Carregando...
História de carnaval 9 a 10 anos Leitura 7 min.

O cartaz do Carnaval do guaxinim Riso

Riso, um guaxinim inventor, reúne amigos imaginários para confeccionar uma pancarta colorida anunciando o carnaval, enfrentando ventinhos travessos e muita música enquanto preparam a rua para a grande festa.

Baixar esta história em PDF

Ideal para compartilhar ou imprimir esta história!

Baixar o e-book (.epub)

Leia esta história no seu leitor de e-books.

Um pequeno guaxinim antropomórfico (personagem principal), olhos brilhantes, bigodes finos e patas manchadas de tinta metálica, de avental com bolsos, rosto alegre e concentrado, em pé sobre uma caixa de madeira segurando alto um grande cartaz colorido com os dizeres "vive o carnaval"; uma coruja de sapatos vermelhos (personagem secundário) com penas macias e olhar travesso pousada no peitoril de uma janela desenhando estrelas brilhantes com uma pena dourada; um cachorro de rua de bandana (secundário), pelo manchado, sorrindo e marcando o ritmo com um pandeiro ao lado de uma grande pedra redonda; um pequeno caramujo mascarado como uma concha-joia (secundário) coberto de lantejoulas soprando bolhas iridescentes cheias de confetes perto do guaxinim; um tamanduá sonolento (secundário) deitado num telhado baixo, surpreso, olhando uma pena voando para ele com a pata levantada em gesto cômico; viela de paralelepípedos estreita e inclinada, muros de tijolos decorados com guirlandas multicoloridas, lanternas de papel penduradas, bandeirolas amassadas e confetes e tecidos brilhantes espalhados pelo chão; cena central dinâmica com o guaxinim erguendo o cartaz contra um vento brincalhão que levanta uma pena e serpentinas, música, risos e confetes no ar, composição centrada, cores saturadas e texturas lúdicas. reportar um problema com esta imagem

O Plano do Guaxinim

Na rua de paralelepípedos que cheirava a confete e suor de trompete, vivia Riso, um guaxinim de olhos brilhantes e patinhas sempre pegajosas de tinta. Ele adorava inventar coisas: chapéus que cantavam, varas que soltavam serpentina, e hoje tinha um plano maior do que seus bolsos cheios de segredos. Riso queria fazer uma pancarta que todo mundo visse — uma que gritasse alegria e suspirasse confete: “vive le carnaval”.

As janelas estreitas da viela já brilhavam com lanternas coloridas e as fachadas estavam vestidas com fitas que tremeluziam. Riso colocou um avental cheio de bolsos e saiu com uma sacola de retalhos, um rolo de tinta metálica, pincéis e ideias saltitantes como sapos de festa. Ele não era humano, mas sabia que, com criatividade, podia falar com o coração de qualquer criatura em festa.

Riso começou a colar retalhos como se bordasse um sorriso. Cada pedaço era uma história: pedaços de cetim lembravam marchinhas; retalhos de veludo tinham o som de tambores; e tiras de papel lamê estouravam como gargalhadas. Enquanto pincelava as letras — com tinta que brilhava como luar — ele cantarolava uma pequena canção de trabalho. A viela ouviu: uma batida miudinha que parecia uma promessa de surpresa.

Amigos de Fantasia

Logo chegaram visitantes de todos os cantos — nenhum humano, só criaturas que amavam um bom baile. Um caramujeiro com máscara de borboleta trouxe lantejoulas; uma coruja de sapato vermelho desenhou estrelas; e um cão rua com bandana tocava um pandeiro e marcava o compasso com a pata. Todos se reuniram em volta da grande pedra no meio da viela, prontos para ajudar.

“Precisamos de mais cor, mais riso e uma pitada de truque,” disse Riso, abanando o pincel. A coruja voou e trouxe penas coloridas que, quando caíam, soltavam pequenas notas musicais ao tocar o chão. O caramujeiro soprou uma bolha que, ao estourar, espalhou confetes em forma de notas de samba. O cão improvisou um solo, e as pedras começaram a vibrar com alegria.

Enquanto trabalhavam, uma chuva miúda de serpentinas começou a cair do telhado, como se o céu também estivesse assistindo ao ensaio do cartaz. Riso pintou com mais vigor, e a frase “vive le carnaval” ganhou curvas dançantes, cada letra com sua própria fantasia: o V com lantejoulas, o I com um chapéu, o E com um laço que parecia abrir e fechar como um trem-bala de risos.

O Problema do Ventinho

Quando o cartaz ficou quase pronto, um ventinho travesso apareceu. Não era um vento qualquer — era um vento de carnaval, que adorava brincar. Primeiro levou um pedaço de retalho, depois um laço, e por fim uma pluma que voou direto para a bochecha de um tamanduá sonolento no telhado. As letras balançaram, e o cartaz ameaçou se transformar numa acrobacia aérea.

Riso não se abateu. Ele amarrou um cordão nas extremidades e convocou uma banda improvisada. O cão batia o pandeiro, a coruja marcava o tempo com um latido compassado (era um latido musical, claro), e o caramujeiro soprava notas de metal por entre as conchas. A música virou corda e cola invisível: cada nota segurava uma ponta do cartaz, cada aplauso reforçava o nó.

Para prender a pluma que voara, Riso inventou uma técnica: fez uma flor de papel que, ao tocar a pena, soltou um brilho que a fez dançar no fio até voltar ao lugar. As criaturas riram, porque tudo ali tinha a leveza de um truque de mágica e a simplicidade de uma brincadeira de quintal. E enquanto o cartaz se firmava, as letras pareceram piscar satisfeito, prontas para anunciar a festa.

Grande Entrada e Passo Final

Quando a rua encheu de ritmo e as luzes piscaram como olhos de alegria, Riso subiu numa caixa como se fosse um palco. Ele segurou a pancarta com as duas patinhas e, num gesto teatral, ergueu: “vive le carnaval”. A frase brilhou sob o clarão das lanternas. Todos na viela aplaudiram com patas, asas e antenas.

Surpresas saltaram de cada canto — confetes que tocavam guitarra, chapéus que contavam piadas curtas e sombras que faziam mímicas engraçadas. O pandeiro dobrou o compasso, a coruja assobiou uma nota longa e o caramujeiro fez girar uma cascata de conchas que caíam como chuva de prata. Riso sentiu o peito bater como um tambor: a pancarta não era só um cartaz; era um convite, um abraço que dizia: venham, dancem, riam.

Para finalizar, Riso pediu silêncio — só por um segundo, o suficiente para que a música tomasse fôlego. Então, com um salto que misturava acrobacia e carisma, ele fez o passo de dança que havia inventado: um giro com o rabo erguido, um sapateado com as patas dianteiras, e uma reverência que terminava com o chapéu voando para o alto e pousando perfeitamente sobre a letra V. Era um passo pequeno, alegre e impossível de não copiar.

As criaturas seguiram o exemplo e a rua inteira entrou num único movimento: passos curtos, risadas longas, e um balanço que fez as lanternas piscarem mais forte. O cartaz, pendurado e feliz, parecia bater palmas. Riso, cansado e radiante, olhou ao redor — não era humano ali, mas a festa tinha o calor de mil abraços.

E assim, com serpentinas que chilreavam como pássaros de papel e a frase “vive le carnaval” brilhando no centro da viela, a festa continuou noite adentro. Riso fez seu último passo: um giro compassado que terminou em um salto leve, e ao tocar o chão fez todos baterem palmas. A música explodiu em risos, e a dança final foi um grande passo coletivo — um passo de dança que deixou a rua inteira a sorrir, como se o carnaval tivesse ficado um pouco mais amigo daquele cantinho de pedra.

Sem publicidade 3 € por mês

Deseja uma leitura sem interrupções? Apoie Oh My Tales, remova todos os anúncios e aproveite outras vantagens incluídas a partir de 3€ por mês.

Veja os planos e tarifas
Compartilhar

reportar um problema com esta história

O que você achou desta história?

Dê sua opinião atribuindo uma nota a esta história com base no que você e/ou seu filho acharam. Obrigado antecipadamente!

Obrigado! Sua nota foi levada em conta!

O quiz: você entendeu bem a história?

Paralelepípedos
Pedras colocadas no chão em forma de rua, duras e irregulares.
Confete
Pequenos pedaços coloridos de papel que se jogam em festas.
Guaxinim
Animal com máscara no rosto, patas habilidosas, costuma mexer em coisas.
Retalhos
Pedaços de tecido que sobram de roupas ou costuras.
Cetim
Tecido brilhante e liso, usado em roupas de festa.
Veludo
Tecido macio e com pelinho, parece quentinho ao toque.
Lamê
Tecido ou papel com brilho metálico, reluz como metal.
Lantejoulas
Pequenas peças brilhantes costuradas em roupas para enfeitar.
Pandeiro
Instrumento de percussão redondo com pele e pequenas ferraduras.
Tamanduá
Animal de focinho comprido que come formigas e cupins.
Serpentina
Tira longa de papel colorido que se joga para enfeitar festas.
Vive le carnaval
Frase escrita no cartaz que convida para a festa do Carnaval.

Crie uma história mágica e única para o seu filho!

Crie em poucos minutos uma aventura personalizada onde seu filho se torna o herói. Com nossa ferramenta exclusiva, é fácil, gratuito e divertido!

Criar uma história

Baixe esta história:

Baixar esta história em PDF Baixar o e-book (.epub)

A ler em seguida em Histórias de carnaval para 9 a 10 anos

Receba novas histórias todos os domingos à noite!

Receba 7 histórias emocionantes e cativantes, adaptadas à idade e aos gostos do seu filho, todo domingo às 17h*. É grátis e garantido sem spam!
*E-mail enviado às 16h00, hora de Lisboa.
Nós também não gostamos de spam. Assim, nós só lhe enviaremos histórias. Você poderá se descadastrar quando desejar.