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Humor fantástico 9 a 10 anos Leitura 7 min.

O dragãozinho de bolso e as pedras resmungonas

Folhico, um dragãozinho de bolso, decide fazer as pedras ranzinzas do Bosque dos Sussurros sorrirem contando histórias improvisadas e envolvendo os amigos numa aventura cheia de risos e confusões.

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Folhico, um minúsculo dragão do tamanho de um esquilo, com asas finas de borboleta e chifres cobertos de musgo, sorridente e travesso, segura um pequeno livro colorido e conta uma história saltando sobre uma pedra; Cascudão, uma grande pedra oval de rosto carrancudo com leve sorriso, rola devagar para a direita, surpreso e divertido; Pedra‑Girassol, uma pedra redonda com padrões florais amarelos, ri e salta perto de Folhico; Pedra‑Borrachenta, pedra plana e flexível, sorri elasticamente e começa a rachar em pedacinhos que caem rindo; Rita, a formiga minúscula e atenta, está numa folha em primeiro plano, antenas erguidas, aplaudindo; a clareira do Bosque dos Sussurros tem musgo verde, cogumelos coloridos, raízes retorcidas, raios de sol dourados e pétalas e pós coloridos no ar; ao lado há um kit de pintura de pétalas e pote de pólen com manchas de tinta viva nas pedras; cena principal: Folhico improvisa uma história alegre e teatral no centro de um círculo de pedras que riem, algumas rolando, numa atmosfera luminosa, calorosa e movimentada. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – As pedras são ranzinzas antes das dez

Folhico, um dragãozinho de bolso (do tamanho de um esquilo, mas com asas de borboleta e chifres de musgo), acordou com um espirro de poeira mágica no nariz. Era uma manhã como outra qualquer no Bosque dos Sussurros, exceto pelo fato de que as pedras do caminho estavam especialmente mal-humoradas. E não era um mau humor qualquer: era daqueles de revirar olhos, bufar alto e resmungar palavras feias (mas não tão feias assim, pois eram pedras educadas).

Folhico saiu de sua toca de sabugueiro, espreguiçando as asas verdes.

"Hoje vai ser o dia", disse para si mesmo, com um sorriso torto. "Hoje eu faço as pedras sorrirem!"

No primeiro passo, ouviu um "Ai!" vindo do chão. Era Cascudão, uma pedra ovalada, sempre de cara fechada.

"Vai pisar em outro, dragão enxerido! Não está vendo que estou tentando cochilar?", reclamou Cascudão.

Folhico se agachou, aproximando seu focinho colorido.

"Mas Cascudão, você vive cochilando! O que te faz tão ranzinza logo de manhã?"

"Ficaria mais feliz se ninguém tentasse conversar comigo", bufou Cascudão, girando para o lado oposto.

Folhico riu baixinho. Em vez de desistir, encheu o peito de coragem, curiosidade e traquinagem. Afinal, se as pedras eram ranzinzas, alguém precisava descobrir o porquê.

Capítulo 2 – O segredo das pedras mal-humoradas

Folhico foi saltitando pelo bosque, conversando com cada pedra que encontrava. Pedra-Girassol, Pedra-Borrachenta, Pedra-Cabeçuda... Todas estavam igualmente emburradas.

Embaixo de um cogumelo, Folhico encontrou sua amiga Formiga Rita, arrastando uma folha.

"Bom dia, Rita! Você já viu pedras tão mal-humoradas?", perguntou ele.

"Hoje? Só hoje? Elas são sempre assim. Mas ouvi dizer que, no fundo, só querem atenção", respondeu Rita, piscando rápido.

"Atenção? Como assim?", indagou Folhico, curioso.

"Pedras gostam de ouvir histórias, mas ninguém conta nada para elas. Só ouvem passos e resmungos", explicou Rita, coçando uma das antenas.

Folhico pôs a mãozinha no queixo. "Então, se eu contar uma história, elas vão sorrir?"

Rita assentiu. "Ou talvez riam tanto que rolem até a lagoa!"

O dragãozinho agradeceu a dica e foi pular sobre o barranco, já planeando a aventura. Agora, ele só precisava pensar numa história absolutamente sensacional... ou inventar uma na hora, o que Folhico achava muito mais divertido.

Capítulo 3 – O concurso de histórias improvisadas

No centro do bosque, Folhico empilhou as pedras mais ranzinzas em círculo. Cascudão, Pedra-Girassol, Pedra-Cabeçuda e Pedra-Borrachenta estavam ali, resmungando e torcendo seus narizes de granito.

"Preparem-se!", anunciou Folhico, com uma reverência extravagante. "Hoje teremos o primeiro Concurso de Histórias Improvisadas do Bosque dos Sussurros!"

As pedras se entreolharam, desconfiadas.

"Se sua história for chata, vamos te atirar na poça de musgo", ameaçou Cascudão, mas com um brilho divertido nos olhos.

Folhico respirou fundo e começou:

"Certa vez, uma pedra se apaixonou por um caracol. Ela tentou segui-lo, mas como era pedra, foi devagar, devagarinho... O caracol já estava na próxima folha quando ela finalmente mexeu sua primeira ruguinha!"

As pedras ficaram em silêncio, depois soltaram um pequeno... "Humpf."

Folhico continuou: "Mas a pedra era esperta! Chamou todas as gotas de orvalho para deslizar até o caracol, e juntos eles viraram o casal mais brilhante das manhãs!"

Dessa vez, Pedra-Borrachenta soltou uma risadinha abafada.

"Eu DUVIDO que pedras se apaixonem por caracóis!" disse Pedra-Cabeçuda, mas estava sorrindo.

"Na minha história, podem! E até dançam em festas de lama!", respondeu Folhico, dançando desajeitadamente.

Agora as pedras já tilintavam de tanto tentar segurar o riso.

Capítulo 4 – O feitiço da risada e o quiproquó da confusão

Enquanto Folhico improvisava, percebeu um detalhe: quanto mais as pedras riam, mais leves ficavam. Pedra-Girassol até saltitou sem querer. Rita, a formiga, deu um grito do meio da plateia:

"Cuidado! Se riarem muito, podem voar para longe!"

As pedras, assustadas, tentaram segurar o riso. Mas era tarde demais. Folhico, animado, contou outra história cheia de peripécias envolvendo um sapo cantor e uma borboleta com medo de voar. A gargalhada foi tão forte que... ZUUUM! Cascudão rolou até a raiz de um velho carvalho.

"AJUDA!", gritou Cascudão.

Pedra-Cabeçuda girou como um pião, Pedra-Borrachenta se espalhou em mil pedrinhas pequenas e Pedra-Girassol, rindo tanto, virou de cabeça para baixo.

Folhico voou de asa aberta até Cascudão, tentando ajudá-lo:

"Não se preocupem! Dragõezinhos de bolso também são especialistas em resgates de pedregulhos!"

No fim, todos, até as formigas, riram com a confusão. Folhico percebeu que às vezes, para alegrar alguém, basta dividir uma aventura divertida – e não se importar com alguns tropeços.

Capítulo 5 – O grande desenho colorido

No dia seguinte, as pedras estavam diferentes. Quando Folhico se aproximou, foram elas que o chamaram:

"Ei, dragãozinho, tem mais história?", perguntou Pedra-Borrachenta, com um sorriso aberto.

"Hoje a história vem em cores!", anunciou Folhico, puxando seu kit de tintas mágicas (feito de pétalas e pólen colorido).

Pedras e amigos do bosque se reuniram. Juntos, pintaram as pedras com listras, bolinhas, bigodes, chapéus altos e até sapatos imaginários. Quem passou por ali depois juraria que nunca vira pedras tão alegres.

No final do dia, Folhico desenhou, bem no centro da clareira, um enorme quadro colorido no chão: um dragãozinho de bolso sorrindo ao lado de quatro pedras felizes. Todos deram as mãos (e patas, e asas, e antenas) e disseram em coro:

"Que venham mais risadas, mais histórias e mais aventuras!"

E as pedras? Ah, continuaram ranzinzas antes das dez, mas agora, depois das histórias, riam até o sol se pôr.

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Dragãozinho
Um dragão pequeno e fofo, menor que um animal, com asas pequenas.
Musgo
Planta verde e macia que cresce em pedras e troncos úmidos.
Ranzinzas
Pessoas ou coisas que ficam de mau humor e reclamam muito.
Bufar
Soprar ar pela boca mostrando irritação ou cansaço.
Resmungar
Falar baixo e reclamar, sem dizer tudo claramente.
Espirro
Saída rápida de ar e saliva pelo nariz, como um pequeno som.
Sabugueiro
Árvore ou arbusto cujos galhos e frutos são usados em cabanas.
Traquinagem
Brincadeira travessa feita para divertir ou provocar risos.
Orvalho
Gotas de água que aparecem nas plantas pela manhã.
Peripécias
Aventuras cheias de eventos engraçados ou complicados.
Pião
Brinquedo que gira rápido sobre um ponto.
Pólen
Pó fino das flores que ajuda a formar novas plantas.
Clareira
Área aberta no meio do bosque sem árvores próximas.

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