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História sobre a guerra 11 a 12 anos Leitura 19 min.

O caderno azul e as pontes da paz

Miguel, um menino curioso, descobre o significado da paz e da guerra através de conversas com seus pais, professores e vizinhos, enquanto aprende a importância de cuidar dos outros e a construir pontes de amizade. Através de ações pequenas e significativas, ele começa a compreender como cada um pode contribuir para um mundo melhor.

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Um garoto de 12 anos, com cabelos castanhos bagunçados e olhos curiosos, está sentado a uma mesa de madeira, com seu caderno azul aberto à sua frente. Seu rosto expressa concentração e um leve sorriso, enquanto escreve com uma caneta colorida, cercado por lápis de todas as cores. Ao lado dele, uma menina de 11 anos, com cabelos longos e loiros, observa atentamente, segurando um marcador na mão, pronta para desenhar. Ela usa uma camiseta listrada e óculos, e seu rosto demonstra entusiasmo. O local é uma sala de aula iluminada, com paredes decoradas com desenhos de crianças e janelas que deixam entrar a luz do sol, iluminando cartazes sobre paz e solidariedade. No quadro negro, palavras como "diálogo" e "amizade" estão escritas em grandes letras coloridas. A situação principal mostra o garoto e a menina colaborando para criar um projeto sobre a paz, cercados por colegas que os escutam com atenção, todos unidos em um momento de criatividade alegre e aprendizado. reportar um problema com esta imagem

Perguntas no Caderno Azul

Na sala, Miguel apanhou o comando da televisão e baixou o som. As imagens mostravam mapas, rostos sérios e palavras que apareciam por baixo. Ele tinha 11 anos e, de repente, o mundo parecia falar muito alto.

— Pai, o que é uma guerra? — perguntou, com o dedo a marcar a página do seu caderno azul.

O pai apoiou a chávena de chá e pensou um pouco antes de responder.

— Guerra é quando grupos de pessoas ou países deixam de resolver problemas com palavras e passam a usar força. É muito sério. Por isso existem regras e pessoas que trabalham para proteger os outros e para fazer a paz.

— Mas por que não falam simplesmente? — insistiu Miguel.

— Muitas vezes falam. Há encontros, há acordos, há mediadores. Às vezes demora. Nem sempre dá certo logo no início. — O pai apontou para a televisão. — Estás a ouvir os jornalistas? Eles contam o que está a acontecer. E há equipas como a Cruz Vermelha e organizações que ajudam famílias. Há leis internacionais que dizem o que se pode e o que não se pode fazer, mesmo durante uma guerra. Essas leis tentam proteger os civis, os hospitais, as escolas.

Miguel escreveu no caderno: “Existem leis para proteger.” Escreveu devagar, para não esquecer.

A mãe veio da cozinha com pão quente.

— Comer ajuda a pensar — disse, a sorrir.

— E se a guerra chegar aqui? — soltou, sem olhar para cima.

A mãe pousou o pão e sentou-se ao lado dele.

— Temos serviços de proteção civil, bombeiros, médicos, professores e líderes que trabalham todos os dias para manter as pessoas seguras. A nossa cidade tem planos. Temos vizinhos atentos. E nós, em casa e na escola, aprendemos a cuidar uns dos outros. Isso também é proteção.

O coração de Miguel bateu mais calmo. Ele olhou para o caderno e fez outra linha: “Cuidar é uma forma de proteção.”

— Posso levar estas perguntas para a escola? — perguntou.

— Podes, claro — disse o pai. — E podes levar o pão também, antes que eu o coma todo.

Miguel riu. O pão, ao menos, não tinha notícias assustadoras. Tinha manteiga.

Conversas na Escola

No dia seguinte, a professora Rita desenhou um círculo no quadro. Dentro, escreveu: “Conflito”. À volta, desenhou palavras como “opiniões”, “medo”, “recursos”, “história”.

— Às vezes, temos conflitos — disse. — Na turma, em casa, no bairro. Discutimos quem joga primeiro, quem escolhe o filme, quem fica com o último marcador azul. Nos países, os conflitos podem ser maiores. O importante é como resolvemos.

Miguel levantou a mão.

— Ouvi na televisão que há leis para a guerra. É estranho ter regras numa coisa tão perigosa.

— É mesmo — respondeu a professora. — Mas as regras existem para limitar o mal. Dizem que não se podem atacar civis, que é preciso cuidar dos feridos, que símbolos como o da Cruz Vermelha significam ajuda e devem ser respeitados. Também existem missões de paz e pessoas que vão mediar conversas.

— Como árbitros num jogo? — perguntou o Tiago, que jogava futebol sempre que podia.

— Parecido — disse a professora. — Um mediador tenta ouvir os dois lados, lembrar as regras e encontrar um meio-termo. Não marca golos, mas marca encontros.

A turma riu. A professora abriu uma caixa.

— Vamos treinar. Metade da turma quer visitar o museu, a outra metade quer ir ao parque. Precisamos decidir, sem gritos. Há três papéis: falar, ouvir, propor.

Miguel foi do grupo do parque. Inês ficou como mediadora.

— Cada lado fala um minuto — disse Inês, com voz firme. — Depois resumimos e tentamos juntar ideias.

Quando acabou, tinham um plano: ir primeiro ao museu e depois lanchar no parque. Ninguém ganhou tudo, mas todos ganharam algo.

— Isto é diálogo — concluiu a professora. — Às vezes, nos países, demora anos a chegar a um acordo. Não é fácil. Há emoções. Há histórias antigas. Mas também há pessoas que não desistem de falar.

No fim da aula, a professora chamou Miguel.

— Ouvi dizer que tens um caderno azul com perguntas.

— Tenho — disse ele, embalando o caderno.

— Guarda-o com cuidado. As perguntas ajudam-nos a pensar com calma. E hoje, na biblioteca, vai estar a psicóloga da escola a explicar como lidar com notícias difíceis.

Miguel sentiu um alívio estranho, como quando encontra o caminho certo no meio de ruas parecidas.

A Janela da Dona Amina

A vizinha do terceiro esquerdo chamava-se Dona Amina. Tinha vindo de outro país há alguns anos. Vendia pão sírio na feira e, quando estava em casa, abria a janela e deixava sair cheiro a canela.

Nesse dia, quando Miguel subiu as escadas com o correio do prédio, encontrou a porta dela entreaberta.

— Olá, Dona Amina. O carteiro deixou cartas.

— Obrigada, meu rapaz — disse ela, com um sorriso que fazia dobras nos olhos. — Entra um minuto. Tenho chá de hortelã e pão a sair do forno.

Miguel olhou o relógio, mas o cheiro venceu. Entrou.

As paredes tinham fotografias de uma família grande. Havia tapetes coloridos e uma caixa com tecidos.

— Na televisão falaram da guerra — disse Miguel, devagar. — Fiquei com dúvidas. O meu pai diz que há pessoas a proteger os outros. É verdade?

Dona Amina colocou duas chávenas na mesa.

— É verdade. Quando o meu bairro ficou perigoso, os adultos organizaram filas para as crianças irem primeiro buscar comida. Um senhor com um colete com uma cruz vermelha ajudou a minha mãe. Pessoas de outro país trouxeram cobertores. Havia uma senhora que falava devagar, como tu agora, e desenhava mapas para sabermos a estrada segura. No meio do medo, havia regras e havia mãos.

— Doeu muito? — perguntou Miguel, a olhar para o vapor do chá.

— Doeu, mas também aprendi que a bondade é teimosa. — Ela abriu a caixa de tecidos e tirou um lenço azul. — Este foi feito por voluntárias no abrigo. Coseram à noite para consolar. Cada ponto é uma conversa, uma sopa, uma história.

Miguel passou os dedos pelo lenço. Era macio como voz de avó.

— Ainda falas com elas?

— Falo com algumas. Há grupos na internet onde partilhamos receitas e notícias boas. Também ajudo famílias novas que chegam ao nosso bairro. Quem foi acolhido aprende a acolher.

Ele sorriu.

— Posso ajudar?

— Podes. Esta semana vamos recolher roupa e cadernos para crianças que chegaram agora. Podes vir separar tamanhos. E podes trazer o teu caderno azul. As boas perguntas cabem em qualquer mesa.

Miguel saiu com um pedaço de pão quente no bolso e uma ideia a crescer, como uma semente que encontra terra.

Caixas, Cartas e um Jogo de Mãos

No sábado, o salão da junta de freguesia encheu-se de caixas. Havia etiquetas coloridas: “casacos”, “sapatos”, “brinquedos”, “cadernos”. Miguel ficou encarregado de colar autocolantes com desenhos.

— Este urso vai para brinquedos de 6 a 8 — disse, concentrado.

— E estes marcadores? — perguntou a mãe.

— Para todos. Desenhar é para qualquer idade — respondeu. Teve um impulso e escreveu “Para criar mundos melhores” numa pequena etiqueta.

As pessoas iam e vinham. Um bombeiro explicou como organizar as saídas de emergência. Uma enfermeira ajustava um kit de primeiros socorros. Um senhor da proteção civil mostrou um mapa com pontos azuis.

— Estes pontos são locais onde as famílias podem encontrar ajuda — disse ele, com voz calma. — Há contactos de emergência, há tradutores. Estamos a treinar voluntários para acolhimento. Não estão sozinhos.

Miguel guardou o mapa na memória. Gostava de mapas. Pareciam promessas desenhadas.

À tarde, encontrou o Tariq no pátio. Era novo na escola. Trazia uma bola e um olhar tímido.

— Jogas? — perguntou Miguel, com um gesto claro.

Tariq sorriu e acenou. Jogaram primeiro só os dois. Depois vieram mais colegas. Sem perceberem, tinham inventado um jogo com regras muito simples: passar, sorrir, tentar outra vez.

Quando descansaram, Miguel apontou para si.

— Miguel.

— Tariq — respondeu o outro, batendo as mãos devagar para marcar o som do nome.

Riram. Era um pequeno acordo entre dois mundos.

— Amanhã há clube de teatro — disse Inês, aproximando-se. — Podem vir os dois. Vamos criar cenas sobre conversa e amizade.

Tariq não entendeu tudo, mas entendeu o convite. O convite tinha a forma de um lugar livre na fila.

Em casa, Miguel escreveu uma carta à presidente da câmara com ajuda da mãe.

“Olá. Chamo-me Miguel e tenho 11 anos. Na nossa escola há crianças novas. Seria bom ter mais intérpretes e um espaço com livros em várias línguas. Eu posso ajudar a arrumar. Obrigado por ler.”

No fim, desenhou um pequeno planeta a segurar um guarda-chuva sobre pessoas de guarda-chuvas furados. Era uma metáfora de quase meia página, mas ele achou que a presidente ia perceber.

O Conselho de Palavras

Na terça-feira, a professora Rita organizou um “Conselho de Palavras” no ginásio. Havia uma mesa comprida com cartolinas: “escutar”, “explicar”, “propor”, “aceitar limites”. Os alunos sentaram-se em semicírculo. A psicóloga da escola, o diretor e uma senhora da biblioteca também vieram.

— Hoje vamos treinar como é que grupos diferentes falam quando há problemas — disse a professora. — Imaginem que duas cidades partilham um rio e querem água para beber e para plantar. Há seca. O que fazemos?

— Construir um depósito para os dois — sugeriu a Matilde.

— Medir a água com justiça — disse o Tiago.

— Plantar árvores para segurar a chuva quando vier — acrescentou Tariq, com a ajuda de um desenho.

— E escrever as regras num papel que todos assinam — concluiu Miguel.

A psicóloga bateu palmas.

— Vejam como as soluções misturam ideias. Isto acontece em reuniões de pessoas importantes. Umas chamam-se cimeiras. Outras são encontros de organizações internacionais. Há quem use gravata, há quem use coletes fluorescentes, mas todos levam canetas para escrever acordos.

O diretor tomou a palavra.

— Também há regras que protegem durante conflitos. Algumas dizem que escolas e hospitais devem ser respetados. Que as crianças devem ser protegidas. Que os prisioneiros devem ser tratados com dignidade. Nem sempre as regras são seguidas, e é por isso que existem tribunais e observadores. Há pessoas que dedicam a vida a vigiar o cumprimento das leis e a pedir justiça.

— Como apitos num jogo mais sério — murmurou o Tiago.

— Como campainhas que lembram que somos humanos — disse a bibliotecária.

A professora respirou fundo.

— O nosso papel, aqui, é aprender a cuidar. Cuidar da linguagem, porque as palavras podem ferir ou curar. Cuidar da atenção, para não partilhar notícias falsas. Cuidar do outro, especialmente de quem chega cansado.

— E se alguém me contar uma coisa triste? — perguntou Inês.

— Ouves com respeito — disse a psicóloga. — E perguntas: “Queres falar mais?” Se a história for pesada, chamas um adulto. Há assuntos que pedem mãos treinadas.

Miguel sentiu que havia uma rede. Não era visível como uma rede de pesca, mas segurava. Onde havia buracos, alguém fazia nós.

No recreio, desenharam juntos um mural com uma ponte. Escreveram por cima: “Atravessar com palavras.”

Plantando Paz no Quarto

À noite, o pai trouxe uma caixa de sapatos vazia.

— O que é isso? — perguntou Miguel.

— Uma caixa de ideias de paz. Cada vez que descobrires uma ação pequena que ajuda, escreves num papel e metes aqui. No fim do mês abrimos.

Miguel gostou. Pegou no caderno azul e pensou. Depois escreveu: “Hoje joguei com o Tariq e inventámos um gesto para dizer os nomes.” Dobrou o papel e colocou-o na caixa.

No dia seguinte, adicionou: “Não partilhei um vídeo assustador. Falei com a professora primeiro.”

Noutro dia: “Ajudei a Dona Amina a traduzir o horário do autocarro. Usei ícones e setas.”

As ações eram pequenas, mas pesavam. Como pedrinhas num bolso que lembram um caminho.

Ao fim de uma semana, a presidente da câmara respondeu à carta. Agradeceu as ideias e convidou a turma a visitar a biblioteca nova, onde iam criar um canto com livros em várias línguas. A turma vibrou. Miguel guardou a carta na sua mochila como se fosse um tesouro.

No sábado, foram à feira com a Dona Amina. Enquanto ela vendia pão, Miguel e a mãe tinham um cartaz: “Bem-vindos. Podemos ajudar?” As pessoas paravam, perguntavam, davam ideias. Uma senhora ofereceu aulas de costura. Um rapaz do clube de informática disse que podia ensinar a instalar tradutores no telemóvel. O mundo parecia um puzzle difícil, mas havia muitas peças a encaixar.

À noite, Miguel e o pai viram uma reportagem calma. Mostrava voluntários a distribuir água. Um médico explicava como organizavam turnos para descansar. Um jornalista dizia que era importante confirmar factos.

— Vês? — disse o pai. — Quando há coisa difícil, aparecem equipas. Não resolve tudo, mas protege muita gente. E as conversas continuam. Às vezes, demoram. Como uma massa que precisa de levedar.

— Então a paz é como pão? — perguntou Miguel, com os olhos a brilhar.

— É — riu a mãe da cozinha. — Demora, precisa de cuidado e partilha-se melhor quando está quente.

Miguel escreveu isso no caderno. Gostava de metáforas com comida. Eram as suas preferidas.

Quando as Perguntas Viram Pontes

No final do mês, abriram a caixa de sapatos. A mesa encheu-se de papéis dobrados.

— Vamos ler um cada um — sugeriu a mãe.

Miguel leu o primeiro: “Partilhei o meu estojo com o Tariq. Ele ensinou-me uma palavra nova: shukran. Significa obrigado.”

O pai leu outro: “No Conselho de Palavras, consegui esperar a minha vez sem interromper.”

A mãe leu um terceiro: “Escrevi um e-mail à biblioteca sobre livros em árabe e português. Recebi um ‘vamos tentar'.”

— A minha vez — disse Miguel. Abriu um papel tirado da base da caixa. — “Perguntei ao avô como foi crescer depois de um tempo de medo no país. Ele disse: ‘Cresci a ver pessoas a reconstruir. A paz tem trabalho todos os dias.'”

Ficaram em silêncio, um silêncio que sabia a chá.

— Queres saber outra coisa? — perguntou o pai. — Os bombeiros da nossa cidade fazem simulacros. Treinam como se fosse real, para que, se alguma vez houver problema, saibam o que fazer. As escolas também. Isso não é para assustar. É para organizar. Quando as pessoas sabem o que fazer, o medo encolhe.

— Como quando temos um plano para um teste — disse Miguel. — Estudamos, temos um horário, respiramos.

— Exato — disse a mãe.

No dia seguinte, na aula de português, Miguel escreveu um texto. Chamava-se “Quando as perguntas viram pontes”. Explicou que a guerra é um conflito grande e perigoso. Que existem leis para proteger quem não participa. Que jornalistas, médicos, professores, vizinhos e líderes trabalham para que as pessoas estejam seguras. Que a paz se constrói com palavras, com tempo e com ações pequenas.

Leu em voz alta. A turma ouviu. No fim, o Tiago levantou a mão.

— Posso ser teu vizinho de mesa no próximo trabalho? — perguntou.

— Podes — disse Miguel. — Traz marcadores.

— Todos — respondeu o Tiago, a sorrir. — Desenhar é para qualquer idade.

Na saída, o Tariq esperou por Miguel.

— Café? — disse, apontando para o bar da escola.

— Pode ser — disse Miguel, orgulhoso de perceber a pergunta sem tradutor.

Sentaram-se e riram de uma piada que não era igual nas duas línguas, mas tinha o mesmo final: dois amigos a partilhar um bolo.

No caminho para casa, Miguel olhou para o céu. As nuvens moviam-se devagar, como barcos em dia sem vento. Ele pensou nas pessoas em mesas compridas, a discutir palavras e mapas. Pensou nos bombeiros a treinar. Pensou na Dona Amina a coser tecidos e histórias. Pensou nas suas mãos pequenas a segurar uma caixa de ideias de paz.

Quando chegou, abriu o caderno azul para escrever a última frase do dia: “Nem sempre posso mudar o mundo inteiro. Mas posso ser um ponto de calma, um minuto de pausa, um lugar onde cabem duas cadeiras.”

Depois fechou o caderno, pousou a caneta e foi ajudar a pôr a mesa. Cada prato no lugar certo. Cada copo cheio de água fresca. Lá fora, o noticiário continuava. Cá dentro, havia pão quente. E a certeza, clara e simples, de que muitas pessoas acordam todos os dias para proteger outras pessoas. A paz, como o pão, precisa de mãos. E as mãos de Miguel estavam prontas.

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