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História de Natal 5 a 6 anos Leitura 6 min.

O doce mágico do Natal no bosque

Nico, um raposinho curioso, embarca em uma aventura natalina junto com seus amigos para encontrar um doce mágico que concede desejos, descobrindo que a verdadeira magia do Natal está na amizade e em partilhar.

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Um pequeno raposo chamado Nico, com pelagem caramelo e olhos brilhantes de curiosidade, está alegremente diante de uma grande caixa dourada meio enterrada na neve. Ao seu lado, uma lebre chamada Lili, usando um cachecol azul, sorri maravilhada ao olhar o conteúdo da caixa. Um pássaro colorido, Pipo, está empoleirado em um galho acima, com as asas ligeiramente abertas, observando a cena com interesse. Um esquilo travesso, Dudu, está sentado em um toco próximo, com os olhos bem abertos de surpresa. A cena acontece sob uma velha e majestosa árvore com galhos cobertos de neve, iluminada por pequenas luzes cintilantes como estrelas. O chão está coberto por uma espessa camada de neve branca, e o céu está tingido de tons dourados e lilases do pôr do sol. reportar um problema com esta imagem

Capítulo 1 – O Mistério do Doce Natal

No bosque coberto de neve, o vento soprava com delicadeza, fazendo as folhas secas dançarem. O sol, tímido, espreitava entre os galhos branquinhos. No meio de tanta calma, um pequeno focinho cor de caramelo se mexia entre as moitas: era Nico, o renardinho mais curioso do bosque.

Nico adorava o Natal. Ele gostava do cheiro das pinhas, dos sons suaves dos sinos de gelo e das luzes que pareciam estrelas caídas no chão. Mas, naquele ano, Nico tinha ouvido uma história diferente: diziam que, na véspera de Natal, um doce mágico aparecia escondido em algum lugar do bosque e quem o encontrasse poderia fazer um pedido cheio de bons desejos.

“Será que é verdade?”, pensou Nico, com os olhos brilhando. Ele queria muito descobrir. E, claro, partilhar o doce com os amigos.

Assim, com o rabinho empinado, Nico começou sua aventura. Saltou por cima de uma pedra gelada e logo encontrou sua amiga, a lebre Lili, enrolada num cachecol azul.

— Lili! — chamou ele, quase escorregando na neve fofinha. — Já ouviste falar do doce mágico de Natal?

— Ah, já sim! — respondeu Lili, com um sorriso. — Dizem que ele brilha como o luar! Mas ninguém nunca encontrou.

Nico sacudiu as orelhas, animado.

— Se acharmos juntos, podemos dividir! E fazer um pedido bem bonito para todos do bosque!

— Que ideia doce, Nico! — disse Lili, batendo palminhas. — Vamos procurar!

E lá foram eles, deixando pegadas miúdas no tapete branco.

Capítulo 2 – Pegadas e Surpresas

O caminho estava cheio de surpresas. No galho de uma árvore, o passarinho Pipo os saudou com um canto alegre.

— Procuram algo especial? — perguntou, arrumando as penas coloridas.

— O doce mágico de Natal! — respondeu Nico, animado.

Pipo deu uma risadinha.

— Ouvi dizer que ele se esconde perto de onde o coração bate mais forte. O que será que isso quer dizer?

Nico e Lili se entreolharam, pensativos.

— Talvez seja perto de alguém que amamos muito — disse Lili, baixinho.

— Ou onde ajudamos um amigo! — completou Nico, lembrando-se das palavras da vovó raposa.

Continuaram a andar, atentos a cada detalhe. Encontraram o esquilo Dudu, que tentava puxar uma noz gigante para dentro de sua toca.

— Precisas de ajuda, Dudu? — perguntou Nico, parando ao lado do amigo.

— Oh, sim! Esta noz é muito pesada!

Juntos, empurraram a noz. Dudu ficou tão feliz que deu um abraço apertado em cada um.

— Obrigado, amigos! — disse ele, com um sorriso do tamanho do bosque. — Se encontrarem o doce, lembrem-se de partilhar!

Nico sentiu o coração esquentar. Será que era ali o lugar do doce mágico? Olhou ao redor, mas não viu nenhum brilho diferente. Só o calor da amizade.

Capítulo 3 – O Brilho da Generosidade

O sol começou a se pôr, pintando o céu de dourado e lilás. O frio aumentava, mas o coração de Nico continuava quentinho, mesmo sem ter encontrado o doce mágico.

Juntos, os amigos chegaram perto do lago, onde a lontra Lelé brincava com as bolhas de gelo.

— Procuram o quê? — perguntou Lelé, saltitando.

— O doce mágico de Natal! — disse Lili.

Lelé pensou um pouco e apontou para o outro lado do lago.

— Ali há uma árvore muito antiga. Dizem que ela guarda segredos do Natal.

Nico e Lili correram até lá, com Pipo e Dudu atrás. A árvore era mesmo enorme e parecia abraçar todos com seus galhos.

No tronco, encontraram uma caixinha dourada, meio escondida na neve. Dentro dela, havia um doce redondo, colorido e brilhante como o luar. Todos ficaram de boca aberta.

— Achámos! — exclamou Nico, com alegria.

Na caixinha, uma mensagem sorria em letras encantadas: “Dividir é o maior presente. Faça um desejo e partilhe com o coração.”

Nico olhou para os amigos e sentiu-se ainda mais feliz.

— Vamos dividir o doce! — disse ele. — E fazer um desejo para todo o bosque!

Cada um deu uma mordidinha. O sabor era suave, doce e parecia trazer lembranças felizes. Fecharam os olhos e, juntos, desejaram:

— Que todos tenham calor, alegria e muitos amigos neste Natal!

De repente, pequenas luzes começaram a brilhar ao redor da árvore, como se as estrelas tivessem descido só para eles.

Capítulo 4 – Um Natal Aconchegante

Depois da aventura, todos sentaram ao pé da árvore, enrolados em mantinhas coloridas. O vento cantava baixinho e a neve caía devagar, como confetes mágicos.

Nico sentia-se cheio de alegria. Descobriu que o melhor presente era a amizade e a alegria de partilhar. O doce era especial, mas o que mais brilhava era o carinho dos amigos juntos.

— Este foi o melhor Natal de todos — disse Lili, bocejando feliz.

Pipo assentiu, já sonolento.

— E tudo porque tivemos um desejo generoso!

Nico sorriu, fechando os olhinhos. O coração batia tranquilo e quentinho, como se estivesse coberto por uma manta de estrelas.

Enquanto o bosque dormia sob a neve macia, Nico sonhava com mais aventuras, doces e muitos Natais partilhados. E assim, enrolado no calor dos amigos e dos bons desejos, o pequeno renardinho descansou, pronto para sonhar e espalhar alegria outra vez.

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Aventura
Uma jornada emocionante para descobrir algo novo.
Místico
Algo mágico ou misterioso.
Véspera
Dia ou noite antes de um evento especial.
Tímido
Alguém ou algo que parece reservado ou quieto.
Coberto
Algo que está embaixo de uma camada ou cobertura.
Deslizando
Movimento suave, como patinar no gelo.
Delicadeza
Ação feita com cuidado e suavidade.
Generosidade
Ação de partilhar ou dar algo com bondade.
Brilhando
Algo que emite luz ou está muito claro.

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