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História de pirata 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O mapa da coragem de Joaquim

Joaquim e a tripulação do navio Maré Brincalhona seguem um mapa misterioso, enfrentando gaivotas, armadilhas e a astuta Capitã Marmota, usando coragem e inventividade para tentar encontrar o tesouro.

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Personagens: Joaquim, menino de ~12 anos, rosto redondo com sardas, cabelo castanho despenteado, olhar maravilhado e sorriso tímido, segurando uma pena azul brilhante com a mão direita enquanto abre uma pequena caixa dourada sobre uma pedra; Dona Filomena, mulher ~40 anos, pele bronzeada, chapéu de capitão vermelho, olhar orgulhoso e afetuoso, com a mão no ombro de Joaquim; Tita, menina ~8 anos, tranças, vestido amarelo com bolinhas, olhos sorridentes, pulando e aplaudindo; Nicolau, homem ~65 anos, barba grisalha farta, agachado à esquerda apontando pegadas na areia; Capitã Marmota, mulher ~35 anos, casaco preto com penas, expressão surpresa e envergonhada, parada alguns passos atrás com chapéu bordado com uma marmota. Local: praia tropical ao fim da tarde, areia dourada, palmeiras inclinadas, cocos e cascas de banana espalhados, clareira com pedras cobertas de musgo e buracos camuflados, bandeira preta com motivo de marmota ao fundo. Ação: descoberta do tesouro — Joaquim ergue a pena azul e a caixa se abre revelando moedas reluzentes e uma velha bússola; rostos mostram alegria, espanto e cumplicidade. Estilo: cores vivas e suaves, degradês suaves, sombras sutis, texturas de areia e madeira marcantes, proporções levemente caricaturais e traços arredondados adequados a crianças. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Mapa da Coragem

O sol brilhava forte sobre o convés do navio Maré Brincalhona, que navegava devagarinho sobre o mar azul-celeste. Ventos suaves agitavam as bandeiras coloridas, enquanto os marinheiros cantavam baixinho. No meio da tripulação, estava o jovem pirata Joaquim, de chapéu vermelho tortinho e olhos cheios de curiosidade. Joaquim não era o mais forte nem o mais alto, mas todos sabiam que ele era o mais inventivo da turma.

De repente, Dona Filomena, a capitã, gritou lá da ponta do barco:

— Olhem só o que achei na garrafa flutuante! Um mapa… e uma pena azul!

Todos os piratas se aproximaram, mas foi Joaquim quem enxergou primeiro: o mapa tinha desenhos engraçados, montanhas com bigode, peixes de chapéu e caminhos que faziam voltas e mais voltas.

— Este é um mapa encrencado — resmungou o velho marinheiro Nicolau, coçando a barba.

Joaquim sorriu e disse:

— Encrencado é comigo mesmo, Nicolau! Onde há encrenca, há aventura!

Dona Filomena olhou o grupo com ar de mistério:

— O tesouro do mapa é real. Mas cuidado! Ouvi dizer que a terrível Capitã Marmota tem um plano para enganar qualquer um que tente chegar primeiro. Precisamos de coragem e inteligência.

Joaquim ergueu a mão:

— Eu topo! Alguém mais?

— Eu também! — respondeu a pequena Tita, que adorava uma confusão.

Logo, todos estavam animados e a aventura começou.

Capítulo 2 – O Labirinto das Gaivotas

O navio seguiu as setas do mapa, passando por ondas saltitantes e ilhas cheias de coqueiros. No caminho, avistaram um bando de gaivotas brancas voando em círculos.

— É aqui! — gritou Joaquim — O mapa diz que devemos seguir as gaivotas sem assustá-las.

Mas, de repente, as gaivotas começaram a voar em direções diferentes, fazendo um verdadeiro labirinto no céu!

— Elas estão nos confundindo de propósito — murmurou Tita, franzindo a testa.

Joaquim pensou, pensou… e então teve uma ideia.

Ele tirou do bolso um punhado de pão velho e jogou migalhas para cima. As gaivotas, famintas, desceram para comer, formando um caminho claro.

— Sigam-me! — chamou Joaquim, guiando o navio enquanto as aves comiam e abriam espaço.

A tripulação vibrou, batendo palmas e rindo.

— Viu, Nicolau? — sussurrou Dona Filomena — Nosso Joaquim é mesmo inventivo!

Passando pelo labirinto, todos respiraram aliviados. Mas Joaquim olhou para frente e viu, bem distante, uma bandeira preta com uma marmota desenhada. Era a Capitã Marmota!

Capítulo 3 – A Ilha das Armadilhas

Ao se aproximarem da ilha marcada no mapa, nuvens cinzentas começaram a cobrir o céu. O cheiro de sal e coco tomou conta do ar.

— Terra à vista! — gritou Tita.

Mas, ao descerem na praia, encontraram pegadas… e bananas espalhadas pelo chão.

— Bananas? — estranhou Joaquim.

— Deve ser armadilha da Capitã Marmota! — disse Dona Filomena, olhando em volta.

De repente, Nicolau escorregou numa casca e quase caiu num buraco coberto de folhas.

Joaquim olhou para o mapa, depois para a ilha, e sorriu:

— Se ela quer nos enganar, vamos ser mais espertos.

Ele pediu que todos pegassem um pedaço de pau.

— Vamos bater no chão na frente de cada passo. Se for macio ou estranho, pode ser armadilha!

Assim, com cuidado, a turma foi andando, batendo e pulando, desviando de buracos, cordas e até cocos pendurados que caíam de repente.

Tita achou graça quando um coco caiu e fez um som engraçado:

— Ploc! — e todos riram.

Mas a maior surpresa estava por vir: no meio da clareira, lá estava a Capitã Marmota, com chapéu cheio de penas e um sorriso de quem já ganhou.

— Ora, ora! Chegaram tarde! O tesouro é meu! — ela zombou.

Joaquim não se abalou. Olhou para o mapa, lembrou da pena azul, olhou pro chão… Viu uma pedra diferente, brilhando discretamente.

— Tesouro não se acha só com pressa — disse Joaquim, se aproximando devagar.

Ele pegou a pena azul, que estava presa sob a pedra.

No instante em que ergueu a pena, a pedra se mexeu e revelou uma pequena caixa dourada.

A Capitã Marmota ficou de boca aberta.

— Como você sabia?

— Porque o mapa tem pistas bem escondidas. E porque eu nunca desisto fácil — respondeu Joaquim, sorrindo.

Capítulo 4 – A Vitória do Coração Inventivo

Joaquim abriu a caixa, devagarinho. Dentro dela, havia moedas brilhantes, uma bússola antiga e um bilhete com letras bonitas: “A coragem e a inteligência são o maior tesouro!”

Todos aplaudiram Joaquim. A Capitã Marmota olhou para baixo, um pouco envergonhada.

— Você me venceu, garoto… — disse ela, mas logo sorriu, porque não conseguia guardar raiva de um pirata tão inventivo.

Dona Filomena colocou a mão no ombro de Joaquim:

— Você nos guiou com coragem, inteligência e alegria. Muito bem, meu rapaz!

O grupo dividiu as moedas, deu um pedaço do tesouro até para a Capitã Marmota, que prometeu não pregar mais peças tão perigosas.

A tripulação voltou para o Maré Brincalhona rindo muito. No fim do dia, já quase noite, Joaquim sentou-se no convés, olhando o céu que escurecia.

Com cuidado, ele colocou a pena azul sobre o mapa, como um selo de missão cumprida. Sorrindo cansado, mas feliz, sentiu o vento brincar com seus cabelos e ouviu Tita cochichar:

— O melhor tesouro é ter amigos e nunca desistir.

Joaquim concordou, apertando a pena entre os dedos. E enquanto o navio seguia viagem, ele sabia: sempre que uma nova aventura aparecesse, com coragem, inteligência e um pouquinho de alegria, tudo ficaria bem.

E assim, com uma pena pousada e corações leves, a aventura dos piratas terminou num mar de risadas, amizade e esperança.

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Convés
Parte de cima do navio onde as pessoas andam e se sentam.
Tripulação
Conjunto de pessoas que trabalham juntas no navio.
Marinheiros
Pessoas que ajudam a cuidar e a navegar o navio.
Encrencado
Que pode causar problemas ou dificuldade para resolver.
Inventivo
Alguém que cria ideias novas e encontra soluções diferentes.
Labirinto
Lugar com muitos caminhos que podem confundir quem passa.
Gaivotas
Pássaros que vivem perto do mar e voam sobre as ondas.
Armadilha
Objeto ou truque feito para apanhar alguém ou algo.
Casca
Parte externa e dura de frutas como a banana e o coco.
Clareira
Espaço aberto entre árvores onde há luz e pouco mato.
Bússola
Objeto que mostra a direção para ajudar a encontrar o caminho.
Pena azul
Pena de cor azul, como a de um pássaro; apareceu no mapa.
Moedas brilhantes
Pequenas peças de metal que valem como tesouro e brilham.

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