A doutora Sofia acorda cedo, com o cheirinho do feno e o miado baixinho do gato Tomás junto à sua cama. Sofia é veterinária. Ela cuida com carinho dos animais, grandes e pequenos. Seus passos fazem barulhinhos macios no chão da clínica, como patas de coelho.
No consultório, há uma cadeira fofinha, um tapete de pelúcia e muitos brinquedos. Ali, os animais podem esperar tranquilos. A doutora Sofia sorri ao ver Lili, uma cachorrinha de orelhas compridas, entrar com a dona. Lili treme um pouquinho, escondida atrás das pernas da dona.
“Lili tem um pouco de medo”, diz a dona, apertando a patinha dela de leve.
Sofia ajoelha-se e fala com voz suave, “Olá, Lili, está tudo bem. Aqui é um lugar gentil.” Ela mostra o canto calmo da sala, recheado de almofadas, macio como nuvem, e brinquedos macios, coloridos como flores do campo. Sofia convida Lili: “Vamos brincar aqui um pouquinho?”
Lili cheira devagar as almofadas. O rabo começa a balançar devagarinho. Tomás, o gato, salta para perto e ronrona baixinho. “Miauuu”, diz Tomás, como quem diz ‘tudo passa'. Lili sente-se melhor. Ela deita e boceja.
A doutora Sofia escuta o coração de Lili com o estetoscópio, tão friozinho, mas seu toque é leve e quentinho. “Tudo ótimo, Lili! Você é muito corajosa”, elogia Sofia, sorrindo.
De repente, entra uma coelha branquinha, chamada Bola de Neve. Ela também parece tímida. Sofia oferece um pouco de cenoura e um abraço de palavras doces. “Aqui é seguro, Bola de Neve!”, diz Sofia.
No final do dia, Sofia limpa cada pratinho e arruma as almofadas do canto calmo. Os animais vão embora felizes, abanando rabos, batendo patinhas, ou piscando devagar. A clínica tem cheiro de feno, de carinho e de alegria.
Sofia acena: “Até amanhã, amigos! Hoje vocês foram muito valentes.” Tomás enrola-se no colo dela, ronronando como chuva miudinha.
Na clínica da doutora Sofia, cuidar é um gesto macio, igual a passar a mão na pelagem de um amigo. Todos vão dormir tranquilos, sabendo que há sempre um lugar calmo à espera — quentinho como um abraço.