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História de pequenos investigadores 7 a 8 anos Leitura 6 min.

O mistério do apito dourado

Inês, uma menina detetive de chapéu amarelo, investiga o desaparecimento do apito dourado antes do jogo dos Leõezinhos, seguindo pistas entre pipocas, mochilas e pegadas.

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Uma menina de 8 anos, entusiasmada e orgulhosa, rosto redondo com leves sardas, cabelos castanhos em rabo de cavalo, usa um pequeno chapéu amarelo de detetive e jaqueta azul; segura um apito dourado brilhante entre os dedos e sorri com olhos cintilantes, à esquerda está Simão, um menino de 8 anos tímido e envergonhado, cabelo preto despenteado, camiseta vermelha com manchas de açúcar de pipoca, mãos nos bolsos e olhar baixo, à direita um treinador de ~40 anos sério e aliviado, cabelos grisalhos, agasalho verde, inclinado aplaudindo suavemente; ao fundo, uma cantineira de ~60 anos, sorridente e rechonchuda, cabelo grisalho em coque, avental de bolinhas, segura um pote de pipoca, os bancos do pequeno estádio formam o cenário com mochilas azuis e vermelhas empilhadas, bandeiras e faixas amarelas e algumas papéis e pipoca amassada no chão, luz suave de fim de manhã com sombras leves e texturas de tecido e madeira, pequenas salpicas de aquarela sugerem poeira e pó de pipoca; cena principal: descoberta alegre da menina mostrando o apito dourado encontrado preso no fecho de uma bolsa, cercada por mascotes e acessórios de jogo, atmosfera calorosa e cúmplice. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1: O Mistério no Estádio

Era um sábado de manhã e Inês acordou com energia. Tinha oito anos e um chapéu amarelo de detetive que usava sempre que sentia cheiro de mistério. Naquele dia, ia ao estádio da vila com a mãe e o irmão, Tomás, para assistir ao jogo do seu clube favorito: os Leõezinhos.

Ao chegar, Inês olhou à sua volta. Havia risos, bandeiras e pipocas por todo o lado. Mas algo chamou sua atenção: o treinador dos Leõezinhos parecia preocupado. Ele falava baixinho com a senhora da cantina, gesticulando muito.

Tomás puxou Inês pelo braço. “Vamos, já vai começar o aquecimento!”

Mas Inês não conseguia tirar os olhos do treinador. O seu chapéu de detetive parecia vibrar. Ali havia um mistério, ela sentia.

De repente, o treinador olhou para a bancada e gritou: “Alguém viu o apito dourado? Sem ele não posso apitar o início do jogo!”

As crianças do estádio ficaram agitadas. O apito dourado era famoso. Diziam que dava sorte aos Leõezinhos.

Inês sorriu. Uma nova missão para a Detetive Inês! Ela pegou no seu bloco de notas e começou a investigar.

Capítulo 2: As Primeiras Pistas

Inês aproximou-se do treinador. “Posso ajudar a procurar o apito?”

Ele sorriu, meio aflito. “Podes, Inês! Mas tem de ser rápido, o jogo não pode começar sem ele!”

Primeira pista: o apito desapareceu antes do aquecimento. Inês perguntou: “Onde estava o apito da última vez?”

O treinador coçou a cabeça. “Deixei-o na minha mochila, junto ao banco.

Inês foi até ao banco. A mochila estava lá, aberta. Procurou nos bolsos, entre as garrafas de água e as meias de futebol, mas nada de apito.

De repente, ouviu duas crianças a cochichar perto da cantina.

“Foi o Simão, de certeza! Ele adora coisas brilhantes!”, disse uma.

“Ou então a Dona Rosa levou para limpar...”, respondeu a outra.

Inês aproximou-se das duas. “Vocês viram alguém mexer na mochila do treinador?”

As duas abanaram a cabeça, mas sorriam de forma suspeita.

Inês pensou: “Mentir não é bonito, mas às vezes fazemos para proteger alguém ou evitar problemas. Preciso de mais pistas!”

Capítulo 3: Pegadas e Pipocas

Inês decidiu investigar junto à cantina. Dona Rosa estava a repartir pipocas, com as mãos brancas de açúcar.

“Olá, Dona Rosa! Viu alguém estranho perto do banco do treinador?”

A senhora sorriu. “Só vi o Simão a correr para o campo com algo nas mãos, mas não percebi o quê.”

Inês correu até ao campo. O chão tinha pegadas pequenas na areia, perto das balizas. E, no centro, uma pipoca caída.

“Simão adora pipocas”, pensou Inês. “Será que largou o apito para comer?”

Nisto, Simão apareceu com os bolsos cheios de pipocas e um sorriso travesso.

“Inês, queres pipoca?”

“Quero, mas antes preciso saber: viste o apito dourado do treinador?”

Simão ficou vermelho. “Não vi... quer dizer, vi! Estava no banco, peguei sem querer a pensar que era um brinquedo... mas depois perdi!”

Inês piscou o olho. “Não faz mal, vamos procurar juntos. Onde estavas quando percebeste que não era brinquedo?”

“Na bancada dos pais, ao pé das mochilas...”

Capítulo 4: O Segredo das Mochilas

Inês, Simão e Tomás foram até à bancada dos pais. Havia muitas mochilas coloridas. Inês procurou com atenção. Encontrou um papel amassado, um par de chuteiras e... algo a brilhar entre duas mochilas azuis!

“Olhem!”, exclamou Inês.

Era o apito dourado, preso por um fio no fecho de uma mochila. Estava ali, à vista de todos, mas ninguém tinha reparado.

O treinador veio a correr. “Detetive Inês, és mesmo esperta! Como descobriste?”

Inês explicou as pistas: Simão, pipocas, pegadas e mochilas.

Simão baixou a cabeça. “Desculpe, treinador. Não queria estragar o jogo. Só queria ver de perto o apito.”

O treinador sorriu. “Simão, honestidade é o melhor caminho. Se tivesse contado logo, todos ajudavam a procurar!”

Dona Rosa trouxe uma taça de pipocas. “Para celebrar a detetive e a equipa!”

As crianças riram e dividiram as pipocas, sentindo-se grandes detetives.

Capítulo 5: Descanso de Campeões

O jogo começou e os Leõezinhos marcaram logo um golo. Inês torceu tanto que quase perdeu o chapéu de detetive. No final, todos aplaudiram e até o apito dourado brilhou ao sol.

Quando tudo acabou, Inês sentou-se na relva. Estava cansada, mas feliz. O mistério tinha sido resolvido, e todos tinham ajudado.

Tomás sentou-se ao lado dela. “Inês, foste incrível! Vais ser detetive quando crescer?”

Inês riu. “Talvez. Mas agora, quero só descansar.”

A mãe cobriu-a com uma manta leve. O sol brilhava, as pipocas tinham acabado, e Inês fechou os olhos. Sabia que, no próximo mistério, podia contar com os amigos e com a sua lógica apurada.

E assim, entre risos e abraços, o dia terminou com uma lição: juntos, mesmo os mistérios mais complicados podem ser desvendados.

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Estádio
Lugar grande onde as pessoas vão ver jogos e eventos ao ar livre.
Cantina
Pequeno espaço que vende comida e bebidas no estádio ou escola.
Aquecimento
Exercícios feitos antes do jogo para preparar o corpo.
Apito dourado
Apito especial que dá som, feito em cor dourada, usado pelo juiz.
Detetive
Pessoa que procura pistas e resolve mistérios.
Missão
Tarefa ou trabalho importante que alguém precisa cumprir.
Pistas
Sinais ou informações que ajudam a descobrir algo.
Pegadas
Marcas deixadas no chão pelos pés quando se anda ou corre.
Relva
Planta verde que cresce no chão do campo, onde se joga futebol.
Aplaudiram
Bater palmas para mostrar que gostaram ou estão felizes.
Banco
Assento longo onde as pessoas se sentam, por exemplo junto ao campo.
Mochila
Sacola que se leva às costas para guardar coisas pessoais.
Mochilas
Plural de mochila; várias sacolas que se levam às costas.

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