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História de pequenos investigadores 7 a 8 anos Leitura 10 min.

O mistério das migalhas desaparecidas

Clara encontra um rasto de migalhas e, com o gato Tico e seu caderno de detetive, investiga a casa e interroga a família. Entre pistas curiosas e desenhos de coração, ela tenta descobrir quem comeu suas bolachas.

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Menina de 8 anos, olhos avelã, cabelo castanho preso por laço azul, concentrada e feliz, agachada com lupa e caderno de detetive examinando um rastro de migalhas; menino de ~11 anos (Tomás), cabelo castanho despenteado, sorriso maroto, de pé no batente observando timidamente; avó (~70 anos), cabelo grisalho preso, óculos redondos, tricota sentada no fundo com sorriso e um lenço com coração; gato tigrado (Tico) ao lado da menina, cheirando uma migalha e erguendo a pata; corredor iluminado que leva a cozinha aberta, piso de madeira clara, tapete colorido e prateleira de biscoitos entreaberta; cenário acolhedor e lúdico: a detetive segue migalhas brilhantes até uma caixa de biscoitos na mesa, cores pastéis e toques aquarelados para sugerir movimento. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério da Pata Migalha

Era uma terça-feira depois da escola e Clara estava sentada no chão do seu quarto. Olhava para a janela, onde o sol desenhava risquinhos dourados na parede. De repente, ouviu um barulho estranho vindo do corredor. “Ploc! Ploc!” Parecia… uma migalha a cair?

Clara era uma menina muito curiosa. Tinha cabelos castanhos sempre presos com um laço azul e uns olhos atentos, daqueles que não deixam passar nada. Adorava resolver mistérios, mesmo os mais pequenos. Por isso, quando ouviu o barulho, ficou logo alerta.

“Que barulho foi esse?” perguntou ao seu gato, Tico, que bocejava em cima da cama.

Tico apenas respondeu com um “Miau” preguiçoso, mas Clara já tinha decidido: era hora de investigar.

Levantou-se, pegou no seu caderno de detetive (que era, na verdade, um caderno de desenho com autocolantes de unicórnios) e na caneta especial de resolver mistérios (que brilhava no escuro).

Abriu a porta do quarto devagarinho, espreitou para o corredor e… viu! Havia mesmo um rasto de migalhas, como se um pequeno monstro de pão tivesse passado por ali. As migalhas iam até à sala e, depois, faziam uma curva em direção à cozinha.

Clara sentiu o coração bater mais forte. “Tico, venha comigo! Temos um caso para resolver!”

O gato saltou da cama e seguiu-a, curioso. Clara caminhou devagar, apanhando uma migalha e cheirando-a.

“Cheira a bolacha… mas quem terá deixado isto aqui?”

No caminho, Clara viu a Dona Maria, a avó, sentada a tricotar no sofá.

“Avó, viu quem deixou este rasto de migalhas?”

A avó sorriu, ajeitando os óculos. “Hoje não comi bolachas, querida. Mas vi o Tomás a correr para o teu quarto, com algo escondido nas costas…”

Clara franziu o sobrolho. “Muito obrigada, avó! Vamos, Tico! O mistério está a começar!”

Capítulo 2: O QG dos Detetives

Clara entrou no quarto e fechou a porta com um gesto decidido. “Tico, este é agora o nosso Quartel General. Vou desenhar o mapa do mistério!”

Pegou no caderno e traçou linhas representando o corredor, a sala, a cozinha e o seu quarto. Desenhou migalhas pelo caminho e uma seta para o local do desaparecimento misterioso: a sua própria secretária, onde costumava guardar as suas bolachas preferidas.

“Vamos fazer uma lista de suspeitos”, disse Clara, escrevendo:

1. Tomás (o irmão mais velho)

2. Mãe (adora biscoitos)

3. Papá (diz que não come doces, mas duvido…)

4. Eu mesma (mas eu não fui!)

Olhou para Tico, que piscou o olho. “Tico, será que és tu o culpado?”

O gato respondeu com um “Miau!” indignado e sentou-se, muito direito, como se dissesse: “Sou detetive, não ladrão!”

Clara riu-se e começou a pensar. “Eu vi as migalhas perto da cozinha. Terá o culpado tentado esconder alguma coisa?”

De repente, lembrou-se de que tinha deixado um pacote de bolachas na gaveta da secretária. Correu até lá e abriu a gaveta devagarinho… O pacote estava lá, mas… faltava uma bolacha! E, pior: a que lá estava tinha uma dentada!

Clara olhou para Tico. “Alguém comeu a minha bolacha e deixou um rasto de migalhas!”

Nesse momento, ouviu-se uma voz vinda da sala:

“Clara, Tomás está à tua procura!”

Ela sorriu. “Hora de interrogar o suspeito número um!”

Capítulo 3: Interrogatório Divertido

Clara sentou-se na sua cadeira de detetive (que era simples, mas muito importante para as investigações) e chamou o irmão.

“Tomás, preciso falar contigo. Isto é muito sério.”

Tomás entrou no quarto, com um sorriso maroto. Tinha onze anos e gostava de pregar partidas, mas também ajudava quando era preciso.

“O que se passa, Clara?”

Ela mostrou-lhe o pacote de bolachas e a bolacha com uma dentada. “Sabes alguma coisa sobre isto?”

Tomás olhou para a bolacha e depois para a irmã. “Parece deliciosa! Mas não fui eu… Estive a jogar futebol no quintal.”

Clara apontou o caderno. “Mas a avó disse que te viu a correr para o meu quarto…”

Tomás pensou um pouco. “Ah! Vim buscar o meu boné, mas não toquei nas tuas bolachas. Prometo!”

Clara ficou pensativa. “Então, se não foste tu, quem foi?”

Tomás sorriu. “Já perguntaste à mãe?”

Clara suspirou. “Ainda não. Mas vou perguntar já!”

Foi até à cozinha, onde a mãe lavava a loiça, a cantarolar.

“Mamã, posso fazer-te uma pergunta de detetive?”

A mãe sorriu. “Claro, querida. O que precisas de saber?”

“Comeste alguma das minhas bolachas? Só uma, com uma dentada?”

A mãe riu. “Não, querida. Hoje só comi torradas. Mas vi o papá perto da tua secretária, a procurar uma caneta…”

Clara arregalou os olhos. “Hum… Obrigada, mamã!”

Correu até ao escritório do pai, com Tico a segui-la.

Capítulo 4: O Último Suspeito

O papá estava a trabalhar no computador, mas sorriu ao ver Clara e Tico.

“Olá, minha detetive! O que trazes aí?”

Clara ergueu a bolacha. “Papá, esta bolacha foi mordida. E havia um rasto de migalhas desde a minha secretária até à cozinha. Sabes alguma coisa?”

O pai coçou a cabeça. “Ah, Clara, devo confessar… Passei no teu quarto à procura de uma caneta, sim. Mas não vi bolachas. Só o Tico deitado na tua cadeira.”

Clara olhou para o gato. “Tico, será que és mesmo tu?”

O gato lambeu uma pata e olhou para o teto, como se dissesse: “Eu?! Jamais!”

O pai sorriu. “Mas sabes, Clara, vi uma coisa estranha. Quando saí do teu quarto, ouvi um barulho vindo do caixote do lixo da cozinha. Parecia alguém a remexer lá dentro!”

Clara ficou intrigada. “Será que o culpado tentou esconder as provas?”

Saiu a correr para a cozinha, espreitou dentro da lixeira e… viu um papel de guardanapo com um desenho de coração. Era o mesmo tipo de guardanapo que ela usava para embrulhar as suas bolachas!

Pegou no guardanapo com cuidado, sem sujar as mãos, e mostrou a Tico.

“Olha, Tico, isto é uma pista!”

O gato cheirou o guardanapo e miou baixinho.

Clara pensou, pensou… e teve uma ideia brilhante. “Já sei! Só pode ter sido alguém que gosta de desenhar corações… Quem será?”

Capítulo 5: O Mistério Resolvido

Clara voltou ao quarto, sentou-se no tapete e olhou para o caderno. “Vamos juntar as pistas: rasto de migalhas, bolacha mordida, guardanapo com coração, todos dizem que não foram eles…”

Tico saltou para o colo dela e ronronou.

“Espera…” disse Clara, olhando para o desenho do coração com mais atenção. “Estes corações são iguais aos que a avó faz quando me deixa bilhetes!”

Correu até à sala, onde a avó continuava a tricotar.

“Avó, posso fazer-te uma última pergunta?”

A avó sorriu. “Claro, querida.”

Clara mostrou o guardanapo. “Foi a avó que desenhou este coração?”

A avó corou um bocadinho. “Sim, fui eu. Mas… oh, acho que fui apanhada!”

Clara arregalou os olhos, mas sorriu.

“Então foi a avó que comeu a bolacha?”

A avó riu-se. “Oh, Clara, estava a arrumar a tua secretária e vi o pacote de bolachas. Pensei em provar só uma, mas depois ouvi passos e fiquei nervosa, acabei por deixar cair migalhas e escondi o guardanapo no lixo.”

Clara abraçou a avó. “Avó, não faz mal. O importante é que descobri o mistério! E foi divertido!”

A avó sorriu. “Prometo que da próxima vez peço antes de comer. E, para compensar, que tal fazermos um lanche juntas?”

Clara concordou, feliz. Foram à cozinha, prepararam uma bandeja de leite com chocolate e bolachas novinhas. Sentaram-se todas juntas, Clara, a avó, Tomás, a mãe, o pai e até o Tico, que ganhou um pedacinho de bolacha (sem chocolate, claro!).

Clara deu uma dentada numa bolacha e riu. “Mistério resolvido!”

Todos aplaudiram e riram juntos.

E assim, graças à sua curiosidade e atenção aos detalhes, Clara transformou um dia simples num dia de aventura, mostrando que, com um olhar atento e um coração aberto, até as pequenas coisas podem ser grandes mistérios para desvendar.

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Que gosta de saber coisas e fazer perguntas para entender melhor.
Investigar
Procurar pistas e respostas para descobrir o que aconteceu.
Rasto
Sinal deixado no chão que mostra por onde alguém passou.
Migalhas
Pequenos pedaços de pão ou bolacha que caem ao comer.
Quartel General
Lugar principal onde os detetives planeiam e organizam o trabalho.
Detetive
Pessoa que procura pistas para resolver mistérios ou enigmas.
Interrogar
Fazer perguntas a alguém para descobrir a verdade.
Suspeitos
Pessoas que podem ter feito algo errado e que se investigam.
Indignado
Sentir-se zangado ou ofendido por alguma coisa.
Dentada!
Marca feita com os dentes ao morder algo.
Tricotar
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