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História sobre o dia dos pais 5 a 6 anos Leitura 7 min.

A caixinha das fitas e do poema

Sofia, de cinco anos, prepara uma carta-poema e decora uma caixinha com fitas coloridas para surpreender o pai no Dia dos Pais, envolvendo a família em risos e carinho.

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Menina de 6 anos, rosto redondo, cabelo castanho-claro em duas tranças, sorridente e orgulhosa, segura uma pequena caixa de cartão decorada com fitas coloridas; veste um vestido amarelo com bolinhas brancas e meias listradas, o pai (cerca de 35 anos, barba rala, cabelo castanho bagunçado) ajoelhado diante dela, emocionado e sorrindo, segura uma tesoura ajudando a terminar a decoração; a mãe (cerca de 33 anos, cabelos longos presos) observa ao fundo da sala com um sorriso terno, mãos cruzadas no peito; a avó (cerca de 60 anos, cabelos grisalhos em coque) está perto da porta, rindo suavemente e segurando um ursinho de pelúcia; cena numa cozinha-sala iluminada com chão de madeira clara, mesa redonda, almofadas coloridas no sofá e raios de sol projetando sombras suaves no tapete; sobre a mesa papéis, lápis de cor, rolos de fita adesiva brilhante em violeta, verde e rosa e uma caixa aberta com corações desenhados à mão; atmosfera acolhedora, paleta viva e pastel, luz suave da manhã, texturas lisas e contornos nítidos em estilo cel-shading 3D cartoon, foco na caixa decorada e no olhar cúmplice entre a menina e o pai, composição centrada e íntima com leve profundidade de campo. reportar um problema com esta imagem

Parte 1 — O plano secreto

No sábado de manhã, a Sofia acordou com o sol a piscar pelas cortinas. Ela tinha cinco anos e um sorriso que sabia contar segredos. Hoje era Dia dos Pais. Ela pulou da cama com os pés descalços e correu para a cozinha.

— Papá! — chamou ela, ouvindo o barulho do café. — Posso fazer uma surpresa?

O pai sorriu, com a caneca na mão e o cabelo todo espetado. Ele se inclinou e fez cócegas nela. Sofia riu, mas escovou a ideia: cócegas não eram a surpresa. Ela queria algo especial, com palavras e cores.

No quarto, Sofia pegou papel, lápis de cor, cola e uma rolinho de scotch de cor — um monte de fitinhas brilhantes que a mãe tinha guardado. Ela adorava aquele scotch colorido. Era pegajoso e mágico. Sofia desenhou uma caixinha no papel e decidiu que a surpresa seria uma carta-poema dentro de uma caixinha de papelão, decorada com listras de scotch.

— Vou fazer o poema mais bonito do mundo — murmurou Sofia, sacudindo o lápis.

Ela começou a rabiscar. As primeiras linhas saíram como pulo de coelho: simples e diretas.

"Papá, tu és meu sol, meu cobertor de mão..." Sofia fez uma pausa. Não sabia rimar tudo. Então resolveu escrever do coração, sem regras.

Parte 2 — As fitas que contam histórias

Sofia recitou o poema em voz alta para o ursinho de pelúcia. O pai espiou pela porta e sentou-se no batente, os olhos brilhando.

— Lê para mim, princesa — pediu ele.

Sofia começou a ler. A voz apagava e acendia como uma vela. Havia palavras engraçadas que saíam tortas e outras bem claras, como se tivessem sido polidas com carinho. No final, ela escreveu: "Obrigado por me segurar quando eu caio e por fazer as panquecas com uma canção".

— Está lindo — disse o pai, com a voz um pouco rouca. — Posso ajudar a decorar a caixinha?

Sofia sorriu com a boca inteira. Trabalhar em equipa era a melhor parte. Eles pegaram a caixa velha que havia vindo com um brinquedo. O pai cortou a tampa para ficar direitinha, e Sofia escolheu as fitas.

Ela colou primeiro uma tira violeta em ziguezague. Em seguida, uma verde, amarela e rosa. Sofia fez linhas, bolinhas, um coração torto. O pai ensinou a fazer um laço com o scotch — que parecia impossível, mas os dois riram até quase desmontar o laço.

Enquanto decoravam, o pai contou uma história de quando ele era pequeno e também tinha feito uma surpresa para o avô. A história era curta e engraçada: ele tinha colado a carta ao gato por engano. Sofia gargalhou tão alto que o ursinho virou de lado.

— Papá, as tuas histórias são como desenhos com palavras — disse Sofia, abrindo mais espaço na caixa para o poema.

Ela resolveu também traçar um mapa com scotch — um caminho que ia da porta da casa até o sofá onde o pai sempre se sentava. O mapa tinha corações no lugar das árvores e uma pequena flecha indicando: "aqui mora o melhor papá". O gesto parecia pequeno, mas tornou tudo muito especial.

Parte 3 — O poema e a surpresa

Sofia colocou o poema dentro da caixinha. Antes de fechar, ela pegou um lápis e desenhou um botãzinho de sol na tampa. O pai escreveu uma coisa curta no verso do papel: "Amo-te, pequena artista", e deixou um beijo de batom imaginário — isto fez Sofia rir e apertar os olhos.

— Podemos pôr um cheirinho? — perguntou ela, com aquela seriedade que as crianças têm quando decidem um aroma.

O pai soprou um pouco de perfume que tinha guardado numa frasco mini. Não era perfume de adulto, era um cheiro que lembrava fim de tarde e mel. Sofiinha deu um pulo e disse que agora a caixinha cheirava a domingo de abraço.

Depois, veio o momento do laço final. Sofia passou mais scotch colorido, desta vez fazendo um grande abraço em volta da caixa. Cada fita tinha um motivo escrito por ela: "abraço", "história", "panqueca", "beijo". O pai leu cada palavra e fingiu que ia chorar de emoção. Sofia deu-lhe um toque no nariz.

— Está pronta — disse ela, com voz de organizadora de festas.

O pai ajoelhou-se para ficar à sua altura. Ele olhou para Sofia com um orgulho tão grande que quase não coube no peito.

— Obrigado, meu amor — murmurou ele. — O melhor presente é o teu tempo e as tuas palavras.

Sofia apertou a mão dele com firmeza. Ela sentiu que tinha feito algo importante. Não porque era perfeito, mas porque vinha de dentro.

Parte 4 — A caixa fechada

Na sala, a avó e a mãe entraram silenciosas para ver a surpresa. O pai abriu a caixa devagar, como quem lê um livro antigo. Ele leu o poema e sorriu em cada rima torta e em cada desenho colado com scotch. Lágrimas pequeninas apareceram no canto dos olhos dele, e Sofia percebeu que as palavras tinham poder.

— Tu és a minha pintora de alegria — disse ele, beijando a testa dela.

Sofia saltitou e deu um abraço que durou três segundos e meio, que para uma menina de cinco anos é uma eternidade. Depois, ela ajudou o pai a pôr a caixa na prateleira, bem à vista, como um tesouro.

Quando a tarde chegou, o sol desenhou um caminho no tapete. A família fez panquecas com formas de coração e cantou uma música inventada. No fim, o pai colocou a caixa num lugar especial e fechou a tampa com cuidado. Sofia viu a linha do scotch cintilar. Ela imaginou que dentro da caixa as palavras faziam uma festa.

A caixa ficou ali — um pequeno cofre de carinho. O pai olhou para a Sofia e disse:

— Sempre que eu abrir esta caixa, vou lembrar que tu me amas de verdade.

Sofia sorriu, satisfeita. Ela sabia que o amor morava nas coisas simples: numa palavra, numa fita colorida, num abraço improvisado. E quando o pai apertou a tampa mais uma vez, a caixa ficou fechada, guardando o poema, os risos e o cheiro de domingo.

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Cortinas
Tecidos que cobrem as janelas para bloquear luz ou dar privacidade.
Surpresa
Algo inesperado que deixa alguém feliz ou curioso.
Carta-poema
Um papel com palavras escritas em forma de poema e enviado como presente.
Scotch
Fita adesiva brilhante usada para colar e decorar coisas.
Ziguezague
Traço em forma de linhas com ângulos que vão para um lado e para o outro.
Laço
Fita arrumada em forma de nó bonito para enfeitar objetos.
Batente
A parte da porta onde se apoia quando ela está aberta.
Polidas
Que ficaram lisas e brilhantes por terem sido limpas ou cuidadas.
Perfume
Cheiro gostoso que se coloca para deixar algo ou alguém cheiroso.
Prateleira
Tabuleiro fixo na parede para guardar ou mostrar objetos.

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A ler em seguida em Histórias sobre o dia dos pais para 5 a 6 anos

Um menino de 6 anos, Lucas, com grandes olhos brilhantes e cabelos castanhos bagunçados, está no centro da cena, sorrindo entusiasticamente enquanto mistura uma massa de bolo em uma grande tigela. Ele usa um avental colorido com desenhos de super-heróis, e farinha está espalhada em seu rosto, adicionando um toque cômico à sua expressão alegre. Ao lado dele, sua mãe, uma mulher de cerca de 30 anos, com longos cabelos castanhos presos em um coque, o observa com um sorriso carinhoso. Ela usa uma camiseta colorida e uma calça confortável, segurando um batedor em uma mão e um pote de chocolate na outra, pronta para ajudá-lo a decorar o bolo. A cena acontece em uma cozinha acolhedora, com paredes pintadas de amarelo pastel, prateleiras cheias de potes de especiarias coloridas e utensílios de cozinha pendurados na parede. A luz do sol entra pela janela, iluminando o ambiente e criando uma atmosfera alegre e animada. Lucas, todo animado, está preparando um bolo para o Dia dos Pais, misturando os ingredientes com energia, enquanto sua mãe o incentiva e ajuda, criando um momento mágico e cheio de amor entre eles.

Bolo de Amor

Disponível em história em áudio Leitura 5 min.

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