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História de super-heróis 5 a 6 anos Leitura 13 min.

A capitã Aurora e o roubo do brilho de Brilhovila

Capitã Aurora e o robô ZIG enfrentam o Doutor Nublar quando ele começa a roubar a luz de Brilhovila. Com coragem, astúcia e a ajuda dos moradores, ela parte numa missão para proteger a cidade e restaurar o brilho do teatro.

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Mulher heroína adulta, alta e forte, cabelos encaracolados cor cobre presos em rabo de cavalo, expressão determinada e sorriso caloroso, traje prateado justo com linhas douradas, pequena capa azul‑claro esvoaçante, bracelete de cristal brilhando no pulso, ajoelhada junto a uma caixa transparente de onde escapam pequenas luzes douradas como vaga‑lumes; robô flutuante redondo metálico chamado ZIG, pequeno, olhos azuis em tela, sorridente, voando sobre os bancos, ajudando espectadores e segurando lanternas miniatura; o Doutor Nublar, homem adulto de aparência estranha com sobretudo cinza longo e capacete com tubos, sentado na lateral do palco com ar confuso e envergonhado, caixa vazia aos seus pés; menina de ~6 anos de olhos grandes e cabelo curto segurando a mão de um dos pais na primeira fila, erguendo uma pequena lanterna dourada; menino de ~7 anos com chapéu em forma de foguete em pé num banco, braços levantados de alegria; local: teatro ao ar livre à noite, arquibancadas de madeira envelhecida, palco circular de madeira, festões de pequenas lâmpadas em arco, céu estrelado azul profundo e postes com reflexos pastéis; cena: vaga‑lumes sobem da caixa rumo aos festões reacendendo as lâmpadas, luz quente dourada banhando os rostos e atmosfera de festa recuperada, contrastes entre sombras suaves e brilhos dourados; estilo: lápis de cor, traços suaves, textura de papel visível, paleta quente com azuis profundos e tons dourados, composição centrada na heroína ajoelhada e nas trajetórias dos vaga‑lumes. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: A Luz de Capitã Aurora

Na cidade de Brilhovila, os prédios tinham janelas que pareciam pedacinhos de estrelas. À noite, os letreiros brilhavam em azul, rosa e verde, como se a rua fosse uma fita de arco-íris.

Lá no alto, em cima de um telhado redondo, estava ela: Capitã Aurora.

Ela era uma mulher adulta, alta e forte, com cabelo cacheado cor de cobre preso num rabo de cavalo que balançava quando ela corria. Usava um fato justo de tecido prateado com linhas douradas que pareciam raios de sol. Nas costas, uma capa curta, leve, cor de céu de manhã. No pulso, um bracelete com um pequeno cristal que piscava quando a cidade precisava dela.

Capitã Aurora não era só rápida. Ela era atenta. E tinha um coração enorme.

“Brilhovila, estou contigo”, disse ela, sorrindo, como se falasse com a própria cidade.

Lá em baixo, um gatinho miava preso num parapeito. Ela desceu num salto suave, como uma pena.

“Olá, pequeno astronauta”, disse a Capitã, com voz doce. “Perdeste a nave?”

O gato respondeu: “Miau!”

Capitã Aurora riu. “Eu entendi. Queres descer já.”

Ela estendeu as mãos com cuidado, pegou o gatinho e colocou-o no chão. A dona, uma senhora de lenço amarelo, chegou a correr.

“Obrigada, Capitã! Tu és um sol!”

Capitã Aurora fez uma pequena vénia. “Um sol trabalha todos os dias. E eu também.”

Nesse momento, o bracelete dela piscou com força. PIM… PIM… PIM.

A voz do seu amigo-robô, o ZIG, saiu do cristal. ZIG era pequenino, redondo, e flutuava como um balão metálico. Ele tinha olhos azuis desenhados num ecrã.

“Atenção, Capitã Aurora! Há uma coisa estranha a acontecer na Praça do Vento. As luzes estão a desaparecer!”

“Luzes a desaparecer?” A Capitã franziu a testa. “Em Brilhovila isso é coisa séria.”

Ela olhou para o gatinho. “Agora fica bem. Promete que não vais explorar telhados sem capacete.”

“Miau!” pareceu dizer “prometo”.

Capitã Aurora correu. O chão parecia uma pista brilhante. Quando saltava, dava pequenos impulsos com botas de gravidade leve: PUF, PUF, PUF. Era como voar, mas com os pés a tocar o mundo.

No caminho, ela viu pessoas a apontar para as lâmpadas da rua. Algumas piscavam e apagavam, como se alguém estivesse a soprar as luzinhas de um bolo.

“Não tenham medo!” ela chamou. “Eu vou ver o que está a acontecer!”

Uma criança com um chapéu em forma de foguete gritou: “Capitã Aurora, consegues mesmo trazer a luz de volta?”

Ela piscou o olho. “Consigo. E, se for preciso, trago também uma piada extra!”

A criança riu. E a coragem dela também.

Parte 2: O Roubo de Brilho

Na Praça do Vento, havia um jardim com flores que pareciam lanternas. Mas agora, as flores estavam pálidas. E o grande farol no centro… estava apagado.

ZIG flutuou ao lado da Capitã. “Eu calculei: alguém está a sugar energia luminosa!”

“Sugar energia?” Capitã Aurora pôs as mãos na cintura. “Quem faria isso? A cidade precisa de luz para se sentir segura.”

Uma sombra passou por um poste, rápida como um peixe num rio. Depois outra. E outra.

De trás de uma fonte, apareceu um ser estranho: parecia um guarda-chuva ao contrário, com pernas finas e olhos como lâmpadas desligadas. Era o DOUTOR NUBLAR.

Ele usava um casaco comprido, cinzento, e um capacete com tubos que faziam “pssshhh”. Nas mãos, segurava uma caixa transparente cheia de pontinhos brilhantes, como vagalumes presos.

“Ahhh, Capitã Aurora!” disse ele, com voz teatral. “Chegaste a tempo de ver Brilhovila… ficar sem brilho!”

Capitã Aurora deu um passo à frente. “Doutor Nublar, isso não é justo. Luz não é para guardar numa caixa. Luz é para partilhar.”

Ele fez uma careta. “Eu quero silêncio. Eu quero sombras. As sombras não fazem perguntas!”

ZIG sussurrou: “Capitã, cuidado. A caixa dele é um Coletor de Clarão. Se ficar cheia, ele pode apagar a cidade inteira por algumas horas.”

“Então não vamos deixar.” Capitã Aurora respirou fundo. O coração dela batia forte, mas a voz saiu firme. “Doutor Nublar, devolve os vagalumes de luz. Agora.”

“Não!” ele gritou e apertou um botão. De repente, do chão subiram bolhas de sombra. Eram escuras, mas macias como almofadas gigantes. Elas rolavam e tentavam empurrar as pessoas para longe.

“Pessoal, para trás!” Capitã Aurora chamou. “Devagarinho. Em fila. Eu cuido disto!”

Ela não empurrou ninguém. Não gritou de zangada. Ela guiou. E isso ajudou toda a gente a respirar melhor.

Capitã Aurora saltou para cima de uma bolha de sombra. “Uau, isto é… elástico!” Ela quase escorregou e riu. “Não esperava um trampolim escuro!”

ZIG fez “bip-bip” como se estivesse a rir também.

A Capitã puxou do cinto uma pequena esfera dourada: a Semente de Sol. Era um gadget do bem. Quando ela apertava, a esfera soltava uma luz quente, mas suave, como um abraço.

“Luz de abraço, ativar!” ela disse.

A luz espalhou-se, e as bolhas de sombra encolheram, como se estivessem a cócegas.

Doutor Nublar recuou. “Ai! Isso faz comichão nos meus planos!”

Capitã Aurora avançou, mas ele disparou um fio de sombra que se enrolou no tornozelo dela. PUXOU. E ela quase caiu.

“Ah!” Capitã Aurora segurou-se num poste. O poste também estava meio apagado, como se estivesse cansado.

ZIG alertou: “Capitã! Se ele te prender, vai até ao Teatro ao Ar Livre. Ele está a levar a caixa para lá!”

“Teatro ao ar livre?” Capitã Aurora arregalou os olhos. “Hoje é noite de espetáculo. Há crianças lá!”

Ela puxou o fio com força, mas com calma. “Não vou desistir. Um passo de cada vez.”

Ela usou as botas de gravidade leve para firmar os pés: CRAC! O fio de sombra soltou um pouco.

“ZIG, acompanha as pessoas para um lugar seguro. Eu vou atrás do Nublar.”

“Entendido, Capitã. E… boa sorte luminosa!”

Capitã Aurora correu, o casaco do Doutor Nublar esvoaçando lá à frente como uma nuvem zangada.

Parte 3: O Teatro do Céu Aberto

O Teatro ao Ar Livre de Brilhovila era lindo. Tinha bancos de madeira, um palco redondo e, por cima, o céu aberto cheio de estrelas. À volta, luzes penduradas em cordões faziam a plateia parecer uma festa.

Mas agora… as luzes penduradas estavam a piscar e a apagar uma a uma.

No palco, um grupo de músicos esperava. Um palhaço com nariz brilhante tentava manter as crianças calmas.

“Senhoras e senhores… e pequeninos astronautas… o espetáculo já vai começar… assim que a luz voltar!” ele disse, fazendo uma cara engraçada.

As crianças riram um pouco, mas algumas agarraram a mão dos pais.

Doutor Nublar apareceu atrás do palco e levantou o Coletor de Clarão. “Adeus, luzinhas! Olá, escuridão!”

Capitã Aurora aterrou à frente dele com um salto. A capa azul-clarinha girou no ar.

“Parado aí, Doutor Nublar!” A voz dela soou como um tambor feliz. “Este teatro é para alegria. Não para sombras.”

Ele fez um gesto dramático. “Então vais ter de me impedir!”

Ele apertou outro botão. Do Coletor, saiu uma onda de sombra, como um lençol gigante a tentar cobrir tudo.

Capitã Aurora pensou rápido. “Se eu lutar com força demais, posso assustar as crianças… ou estragar o palco.” Ela olhou para o público e viu uma menina com olhos grandes e brilhantes a tremer.

A Capitã baixou-se um pouco, para ficar ao nível dela, mesmo de longe, e falou alto, com calma: “Ei, pessoal! Vamos fazer um jogo. Quando eu disser ‘BRILHO', vocês respondem ‘JÁ!' Combinado?”

“Combinado!” gritaram várias vozes pequenas.

Até o palhaço entrou: “BRILHO!”

“JÁ!” respondeu a plateia, rindo.

Capitã Aurora sorriu. “Perfeito. Vocês são a minha equipa.”

ZIG apareceu, flutuando por cima dos bancos. “Capitã, eu trouxe lanterninhas de emergência para as pessoas!”

Várias luzes pequenas acenderam-se nas mãos do público. Pontinhos dourados por todo o teatro. Era como um céu ao contrário, no chão.

Doutor Nublar ficou confuso. “O quê? Eles… estão a fazer a própria luz?”

Capitã Aurora falou firme: “Luz também é coragem. E coragem cresce quando estamos juntos.”

Ela puxou do cinto outro gadget: a Rede Arco-Íris. Era uma rede leve, feita de fios de energia colorida. Não magoava. Só prendia.

“Rede Arco-Íris, voar!” ela disse.

A rede saiu num arco bonito e prendeu o Coletor de Clarão, enrolando-o como um presente.

“Não! Os meus pontinhos brilhantes!” Doutor Nublar tentou agarrar a caixa, mas tropeçou num cabo do palco e caiu sentado. “Ai… isto é humilhante.”

Capitã Aurora aproximou-se sem pressa. “Doutor Nublar, eu não quero que te magoes. Levanta-te devagar.”

Ele olhou para ela, surpreendido. “Tu… não vais ralhar comigo?”

Ela abanou a cabeça. “Eu vou ser responsável. E também compassiva. Por que queres tanta sombra?”

Doutor Nublar baixou os ombros. “Eu… eu tinha medo de falhar. No escuro, ninguém vê os meus erros.”

Capitã Aurora fez uma expressão suave. “Todos erramos. Mas no escuro, também não vemos as coisas boas. E tu podes aprender. Um passo de cada vez. Isso chama-se perseverança.”

Ele ficou quieto, a pensar.

ZIG disse baixinho: “Capitã, o Coletor ainda tem luz presa. Dá para soltar.”

Capitã Aurora levantou a mão. “Pessoal! Jogo final! Quando eu disser ‘BRILHO', vocês dizem ‘JÁ!' e levantam as lanterninhas!”

“Sim!” gritaram as crianças.

Capitã Aurora tocou na caixa com cuidado e usou a Semente de Sol para aquecer o fecho. CLICK. A tampa abriu.

Um enxame de luzes saiu como vagalumes felizes. Subiram pelo ar, rodopiaram por cima do palco e voltaram para as cordas de lâmpadas.

PIM! PIM! PIM! As luzes do teatro acenderam todas de uma vez.

O palco ficou dourado. As caras ficaram brilhantes. O céu pareceu ainda mais bonito.

O palhaço anunciou: “E agora… o espetáculo continua!”

As crianças bateram palmas. Os músicos tocaram uma melodia leve. Doutor Nublar ficou a olhar para as luzes, quieto e pequenino.

Capitã Aurora falou com ele, sem dureza: “Tu podes ajudar a cidade em vez de a assustar. Queres tentar?”

Ele engoliu em seco e assentiu. “Quero… tentar. Um bocadinho de cada vez.”

“Isso é suficiente”, disse ela. “É assim que se começa.”

No final do espetáculo, Capitã Aurora subiu ao topo do farol do teatro. Lá de cima, ela acendeu o seu bracelete e projetou um sinal claro no céu: um grande A dourado, com um pequeno raio ao lado.

Era o Sinal de Aurora.

As pessoas olharam para cima e sentiram-se seguras.

Capitã Aurora respirou fundo, com um sorriso. “Brilhovila, luz acesa. Missão cumprida.”

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Parapeito
Borda de uma janela ou varanda onde podes apoiar as mãos ou pés.
Bracelete
Peça redonda que se usa no pulso, como uma pulseira forte.
Cristal
Pedra transparente que brilha e reflete a luz.
Flutuava
Estava a subir ou a ficar no ar sem tocar no chão.
Gravidade
Força que puxa tudo para baixo, para o chão.
Coletor de Clarão
Caixa que guarda luzes; aparelho que prende luzes dentro.
Semente de Sol
Objeto pequeno que solta luz quente e protege com luz.

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