Capítulo 1: O Serviço de Amor Começa
Na clareira da floresta, entre folhas brilhantes e flores sorridentes, vivia um coelho branco chamado Nico. Nico era curioso, um pouco atrapalhado, mas tinha um coração maior que suas orelhas! Ele adorava fazer seu papai rir com caretas e pulinhos engraçados.
Na manhã da festa dos pais, Nico acordou saltitante: queria surpreender seu papai com algo muito especial. Mas o que fazer? Ele coçou a cabeça, pensou, pensou… Até que tropeçou embaixo da cama em uma caixa de madeira antiga.
Dentro dela, havia uma foto amarelada do papai coelho ainda bem jovem, segurando um lenço azul com desenhos de cenoura. O lenço estava dobrado, mas bem amassado, e a foto estava um pouco rasgada no canto.
Nico sentiu o coração bater forte. “Acho que papai gostava muito disso”, pensou. Era o presente perfeito! Só precisava de um plano. Ele pulou para o meio da sala, ergueu as patinhas e anunciou bem alto:
— Atenção, atenção! O Serviço de Amor está aberto!
Capítulo 2: O Plano Trapalhão de Nico
Nico colocou a caixa em cima da mesa. Pegou o lenço, cheirou, fez cócegas no focinho e espirrou. “Acho que preciso dar um banho nesse lenço antes”, riu sozinho. Foi até ao riacho, lavou o lenço com muito cuidado, quase perdeu na correnteza, mas conseguiu segurar com os dentes. Depois, esticou-o sobre uma pedra ao sol.
Enquanto o lenço secava, Nico foi até à casa da coruja Zizi: — Zizi, você sabe colar fotos? — Sei sim, respondeu a coruja sábia. — Mas cuidado para não colar o dedo no nariz!
Nico riu, mas, no fim, colou mesmo o dedo no nariz. Zizi ajudou a soltar, e juntos colaram o cantinho da foto. Ficou quase como nova!
De volta à clareira, Nico viu que o lenço estava bem seco e cheirando a flores. Dobrou o lenço direitinho, mas… não conseguiu deixar tudo reto como papai fazia. Ele tentava, mas cada dobra ficava torta, e ele dava risada sozinho: — Isso é um origami de cenoura!
Capítulo 3: Surpresas e Sorrisos
Quando papai coelho chegou da horta, Nico já estava pronto. A foto colada, o lenço dobrado (mais ou menos), tudo em uma cestinha. Ele saltou até papai e falou:
— Surpresa! Hoje é dia do Serviço de Amor!
Papai coelho arregalou os olhos, curioso. Nico contou sobre a caixa, a foto, o lenço e até as trapalhadas com a cola e o lenço voando no riacho. Papai riu tanto que quase perdeu os óculos no focinho.
Nico entregou a cestinha. Papai pegou o lenço, cheirou e os olhos brilharam. — Esse lenço era do meu primeiro dia na escola de coelhos, sabia? — disse, emocionado. — E essa foto, era para eu nunca esquecer daquele dia.
Nico sorriu, orgulhoso do seu serviço de amor, mesmo com dobras tortas e dedos colados. Papai abraçou Nico bem apertado, e os dois ficaram ali, rindo juntos.
Capítulo 4: Final Feliz e roupa dobrada
Depois de tanta alegria, Nico viu a pilha de roupa limpa no cesto. Lembrou que papai sempre dizia: “Roupa cheirosa dobra melhor quando tem carinho!”
O coelhinho pegou o cesto e começou a dobrar as roupas. Uma camiseta, duas meias, uma calça… Às vezes dobrava torto, às vezes caía no chão, mas Nico ria e dizia: — Serviço de Amor continua! Roupa dobrada com risada!
Quando terminou, chamou papai para ver. O cesto estava cheio de roupa dobrada (ou quase). Papai coelho olhou e sorriu: — O que importa é o carinho, meu filho!
No fim do dia, os dois sentaram juntos no gramado. Papai coelho com o lenço azul no pescoço, Nico de barriga cheia de felicidade. Olharam para o cesto de roupa dobrada, para a foto colada e para o céu cor-de-rosa.
Nico pensou: às vezes, as coisas mais especiais são feitas de pequenos gestos, trapalhadas e muitas risadas. E assim, com o coração quentinho, Nico sussurrou:
— Serviço de Amor está sempre aberto para você, papai!
E os dois ficaram ali, abraçados, ouvindo o vento contar histórias, cheios de alegria e amor.