Capítulo 1: O Retorno do Capitão Tobias
No lugar mais bonito do porto azul, havia uma pequena casa com uma porta vermelha. Lá morava o Capitão Tobias. Ele já tinha sido o pirata mais famoso dos sete mares, mas agora gostava de plantar flores e cuidar dos pombos. Todo mundo gostava do Capitão Tobias, porque ele contava histórias engraçadas e ajudava os vizinhos.
Mas uma manhã, Tobias acordou com um barulho estranho. Toc-toc-toc! Alguém batia na sua janela. Era uma gaivota muito branca, com um bilhete amarrado na pata.
— Ora, ora! Quem será a esta hora? — murmurou Tobias, sorrindo.
Ele abriu devagar a janela. A gaivota entrou voando e pousou no chapéu do capitão. Tobias leu o bilhete. Com olhos arregalados, leu em voz alta:
— “Preciso da tua ajuda, Capitão Tobias! O tesouro do Bom Amigo desapareceu. Só você pode nos salvar. Venha ao velho navio ao pôr do sol. Assinado, Capitão Pipo.”
Tobias coçou a barba. Tesouro perdido? Um navio em apuros? Seu coração bateu rápido. Ele sentiu saudade do vento no rosto, do cheiro de sal, do barulho das ondas. — “Parece que vou ter de voltar a ser pirata por mais uma aventura!” — disse, com um sorriso.
Capítulo 2: Reencontro no Navio Bom Amigo
Quando o sol ficou cor de laranja, Tobias pôs seu chapéu de pirata, pegou o lenço azul da sorte e foi correndo até o velho navio Bom Amigo. O navio balançava de leve, pronto para partir.
— Olha só quem chegou! — gritou Capitão Pipo, um pirata baixinho e animado, com uma grande pena roxa no chapéu.
— Capitão Tobias! — gritaram todos os outros piratas, batendo palmas e rindo.
O navio estava cheio de piratas simpáticos. Tinha Gina, com seu papagaio verde no ombro, João, que era grande como um urso e sorria muito, e Nina, a mais corajosa de todas, com um lenço amarelo brilhante.
— Tobias! Roubaram nosso tesouro durante a tempestade! — explicou Pipo, preocupado. — Era o nosso maior prêmio: o baú do sorriso, com moedas mágicas que dão alegria a quem as encontra!
— Precisamos encontrar esse baú! — disse Tobias, firme. — Mas temos de ser cautelosos e trabalhar juntos. Nada de perigos e nada de pressa. A segurança vem sempre em primeiro lugar!
Todos concordaram. O vento soprou forte, fazendo o navio balançar de leve. O Capitão Tobias tomou o timão, olhou para frente e disse:
— Rumo à aventura! Vamos juntos, com coragem!
Capítulo 3: O Mistério das Pegadas Douradas
Na manhã seguinte, o mar estava azul como o céu. Tobias e sua tripulação procuravam pistas no convés.
— Olhem estas pegadas! — gritou Gina, apontando para o chão. Eram pegadas douradas, brilhando ao sol.
O papagaio de Gina, sempre animado, gritou:
— Tesouro! Tesouro! Siga as pegadas!
Todos seguiram as pegadas até a cabine pequena do navio. Mas a porta estava trancada. Tobias pensou um pouco e lembrou-se de um velho truque de pirata:
— Se cada um de nós segurar uma parte da maçaneta e girar juntos, a porta pode abrir. Unidos somos mais fortes!
— Iguais e juntos! — repetiram todos, cada um com a mão na maçaneta.
Giraram a maçaneta devagar. A porta se abriu com um rangido. Dentro, não havia baú, mas havia uma carta.
Nina leu em voz alta:
— “O baú do sorriso só pertence aos piratas de coração puro. Se quiserem encontrá-lo, mostrem coragem, inteligência e amizade verdadeira.”
Tobias sorriu. — Então, o baú está esperando por nós! Coragem, companheiros! Somos uma verdadeira família de piratas!
Capítulo 4: A Ilha das Árvores Dançantes
Seguindo o mapa e as pistas, o navio Bom Amigo navegou até uma ilha cheia de árvores engraçadas. Elas pareciam dançar com o vento, balançando os galhos para todo lado.
— Chegámos! — gritou Pipo — A Ilha das Árvores Dançantes!
— Cuidado ao sair do barco! — avisou Tobias. — Cada um pega na mão do outro. Assim, ninguém se perde.
Todos desceram juntos, rindo e cantando. O chão fazia cócegas nos pés. As árvores dançavam tanto que quase davam cambalhotas.
De repente, ouviram um barulho grande. Um grupo de piratas estava esperando! Eles tinham caras sérias, mas os olhos eram bondosos.
O chefe dos piratas era Dona Margarida, que falava alto mas sorria muito.
— Vocês vieram atrás do baú do sorriso? — perguntou Margarida.
Tobias respondeu com coragem: — Viemos sim, mas só queremos o baú para dividir com todo mundo. O tesouro deve espalhar alegria!
Dona Margarida riu e bateu palmas. — Isso é bravura! Gostei de vocês. Vamos ter um desafio: uma batalha de piadas! Quem rir mais, ganha o baú!
Capítulo 5: A Batalha das Piadas
Todos se sentaram em círculo. Era hora da batalha de piadas. Quem será que venceria? O time de Tobias ou o time de Margarida?
Pipo começou:
— O que o polvo disse para a lula? — Silêncio. — Estamos em tentáculos diferentes!
Todos riram. Margarida respondeu:
— Por que o peixe não gosta do computador? — Silêncio. — Porque tem medo do mouse!
O navio todo gargalhou. Era uma batalha animada, cheia de risos e alegria. Tobias contou a sua melhor piada:
— Por que o pirata foi ao médico? — Silêncio. — Porque ele estava com um olho no peixe e outro no gato!
Os dois grupos riram tanto, tanto, que quase caíram para trás. E foi aí que o baú do sorriso apareceu, saltando do meio das árvores dançantes!
— O baú! — gritaram todos.
Capítulo 6: O Tesouro da Amizade
Tobias abriu o baú com cuidado. Dentro, as moedas mágicas brilhavam como o sol. Mas, na tampa do baú, estava escrito:
— “O maior tesouro é a amizade e a alegria de compartilhar!”
Tobias sorriu para todos. — Encontramos o verdadeiro tesouro, amigos!
Todos os piratas, bons e engraçados, começaram a dividir as moedas. Cada um pegou uma e fez um desejo feliz. Eles dançaram, cantaram e deram risada até o sol se pôr.
Tobias disse: — Um pirata corajoso é aquele que nunca desiste, que confia nos amigos e faz o bem a todos.
Todos concordaram, com abraços e felicidade.
A aventura terminou com todos juntos, amigos para sempre, sabendo que o maior tesouro era estarem juntos, rindo e se cuidando.
E assim, o Capitão Tobias voltou para sua casa no porto azul, com o coração cheio de alegria e lindas recordações. E as crianças do porto ouviram as aventuras outra vez, aprendendo que coragem, amizade e alegria fazem parte de todo grande tesouro.
— Fim!