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História de desafio impossível 3 a 4 anos Leitura 7 min.

O desafio impossível da sopa sem pingos

Tomás enfrenta o “Desafio Impossível” de levar a sopa à mesa sem derramar uma gota; com criatividade e a ajuda da família, tenta várias estratégias e aprende sobre trabalho em equipa.

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Menino de 4 anos, olhos brilhantes e sorriso determinado, cabelo castanho desgrenhado, segura com as duas mãos uma grande tigela de sopa laranja, postura ligeiramente inclinada e expressão concentrada e alegre; à direita, a mãe (~30 anos) de cabelos castanhos presos em coque, sorridente e protetora, enrola um guardanapo branco em torno da tigela como uma "capa"; à esquerda, o pai (~35 anos) de barba curta, com as mãos prontas como barreira e um pé levantado para estabilizar o caminho, olhar tranquilizador; ao lado do menino, a irmã (~10 anos) de cabelos trançados indica o caminho com o dedo e segura uma grande bandeja plana sob a tigela como uma "rede" de segurança, concentrada e risonha; à frente, a avó (~65 anos) de cabelos grisalhos apanhados, sentada à mesa com as mãos prontas para aplaudir, rosto doce e orgulhoso, faz o papel de juíza do desafio; cozinha acolhedora e luminosa com azulejos claros, mesa de madeira clara, tapete colorido, prateleiras com frascos e janela com luz da manhã; cena coletiva com movimento calmo — o menino atravessa a cozinha com a tigela na bandeja, ajuda mútua e suspense alegre, sem gotas no chão; cores vivas e contrastantes, traços suaves e arredondados, texturas de tecido visíveis e reflexos quentes na tigela de sopa. reportar um problema com esta imagem

Hoje de manhã, o Tomás, que tinha 4 anos e um riso grande, encontrou um cartaz pendurado na porta da cozinha. O cartaz tinha um desenho de uma colher a dançar e dizia, em letras tortas: “DESAFIO IMPOSSÍVEL: levar a sopa até à mesa sem derramar NENHUMA gota!”

O Tomás abriu muito os olhos.

“Impossível?” perguntou ele, com voz de quem não acredita.

A mãe sorriu. “Dizem que é impossível. Mas é só um jogo.”

O Tomás bateu palmas. “Eu vou conseguir!”

Ele correu buscar o seu caderno pequenino, o Caderno das Tentativas. Era amarelo, com um autocolante de um pato. Pegou também num lápis gorducho.

Sentou-se no chão e escreveu, bem devagar, como conseguia: “TENTATIVA 1”.

No fogão estava uma tigela de sopa de cenoura. Laranja, cheirosa, a fazer “ploc-ploc”. A tigela estava muito cheia. Mesmo muito.

A mãe avisou: “Devagarinho, Tomás.”

O Tomás segurou a tigela com as duas mãos. A tigela tremia um pouco, como gelatina.

Ele deu um passo. A sopa fez “shhh” e subiu numa ondinha.

“Uh-oh,” disse o Tomás.

Ele deu outro passo. A sopa fez “shhh” outra vez.

Então… PLOF! Uma gotinha caiu no chão.

O Tomás olhou para a gota, depois para o caderno.

Ele escreveu: “TENTATIVA 1: PLOF.”

O pai apareceu e perguntou: “O que é esse ‘plof'?”

“Foi uma gota fujona,” explicou o Tomás. “Mas eu vou apanhar as gotas!”

A irmã mais velha, a Rita, riu. “As gotas não se apanham. Elas escorregam!”

O Tomás pôs as mãos na cintura. “Então vou enganar a sopa.”

“TENTATIVA 2,” escreveu ele.

Ele pegou numa colher grande e começou a levar a sopa às colheradas, uma por uma, como se fosse um comboio. “Chuuu-chuuu!”

A colher ia, a colher vinha. Só que a sopa era esperta. Pingava da colher no caminho. Ping… ping… ping.

O Tomás fez cara séria. “Sopa, tu estás a fazer cócegas ao chão!”

Ele escreveu no caderno: “TENTATIVA 2: ping ping.”

A avó, que estava a descascar uma banana, aproximou-se. “O que se passa, meu querido?”

“Eu tenho um desafio impossível,” disse o Tomás, apontando para o cartaz. “A sopa não quer ficar quieta.”

A avó piscou o olho. “Quando uma coisa não quer ficar quieta, fazemos uma brincadeira com ela.”

O Tomás ficou atento. “Uma brincadeira!”

Ele escreveu: “TENTATIVA 3.”

“Primeiro,” disse ele, “eu vou andar como um caracol.” Ele levantou a tigela e mexeu-se tão devagar que parecia que o tempo estava a bocejar.

O Tomás deu um passo… e outro… e outro.

A sopa quase nem se mexia. Quase.

Mas, mesmo no fim, quando viu a mesa, a sopa fez uma última ondinha, toda contente. A onda encostou na borda.

O Tomás prendeu a respiração.

E… plim. Uma gotinha saltou para o guardanapo, não para o chão.

O Tomás sorriu. “Guardanapo, tu apanhaste!”

Ele escreveu: “TENTATIVA 3: plim no guardanapo. Melhor!”

A Rita aproximou-se com uma ideia. “Podemos pôr um prato por baixo da tigela. Assim, se cair, cai no prato.”

O pai disse: “E eu posso segurar a cadeira para ninguém tropeçar.”

A mãe trouxe um guardanapo grande. “E eu faço uma ‘capa' à volta da tigela.”

A avó colocou a banana descascada num prato e disse, muito séria: “E eu posso ser a Juíza do Desafio Impossível.

O Tomás riu tanto que quase se esqueceu da sopa. “Todos comigo!”

Ele escreveu em letras grandes: “TENTATIVA 4: EM EQUIPA.”

A mãe enrolou o guardanapo à volta da tigela, como um casaco fofinho. A Rita trouxe um prato bem largo e o Tomás pousou a tigela em cima dele, com cuidado.

O pai abriu os braços como se fosse uma cancela. “Passagem livre para a Sopa!”

A avó sentou-se perto da mesa e fez um som de trombeta com a boca: “Pruu-praa! Começa o desafio!”

O Tomás segurou no prato com as duas mãos. A Rita caminhou ao lado, a apontar o caminho. “Direita… agora esquerda… cuidado com o tapete!”

O tapete era um monstro muito calmo, mas com uma pontinha levantada.

“Tapete, fica quietinho,” pediu o Tomás.

O pai levantou a pontinha com o pé. “Aqui não há tropeções!”

A sopa tentou fazer uma ondinha. Mas o casaco de guardanapo segurou a borda. E o prato por baixo estava pronto, como uma rede.

O Tomás fez voz de treinador. “Sopa, hoje tu és um barco. E a mesa é o teu porto.”

A avó bateu palmas devagar. “Muito bem, capitão!”

Chegaram à mesa. O Tomás pousou o prato. A tigela ficou no meio, orgulhosa e quietinha.

Silêncio.

Ninguém via gotas no chão. Nem uma!

A avó levantou as mãos. “Eu declaro: Desafio Impossível… POSSÍVEL!”

O Tomás saltou, mas só um saltinho pequeno para não assustar a sopa. “Consegui!”

Ele abriu o caderno e escreveu, com letras tortas e felizes: “TENTATIVA 4: CONSEGUIMOS! Sem plof. Sem ping.”

A mãe beijou-lhe a testa. “Foi a tua ideia pedir ajuda. Boa, Tomás.”

A Rita disse: “E foi divertido!”

O pai encheu as tigelas de todos, agora com calma. “Agora o desafio é comer sem fazer bigode de sopa.”

O Tomás levou a colher à boca e ficou com um bigodinho laranja.

Ele apontou para o bigode e disse: “Este desafio eu gosto!”

Todos riram, e a cozinha ficou quentinha e alegre. A sopa, finalmente, parecia sorrir também. Depois do riso, veio o sossego bom de barriga cheia. O Tomás guardou o caderno ao lado e pensou: quando é em equipa, até o impossível vira brincadeira.

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Cartaz
Papel grande pendurado com uma mensagem ou desenho para todos verem.
Tigela
Recipiente redondo onde se põe a sopa para comer.
Sopa
Comida quente e líquida que se come com colher.
Cenoura
Legume laranja, docinho, que se come cozido ou cru.
Guardanapo
Pano ou papel que se usa para limpar a boca ou a sopa.
TENTATIVA 1
Primeira vez que alguém experimenta fazer algo novo.
Autocolante
Figurinha com cola que se cola no caderno ou brinquedo.
Descascar
Tirar a casca da fruta, como quando se tira a pele da banana.
Juíza do Desafio Impossível
Pessoa que decide se o desafio foi cumprido, como uma avisadora.
Bigode
Pelos ou traço que aparece acima do lábio quando se come sopa.

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