

Uma rajada de vento balançou o metrô e as luzes piscaram. O cachorrinho de pelúcia caiu no chão e os irmãos choraram. Relâmpago Azul pegou o brinquedo, agachou-se ao lado deles e sorriu:

— Heróis ajudam uns aos outros! Olhem, seu cachorrinho está salvo!

A menina de chapéu amarelo riu e disse: — Você parece mesmo um relâmpago!

De repente, o metrô freou sozinho, assustando todos. O túnel estava escuro. O senhor do jornal começou a contar piadas. Relâmpago Azul fez caretas engraçadas para distrair as crianças. Logo, a luz voltou.

— Viu? Juntos, somos mais fortes! — disse Relâmpago Azul.

Capítulo 3 – A Tempestade Feroz

Quando saíram do metrô na estação do centro, a tempestade rugia lá fora. Raios iluminavam o céu e o vento parecia querer levantar até os carros. Relâmpago Azul olhou para o alto de um prédio e viu a bandeira da cidade presa em um fio. Se ela caísse, poderia machucar alguém.

— Eu vou salvar a bandeira! — avisou, antes de correr tão rápido que parecia um relâmpago de verdade.

Ele subiu pelas escadas do prédio, sentindo a chuva bater forte no rosto. Lá em cima, amarrou-se com sua capa prateada em um cano, esticou o braço e agarrou a bandeira com força. Desceu com cuidado, protegendo o símbolo da cidade.

Quando voltou para a rua, viu pessoas tentando segurar lonas e fechar portas. Relâmpago Azul ajudou uma mãe a fechar o porta-malas do carro e correu para segurar as bicicletas que voavam com o vento. Enquanto isso, outras pessoas também ajudavam: as crianças recolhiam jornais e o senhor do metrô levou idosos para um lugar seguro.

No meio de tanta correria, Relâmpago Azul fez piadas sobre o vento bagunçar seu cabelo. Todos riram e esqueceram o medo por um instante.

Capítulo 4 – O Valor da União

Pouco depois, a tempestade começou a diminuir. O céu clareou devagar, e um arco-íris coloriu a cidade. Todos saíram para ver. Relâmpago Azul estava cansado, mas sorria, feliz.

Dona Lúcia apareceu e deu-lhe um abraço apertado.

— Você foi muito corajoso, rapaz! — disse ela.

Mas Relâmpago Azul respondeu:

— Todos aqui foram corajosos! Juntos, protegemos nossa cidade.

De repente, uma multidão começou a bater palmas. O som dos aplausos encheu as ruas. Relâmpago Azul ficou um pouco envergonhado, porque sabia que cada pessoa tinha sido um herói naquele dia.

E assim, entre risadas, aplausos e o brilho do arco-íris, ele prometeu nunca esquecer: um verdadeiro herói é quem protege e cuida dos outros, sempre juntos — como uma grande família corajosa e feliz.

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Capa prateada
Peça de tecido que se usa nas costas, com cor prata e que balança ao correr.
Tempestade
Muita chuva, vento e às vezes trovões e relâmpagos que fazem barulho.
Vizinha
Pessoa que mora perto da sua casa, do outro lado da rua ou no prédio ao lado.
Apavorada
Quando alguém está com muito medo e fica muito assustada.
Rajada de vento
Sopro de vento muito forte e rápido que aparece de repente.
Freou
Parou ou diminuiu a velocidade de algo que estava andando, como um trem.
Túnel
Passagem coberta por onde passam veículos ou pessoas, geralmente sob a terra.
Colaborando
Ajudando outras pessoas a fazer uma tarefa juntos.
Porta-malas
Parte do carro onde se guardam malas ou objetos grandes.
Arco-íris
Cores no céu em forma de meia-lua que aparecem depois da chuva.

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