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História sobre a primavera 5 a 6 anos Leitura 7 min.

O jardim da janela de Gabriel

Gabriel acorda na primavera, observa o jardim com os avós e faz amizade com uma joaninha, aprendendo a importância de cuidar da natureza.

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Um menino de 6 anos, rosto redondo com sardas e cabelo castanho-claro despenteado, sorri maravilhado ao observar uma pequena joaninha vermelha na sua manga, sentado num tapete junto a uma janela aberta; ao seu lado, a avó (~65 anos) de cabelo grisalho preso em coque, pele vincada e avental florido, sorri ternamente com a mão no seu ombro direito; atrás, o avô (~68 anos) de cabelo branco e óculos redondos, camisa xadrez, sentado numa poltrona azul lendo um jornal mas olhando a cena com expressão calorosa; na janela, um jardim de primavera com relva verde, tulipas cor-de-rosa e amarelas, ramos com folhas tenras, borboletas laranja e um sol matinal dourado; momento calmo e íntimo com a joaninha pronta a voar para o jardim, luz quente atravessando o vidro, texturas de guache visíveis e paleta alegre em tons pastéis com acentos vermelhos e verdes vivos. reportar um problema com esta imagem

Parte 1: O despertar da primavera

Gabriel acordou cedo, sentindo o cheiro fresco do pão torrado vindo da cozinha dos avós. A luz do sol entrava devagarinho pela janela, pintando o quarto com um tom dourado e suave. Ele ouviu os passarinhos a cantar lá fora e sorriu, pois sabia que a primavera tinha finalmente chegado.

Desceu as escadas em silêncio, com os pés descalços, sentindo o chão ligeiramente frio. Quando chegou à sala, encontrou a avó junto à janela, a olhar para o jardim. O avô lia o jornal, sentado no seu cadeirão azul.

— Bom dia, Gabriel! — disse a avó, sorrindo. — Já viste como o jardim acordou cheio de cores?

Gabriel correu até à janela. Lá fora, as árvores estavam cheias de folhas novas e verdes. Pequenas flores amarelas e cor-de-rosa cresciam na relva. Ouviam-se abelhas zumbindo e borboletas a voar de flor em flor.

— O inverno foi tão comprido — disse Gabriel, encostando o nariz ao vidro. — Agora tudo parece diferente.

O avô baixou o jornal e piscou o olho.

— A primavera é mágica, Gabriel. Traz vida nova a tudo. Até ao nosso coração.

Gabriel pensou nisso enquanto olhava para o jardim. Sentiu uma vontade de sair e cheirar as flores, mas gostava muito daquele cantinho da sala, com vista para o mundo lá fora.

Parte 2: Um visitante especial

Enquanto a avó preparava o pequeno-almoço, Gabriel sentou-se no tapete junto à janela. Sentia o sol a aquecer-lhe as costas. De repente, notou um pontinho vermelho a mover-se devagarinho na manga do seu pijama.

— Olha, avó! — exclamou, baixinho para não assustar o visitante. — Uma joaninha!

A avó aproximou-se, sorrindo.

— Ela veio dar-te os bons dias — disse, tocando suavemente no ombro de Gabriel.

Gabriel ficou quieto, muito atento. A joaninha subia devagar, passo a passo, com as suas patinhas pequeninas e delicadas. Tinha pintinhas pretas bem redondinhas.

— Ela é tão pequenina e corajosa — murmurou Gabriel. — Não tem medo de mim.

A avó sentou-se ao lado dele.

— As joaninhas são amigas do jardim. Gostam de passear pelas plantas e ajudam a cuidar das flores.

Gabriel olhou para a joaninha com ainda mais carinho. Sentiu-se responsável por ela.

— Será que ela gosta do cheiro das flores? — perguntou.

A avó sorriu, passando-lhe a mão no cabelo.

— Acho que sim. E gosta do sol, como tu.

Gabriel ficou ali, a observar a joaninha. Sentia o coração leve, como se também ele quisesse passear pelo jardim, saltar de flor em flor.

Parte 3: O jardim visto da janela

Gabriel decidiu ficar mais um bocadinho ali, com a sua nova amiga. O avô chegou perto e sentou-se ao lado deles.

— Sabes, Gabriel, as joaninhas comem pequenos bichinhos que fazem mal às plantas. São como jardineiras muito trabalhadoras.

Gabriel olhou para o avô, curioso.

— Então ela está aqui para ajudar o nosso jardim a crescer?

— Exatamente — respondeu o avô. — E tu também podes ajudar.

Gabriel pensou no que poderia fazer. Olhou para as flores lá fora, coloridas e brilhantes ao sol. Sentiu o cheiro doce do pão torrado e, misturado a ele, o perfume do jardim que entrava pela janela aberta.

— Se eu cuidar das plantas, a joaninha vai ficar feliz? — perguntou.

— Vai, sim — disse a avó, acariciando-lhe a mão. — E todos os animais do jardim também.

Gabriel sorriu. Gostava da ideia de fazer parte daquele mundo pequenino e mágico.

De repente, a joaninha abriu as asinhas vermelhas e voou até ao parapeito. Gabriel seguiu-a com os olhos, sentindo-se orgulhoso.

— Vai explorar o jardim — disse ele, baixinho. — Boa viagem, joaninha!

O avô levantou-se e abriu a porta da sala.

— Queres ir lá fora, Gabriel?

Gabriel abanou a cabeça.

— Agora não. Quero ver daqui, com vocês. Gosto de estar aqui, a ouvir as histórias do avô e a ver a primavera acordar devagarinho.

Parte 4: O abraço da primavera

A manhã passou tranquila. Gabriel ajudou a avó a regar as plantas em vasos junto à janela. Sentiu a água fresca a correr pelos dedos e cheirou a terra molhada, tão viva e forte.

Depois, sentou-se de novo entre o avô e a avó. Juntos, ouviram o chilrear dos pássaros e viram esquilos a correr pelos ramos. Gabriel fechou os olhos por um momento e imaginou-se pequenino, como a joaninha, a passear no jardim.

— Sabem, sinto-me feliz — disse, abrindo os olhos. — A primavera faz tudo ficar bonito.

A avó abraçou Gabriel com ternura.

— E tu fazes o nosso mundo mais bonito, meu querido.

O avô sorriu, dando-lhe uma palmadinha nas costas.

— Nunca te esqueças de cuidar do que te rodeia, Gabriel. As flores, os animais e até as joaninhas precisam de amigos como tu.

Gabriel prometeu, de coração, cuidar sempre da natureza. Sentiu-se especial, parte daquela dança silenciosa de cores, cheiros e sons.

A tarde chegou devagar. O sol entrava pela janela, aquecendo o tapete. A avó trouxe um copo de leite morno e um bolo de maçã. Gabriel saboreou cada pedacinho, sentindo-se seguro e amado.

Antes de adormecer no sofá, entre suspiros de contentamento, Gabriel olhou uma última vez para o jardim. Lá fora, a joaninha voava de flor em flor, feliz.

— Boa noite, primavera — murmurou Gabriel, fechando os olhos.

E a casa encheu-se de silêncio, de luz suave, de sonhos bons e promessas de cuidar do mundo, um dia de cada vez.

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Pão torrado
Pão que ficou quente e dourado na torradeira, crocante por fora.
Primavera
Estação do ano em que as flores nascem e o tempo fica mais quente.
Parapeito
Pequena parte na base da janela onde se pode apoiar algo.
Manga
Parte da roupa que cobre o braço, como no pijama.
Joaninha
Inseto pequeno e redondo, vermelho com pintas pretas, amigo do jardim.
Abelhas
Insetos que voam, fazem zumbido e ajudam as flores.
Borboletas
Insetos com asas coloridas que voam de flor em flor.
Relva
Área com muitas plantas verdes baixas, também chamada de grama.
Jardineiras
Pessoas ou coisas que cuidam do jardim e das plantas.
Chilrear
Som leve e agudo que os passarinhos fazem ao cantar.
Suspiros
Pequenos sons que fazemos quando estamos tranquilos ou contentes.
Cadeirão
Uma cadeira grande e confortável, onde se pode sentar relaxado.
Vasos
Recipientes onde se põe terra e plantas para crescer.

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